Arquivo mensais:janeiro 2019

MRV e VITACON criam startup e partem para mercado de locação de imóveis.

Parecem mercados concorrentes, mas não é no que acreditam MRV, maior construtora do país, e a paulista Vitacon, especializada em microapartamentos. As duas empresas estão investindo em um segmento de aluguel de imóveis.

A MRV criou uma startup, a Luggo, apenas para atuar no setor de aluguel. O projeto-piloto foi lançado no fim do ano passado, em Belo Horizonte, assim que o empreendimento Luggo Cipreste, no Bairro Betânia, foi finalizado. Os apartamentos começaram a ser oferecidos ao mercado neste mês. A obra é da construtora mineira. Só que, em vez de vender os apartamentos, de dois dormitórios, a empresa os oferece a quem procura um imóvel para locação.

O objetivo é atender quem não tem interesse ou condições de comprar um imóvel, seja por falta de recursos, seja pelo momento que vive — que pode demandar mobilidade, por exemplo, por causa da carreira. Rodrigo Resende, diretor de marketing e vendas da MRV, explica que o Luggo Cipreste, voltado à classe C, é um primeiro teste para a companhia e que ainda não é possível afirmar se serão lançados outros empreendimentos ainda neste ano com a vocação para o mercado de aluguel.

Neste primeiro empreendimento, os apartamentos receberam acabamentos como armários planejados, luminárias, pisos, box blindex e metais. A estrutura do condomínio é a mesma de um edifício tradicional, com academia, playground, churrasqueira e salão de festas. Mas pode ser que sejam feitas adaptações com a inclusão de mais opções, com alguns serviços de uso coletivo, como lavanderia.

Como a proposta da startup da MRV ainda é recente, explica Resende, está aberta a mudanças. À medida que o projeto avançar, poderá ser oferecida, por exemplo, a possibilidade de compra para quem fez o contrato de aluguel, com algumas facilidades na negociação que levem em consideração o valor já pago durante o período de locação. “Queremos oferecer uma alternativa sem burocracia, em que o cliente não precise apresentar fiador, com investimento em tecnologia para que haja qualidade nesse processo”, afirma o diretor.

Modelo americano

O modelo da Luggo foi inspirado em uma outra empresa de Rubens Menin, fundador e controlador da MRV. A ARS, que opera em Miami, criada em 2012, atua apenas no segmento de construção voltada ao aluguel de imóveis e gestão de condomínios. A venda é feita apenas para fundos imobiliários interessados no projeto como investimento patrimonial. Mesmo nesse caso, a operação continua a ser feita pela ARS, que se dedica principalmente no segmento de moradias para trabalhadores.

Esse tipo de empresa já tem um bom mercado nos Estados Unidos, explica o executivo da MRV, mas ainda é muito recente no Brasil. Conforme esse tipo de negócio amadurecer, pode ganhar por aqui características semelhantes às de outros tipos de ativos voltados aos fundos imobiliários, como flats e shoppings. Durante a formatação da Luggo, executivos da ARS participaram do processo, repassando o know-how do empreendimento americano.

Segundo Resende, não há conflito entre o que oferece a MRV e a proposta da Luggo. Isso porque o cliente da MRV procura a empresa já com a certeza de que quer comprar um imóvel. “Ele já sabe a região onde quer morar e normalmente está em uma fase da vida um pouco mais previsível.”

O negócio criado por Alexandre Lafer Frankel, presidente da Vitacon, guarda algumas semelhanças com a proposta da Luggo, mas está em um estágio mais avançado. Criada há nove anos, a construtora se especializou no mercado paulistano e no segmento de apartamentos de pequena metragem — o menor deles tem 10 metros quadrados. Até hoje, foram lançados 61 projetos e 52 já foram entregues.

Frankel percebeu nos últimos anos que começava a crescer um outro perfil de cliente, que em vez da compra, buscava pela locação de imóveis. A partir daí, ele criou a startup Housi, voltada à oferta de apartamentos para alugar. Até agora, a plataforma oferece apenas os projetos construídos pela Vitacon. São edifícios projetados para oferecer um pacote de serviços aos moradores, como restaurante e lavanderia coletivos, até espaço de coworking.

A administração do condomínio também é feita pela Housi. Foram incluídos ainda alguns serviços com o objetivo de atender ao novo perfil de morador, com portaria automatizada, sistema de segurança e até logística para a mudança. Segundo Frankel, a proposta é “reduzir os pontos de atrito para que os moradores não percam tempo e possam se dedicar aos seus afazeres, tudo baseado em muita tecnologia”. “Já nascemos no conceito de economia compartilhada. Nossos empreendimentos sempre tiveram opções de uso comum, como sala de jantar, carros e patinetes”, acrescenta o presidente da Vitacon.

Assim como a Luggo, a ideia é fazer o processo de locação desburocratizado, todo pelo site da empresa. Mas esses apartamentos da construtora de Frankel também são oferecidos em outras plataformas, como Airbnb, Booking e Hoteis.com para períodos mais curtos de aluguel.

O empresário sonha alto. Ele quer que a Housi seja a Netflix do mercado imobiliário como uma grande plataforma digital desse setor. Para isso, além de trabalhar com a possibilidade de incluir imóveis que não sejam da Vitacon, o empreendedor vai partir para outras cidades este ano, abrindo o sistema para outros imóveis. O objetivo em uma primeira etapa é chegar até as maiores capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, para depois partir para cidades de grande porte.

Tendência 

“Acredito muito no modelo de locação. A tendência é cada vez maior de as pessoas não comprarem, mas alugarem imóveis, inclusive entre as pessoas de menor renda, que sempre tiveram a aspiração de ter a casa própria. Esse comportamento tem mudado com o passar do tempo. Mas isso não quer dizer que o desejo de adquirir um imóvel acabou. Os dois modelos terão espaço”, opina o presidente da Vitacon.

Frankel vem tocando o projeto da Housi com capital próprio, mas não descarta a aproximação com fundos de venture capital para irrigar financeiramente e dar mais velocidade ao crescimento da startup. Apesar do perfil do negócio, o fundador não pensa em vendê-lo para um fundo. Para ele, o potencial de expansão ainda é muito grande e deve ser aproveitado.

Quando analisa o potencial do negócio desenvolvido pela Housi, Frankel leva em consideração o comportamento atual, mas também o comportamento futuro dos seus clientes. “Como será a moradia do futuro? Será que as pessoas vão querer passar 30 anos endividadas, pagando por um imóvel? Ou será que vão preferir buscar algo que atenda melhor a sua necessidade em diferentes fases da vida?”.

Fonte: incorporacaoimobiliaria.com

Imagem do dia: Gigante de 700 metros será o segundo mais alto edifício do mundo.

Gigante de 700 metros será o segundo mais alto edifício do mundo

Chama-se Centro Internacional Shenzhen-Hong Kong e será o mais alto edifício da China, quando concluído e o segundo mais alto do mundo, posicionado logo a seguir ao majestoso Burj Khalifa. A sua estrutura de aço e vidro de elevado desempenho, desenvolver-se-á por mais de 700 metros, dominando em absoluto a paisagem do centro metropolitano de Shenzhen. Apesar das suas dimensões, o projeto do edifício prevê a certificação ambiental LEED Platina.

Imagens: Adrian Smith+Gordon Gill

Fonte: www.engenhariacivil.com

Perspectivas da construção civil para 2019

Construção civil precisa resolver problemas relacionados à burocracia
Créditos: Shutterstock

Investimentos em tecnologia e construção industrializada se tornam cada vez mais necessários para o setor

Os últimos anos de recessão econômica impactaram diretamente a construção civil. O setor que tem participação representativa no PIB nacional sofreu com o aumento do desemprego e a consequente redução da confiança dos consumidores. A decisão de realizar um investimento relativamente alto e em longo prazo, como a compra de um imóvel, foi adiada, por exemplo. “Nós somos a grande locomotiva da economia brasileira, ou funcionamos como um acelerador ou funcionamos como um freio”, ressaltou José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em sua palestra durante o Construsummit desse ano.

Além disso, as obras de infraestrutura que estiveram paralisadas durante esse período também prejudicaram os resultados do setor, que tem nessa área uma importante participação. Obras de infraestrutura paradas significam diminuição no número de empregados da construção civil e redução de investimentos na área.

De acordo com Martins, um dos objetivos da entidade é trazer para a formalidade 57% dos profissionais da construção que estão trabalhando de maneira informal.

Nos últimos anos, a burocracia também foi um problema para a construção. As questões jurídicas impeditivas para o crescimento da construção, como a dificuldade com as documentações, é algo que precisa ser modificado para a retomada do crescimento. Além disso, o elevado número de distratos, por exemplo, levou pequenas empreiteiras à falência e se tornou um dos protagonistas dos resultados abaixo do esperado durante o período.

O que a construção civil precisa para 2019?

De acordo com o presidente da CBIC é preciso pensar em estratégias para os projetos que não resolvam apenas um problema, de forma isolada, como uma parede, e sim, que solucionem a estrutura como um todo. Para isso, é preciso entender a necessidade das pessoas e tudo que for feito precisa estar ligado a elas.

O futuro da construção envolve, por exemplo, o aumento da construção industrializada em que cada dia mais as construtoras vão se transformar em montadoras com um processo de industrialização que deve permitir a democratização da inovação. “Cada vez mais a necessidade de investimento das empresas em tecnologia será maior”, afirma Martins.

Quando se fala em tecnologia, o BIM é um dos processos que deve ser destacado. Em maio desse ano, foi publicado o decreto nº 9377/18. Ele tem como objetivo promover um ambiente adequado ao investimento da tecnologia, além de incentivar seu uso em âmbito nacional. Pensando nisso, o governo federal implementou a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, que inclui a criação de uma Biblioteca Nacional BIM com objetos produzidos nesse formato para download gratuito pelas construtoras. “O BIM é um conjunto onde uma série de fatores são importantes, entre eles a capacitação”, ressalta o presidente da CBIC.

Já o cenário político, que foi alterado esse ano com as eleições presidenciáveis e estaduais, também terá um impacto grande para a construção civil. Essa mudança deve determinar o aumento ou a redução da confiança dos consumidores. Além disso, o novo governo também é responsável por dar continuidade e realizar investimentos em programas importantes para o setor, como o Minha Casa, Minha Vida e as obras de infraestrutura, como rodovias e pontes.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Engenheiro civil precisa entender de Real Estate? Sim.

Termo abrange toda a cadeia do mercado imobiliário: da prospecção do terreno ao público-alvo para a edificação

Aos engenheiros civis com vocação para empreender é imprescindível ter conhecimento de Real Estate. O termo abrange toda a cadeia do mercado imobiliário. Desde a prospecção do terreno, passando pelo desenvolvimento do projeto, a pesquisa de mercado e o perfil de público a quem vai se destinar a edificação. Envolve também a produção e a construção do empreendimento, além da etapa comercial e a fase pós-ocupação. Portanto, conhecer sobre Real Estate é como um divisor de águas entre o engenheiro civil que sabe viabilizar bons negócios para sua construtora e o que pode vir a ter problemas.

Na prática, a formação dos engenheiros civis no Brasil tem pouco foco no tema. Entre as escolas de engenharia do país, apenas a Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) conta com uma disciplina em sua graduação. Além disso, a universidade oferece um curso de MBA para quem quer se aprofundar, ministrado pelo Núcleo Real Estate da USP, criado na década de 1980. Batizado de Real Estate, Economia Setorial e Mercados, o MBA é presencial, com carga horária de 420 horas, e também online, com um pacote mínimo de 10 aulas. O próximo ciclo presencial está previsto para começar no dia 19 de fevereiro de 2019.

As grades do MBA presencial e do online são semelhantes, mas no presencial há um aprofundamento maior. O curso também abrange graduados em arquitetura, administração de empresas e em direito, e engloba os seguintes temas:

  • Ajuste do produto a ser lançado ao mercado-alvo, o valor do imóvel e os fatores que o influenciam;
  • Análise da qualidade do investimento para empreendimentos imobiliários;
  • Ciclos de mercado e configurações que favorecem o surgimento de bolhas, através de técnicas de análise de risco;
  • Financiamento imobiliário;
  • Parceria nas incorporações.

Comitê do Núcleo Real Estate faz prognósticos para o mercado imobiliário em 2019.

O coordenador do curso, professor-doutor João da Rocha Lima Jr., explica as razões que levaram à escolha das disciplinas. “Elas envolvem a formatação do produto residencial, a construção de modelos de análise para dar suporte à decisão de empreender e as técnicas para construção de cenários e decisão diante do risco. Também abrangem os sistemas de funding para a implantação desses empreendimentos e a formação de parcerias para seu desenvolvimento. Esses são pilares do conhecimento em Real Estate, sobretudo no Brasil, e que, com raras exceções, é pouco abordado nos cursos de graduação de engenharia, arquitetura ou administração”, diz.

Além de ensinar, o Núcleo Real Estate da USP também faz avaliações do mercado, que são publicadas bimestralmente pelo seu comitê de mercado. A mais recente, divulgada em novembro de 2018, analisa o mercado imobiliário para 2019. No documento, o grupo faz projeções para empreendimentos residenciais, corporativos, hotéis, shopping centers, galpões logísticos e industriais. No estudo, destacam-se alguns pontos relevantes. Entre eles, o prognóstico de que os preços de imóveis residenciais estarão sob pressão inflacionária e que o FGTS não será suficiente para financiar a continuidade de programas como o Minha Casa Minha Vida. O estudo também aponta que empresas de porte médio da construção civil vão ganhar protagonismo. “Empresas de menor escala terão mais facilidades para desfrutar das oportunidades diferenciadas que vão surgir”, avalia a nota do comitê.

Clique aqui para ler a íntegra da nota do comitê de mercado do Núcleo Real Estate da USP

Assista vídeo sobre real estate
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Entrevistado
Reportagem com base em estudo do Núcleo Real Estate da Universidade de São Paulo (USP)

Contatos
realestate@poli.usp.br
www.realestate.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Setor da construção civil avança com novos materiais e projetos sustentáveis.

O setor da construção civil, que agrega empresas dos setores industrial e de serviços tem dado mostras do seu dinamismo por meio de respostas inovadoras às crescentes demandas por soluções para antigos e novos problemas, quer seja em contextos de expansão, quer sejam de retração econômica.

Tradicionalmente conhecido como termômetro da economia, dado ao seu potencial de gerar riquezas e empregos em extensas cadeias produtivas pelo mundo, o setor da construção civil é marcadamente dependente de fatores macroeconômicos e, no Brasil, vindo de cinco anos de resultados insatisfatórios, aguarda com expectativa medidas do novo governo que permitam a retomada do crescimento do setor e condições de previsibilidade para investimentos de longo prazo.

É estimulante observar que o setor tem adensado sua importância em muitos países em função da percepção com relação à necessidade de ações orientadas pelos princípios de sustentabilidade. Essa percepção reforça a importância do setor como agente ativo na organização espacial, configurando cidades e impactando sobre as formas de sociabilidade, o que, por um lado, lhe impõe desafios éticos e tecnológicos e, por outro, cria oportunidades de novos negócios num mundo cada vez mais interligado e interdependente.

É cada vez maior o número de políticas públicas em diferentes países como Inglaterra, Alemanha, Japão, China, Índia orientadas por princípios de sustentabilidade que demandam de numerosas empresas novos materiais e processos.

Recentemente, o governo chinês definiu metas arrojadas para a expansão do número de projetos sustentáveis na construção civil, nesta nação que é considerada o motor da economia global. Uma das metas é que, nos próximos cinco anos, 50% de todos os edifícios urbanos novos tenham certificação verde. Para a obtenção da certificação verde uma série de compromissos com a sustentabilidade precisam estar atendidos, especialmente os referentes aos ODS 8 e 9 do conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos em setembro de 2015 no âmbito da ONU e referendados por países do mundo todo.

Na Índia, outro gigante asiático com sérios problemas ambientais e cujo setor da construção civil está em plena expansão, a sustentabilidade também tem sido afirmada em projetos tanto do setor público quanto privado.

O mesmo pode ser identificado em países espalhados pelos cinco continentes. Merece destaque o que o Brasil tem feito até agora neste campo. Nas últimas edições das principais feiras e mostras do setor da construção civil no Brasil, elegeu-se o tema da sustentabilidade como principal bandeira.

Projetos sustentáveis têm contado também com fontes e condições especiais de financiamento além de provocar um boom de cursos e oferta de serviços especializados para a qualificação de profissionais e desenvolvimento de projetos e certificações.

O Brasil ocupa a quinta posição entre os países com maior número de certificações LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, ou Liderança em Energia e Design Ambiental) e veio nos últimos anos trilhando com determinação esse caminho, embora ainda haja muito a ser feito.

Entre os traços característicos de projetos sustentáveis na construção civil, pode-se destacar:

a) o uso de materiais sustentáveis;

b) a busca por eficiência energética;

c) a adequação climática otimizando condições de iluminação e ventilação;

d) sistemas de gestão de água; e

e) propostas de paisagismo suspenso.

Projetos com estas características têm reunido um número crescente de profissionais afinados com ideias inovadoras que são cada vez mais compartilhadas em redes de relacionamento (network) internacionais. Uma sociedade aberta, moderna, se beneficia desses fluxos.

São muitos os exemplos de projetos desenvolvidos pelo mundo utilizando novas tecnologias e materiais sustentáveis. O Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, localizado em Dubai, ao fazer uso de uma nova mistura de concreto teve seu tempo de construção muito encurtado, gerando economia de recursos. O uso de novos hiperplastificantes e aditivos que atuam na estrutura molecular do cimento tem proporcionado entre outras vantagens uma significativa economia de água na execução das obras.

A BASF, gigante alemã do setor químico com atuação global, investe pesadamente em nanotecnologia e tem divisões voltadas especificamente para o setor da construção civil e ênfase em sustentabilidade.

Ainda sobre materiais inovadores e comprometidos com os princípios de sustentabilidade, vale citar os pisos e revestimentos cerâmicos antipoluição e antibacterianos, desenvolvidos e patenteados por fabricantes italianos. Tais pisos combatem bactérias nocivas à saúde e tem efeitos anti-poluição (depuração do ar), além de auto-limpeza e anti-odor. Os especialistas explicam que a geração mais nova do produto foi aprimorada com o uso de um dióxido de titânio de alto desempenho e adição de prata, mantendo as propriedades fotocatalíticas das versões originais, aumentando seu desempenho.

Sintonizado com inovações no setor, o Brasil que ocupa a terceira posição entre os maiores fabricantes de pisos e revestimentos cerâmicos do mundo, tem nos pólos de Santa Gertrudes (SP) e Criciúma (SC) suas principais indústrias com centros de pesquisa e desenvolvimento dotados de modernos laboratórios e processos de certificação nacional e internacional de seus produtos. Os princípios de sustentabilidade também estão presentes na rotina dessas empresas, informando pesquisas e desenvolvimento de novos produtos e processos.

O desenvolvimento sustentável tem por máxima atender às necessidades da geração atual sem comprometer a existência das gerações futuras. Este parece ser o melhor caminho para todos, associando responsabilidades e agregação de valor a produtos e processos. O Brasil já reune conhecimento e recursos nesta direção, basta perseverar no caminho certo.

 

Eu, Arnaldo Francisco Cardoso sou professor, e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie nas áreas de Comércio e Negócios Internacionais e crio pesquisas sobre a cadeia produtiva da cerâmica no Brasil.

Sobre o Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Informações
Assessoria de Imprensa Universidade Presbiteriana Mackenzie

imprensa@mackenzie.br

Fonte: http://jornaldiadia.com.br

2019 e o mercado imobiliário.

 

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Depois de passar por uma de suas maiores crises, o mercado imobiliário brasileiro ensaia um retorno em grande estilo já no primeiro semestre de 2019.

Um grave crise econômica combinada com o envolvimento das grandes incorporadoras em escândalos de corrupção simplesmente parou este mercado nos últimos 3 anos, fazendo com que empresas deste setor revisassem seus planos de negócios, freando boa parte dos investimentos previstos e trabalhando apenas com unidades em estoque e em projetos que já estavam em andamento, incluindo até mesmo, aquelas empresas que conseguiram permanecer saudáveis durante este período.

Passada a tempestade perfeita, um novo cenário para o mercado imobiliário se vislumbra à nossa frente para os próximos 5 anos, com expectativas de juros menores, maior abertura de financiamentos bancários, um ambiente mais seguro juridicamente e o lançamento de novos produtos que prometem agradar a todas as classes econômicas e faixas etárias.

Uma economia mais favorável

Com sinais de melhora já verificados a partir do segundo semestre de 2018 (1), o mercado imobiliário tem boas perspectivas de retorno de seu ciclo virtuoso em 2019, amparado por diversos fatores bastante favoráveis para a concretização deste cenário, sendo o principal deles, a recuperação da nossa economia.

O novo governo tem sinalizado de diversas formas que a recuperação do cenário macroeconômico do Brasil e a subsequente volta do crescimento do nosso país é uma de suas principais metas, mantendo-se baixa a taxa de juros e a sob controle, a inflação.

Sem especular tanto o futuro, já temos elementos concretos com os quais podemos contar para trabalhar neste cenário positivo, como o fato da taxa Selic continuar em um patamar baixo (com forte tendência de assim permanecer), e assim manter também a taxa básica de juros mais baixa, o que aumenta a oferta de crédito imobiliário e melhora as condições deste crédito para os consumidores.

Além disso, a partir deste mês, passa a valer o aumento do teto do valor dos imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação – SFH para R$ 1.500.000. Essa medida não só estimula a aquisição de imóveis por novos compradores que passam a ter acesso a taxas de juros mais baixas do que teriam no Sistema de Financiamento Imobiliário – SFI como também aumenta a faixa para uso dos recursos de FGTS para a aquisição de imóveis.

Isso sem falar na alteração da previsão de crescimento do montante de crédito imobiliário a ser ofertado com recursos das contas poupança que passou de 10% para 16% em 2019, o que trará uma grande oferta de recursos financeiros a serem utilizados para a aquisição de imóveis.

Segurança jurídica

Quase no apagar das luzes de 2018, foram publicadas as tão aguardadas Lei 13.777/18 que regulamenta a multipropriedade e a Lei 13.786/18 que disciplina a resolução do contrato por inadimplemento do adquirente de unidade imobiliária, trazendo uma importante segurança jurídica ao mercado imobiliário.

Apesar de já existirem alguns empreendimentos construídos sob a modalidade da multipropriedade no Brasil, até o implemento da Lei 13.777/18, os coproprietários de unidades deste tipo enfrentavam inúmeros problemas gerados exatamente pela falta de uma regulamentação específica que determinasse seus direitos e obrigações e possibilitasse o registro desta copropriedade vinculada à fração do tempo de uso na correspondente matricula do imóvel.

Ao incluir o Capítulo VII-A – Do Condomínio em Multipropriedade no Código Civil e alterar a Lei de Registros Públicos para dispor sobre o processo de registro da multipropriedade, a Lei 13.777/18 conseguiu solucionar boa parte destes problemas, regulamentando a multipropriedade como um novo regime de condomínio em que cada um dos proprietários de um mesmo imóvel é titular de uma fração de tempo, à qual corresponde a faculdade de uso e gozo, com exclusividade, da totalidade do imóvel, a ser exercida pelos proprietários de forma alternada.

Além disso, dentre outras importantes disposições, a nova legislação estabeleceu que o imóvel objeto do empreendimento constituído sob o regime jurídico da multipropriedade, assim como a correspondente fração de tempo, é indivisível, não estando sujeito à ação de divisão ou de extinção de condomínio e, ainda, extinguiu a necessidade de anuência prévia dos demais proprietários, bem como o direito de preferência, no caso de venda da propriedade.

Já a tão esperada Lei 13.786/18, passou a disciplinar de forma clara e objetiva, os procedimentos para a resolução dos contratos por inadimplemento de adquirentes de unidades imobiliárias em incorporação imobiliária e em parcelamento de solo urbano, dirimindo de uma só vez os diversos entendimentos da jurisprudência (2) acerca deste tema que se tornou tão delicado para esta indústria, ao representar cerca de R$ 7,5 bilhões em prejuízos apurados em apenas dois meses de 2017 (janeiro e fevereiro) (3), em decorrência da falta de parâmetros legais acerca da motivação do distrato, da porcentagem de retenção de quantias pagas e da aplicação de multas.

Conforme estudo feito pela ABRAINC em conjunto com a FGV em 2017, a ocorrência (e recorrência) dos distratos na forma como estava sendo realizada, representou um impacto grande e direto nas receitas obtidas com a venda das unidades, na medida em que, além de reduzir o valor nominal das receitas, ainda aumentou os custos da incorporação, com custos associados à revenda das unidades devolvidas e custos financeiros para obter o capital necessário para fazer frente às despesas extraordinárias geradas pelos distratos (4).

A partir de agora, em caso de distrato ou resolução do contrato por seu inadimplemento absoluto, o adquirente receberá a restituição das quantias já pagas deduzidos os seguintes valores pelo incorporador: (i) comissão de corretagem; (ii) penalidade de até 25% da quantia até então paga pelo adquirente ou de até 50%, no caso de incorporação com patrimônio de afetação; (iii) os impostos incidentes sobre o imóvel, cotas condominiais e contribuições associativas; (iv) 0,5% sobre o valor atualizado do contrato, a título de fruição do imóvel; e (v) demais encargos incidentes sobre o imóvel e despesas previstas no contrato.

Novos produtos imobiliários

Como dizem por aí, “mar calmo não faz bom marinheiro” e foi nesse mar bem agitado que os players do mercado imobiliário navegaram nos últimos anos que surgiram novos produtos para atender demandas de diferentes grupos de consumidores, preparando este setor para essa nova fase de, esperamos, bonança.

Assim, para atender a uma geração que já não sonha tanto com a casa própria, que quer ter experiências ao invés de patrimônio e que se preocupa muito mais com questões sociais e ambientais do que as gerações anteriores, surgiram aqueles empreendimentos imobiliários que oferecem apartamentos/studios com até 14 m², localizados bem próximos a estações de metrô e alguns até sem vagas de garagem com sistema de carros compartilhados.

Como todos sabem, o maior player hoje deste tipo de produto é a Vitacon, que registrou vendas superiores a R$ 1 bilhão em 2018 (5)em empreendimentos de unidades compactas ou super compactas na cidade de São Paulo e tem investido em outros novos produtos deste mesmo segmento, como os empreendimentos coliving – apartamentos apenas com quarto e banheiro, tendo as demais dependências estabelecidas com áreas comuns do edifício para que todos os moradores possam compartilhar, edifícios com escola instalada no térreo e até mesmo, os chamados empreendimentos “multifamily” em que o publico-alvo são consumidores que não querem adquirir um imóvel, já que todas as suas unidades são de propriedade da própria incorporadora que as aluga incluindo determinados serviços.

No lado oposto deste novo conceito tão bem explorado pela Vitacon, vemos surgir as residências com serviços de hotel de luxo, algo tão comum no exterior, mas que no Brasil é um produto novo, sendo o Four Seasons Private Residences, o primeiro empreendimento deste tipo a ficar pronto em São Paulo.

Com 84 unidades entre 92 m² e 213 m² entregues já decoradas, este empreendimento de altíssimo padrão oferece um experiência única voltada em sua grande parte para clientes de long stay. Seguindo esta mesma linha de atuação, já vislumbramos no pipeline os residenciais do hotel Fasano no Itaim e do Rosewood na Cidade Matarazzo nos Jardins.

Aproveitando-se de um ambiente mais regulado, o que aumenta seu valor agregado como investimento, não podemos deixar de mencionar os empreendimentos desenvolvidos sob a modalidade de multipropriedade e os condo hotéis, que são na verdade empreendimentos de “second stay”, também extremamente comuns no exterior, mas ainda incipientes no Brasil, apesar do grande potencial turístico do nosso País.

Há também uma boa perspectiva de que os Fundos de Investimento Imobiliário, os famosos FIIs, voltem a representar um meio alternativo, eficiente e rentável de investimento no mercado imobiliário. Apesar dos custos relacionados com sua constituição e manutenção, investir em FIIs pode ser mais vantajoso do que investir em imóveis diretamente, não só pela necessidade de um investimento inicial baixo, mas também pela tributação mais favorável, uma vez que os rendimentos distribuídos aos cotistas são isentos de Imposto de Renda (6).

Com investimentos em lajes corporativas, shopping centers, galpões logísticos, títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e ainda em imóveis objeto de retrofit, sale lease back e built to suit, os FIIs possuem carteiras de investimento bem variadas, o que diminui o risco da carteira ao investidor e aumenta a possibilidade de ganhos em diferentes mercados.

E como o mercado imobiliário não pode parar, mesmo as modalidades de empreendimentos imobiliários mais tradicionais estão sendo revisitadas para enfrentar este novo cenário. Projetos multiuso, com empreendimentos comerciais e residenciais no mesmo terreno, passaram a contar também como shopping centers e hotéis como condôminos. Os chamados street malls integrados aos loteamentos estão se espalhando pelo Brasil e os novos condomínios clube agora contam com parques enormes que são abertos a toda a comunidade local, além dos condôminos do empreendimento.

Diante de tudo isso, só podemos esperar, com bastante otimismo, muito trabalho pela frente para todos aqueles que, de alguma forma, estão envolvidos na cadeia produtiva do setor imobiliário brasileiro.

(1) De acordo com levantamento feito pelo Secovi-SP as vendas de unidades residenciais em São Paulo tiveram um aumento de 41,2% de 2017 para 2018.

(2) Pelo quanto estabelecido nas Súmulas 01 e 03 do TJ/SP e na Súmula 543 do STJ, as incorporadoras de passaram a ser obrigadas a devolver imediatamente parte dos valores até então pagos pelo adquirente e uma única parcela, sem considerar quaisquer outras variáveis deste mercado, como por exemplo as aquisições feitas por investidores.

(3) De acordo com Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2017.

(4) “Tais custos variam conforme o tamanho e as características do empreendimento. Nos exemplos considerados no estudo, como mostra a Tabela 4.1.1. , a média desses custos é de 11% do total da receita obtida pelas vendas, o que equivale a 55% do valor pago no período pré-chaves.” – pg. 32 do Estudo “Análise dos Efeitos Econômicos e Financeiros dos Distratos nas Compras de Imóveis Residenciais na Planta sobre as Empresas Incorporadoras” realizado em conjunto com a FGV/Projetos em 30 de outubro de 2017, disponível no site www.abrainc.com.br

(5) Informação disponível no site www.vitacon.com.br

(6) Para haver esta isenção, o FII deve ter, no mínimo, 50 cotistas e ter cotas negociadas em bolsa. Além disso, o cotista beneficiado pela isenção fiscal não pode deter mais de 10% das cotas do fundo.

*Ana Beatriz de Almeida Lobo, sócia da área imobiliária do SVLAW

Fonte: politica.estadao.com.br

Como os estudantes querem morar na hora de sair de casa para estudar.

Volta às aulas movimenta mercado imobiliário, mas é preciso cuidado ao escolher onde morar.

Só no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, mais de 5,5 milhões de estudantes tentaram garantir uma vaga no ensino superior. Enquanto isso, matriculados no Ensino Médio no Brasil, são quase oito milhões de estudantes à espera da sonhada vaga na faculdade, de acordo com o Ministério da Educação. É comum que, durante essa fase da vida escolar, muitos alunos se mudem de cidade em busca de instituições de ensino com diferentes oportunidades e, com isso, o mercado imobiliário também é influenciado por essa migração.

Foto: Souza Gomes Imóveis / DINO

Como é a escolha por um imóvel ideal

Os apartamentos compactos, com até 2 quartos, de localização central ou com fácil acesso ao transporte público são os preferidos dos estudantes que trocam as cidades menores para estudarem em municípios com um maior número de escolas e faculdades de renome. Pontos de comércio próximos também são importantes visto a rotina corrida e a inexperiência diante dos afazeres de casa. Outro ponto que os estudantes avaliam e os profissionais do ramo imobiliário concordam ser de extrema importância na hora de mudar é a preocupação com a segurança.

“Um bairro que facilite o acesso do aluno à escola ou a faculdade é essencial mas, mais do que isso, ele e toda a sua família prezam pela tranquilidade em saber que aquela região não oferece riscos e que o prédio tem um cuidado com a entrada de visitantes, por exemplo”, enumera o Diretor de Vendas da imobiliária Souza Gomes em Juiz de Fora, Victor Souza Gomes.

Quando a mudança é benéfica para toda a família

Entre dezembro, janeiro e fevereiro, a procura por apartamentos aumenta com o início do ano letivo, mas não somente para aluguel. Especialistas do setor analisam a oportunidade também de compra de imóveis por conta da estabilidade política e econômica que estimula a realização de sonhos antigos.

“Dependendo da cidade, os pais aproveitam para investir na compra de um apartamento em que os filhos irão usufruir enquanto estudam, mas que também se torna um bem para todos os membros da família aproveitarem para negócios ou lazer. Quem é de cidades vizinhas, constantemente viaja para fazer compras ou para ir ao médico, então o imóvel acaba unindo o útil ao agradável”, completa o CEO da Souza Gomes Imóveis, Diogo Souza Gomes.

Website: http://www.souzagomes.com.br/

Fonte: www.terra.com.br

 

Realidades virtual e aumentada possibilitam imersão digital nas obras em construção.

Tecnologias permitem que usuários acompanhem o andamento de empreendimentos e até tenham a experiência de conhecer sua futura casa por meio de simulações.

No processo de idealização de uma obra, as empresas envolvidas e os clientes têm a necessidade de visualizar como ficará o projeto final. Plantas e programas de computador auxiliam nas etapas de produção dos empreendimentos, mas para proporcionar um melhor realismo e aprofundamento, as tecnologias de realidade virtual e aumentada chegaram ao setor da construção civil.

Conhecidas pelas suas aplicações em vídeo games, celulares e computadores, estas tecnologias permitem duas possibilidades: a inserção de informação real em ambiente digital ou de informação digital em um ambiente real. “A realidade virtual visa a imersão. O corpo da pessoa está no ambiente físico, mas a mente em uma realidade paralela. Isso acontece quando se utiliza os óculos 3D, por exemplo”, explica Amanda Gouveia, head de estratégia e desenvolvimento de negócios da empresa tecnológica Augmentecture. “Já a realidade aumentada traz os dados digitais para o mundo físico, por meio de smartphone ou tablet. Com ela, é possível interagir e manipular o modelo de um edifício imobiliário, inclusive visualizar a sua parte interna”.

A realidade virtual pode ser aplicada para inovar no desenvolvimento, mas também na apresentação de projetos imobiliários. Entre seus pontos positivos estão o realismo, baixo custo, segurança das informações (pois são armazenadas na nuvem) e a possibilidade de utilizá-la sem internet. Por outro lado, pode não ser compatível com todo o público, devido a limitações de altura ou por questões médicas, além do alto custo dos dispositivos móveis.

Já a realidade aumentada, além de colaborar com o desenvolvimento e a apresentação, também pode contribuir com a execução e compatibilização de projetos. Se antes os arquitetos costumavam fazer várias maquetes, hoje podem partir para um viés mais sustentável, com a economia desses materiais. Também é uma inovação fácil de ser utilizada, apresenta baixo custo, e é acessível ao público. Entretanto, não é 100% compatível com todos os softwares, depende de atualização e não funciona sem internet.

Realidade virtual já substitui apartamentos decorados

De olho no potencial do mercado de tecnologias digitais, a MRV Engenharia criou o projeto My Home Experience, que visa substituir os famosos apartamentos decorados por realidade virtual, rompendo um paradigma do mercado imobiliário.

O projeto já foi implantado em pontos de venda de três cidades – Sertãozinho (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Campo Grande (MS) – e deve chegar a mais 20 cidades. “No início, tínhamos o sentimento de que poderia haver uma barreira, porque o cliente sai do contato físico e vai para algo totalmente virtual. Mas está sendo surpreendente. As pessoas percebem que o ambiente é transportado para elas, participam daquele mundo efetivamente”, conta Henri Verge, gerente de marketing da MRV.

Com essa tecnologia, os custos podem ser até três vezes menores em relação a um apartamento decorado, e a MRV consegue disponibilizar aos clientes mais de 800 combinações diferentes nas simulações dos apartamentos.

Coletivo de empresas da construção debate uso tecnológico

Com a necessidade de desenvolver o cenário da construção civil, que ainda se depara com processos conservadores e artesanais, 32 empresas se uniram para compartilhar ideias e promover uma transformação digital no setor. Criado pelo engenheiro e consultor Roberto de Souza, o EnRedes utiliza cases, eventos, estações de trabalho e aplicativos para questionar o que pode ser feito em prol desta modernização.

Na análise das tecnologias de realidade virtual e aumentada, o EnRedes definiu dois projetos: o uso da realidade aumentada para entregar o manual do proprietário e personalização de apartamentos modelo em 3D para alto padrão. O desenvolvimento destes projetos envolverá as empresas Augmentecture, Cyrela, Gaaz, IM Design, R Yazbek e Tarjab.

Mais informações:

MISASI RELAÇÕES PÚBLICAS

Fonte: http://jornaldiadia.com.br

Daniel Susumura dos Santos

Acordo busca padronizar calçadas e ciclovias no Brasil.

ABCP e ABNT vão desenvolver normas técnicas que melhorem a vida de pedestres e ciclistas em estruturas urbanas.

Apesar de existirem pelo menos oito normas técnicas que dão diretrizes para a construção de calçadas e ciclovias, não há nenhum padrão nesse tipo de obra pelo Brasil afora. Para equacionar o problema, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vão desenvolver um trabalho que resulte em normas técnicas específicas para o sistema construtivo de calçadas e ciclovias.

O termo foi assinado em dezembro de 2018 com o ministério das Cidades, mas é importante averiguar como ficará esse plano a partir do novo governo, já que o ministério das Cidades deixou de existir e foi incorporado pelo ministério de Desenvolvimento Regional. Pelo acordo, serão estabelecidos sistemas construtivos efetivos para que os investimentos sejam planejados e empregados corretamente, com infraestruturas sólidas e resistentes, traçados seguros e adequados, além de durabilidade e economia na manutenção.

Segundo o presidente da ABCP, Paulo Camillo Penna, o objetivo é que as prefeituras tenham instrumentos para monitorar e propiciar equipamentos urbanos com maior durabilidade, menor desperdício na fase de construção e que atendam as normas técnicas. “A padronização levará a uma melhor gestão das verbas públicas destinadas a projetos de calçadas e ciclovias. Além disso, quanto mais adequado às normas técnicas e aos sistemas construtivos, mais investimentos em obras poderão ser feitos”, diz.

O vice-presidente da ABNT, Mario William Esper, explica que a normalização é fundamental, pois define parâmetros de como fazer, executar e usar as infraestruturas. “Adotar esses padrões previne acidentes e gera maior segurança aos usuários. É importante a certificação, para que a norma técnica seja de fato cumprida”, explica. Outra meta do acordo é oferecer suporte às prefeituras para que elas propaguem o transporte ativo, estimulando os pedestres a caminharem e também o uso de bicicletas.

Normalização existente será referência para o estudo encomendado no fim de 2018

O acordo encabeçado pela ABCP e pela ABNT deverá criar uma norma técnica que leve em conta as já existentes, e que tratam da acessibilidade e de sistemas construtivos que usam pavimentos com peças de concreto. Entre elas:

ABNT NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

ABNT NBR 16537 – Acessibilidade – Sinalização tátil no piso – Diretrizes para elaboração de projetos e instalação

ABNT NBR 15953 – Pavimento Intertravado com Peças de Concreto – Execução

ABNT NBR 9457 – Ladrilho Hidráulico – Especificação

ABNT NBR 9458 – Assentamento de Ladrilho Hidráulico

ABNT NBR 9457 – Ladrilho Hidráulico – Formatos e Dimensões

ABNT NBR 15805 – Placa de Concreto para Piso – Requisitos e métodos de ensaio

ABNT NBR 16416 – Pavimentos Permeáveis de Concreto – Requisitos e Procedimentos

Um dos principais defensores de que o poder público estabeleça a regulamentação de calçadas e ciclovias é o arquiteto e paisagista Benedito Abbud. Segundo ele, em boa parte dos municípios brasileiros, sobretudo nas capitais, essa responsabilidade é do morador. O resultado são pavimentos irregulares, sem padronização, o que acaba gerando uma visão negativa do ambiente urbano. “A cidadania passa pelas calçadas, pois consta na Constituição o direito de ir e vir com segurança. Se é lei, o poder público é quem deve instalar esses equipamentos e preservá-los”, prega.

Entrevistado

Ministério das Cidades, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

Contato: cidades@abcp.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

A tecnologia nos projetos de paisagismo de Alex Hanazaki.

A tecnologia pode ser aplicada em qualquer lugar. Uma tendência atual é usar a tecnologia nos projetos de paisagismo. No Brasil, um dos paisagistas mais famosos que utiliza a tecnologia é Alex Hanazaki.

Alex Hanazaki

Imagem: maisrevestimentos.com.br

Quem é Alex Hanazaki?

Alex Hanazaki é um arquiteto paisagista brasileiro (apesar de o sobrenome não ser brasileiro). Formado em Arquitetura e Urbanismo, ele especializou-se no paisagismo. O arquiteto paisagista possui obras espalhadas pelo mundo: Estados Unidos, Marrocos, Arábia Saudita e Alemanha estão na lista.

Alex Hanazaki
Imagem: mundohusqvarna.com.br

O Hazanaki Paisagismo, seu escritório, é especializado na concepção de projetos arquitetônicos para áreas externas. Os projetos do escritório já conquistaram duas vezes (em 2014 e em 2017) o prêmio Professional Awards da ASLA (American Society of Landscape Architects).

Alex Hanazaki e a tecnologia nos projetos de paisagismo

Nos projetos, Alex Hanazaki usa como inspiração a natureza. A diversidade de plantas é intercalada com diferentes formas geométricas. Há uma harmonia entre o natural e o artificial.

Em meio à natureza e às formas geométricas, Hanazaki também insere alta tecnologia. Um exemplo é o uso de iluminação de LED, presente em alguns dos seus projetos.

Em 2011, Hanazaki projetou o jardim da Hyundai Mostra Black. Com grandes recursos tecnológicos e usando projeção de imagens, o jardim vertical foi reinventado. Ele intercalou a tecnologia entre outros elementos do jardim, como lareiras ecológicas e pedras vulcânicas da Indonésia.

Alex Hanazaki
Imagem: anualdesign.com.br

O prêmio da ASLA recebido em 2014 por Hanazaki foi devido a um jardim em São Paulo. Nele, há três espaços internos subdivididos. Na parte de tecnologia, foram inseridas lâmpadas de LED que ressaltam a geometria e os desenhos na área verde.

Alex Hanazaki
Imagem: folha.uol.com.br

Em 2017, Hanazaki levou uma parte do Brasil para Berlim. Um grande empecilho foi o clima do local, que é bem diferente daqui, o que fez com que ele precisasse usar plantas que não são exatamente representativas do Brasil, mas que podem ser achadas por aqui e que conseguem sobreviver em Berlim.

Alex Hanazaki
Imagem: casaclaudia.abril.com.br

Ainda em 2017, Hanazaki recebeu um dos seus prêmios da ASLA pelo projeto da Praça Eliane, na CASACOR 2016. O espaço é um equilíbrio entre a natureza e formas geométricas. Uma das plantas usadas foi o Pau-Brasil. De um lado, está um jardim vertical e, do outro, uma estrutura de metal e porcelanato. No ambiente principal há um espelho d’água com um caminho sobre as águas criado por porcelanatos distribuídos em seu interior. O revestimento usado conta com nanotecnologia que facilita a manutenção e contribui para a purificação do ar do ambiente em um processo semelhante à fotossíntese.

Alex Hanazaki
Imagem: radardesing.com.br

Paisagismo e tecnologia

Os projetos de Hanazaki conseguem inserir a tecnologia em harmonia com a vegetação. Além da presença de formas geométricas, há também a marca do tropicalismo brasileiro, já levado para o exterior. A nova tendência de inserir os recursos tecnológicos em projetos paisagísticos de uma forma agradável representa a integração entre a evolução da tecnologia e o ambiente natural, ambos convivendo de forma equilibrada.

Alex Hanazaki
Imagem: vivadecora.com.br
Fonte: blogdaengenharia.com