Arquivo diários:12 de dezembro de 2018

Cyrela está “super otimista” para 2019 e dobra aposta em Minha Casa, Minha Vida.

Cyrela – Pininfarina | São Paulo – SP

A Cyrela , uma das maiores construtoras do país, está “super otimista” em relação ao próximo governo brasileiro e confiante de que as decisões tomadas pela empresa na crise a posicionaram para um novo ciclo de crescimento, disseram nesta terça-feira executivos da companhia. “Percebemos o cliente e a sociedade mais confiantes e para dar o passo de assumir uma dívida de longo prazo é preciso isso”, afirmou o diretor de incorporação do grupo, Piero Sevilla, em encontro com jornalistas no empreendimento Cyrela Haus by Yoo, um lançamento feito em parceria com o escritório de design londrino.

O executivo não citou o crescimento esperado para os lançamentos em 2019, mas revelou que os novos projetos se concentrarão em São Paulo, Rio de Janeiro e na região Sul. Em 2018, acrescentou Sevilla, a Cyrela conseguiu lançar mais empreendimentos do que o inicialmente estudado.

No acumulado do ano até setembro, os lançamentos subiram 30,8 por cento ano a ano, para 2,33 bilhões de reais, enquanto as vendas líquidas contratadas aumentaram 30,4 por cento, para 2,62 bilhões de reais, conforme balanço do terceiro trimestre divulgado pela companhia em 8 de novembro.

Além dos segmentos de luxo, alto e médio padrão em que tradicionalmente opera, a Cyrela planeja para o ano que vem novos projetos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) e financiados com recursos do FGTS.

No fim de setembro, a empresa criou a Vivaz para atuar no MCMV, lançando seu primeiro empreendimento sob a marca em Itaquera (SP). A Cyrela já desenvolvia projetos para o programa habitacional por meio de joint ventures com a Cury Construtora e a Plano e Plano, que continuam em andamento.

A estreia da Vivaz coincidiu com a entrada de outras incorporadoras com foco em médio e alto padrão no segmento de imóveis econômicos, incluindo a Eztec , mas vem na contramão da gigante MRV , que este ano retomou projetos financiados com recursos da caderneta de poupança.

De acordo com Sevilla, a Cyrela vem construindo desde o ano passado um estoque de terrenos (landbank) para o Minha Casa Minha Vida. “Talvez em breve (o segmento) pode ser metade do que lançamos junto com Cury e Planner”, afirmou, referindo-se à soma dos projetos da Vivaz com os desenvolvidos por meio das joint ventures.

Questionado sobre a criação da Vivaz num momento em que o setor discute a limitação de recursos do FGTS para habitação popular, Sevilla reconheceu que o movimento veio tarde.
“Dimensionamos mal e por isso acabamos entrando tarde no MCMV”, afirmou.

Fora do residencial, uma das apostas da incorporadora é o Medplex, um projeto comercial exclusivamente desenvolvido para reunir consultórios, laboratórios e clínicas.

A Cyrela já lançou cinco empreendimentos do tipo, sendo três no Sul, um em Campinas
e outro em São Paulo.

Por volta das 17:20, as ações da Cyrela subiam 1 por cento, a 15,15 reais, enquanto o Ibovespa tinha variação positiva de 0,13 por cento. Em 2018, os papéis da construtora acumulam ganho de cerca de 19 por cento.

Fonte: www.ultimoinstante.com.br

Por Gabriela Mello

Alemanha desenvolve concreto-têxtil com fibras de linho.

 

Malha de linho que combinada com concreto autoadensável substitui as armaduras de aço e permite construir estruturas leves e esbelta. (linho-concrete). Crédito: Jana Winkelmann

Material permite fabricar estruturas esbeltas e tem capacidade para revolucionar a construção industrializada.

Pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Pesquisa em Madeira, também conhecido como Wilhelm-Klauditz-Institut (WKI) ou Fraunhofer WKI, estão desenvolvendo concreto-têxtil a partir de fibras in natura de linho. Nos testes realizados na Alemanha, o material se mostrou tão eficiente quanto os costumeiramente usados para produzir o concreto-têxtil, que são polímeros, fibras de carbono, fibras de vidro e resinas epóxi.

O concreto-têxtil pode ter características superiores ao concreto armado, em termos de resistência à compressão e tração. O tecido, no caso, substitui as armaduras de aço. Desenvolvido na Alemanha, esse tipo de material permite construir estruturas mais esbeltas e é apontado como um elemento que pode revolucionar a construção industrializada do concreto.

Os pesquisadores do Fraunhofer WKI desenvolveram também um tear para tecer os fios a serem usados na malha do concreto-têxtil. A máquina é a única do gênero na Europa e pode compor várias estruturas têxteis para serem incorporadas por concretos de alto desempenho. Nos testes com fibras de linho, o centro de pesquisa para edifícios leves e ecológicos do WKI desenvolveu um concreto autoadensável especial para ser despejado sobre o tecido.

Segundo Jan Binde, que atua no centro de pesquisa, a qualidade do concreto-têxtil alcançado supera, e muito, a do concreto armado convencional. “A estrutura é tão densa que substâncias nocivas que podem causar patologias não conseguem penetrar no componente. Isso resulta em uma vida útil mais longa para o material”, diz.

Primeira ponte capaz de suportar veículos está em construção na Alemanha

A combinação entre a malha de linho e o concreto autoadensável reforçado com fibras de carbono, vidro e polímeros comprovou, durante os testes, ser um compósito durável, resistente a cargas e com baixa emissão de CO2. “As fibras naturais se encaixam muito bem no concreto. Temos elementos suficientes para construir estruturas leves e esbeltas, capazes de suportar carros”, afirma o pesquisador, que com sua equipe trabalha na construção de uma ponte para ser apresentada na BAU 2019, feira sobre arquitetura, materiais e sistemas, que acontece de 14 a 19 de janeiro, em Munique, na Alemanha.

A estrutura terá 15 metros de extensão, 40 centímetros de espessura e usará uma malha de linho com 12 centímetros de espessura. A ponte atende as normas técnicas europeias e se submeterá aos organismos alemães de fiscalização antes de ser apresentada.

No Brasil, a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) desenvolve pesquisa sobre concreto-têxtil no LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais). Em 2015, havia o projeto de construir duas passarelas para pedestres dentro do campus da universidade, em Porto Alegre-RS, mas que não foi viabilizado. Apesar dos esforços na UFRGS, os estudos sobre concreto-têxtil registram poucos avanços no país.

Entrevistado
Wilhelm-Klauditz-Institut (WKI) (via assessoria de imprensa)

Contato: info@wki.fraunhofer.de

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br