Arquivo mensais:janeiro 2019

Crédito para imóveis deve crescer 7% neste ano.

O volume de financiamento para construção ou aquisição de imóveis deverá crescer 7% em 2019 para R$ 126 bilhões, segundo previsão da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgada ontem.

Em 2018, o segmento que atravessava uma crise desde o final de 2014 mostrou melhora e alcançou R$ 117 bilhões em financiamentos, ante o montante de R$ 102 bilhões obtido em 2017.

Na avaliação do presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu Filho, o cenário econômico de juros básicos na mínima histórica (Selic em 6,5% ao ano) e de inflação controlada favorece um ambiente de crescimento para o crédito imobiliário. “Com juro de mercado a 8% ao ano, e 30% de entrada, o valor da prestação do imóvel fica igual ao do aluguel”, respondeu o executivo.

Nas estimativas da associação, o crédito com recursos da caderneta de poupança deverá avançar 20% neste ano para o volume de R$ 69 bilhões, enquanto o financiamento com funding do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) – voltado ao publico de menor renda – pode recuar 5% para R$ 57 bilhões em volume.

Em 2018, os créditos para imóveis que tiveram como fonte o FGTS evoluíram 2% para R$ 60 bilhões, enquanto os financiamentos com recursos da caderneta de poupança saltaram 33%, de R$ 43,1 bilhões para R$ 57,4 bilhões. Ao todo, somando o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o FGTS, o financiamento imobiliário cresceu 15% em 2018 ante 2017.

Abreu Filho aponta que o patrimônio depositado na caderneta deve aumentar 11% em 2019 e atingir o total de R$ 684 bilhões. “Com o crescimento da economia, as pessoas vão poupar mais”, diz.

Além do funding da poupança, o presidente da Abecip prevê que a emissão da letra imobiliária garantida (LIG) terá expansão. “A emissão da LIG vai forçar os bancos a reduzir as LCIs [letras de crédito imobiliário] de seus balanços. Nos próximos três anos, vejo a LIG ocupando o espaço da LCI”, afirma.

Pelos dados da associação, ao final de 2018, as LCIs contribuiam com 12,4% da estrutura de funding (R$ 156,6 bilhões), ao passo que a novata LIG tinha 0,2% (R$ 2 bilhões).

Reação de usados e fundos

Na visão de Abreu Filho, o mercado e o crédito para imóveis usados podem reagir neste ano. “Os preços dos imóveis usados estão subindo e a diferença em relação aos novos deve estreitar”, apontou.

Para o fundador e CEO da fintech SmartBrain – que atua com investimentos imobiliários – Cássio Bariani, superada a crise (entre 2015 a 2017), o cenário é positivo para aportes em imóveis para renda e fundos (FIIs). “Tivemos uma queda da vacância e do estoque de unidades, e agora começamos a ter uma retomada no lançamento de novos”, destacou.

Fonte: www.dci.com.br

Cinemark terá novo complexo na Avenida Rebouças.

Com quatro salas, o cinema vai dividir a área com hotel, apartamentos residencias, lojas e restaurantes

(Divulgação/Cinemark/Veja SP)

Cinemark prepara um lançamento muito bacana para 2020. É o conceito do minicomplexo em um espaço que reúna, além de cinema, lojas e restaurantes, nos moldes do Kinoplex Itaim, inaugurado em 2003.

Segundo Marcelo Bertini, presidente da Cinemark Brasil, o paulistano está cada vez mais querendo resolver as coisas em seu próprio bairro, devido à dificuldade de se transitar pela capital. Assim como o surgimento e crescimento dos minimercados, os pequenos complexos de cinema devem virar tendência nos próximos anos em São Paulo.

 

Num empreendimento da Helbor, o novo complexo da Cinemark terá quatro salas e será instalado na Avenida Rebouças quase esquina com a Avenida Faria Lima. No mesmo espaço haverá hotel, lojas, restaurantes e apartamentos residenciais. Como estará localizado na região de Pinheiros, o cinema atenderá a demanda dos moradores do bairro. Ou seja: a programação estará de acordo com gosto da clientela.

Fonte: vejasp.abril.com.br

Por Miguel Barbieri

2019 será bom para o mercado imobiliário? Saiba mais.

A melhora da economia e do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2017 traz algumas expectativas para o ano de 2019

Muitas famílias e brasileiros se perguntam qual o melhor momento para comprar ou vender imóvel, já que o país enfrenta problemas econômicos desde 2013. A melhora da economia e do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2017 traz algumas expectativas para o ano de 2019. Se está pensando em quando comprar apartamento, imóvel comercial etc, essa pode ser a hora.

As previsões otimistas para o mercado imobiliário começaram de fato em 2018, com uma melhora relativa da economia, fazendo subir a procura por imóveis. Esse otimismo seguiu em alta agora no início de 2019. Isso se dá pela esperança de que as contas públicas sejam ajustadas pelo novo Governo Federal.

A prova de que o mercado imobiliário está retomando seu fôlego é o aumento de 52% no número de unidades comercializadas de janeiro a junho de 2018 na cidade de São Paulo. Esses dados são um comparativo com o mesmo período de 2017. Esse é o melhor número desde 2013, segundo informações do mestre e doutor em Direito Processual Civil, Gustavo Milaré.

Com essa esperança vem ainda o crescimento de empregos e maiores ofertas de empreendimentos, que abaixaram devido à recessão da Construção Civil. No terceiro trimestre de 2018, o mercado imobiliário demonstrou reação. Houve um crescimento de 30% no lançamento de novos projetos e a tendência é aumentar agora depois das eleições.

Mudanças nos juros de financiamento

 Os especialistas, ainda em 2018, tinham a esperança de que os juros de financiamento permaneceriam baixos em 2019. Essa queda impacta diretamente nas possibilidades de compra de uma parcela da população.

Apesar disso, há indícios que os juros podem aumentar, principalmente para a classe média, segundo o presidente da Caixa Econômica do Brasil, Pedro Guimarães. Segundo ele, o foco de juros baixos e recursos da poupança do FGTS é para as famílias carentes, com o Programa Minha Casa Minha Vida.

Os projetos disponíveis para o Minha Casa Minha Vida são para as famílias que têm renda de até R$7 mil. Nessa faixa de renda, os juros máximos que são cobrados podem chegar a 8,47% ao ano.

Já a classe média que possui uma renda acima desse valor, pode ter maiores dificuldades para financiamento até mesmo pela Caixa Econômica Federal. Guimarães explicou à mídia que famílias da classe média devem seguir juros do mercado, que giram entre 8,75% a 9,5% ao ano.

Emprego

Especialistas acreditam que a taxa alta de desemprego afetou diretamente no mercado imobiliário. O caos financeiro e mau desempenho do mercado reflete-se ainda na crise política do país nos últimos anos, atraso de salários de servidores públicos e incertezas do futuro.

Para resolver de vez o problema financeiro das famílias, é preciso encontrar formas de aquecer o mercado empregatício. Sem esse crescimento, os consumidores passam a ficar desconfiados com o mercado, com medo de comprometer a renda realizando a compra de um imóvel.

Diante disso, os especialistas acreditam que apenas solucionando esses problemas podem trazer uma recuperação total imobiliária. Mesmo que o mercado esteja mais otimista para esse ano, o primeiro trimestre de 2019 será crucial para observar as transações e mudanças.

Afinal, quando comprar apartamento em 2019?

Levando em consideração todas as informações e expectativa, 2019 deve ser um bom ano para quem quer comprar ou vender apartamento, residência ou outro tipo de imóvel. Até mesmo o setor comercial deve crescer, com uma aposta no conceito conhecido como espaço colaborativo.

É importante saber a hora certa para fazer um negócio imobiliário, por enquanto, é preciso observar os três primeiros meses do ano. O levantamento de um crescimento imobiliário leva em consideração os últimos meses de 2018 e primeiros meses de 2019. Ainda há problemas econômicos rondando o país e isso pesa bastante.

O Brasil ainda depende bastante da indústria do petróleo e isso faz diferença em diversos setores e diferença de preços. Como os problemas fiscais ainda batem na porta do novo governo, é preciso ficar atento em quando comprar apartamento ou qualquer outro imóvel.

O levantamento do mercado imobiliário só deve ganhar corpo entre os últimos meses de 2018 e início de 2019, de acordo com expectativas de empresários, os problemas econômicos ainda pesam muito sobre a região – dependente da indústria do petróleo – ao contrário de outras praças onde a comercialização de imóveis já deu sinais de reaquecimento. Além disso, as turbulências políticas também contribuem com incertezas sobre o futuro do estado, que vive sérios problemas fiscais.

Fonte: www.agoravale.com.br

“Somos uma empresa de bytes e não de tijolos”, diz Alexandre Frankel, da Vitacon

O engenheiro e empresário Alexandre Lafer Frankel, de 41 anos, fez de sua construtora uma startup e agora quer mudar o mercado de construção e oferecer a moradia como serviço.

O engenheiro e empresário Alexandre Lafer Frankel, de 41 anos, fundou a construtora Vitacon em 2009, em São Paulo. Hoje, se orgulha de dizer que a construtora tem um time de tecnologia tão grande quanto o de engenharia.

“Somos uma empresa de bytes e não de bricks (tijolos)”, diz ele, fazendo alusão ao fato de que a Vitacon trabalha com grandes volumes de dados (e usa muita tecnologia para isso) para lastrear suas decisões de negócios.

Alexandre foi um dos primeiros empresários da construção a defender e a promover a ideia de apartamentos compactos. O menor dos seus imóveis tem 10 metros quadrados e fica na Rua das Palmeiras, na região central de São Paulo. “O morador se força a sair de casa, conviver em áreas comuns, e isso traz benefícios para sua vida”, afirma. Desde 2009, a Vitacon lançou sessenta prédios e, no ano passado, a construtora teve um crescimento de 57%.

Nos últimos anos, a venda de imóveis teve mais baixas do que altas. Em 2018, na cidade de São Paulo, foram mais de 21 000 novas unidades comercializadas. Há uma década, o número ficou na faixa de 36 000. “A gente quer prover moradia em um click. Essa é a próxima revolução no mercado da construção”, diz.

O que ele quer dizer com isso?

“Se eu estou trabalhando na Barra Funda (bairro da zona Oeste de São Paulo) e sou transferido para o escritório do Itaim Bibi (também na zona Oeste, mas 10 Km distante da Barra Funda), morar na Barra Funda passa a não mais fazer sentido. Eu quero poder morar próximo do novo escritório, e escolher um novo apartamento no Itaim. De preferência, que já venha mobiliado. Em breve, com um click vou poder fazer isso”, diz Alexandre.

Sem burocracia desnecessária, intermediação e morosidade no processo. Alexandre conta que atualmente dedica quase que a totalidade de seu tempo para fazer essa transformação do negócio. “É preciso ter o ativo (imóvel), a estrutura de capital robusta para poder ter o ativo, operar e disponibilizar o imóvel online para que qualquer pessoa possa morar nele a qualquer momento. Isso considerando todo o pacote de serviços e facilidades que a pessoa precisa para morar”, diz.

Os pequenos apartamentos da Vitacon são projetados para dar moradia às pessoas e os prédios possuem um conjunto de serviços que valorizam as áreas comuns. Há, por exemplo, lavanderias compartilhadas, escritórios compartilhados, carros e patinetes compartilhados e até um novo empreendimento que já vem com uma escola no andar térreo. “Estamos construindo um prédio com escola em baixo, na Vila Olímpia, o VN Alvorada. A família com filhos precisa de solução fácil para morar e educar as crianças. É esse tipo de solução que a gente quer criar”, diz o empresário.

Segundo Alexandre, a Vitacon é hoje uma plataforma integrada de negócios para o setor imobiliário. “Temos a originação, parte de desenvolvimento imobiliário, construção e vendas, locação, mobília, e investimentos. A gente tem o ciclo inteiro”, conta. Com esta nova plataforma de negócios, afirma Alexandre, a Vitacon vai se associar com outras construtoras, incorporadoras e proprietários. “Começamos inicialmente pelo Brasil, já estamos expandindo para algumas capitais além de São Paulo”, diz. A ideia é “plugar todo este sistema” a outras operações para disponibilizar imóveis para uso imediato do morador que procura comodidade e praticidade – e não apenas um bem imóvel.

Mudança de “mindset”

“O desafio do nosso setor é desmobilizar. É saber como nós, construtoras e incorporadoras, vamos lidar com isso”, diz Alexandre. Com essa crença em 2016, Alexandre promoveu uma guinada no modelo de negócios das construtoras tradicionais, que constroem para vender. No lugar de vender os apartamentos dos prédios que constrói, a Vitacon criou uma unidade para manter parte dos próprios empreendimentos e gerar renda com aluguel por moradia.

O movimento foi inédito no Brasil, embora se trate de um ramo bastante desenvolvido nos Estados Unidos. No Brasil, as incorporadoras com imóveis próprios para aluguel são focadas no segmento comercial.

A Vitacon lançou o primeiro prédio neste modelo em 2017, um empreendimento com 150 unidades, na região da avenida Paulista. Hoje, a construtora possui mais de 1.000 unidades residenciais próprias, espalhadas em diversos prédios.

São iniciativas como essa que fazem a Vitacon ser admirada e até invejada por seus concorrentes. Se as transformações que Alexandre vem promovendo no mercado de transformação vieram para ficar, ainda é cedo para dizer. Por hora, o engenheiro e empresário tem levado cada vez mais moradores para os seus apartamentos.

Em dez anos de operação a Vitacon comercializou R$ 1,23 bilhão, tendo vendido mais de 1600 unidades. Quando questionado sobre o seu sonho, Alexandre responde: “Quero mudar o mercado de construção e oferecer a moradia como serviço. Se depender da Vitacon, as pessoas vão ter a opção de morar onde quiserem, como quiserem, quando quiserem”. E tudo isso, diz ele, feito com um click. A ver.

Fonte: www.startse.com

Por: José Eduardo Costa

Dispositivo vai impedir afogamentos em piscina.

A empresa israelense Coral Detection Systems apresentou na Consumer Electronics Show em Las Vegas na semana passada um dispositivo que é capaz de detectar rapidamente o afogamento em piscinas e emitir alertas.

O produto, Coral Manta, que a empresa chama de “o primeiro de seu tipo,” é um dispositivo com forma hexagonal e em parte é alimentado por painéis solares que cobrem sua superfície. Quando colocado na borda de uma piscina, o dispositivo monitora a piscina através de uma câmera de vídeo subaquática embutida que usa visão artificial e inteligência artificial para detectar movimento.

O dispositivo monitora a piscina 24 horas por dia e usa inteligência artificial para analisar o vídeo em tempo real capturado pela câmera. Em caso de afogamento ou circunstâncias perigosas, o dispositivo emite um alarme para alertar as pessoas próximas para ajudar a vítima e, ao mesmo tempo, envia um alerta para os proprietários da piscina através de seus smartphones.

A resposta imediata é essencial, pois quatro a cinco minutos sem oxigênio podem causar danos cerebrais irreversíveis para as crianças, e para os adultos esse tempo diminui em três a quatro minutos, explica o site da empresa. Na maioria dos casos, quando as pessoas se afogam, afundam rapidamente no fundo, apenas alguns segundos depois de pararem de respirar. Coral Manta é programado para identificar tais situações e ativar alarmes aumentando as chances de resgatar pessoas com vida.

O Coral Manta, que custará cerca de US $ 2.000, foi testado “em milhares de cenários que simulam afogamento” em muitos tipos diferentes de piscinas, adultos e crianças, de acordo com a empresa.

Fonte: http://engenhariae.com.br

Incorporadoras imobiliárias comemoram fim de tributação das permutas; para advogado, “STJ contemplou necessidade de revisar modelos tributários”

A necessidade de reforma tributária e desoneração fiscal beneficiou as incorporadoras imobiliárias, que vêm comemorando uma recente decisão do STJ, o Superior Tribunal de Justiça: o fim da tributação na permuta de imóveis. O benefício contempla as empresas cujo regime tributário é de lucro presumido, uma vez que as que possuem regime de lucro real já não eram tributadas neste tipo de operação.

Quem explica é o advogado Renato Tardioli, sócio do escritório Tardioli Lima Advogados. “Nos últimos anos, em função da dificuldade para adquirir terrenos, as incorporadoras tiveram de se reinventar. Uma saída foi adotar a permuta: em troca de um terreno para a construção de um imóvel, a incorporadora oferece ao proprietário, em pagamento, unidades do futuro empreendimento – permuta total ou parcial”.

Até então, neste tipo de operação, havia tributação – Imposto de Renda, PIS, Cofins e Contribuição Social, totalizando 6,73% em impostos. Mas no entendimento do STJ, de acordo com o relator Herman Benjamin, “ o contrato de troca ou permuta não deverá ser equiparado na esfera tributária ao contrato de compra e venda, pois não haverá, na maioria das vezes, auferimento de receita, faturamento ou lucro na troca”.

“Era uma questão meramente contábil, que gerava a tributação sob uma base de recebimento negativa”, completa Tardioli. “Não havia sentido na cobrança. O que há no momento, e que o STJ contemplou, é uma necessidade de revisar modelos tributários, buscar caminhos para a desoneração fiscal e tributária para que o país cresça”.

Para o advogado, aliás, pode ser este o grande ganho. “As incorporadoras poderão direcionar estes valores, até então pagos em impostos, para novos empreendimentos que, consequentemente, geram mais empregos. Esta, sim, é uma grande carência da atualidade que só poderá ser suprida com a retomada da economia”.

 Sobre o escritório Tardioli Lima Advogados

O escritório Tardioli Lima Advogados foi fundado em 2009 e atua na área de Direito Empresarial, com ênfase em Agronegócio, Cível, Educação, Falência e Recuperação Judicial, Planejamento Patrimonial e Sucessório e Societário. Em sua equipe – além dos sócios Fernando Tardioli, Renato Tardioli e Andreia Viola – estão mais de 50 advogados que atendem empresas expressivas em seus segmentos de atuação.

Fonte: http://jornaldiadia.com.br

São Paulo do futuro: o que esperar da metrópole nos próximos anos.

Com os avanços da tecnologia, a cidade apresentará novidades em áreas como transporte, urbanismo, consumo, cultura e gastronomia

Projeção do Movimento Volta Pinheiros, idealizado pelo publicitário Marcelo Reis: rio limpo e entorno revitalizado (Divulgação/Divulgação)

No aniversário de 465 anos da cidade, VEJA SÃO PAULO mostra o que se pode esperar da metrópole nos próximos anos em áreas como transporte, urbanismo, consumo, cultura e gastronomia. Confira:

Transportes

APLICATIVOS. Em 2019, a grande aposta do Uber, app pioneiro do transporte compartilhado na capital, será o aluguel de bikes elétricas. O pagamento de bilhetes de metrô diretamente na ferramenta também está em fase de provas, mas não há previsão de lançamento. A companhia começa a testar em 2023 viagens com um tipo de helicóptero elétrico, o Uber Elevate, desenvolvido desde 2016 com empresas do naipe da Embraer. A ideia é que o passeio no veículo voador custe 50% a mais que no sistema premium do app, o Uber Black. Assim, uma corrida do centro até o Aeroporto de Cumbica, por exemplo, que sai por cerca de 150 reais, poderá custar na faixa dos 225 reais. Outras empresas do ramo, como 99 e Cabify, também se movimentam e trazem iniciativas como o compartilhamento de patinetes (Cabify) e a criação de medidas de segurança, entre as quais o reconhecimento facial de motoristas (99), ambas ainda sem data de implementação.

Ciclovia da Paulista: bikes em alta, principalmente as compartilhadas (Leon Rodrigues/Divulgação)

DUAS RODAS. Experimente pedalar pela movimentada ciclovia da Avenida Faria Lima no pico das 18 horas. Em 2018, o número de ciclistas cresceu 13% por ali. Hoje, são mais de 7 000 viagens diárias. Destaque para as bicicletas compartilhadas, que dominam a área e ganharam a companhia das patinetes elétricas. Point de veículos de duas rodas, a região virou uma espécie de Vale do Silício das startups de mobilidade, como Bike Sampa, Ride, Scoo… A Yellow, que promete despejar 100 000 magrelas pela cidade, fez mais de 1 milhão de viagens em quatro meses de operação. O desafio da metrópole agora é estender a transformação para outras regiões que sofrem com a degradação em boa parte dos 498 quilômetros de ciclovias. A prefeitura mantém a promessa de aumentar a malha para 1 420 quilômetros até 2028, o que nos aproximaria de Nova York, com 1 820 quilômetros. “É fácil estabelecer metas de curto prazo e não cumpri-las”, rebate Daniel Guth, coordenador de projetos da associação Aliança Bike.

MAPEAMENTO. A digitalização de edificações tem muito a oferecer a São Paulo. A americana Autodesk desenvolve um sistema capaz de modelar em 3D qualquer tipo de obra. Lá fora, Washington e Los Angeles digitalizaram seu território. No caso do viaduto que ruiu na Marginal Pinheiros, em novembro, um escaneamento da passagem, que custaria cerca de 40 000 reais, poderia abreviar o tempo da reforma. A tecnologia consiste na utilização de laser e drones que recompõem a parte necessária em formato tridimensional. Essa técnica já é utilizada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Quando uma estação tem de ser reformada, em vez de os técnicos passarem um mês tirando as medidas das estruturas, o sistema mapeia tudo em dois dias. “Não precisamos interromper a operação para isso”, diz Eduar do Tavares, chefe de projetos da companhia. “No futuro, quando novas estações forem construídas, conseguiremos pular algumas etapas que consomem tempo e dinheiro.”

Novo serviço aéreo do Uber: programado para 2023 (Divulgação/Divulgação)

PELO AR. Aeroporto mais movimentado do Brasil, com mais de 42 milhões de passageiros anuais, Cumbica, em Guarulhos, pode crescer? Para a GRU Airport, concessionária que administra o espaço, a resposta é sim. Estudos embrionários mostram que uma terceira pista de pousos e decolagens poderia dobrar a capacidade do local. A concessão termina em 2032, e análises de viabilidade econômica indicarão as reais necessidades. “Nossos projetos apontam para essa possibilidade, mas antes disso precisamos saber se haverá realmente uma demanda”, explica Gustavo Figueiredo, presidente da GRU Airport. Em 2014, a inauguração do Terminal 3 aumentou em 40% a capacidade do lugar.

PELA ÁGUA. Promessa de campanha do governador João Doria, a navegabilidade nos rios Tietê e Pinheiros estará em pauta na nova gestão do Palácio dos Bandeirantes. A ideia do tucano é criar o chamado Hidroanel Metropolitano, ligando os dois cursos de água às represas Billings e Guarapiranga, além de instituir um transporte turístico e de carga por essa malha hídrica. A iniciativa, porém, esbarra na atual situação das águas. “Da forma que está hoje, não dá para falar em navegabilidade”, afirma Marcos Penido, secretário de Energia. A pasta, que promete manter o Projeto Tietê, iniciado em 1992, quer se debruçar sobre processos pelo mundo e atrair novas tecnologias para a tão prometida (e tão não cumprida) despoluição no trecho da Grande São Paulo.

CARONAS. O Waze, dispositivo de navegação, lançou em agosto um sistema de carona paga, o Carpool. A medida é voltada para quem vai trabalhar de carro e está disposto a pegar passageiros no trajeto. Por um percurso de 15 quilômetros, o cliente paga cerca de 7 reais. No primeiro mês, os 125 000 usuários rodaram 96 000 quilômetros. O próximo passo da companhia é fazer parcerias com universidades e postos de combustíveis, que podem oferecer pontos de encontro.

ÔNIBUS. Com 9,5 milhões de passageiros por dia, que se espremem em 14 377 veículos, o sistema de transporte público municipal é um grande desafio da cidade. A prefeitura, que espera concluir a tão sonhada licitação no primeiro semestre de 2019, definiu as regras para os próximos vinte anos de operação. Detalhe: os contratos são emergenciais desde 2013. Entre as exigências, as empresas deverão possuir 25% da frota com ar-condicionado. Carros com mais de dez anos não poderão rodar. Em 2018, a gestão Covas desembolsou quase 3 bilhões de reais em subsídios. “Deveríamos discutir a capacidade dos ônibus e o desempenho do sistema, com a implantação de BRT (Bus Rapid Transit), não se eles terão wi-fi”, afirma o arquiteto e urbanista Flamínio Fishman. “Daqui a vinte anos, esse processo em estudo estará caduco.”

CARROS AUTÔNOMOS. Os automóveis que andam sem motorista devem revolucionar o trânsito. “Vejo em quinze ou vinte anos esses carros, que são muito mais seguros, nas nossas ruas”, diz o consultor de tecnologia Thiago Ramaciotti. A Ford, por exemplo, lança no exterior seus primeiros veículos do tipo em 2021. Outra aposta é nos carros elétricos. Um corredor de carregamento entre Rio e São Paulo, na Via Dutra, opera desde o ano passado. Recentemente, a Toyota anunciou a fabricação no Brasil do primeiro modelo híbrido flex, movido também a álcool e gasolina. “Em quarenta anos, o mercado de combustíveis fósseis se reduzirá drasticamente”, prevê Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais da Toyota.

Croqui de prédio da Vitacon, com apartamentos de 10 metros quadrados (Divulgação/Divulgação)

Setor Imobiliário

COMPRA DE IMÓVEIS. Nos últimos anos, a venda de imóveis teve mais baixas do que altas. Em 2018, foram mais de 21 000 novas unidades comercializadas — há uma década, o número ficou na faixa de 36 000. Nesse cenário, as exigências em torno da aquisição passam por aceleradas transformações. Vaga na garagem é uma condição a desaparecer. “Criamos edifícios nos quais só metade das unidades tinha espaço para estacionar, depois reduzimos esse índice para 30% e percebemos que cada vez mais sobram vagas”, afirma Antonio Setin, presidente da Setin Incorporadora. “Desistimos ainda de investir em bicicletários porque a tendência é alugar as bicicletas.” Tamanho também não é mais documento. As pessoas buscam praticidade. O empresário Alexandre Lafer Frankel, da construtora Vitacon, promove a ideia de apartamentos compactos em sessenta prédios lançados desde 2009. O menor dos seus imóveis tem 10 metros quadrados e fica na Rua das Palmeiras, na região central. “O morador se força a sair de casa, conviver em áreas comuns, e isso traz benefícios para sua vida”, acredita Frankel. O negócio dá resultado: a Vitacon teve um crescimento de 57% em 2018.

ALUGUEL DE IMÓVEIS. O status de formar patrimônio tornou-se pouco significativo para as novas gerações. Cada vez mais, o lema é ser, viver e dividir experiências. “Da mesma forma que os jovens se interessam menos por carros, é possível que também percam o desejo pela casa própria, porque preferem liberdade e mobilidade”, afirma Danilo Igliori, professor doutor da FEA/USP e presidente do DataZAP, empresa de inteligência imobiliária do ZAP Imóveis. Essa dinâmica começa a ser estudada pelas construtoras. A criação de prédios exclusivos para aluguel deve ser fortalecida — há previsão de lançamento de pelo menos quatro unidades nesse formato por aqui em 2019. Nos Estados Unidos, o Airbnb firmou uma parceria com a incorporadora Niido para construir, até 2020, catorze empreendimentos focados em compartilhamento de lares. Um deles já existe em Nashville, no Tennessee.

Lavanderia de imóvel da Setin: mais espaços compartilhados (Divulgação/Divulgação)

ÁREAS COMPARTILHADAS. Apartamentos grandes geram trabalho e despesas sem sentido. “Se a máquina da lavanderia geral quebrar, será uma despesa do condomínio e não vai impactar o seu bolso da mesma forma que o conserto da sua”, exemplifica Antonio Setin. A empresa que ele preside é responsável por apartamentos de 18 a 49 metros quadrados no centro. Eles, no entanto, dispõem de piscina, cozinha, academia, sala de jogos, churrasqueira, bicicletário e escritório para todos. O mesmo vale para os carros comuns ao condomínio. Basta reservar o veículo e depois devolvê-lo, sem a preocupação com as despesas de quem é um proprietário. Hortas comunitárias aparecem igualmente como tendência. E, ainda nessa onda da natureza, vale dizer que os tetos verdes e jardins verticais despontam como opções de sustentabilidade e beleza.

COWORKING. O compartilhamento de espaço e recursos também será cada vez mais a tônica dos escritórios. Segundo a Ancev, associação nacional do segmento, a capital possui 300 coworkings. A empresa americana WeWork chegou a São Paulo em 2017. As facilidades oferecidas em suas instalações incluem sala de jogos, cabines para ligações privativas e espaço com manicure e massagista. Depois de se instalar nas avenidas Paulista e Faria Lima, o negócio cogita investir na revitalização das regiões da Luz, do Bom Retiro e dos Campos Elíseos. “Em Nova York e Los Angeles, verificamos o impacto econômico ao trazer novas pessoas, empresas e atividades econômicas para os bairros em que nós nos instalamos”, conta Hugo Silveira, diretor de comunidade do negócio por aqui. Com o avanço da tecnologia, que torna dispensável o deslocamento do funcionário até a sede do trabalho, o chamado home office também está em alta.

Campanha criada pela WMcCann para a Chevrolet, com colaboração da PBA Cinema e da Triptyque Architecture: projeto para a área do Minhocão, cheia de verde e espaços de lazer (PBA CINEMA/TRIPTYQUE ARCHITECTURE/Divulgação)

VALORIZAÇÃO DO CENTRO. Tendência nas metrópoles internacionais, a valorização do centro é crescente em São Paulo. Em 2017, foram lançadas 5 544 unidades residenciais nesse eixo, mais de 4 000 delas com área inferior a 45 metros quadrados. A nova geração almeja usufruir o espaço público. A movimentação aos domingos na Avenida Paulista e no Elevado João Goulart, o Minhocão, é uma prova disso. Quem procura um imóvel com esse perfil — muitas vezes solteiros ou casais sem filhos — fica atento às opções do entorno porque deseja desfrutar a região como ponto de encontro. A preocupação com os deslocamentos também é minimizada pelo fácil acesso ao transporte público. Novos empreendimentos no Bom Retiro, na Vila Buarque e na Praça da Sé, inspirados em estúdios de Londres e Nova York, comprovam essa onda.

HOSPEDAGEM. No Japão, o chamado hotel-cápsula é uma realidade. Trata-se de cubículos para hospedagem rápida, perto de aeroportos e estações. Um hostel na região da Avenida Paulista investe no modelo desde o fim do ano passado, com quartos de 3 metros de profundidade e 90 centímetros de largura. No setor hoteleiro paulistano como um todo, que dispõe de 43 500 apartamentos em 400 hotéis, flats e pousadas, verifica-se uma crescente taxa de ocupação. O desafio do futuro é aproximar São Paulo cada vez mais de Nova York ou Paris, que, além de capitais de negócios, são cidades exploradas em razão da cultura e do lazer. No último réveillon, 50% dos quartos foram alugados, enquanto há duas décadas esse índice atingia 5%. O Carnaval se mostra outro novo êxito. A projeção para 2019 é chegar aos 55% de ocupação — que já foi praticamente zero no fim dos anos 80. Sucesso recente entre as opções de hospedagem, o Airbnb aposta em adaptações para fidelizar a clientela. A duração média das viagens a São Paulo é de seis dias, maior que a nacional, de 4,5 dias. Então, a venda de atividades compartilhadas no próprio site, como experiências gastronômicas e espetáculos, busca a simpatia do público.

Guide shop da Amaro: modelo de venda diferenciado (DENISE MAHER/Divulgação)

Consumo

GUIDE SHOPS. De acordo com pesquisadores associados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nos próximos anos o segmento varejista buscará o aumento da produtividade por meio de ferramentas como a radiofrequência para a localização de produtos no estoque e a convergência da experiência on-line com a real, vista em estabelecimentos como as guide shops. Em São Paulo, essa última tendência deve se popularizar ainda mais. A marca feminina Amaro é um caso bem-sucedido, com dez unidades na cidade. O cliente experimenta a roupa no endereço, compra pelo site em computadores espalhados por lá e recebe em casa em, no máximo, 24 horas. Isso reduz a necessidade de estoque. “Na entrada da loja do Shopping Pátio Higienópolis, há sensores que analisam quem entra e quem sai. Eles também conseguem saber a altura das pessoas e se se trata, por exemplo, de uma família”, explica Dominique Oliver, CEO da rede.

PAGAMENTO. Nada de ficar na mão ao esquecer o cartão de crédito em casa. Nos próximos anos, deve crescer a tecnologia Near Field Communication (NFC). Essa aplicação permite que você cadastre seus dados bancários em dispositivos tais como celular, relógio e pulseira. Para concluir uma compra, basta aproximá-los de uma maquininha retangular, parecida com essas que usamos hoje. Para que o consumidor se sinta seguro, as vendas com valor acima de 50 reais são feitas somente mediante a digitação de senha. Há ainda outras tendências na digitalização de pagamentos, como o uso de QR Codes, bastante disseminado na China, e de bitcoins, que, de forma tímida, acontece na capital. Outra possibilidade são os totens de autoatendimento, vistos, por exemplo, em doze lojas do Burger King na cidade. “O cliente pode analisar as fotos dos produtos, customizá-los e pegar uma fila menor”, explica Clayton Malheiros, CFO da rede no Brasil.

LOJA COM EXPERIÊNCIA. Com a disseminação dos e- commerces, sair de casa para comprar algum produto se tornou desnecessário, o que tem alterado cada vez mais o modelo das lojas físicas. “Na nova fase, os estabelecimentos vão investir na forma como se comunicam”, explica Roberta Nigri, especialista em comportamento do consumidor e inovação de mercado. Em sintonia com essa tendência, a Ri Happy abriu em 2015 uma loja-conceito no Shopping Cidade São Paulo, onde há bastante espaço para testes de brinquedos. “Devemos evoluir para ser também um ponto de serviço e entretenimento, que contará, por exemplo, com aulas sobre um jogo ou um local em que os pais poderão deixar as crianças”, explica Flávia Drummond, diretora de marketing da cadeia.

COMANDO DE VOZ. Em 2019, mais de vinte anos depois do surgimento do primeiro e-commerce no país, o comércio eletrônico está consolidado e responde por 3,5% do varejo no Brasil. Em São Paulo, principalmente, os olhos desse segmento estão voltados para os smartphones — o índice de compras pelo dispositivo móvel deve chegar a 35% neste ano. Dessa forma, aparecem no horizonte investimentos em sites que tenham boa performance, além do aprimoramento de aplicativos que simplifiquem as transações. “Em um futuro muito próximo, as pessoas vão fazer compras por comando de voz”, explica Marcio Kumruian, CEO da Netshoes, um dos principais atores do setor. Outra alteração deve acontecer no modo como as entregas são feitas, pois essa parte da venda se mostra uma das etapas mais dispendiosas para os lojistas. “Você poderá adquirir um produto virtualmente e retirá-lo em um estabelecimento genérico, perto da sua casa, como uma farmácia ou um posto de gasolina”, explica Mauricio Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Funcionários- máquinas também devem entrar nesse jogo. “Mais à frente, robôs inteligentes ou drones, conforme a legislação permitir, poderão ser utilizados”, explica.

O FIM DAS SENHAS. As fintechs, empreendimentos que levam inovação para o setor financeiro, têm simplificado a experiência do consumidor em atividades como abertura de contas, pagamentos e investimentos. Daqui a cinco anos, algumas das novidades do segmento estarão relacionadas à criação de uma identidade digital, que elimina a memorização de dezenas de senhas, como acontece hoje. “Minha aposta é que uma grande empresa de tecnologia vá resolver esse problema”, afirma Bruno Diniz, presidente do Comitê de Fintechs da Associação Brasileira de Startups. Entre as prováveis soluções para essa questão, estão desdobramentos sofisticados da biometria, como o escaneamento dos olhos. “Trata-se de um atributo único que você tem, como a impressão digital”, explica Diniz, que ressalta a necessidade de associação com técnicas avançadas de segurança.

Entregadores no delivery da lanchonete Wendy’s, na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Itaim Bibi. O Wendy´s utiliza o aplicativo Rappi para fazer suas entregas (Marcelo Justo/Veja SP)

Gastronomia

MENOS POMPA. Nada de luxo ou salamaleques. O futuro da gastronomia, segundo especialistas ouvidos por VEJA SÃO PAULO, são os lugares mais descontraídos, sobretudo no serviço, mas com cuidado gastronômico. Esse movimento, que já acontece em São Paulo, ainda é recente e tende a se intensificar. Os menus degustação, de endereços de alto nível, podem estar ameaçados. A cozinha mais espontânea, com cardápios enxutos e pratos que variam todo dia, vai crescer.

VEGETARIANISMO. O movimento deve ganhar ainda mais força nos restaurantes. “Tenho visto, no Brasil e no mundo, pessoas com projetos bem bacanas nessa área”, conta a chef Helena Rizzo, que em seu premiado restaurante Maní, no Jardim Paulistano, prepara algumas receitas que dispensam as carnes. “O mundo vegetal oferece um outro espectro para ser trabalhado, tanto em criatividade quanto em proposta de cozinha.” Na mesma esteira, os estabelecimentos devem entrar com tudo na chamada alimentação saudável, com atenção às restrições da freguesia. “Veremos desde hambúrguer mais saudável até saladas cada vez mais gastronômicas”, acredita o empresário Ricardo Garrido, da Cia. Tradicional de Comércio. “Se olharmos para alguns mercados mais desenvolvidos nesse setor, como o da Costa Oeste americana, esse assunto é uma obsessão.”

DELIVERY MAIS RÁPIDO. As empresas do setor de entregas tendem a crescer ainda mais. Para aumentar a velocidade do delivery, a área tem investido em tecnologia e novas formas de transporte. Além de entregue por motos e bicicletas, a comida vai ser levada a pé (por que não?), de patinete ou por drone. O Uber Eats vem testando o artefato aéreo nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão para a chegada da modalidade ao Brasil. Outra novidade são os armários. O iFood experimenta instalar em grandes empresas compartimentos com aquecimento. Os profissionais deixam a entrega guardada e vão embora antes mesmo de o cliente retirá-la, o que facilita a dinâmica.

MENOS ÁLCOOL, POR FAVOR. Não, não é que a clientela vai parar de beber nos próximos tempos. Mas os drinques com menor volume alcoólico devem ter mais vez nas cartas dos bons bares. Muitas dessas misturas levam vinhos fortificados, como o clássico adonis, com vinho xerez e vermute tinto.

COZINHA TECNOLÓGICA. O uso de robôs pode surgir nos salões e cozinhas de restaurantes e bares. De acordo com um estudo do ano passado do americano Center for an Urban Future (Centro para um Futuro Urbano), há um potencial de 77% para o trabalho de garçons e garçonetes se tornar robotizado em Nova York. O número sobe para 87% se considerarmos também quem prepara alimentos, incluindo fast-food. Em alguns lugares do mundo, é possível ver o fenômeno, que ainda parece distante, acontecendo. Um caso é o Spyce, montado em Boston por estudantes do MIT em parceria com o chef Daniel Boulud, onde a comida é feita por máquinas.

Projeto do novo cinema do JK Iguatemi: a primeira tela de LED do Brasil (Divulgação/Divulgação)

Cinema

SALAS DE CINEMA. O público vem em um crescendo na última década, com quedas apenas nos últimos dois anos. Para efeito de comparação, em 2008 houve 89 milhões de espectadores, contra 164 milhões em 2018. Transformações constantes mantêm as plateias cativas. O luxuoso complexo do JK Iguatemi, da mexicana Cinépolis, passa por uma grande reforma. Haverá projeção a laser, que permitirá imagens de alto contraste com muito mais brilho, e a primeira tela de LED do Brasil, com luminosidade até dez vezes maior do que a das tradicionais. “Outra tendência que deverá crescer será o uso das salas para eventos corporativos e exibições de conteúdo diferenciado”, prevê Luiz Gonzaga De Luca, presidente da Cinépolis Brasil. A americana Cinemark aposta em um resgate do modelo dos minicomplexos. Segundo Marcelo Bertini, presidente da rede no Brasil, a ideia é quase a mesma dos minimercados das grandes marcas: “As pessoas querem resolver tudo dentro do próprio bairro”. Seria algo como uma retomada do conceito do Kinoplex Itaim, aberto em 2003. A Cinemark dá a largada com quatro salas em 2020 em um empreendimento da Helbor que reúne hotel, lojas, restaurantes e apartamentos residenciais na Avenida Rebouças.

STREAMING. Da Netflix à Amazon Prime Video, passando por NOW, Looke e Google Play, há cerca de oitenta serviços de streaming no país. A parceria entre esses negócios e os cinemas tende a crescer, sobretudo com o surgimento de novas plataformas, como o Disney+, que pretende englobar produções do estúdio do Mickey, da Marvel e da grife Star Wars. Para Fabio Lima, sócio da Sofá Digital, que distribui conteúdos em streaming para NOW e iTunes, os canais precisam diminuir o tempo entre a estreia no cinema e no streaming. Ele cita como um bom exemplo a rede de cinemas inglesa Curzon, que lança filmes independentes nas salas e no mesmo dia já os disponibiliza em sua plataforma digital, a Curzon Home Cinema. Os planos de crescimento da Netflix são ambiciosos. Segundo o jornal The New York Times, o gigante pretende lançar 55 produções originais por ano, algumas com orçamento de até 200 milhões de dólares. Vem querendo obter o reconhecimento do mercado exibidor, já que seus longas de maior prestígio estão sendo lançados, sobretudo nos Estados Unidos, simultaneamente nos cinemas e no streaming e têm ganhado prêmios.

HOME THEATER. Telas maiores e áudio cada vez mais potente. A indústria de eletrônicos está se preparando para atrair o consumidor, e o “cinema em casa” tende a ficar mais fiel ao cinema real. É no que acredita Orlando Barrozo, editor-chefe da revista Home Theater. Outra função que, em breve, será oferecida nos aparelhos das marcas Sony, Philips e da chinesa TCL é o Google Assistant. “Haverá uma grande mudança de comportamento com os assistentes de voz nas TVs, já que não será preciso usar o controle remoto para mudar de canal nem o celular ou um app para pedir uma pizza ou chamar um táxi. Tudo será resolvido com a televisão”, acredita Barrozo.

Fonte: vejasp.abril.com.br

Por Dirceu Alves Jr., Miguel Barbieri, Saulo Yassuda, Sérgio Quintella e Tatiane de Assis

Tijolo ecológico: vantagens e desvantagens

O tijolo ecológico é uma alternativa inovadora e sustentável
Créditos: Shutterstock

Conheça as vantagens e desvantagens da opção inovadora e sustentável que causa menos impactos por não usar queima em seu processo de fabricação

sustentabilidade é uma tendência na construção civil e também uma necessidade mundial. Graças a ela, já foram desenvolvidos diferentes materiais que possibilitam que as construções se tornem menos agressivas ambientalmente. O tijolo ecológico é uma alternativa inovadora e sustentável, pois é composto por uma mistura homogênea de solo, um pequeno percentual de cimento (geralmente, uma parte de cimento e oito de solo, em volume) e água. Depois, é submetido a uma pressão de compactação em prensa e acaba por tornar-se uma excelente opção para qualquer tipo de obra, pois  apresenta um bom desempenho ambiental e custos reduzidos na alvenaria. Existe procura pelo material para obras de médio e grande porte, mas o volume de vendas ainda é considerado tímido quando comparado com o tijolo cerâmico.

Os tijolos de solo cimento atendem ao tripé do desenvolvimento sustentável, pois podem auxiliar no problema do déficit habitacional, já que são feitos de material de fácil execução, necessitando apenas de organização social para aquisição da prensa e realização dos trabalhos construtivos em sistema de mutirão. Ambientalmente correto porque causa menos impactos por não usar queima em seu processo de fabricação. Embora use pequeno percentual de cimento, o impacto ambiental é muito menor quando comparado ao processo de fabricação de tijolo que utiliza a queima do bloco cerâmico e também à quantidade de cimento usado no bloco de concreto.

Segundo Renato Oliveira, Prof. Adjunto do Departamento de Construção Civil da Universidade Regional do Cariri – URCA. Juazeiro do Norte, o tijolo ecológico pode ser aplicado em qualquer tipo de obra desde que sejam elaborados os projetos de engenharia e que tenha acompanhamento técnico. “Possui como principais diferenciais redução de emissão de CO², redução de resíduos na obra e pode reduzir os custos finais da alvenaria da edificação em até 40%, devido ao seu padrão estético e sistema de encaixe”.

Embora, seja possível construir vários tipos de edificações, devido ao peso, é mais utilizado em edificações térreas para minimizar os custos com a estrutura da edificação.   Além disso, o tijolo ecológico é certificado pelas normas ABNT e é considerado economicamente viável porque, devido às suas características estéticas e ergonômicas, proporciona redução nos custos finais da obra.

As principais diferenças com relação ao tijolo cerâmico e ao tijolo de concreto para o professor, incluem, principalmente, um sistema de encaixe que facilita a execução; não necessitar de forma, uma vez que a execução da estrutura de concreto envolve furos dos tijolos (graute) e as cintas, vergas e contra-vergas utilizam os tijolos canaletas; suportar maior pressão vertical, podendo chegar a seis vezes mais em relação ao bloco cerâmico; proporcionar conforto térmico e acústico devido a existência dos furos verticais que funcionam como exaustores; passagem da instalação elétrica e hidráulica nos furos verticais, evitando abertura de alvenaria; aplicação da cerâmica sobre o tijolo; economia em revestimento pois o tijolo apresenta padrão estético decorativo; aplicação de texturas sobre o reboco ou sobre o tijolo, e também apresentação de maiores vantagens ambientais e econômicas em relação ao tijolo cerâmico; além de usar menos cimento que o tijolo de concreto.

Conheça alguns benefícios de  utilizar o tijolo ecológico na sua obra:  

  • Redução de resíduos;
  • Redução dos custos da obra;
  • Redução no tempo de execução;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Proporciona melhor isolamento térmico e acústico.

Existem várias normas que regulamentam os ensaios, os procedimentos de fabricação e aplicações dos tijolos solo-cimento. Além disso, tais tecnologias que reduzem impactos ambientais, como os tijolos solo-cimento, podem auxiliar na conquista de certificações de edificações sustentáveis. A qualidade final é preconizada por normas da ABNT.

Na pesquisa orientada por Renato com o tema Mercado Nacional dos Tijolos Ecológicos: Potencialidades e Desafios, desenvolvida pelo Laboratório Integrado de Recursos Hídricos e Construções Sustentáveis (LIRC) do Departamento de Construção Civil da Universidade Regional do Cariri (URCA), com entrevistas junto aos fabricantes de tijolos solo-cimento do Brasil, foi indicado que os clientes que adquirem o tijolo ecológico ficam satisfeitos e que, apesar das diversas vantagens, que também foram comentadas na reportagem, falta conhecimento dos profissionais da construção civil sobre as potencialidades deste material e pouca divulgação comercial. Os fabricantes entrevistados também apontaram a necessidade de mais investimentos em tecnologias, pesquisas e inovação para melhorar o processo produtivo e reduzir custos.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Secovi: mercado imobiliário de SP pode crescer 10% com ajustes no plano diretor.

Os lançamentos e as vendas de empreendimentos imobiliários na cidade de São Paulo em 2019 podem subir até 10% em relação a 2018 caso a prefeitura atenda os pedidos de empresários de ajustes no Plano Diretor, de acordo com estimativa do vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Emílio Kallas. “Se forem aprovadas rapidamente as calibragens na prefeitura, é razoável estimar um crescimento de 10%. Sem isso, o mercado vai se arrastar, perto da estabilidade, com a comercialização de projetos que já estavam aprovados”, disse em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo Kallas, o reaquecimento da atividade das incorporadoras evidenciou a falta de terrenos para projetos nos arredores de vias com corredores de ônibus e estações de trens e metrôs, justamente onde o Plano Diretor incentiva novas construções. “Com poucos lançamentos durante a crise, esse problema não aparecia. Agora, a falta de terrenos está fazendo com que os novos projetos migrem para regiões periféricas”, conta.

Por conta disso, os empresários pedem que a prefeitura flexibilize os limites de construção e reduza o valor da outorga (licença) para o desenvolvimento imobiliário. “Quanto mais caro o insumo, mais caro para os consumidores”, diz o vice-presidente do sindicato patronal.

Kallas estima que o mercado imobiliário de São Paulo fechará o ano de 2018 com lançamentos de 30 mil unidades e vendas de 28 mil unidades, aproximadamente. Se confirmado, isso representará alta de 5% e 18%, respectivamente, em relação a 2017. “O mercado vem se aquecendo nos últimos meses, especialmente após a definição das eleições”, avalia. “Temos visto maior movimento nos estandes e maior velocidade na decisão de compra pelos consumidores.”

Vendas e lançamentos

A pesquisa mais recente do Secovi-SP, antecipada nesta segunda para o Broadcast, mostra que o mercado de imóveis residenciais novos da cidade de São Paulo em novembro teve elevação de lançamentos e vendas quando comparado com outubro, mas mostrou leve recuo em relação ao mesmo período do ano passado.

Foram vendidas 3,843 mil moradias em novembro, 36,5% superior a outubro e 0,6% inferior a novembro do ano anterior. Os lançamentos chegaram a 6,068 mil unidades, resultado 29,3% superior ao de outubro e 7,3% abaixo de novembro do ano anterior.

Já no acumulado do ano o mercado imobiliário paulistano registrou expansão. Entre janeiro e novembro de 2018, as vendas totalizaram 24,725 mil unidades, alta de 32,5% frente ao mesmo período de 2017. E os lançamentos, de 25,042 mil, tiveram crescimento de 15,8% na mesma base de comparação anual.

Com mais lançamentos do que vendas em novembro, o estoque de imóveis residenciais novos (na planta, em obras e recém-construídas) na capital paulista cresceu e atingiu 20,237 mil moradias, alta de 10,6% em relação a outubro e de 3,6% em comparação a novembro do ano anterior. Apesar do crescimento no mês, o estoque ainda está distante do seu pico de 28 mil unidades registrado no auge da crise, em 2015.

Kallas comenta que os preços dos imóveis novos, em fase de lançamento, ainda têm uma defasagem na ordem de 10% a 15% em relação ao valor que seria considerado normal para fazer frente aos riscos do negócio e às expectativas de lucro. Mas com o reaquecimento do mercado, a situação vem mudando gradualmente, segundo ele. “Mesmo que ainda haja algum tipo de desconto, os incorporadores já têm mostrado um pouco mais de coragem para pedir valores maiores”, afirma.

As pesquisas de mercado mais recentes têm mostrado que os preços seguem deprimidos, a despeito da retomada gradual das atividades do setor. O preço médio dos imóveis caiu 0,21% na comparação de 2018 contra 2017, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que é feita com base na média dos anúncios de imóveis usados de 20 cidades no site Zap. Em São Paulo, maior mercado imobiliário do País, foi registrada alta de 1,79%.

Já de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que apura os valores de imóveis novos e usados vendidos por meio de financiamento bancário, os preços subiram 0,55% no ano passado, considerando a média de nove capitais. Em São Paulo, o aumento foi de 1,16%.

 

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br

Mercado de imóveis residenciais novos em SP cresceu 36,5% em novembro de 2018.

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em novembro de 2018 a comercialização de 3.843 unidades residenciais novas. O resultado foi 36,5% superior às 2.815 unidades comercializadas em outubro, e se manteve estável frente às vendas de novembro de 2017 (3.869 unidades).

No acumulado de janeiro a novembro de 2018, foram vendidas 24.725 unidades, um aumento de 32,5% em comparação ao mesmo período de 2017, quando as vendas totalizaram 18.660 unidades.

Imóveis de dois dormitórios destacaram-se nas vendas, correspondendo a mais de dois terços (67,3%) do total comercializado em novembro do ano passado. “As unidades compactas com até 45 m² de área útil continuam com boa aderência ao mercado, assim como os imóveis com preço até R$ 240 mil”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em novembro do ano passado, o total de 6.068 unidades residenciais lançadas, resultado 29,3% superior ao mês de outubro (4.694 unidades) e 7,3% abaixo do de novembro de 2017 (6.549 unidades).

Com um total de 25.042 imóveis lançados no período de janeiro a novembro de 2018, que representaram crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior (21.629 unidades), pela primeira vez no ano, os lançamentos superaram as vendas.

Recuperação – Apesar da ligeira retomada dos lançamentos, ainda preocupam o setor as restrições da Lei de Zoneamento, que precisa de calibragens pontuais para estimular a recuperação do mercado na cidade de São Paulo. “Ainda aguardamos os ajustes necessários na Lei de Uso e Ocupação do Solo para voltarmos a lançar novos empreendimentos”, diz Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato da Habitação.

“O consumo das unidades ofertadas, aliado à retomada da produção imobiliária dentro das regras urbanas mais restritivas, que elevam os custos de produção, pressionará os valores dos imóveis novos. Esta é uma das razões que nos levam a defender a rápida calibragem da lei de zoneamento”, completa Petrucci.

Kallas ressalta, ainda, que na cidade de São Paulo há poucos terrenos viáveis para incorporação de novos empreendimentos imobiliários. “As áreas viáveis para empreendimentos imobiliários estão se esgotando e o valor resultante da outorga para empreender fora destas áreas inviabiliza os empreendimentos. Este valor impacta fortemente nos preços de venda dos imóveis, que ficam altos demais para os consumidores. Além disso, os empreendimentos viáveis apresentam produtos imobiliários muito semelhantes, para nichos específicos da demanda e deixam de atender a outras necessidades do mercado.”

De acordo com o vice-presidente, o custo da terra tende a aumentar no segundo semestre deste ano em função da recuperação da economia e da crescente escassez de áreas para empreender, decorrente da retomada acelerada das atividades do setor imobiliário. Para ele, a escassez de áreas é facilmente detectada pelos proprietários de terras urbanas que, por sua vez, aumentam os preços de seus insumos e pressionam os valores dos imóveis. “Apenas a revisão da Lei de Zoneamento poder reequilibrar as relações entre preço de terreno, valor de outorga e valor final do imóvel para o consumidor, permitindo aos empresários atender à ampla demanda por diversos tipos de moradia no município de São Paulo”, diz Kallas.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de novembro de 2018 com a oferta de 20.237 unidades residenciais disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (dezembro de 2015 a novembro de 2018). A quantidade de imóveis ofertados aumentou 10,6% em relação a outubro (18.293 unidades) e 3,6% em comparação a novembro de 2017 (19.538 unidades).

“Tivemos feriados prolongados em novembro do ano passado e, mesmo assim, não houve impacto nas visitações dos plantões de vendas da capital. Entendemos esse comportamento como reflexo do aumento da confiança dos empresários e dos compradores com os novos rumos do País. Em uma economia liberal, sem interferência do Estado na gestão das empresas, o mercado tende a se regulamentar, alcançando equilíbrio e crescimento sustentado”, opina Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

O desempenho do mês de novembro de 2018 comprova que a recuperação do setor está se consolidando. “Isso nos leva a traçar um cenário positivo para o ano de 2019. Olhamos para o Brasil com otimismo e confiança renovada, que se refletirão no crescimento das vendas de imóveis novos, usados, residenciais, comerciais e industriais. Acreditamos que 2019 será um ano bastante saudável, com os empreendedores lançando produtos adequados a regiões e públicos”, conclui Jafet.

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)