Arquivo diários:15 de janeiro de 2019

A tecnologia nos projetos de paisagismo de Alex Hanazaki.

A tecnologia pode ser aplicada em qualquer lugar. Uma tendência atual é usar a tecnologia nos projetos de paisagismo. No Brasil, um dos paisagistas mais famosos que utiliza a tecnologia é Alex Hanazaki.

Alex Hanazaki

Imagem: maisrevestimentos.com.br

Quem é Alex Hanazaki?

Alex Hanazaki é um arquiteto paisagista brasileiro (apesar de o sobrenome não ser brasileiro). Formado em Arquitetura e Urbanismo, ele especializou-se no paisagismo. O arquiteto paisagista possui obras espalhadas pelo mundo: Estados Unidos, Marrocos, Arábia Saudita e Alemanha estão na lista.

Alex Hanazaki
Imagem: mundohusqvarna.com.br

O Hazanaki Paisagismo, seu escritório, é especializado na concepção de projetos arquitetônicos para áreas externas. Os projetos do escritório já conquistaram duas vezes (em 2014 e em 2017) o prêmio Professional Awards da ASLA (American Society of Landscape Architects).

Alex Hanazaki e a tecnologia nos projetos de paisagismo

Nos projetos, Alex Hanazaki usa como inspiração a natureza. A diversidade de plantas é intercalada com diferentes formas geométricas. Há uma harmonia entre o natural e o artificial.

Em meio à natureza e às formas geométricas, Hanazaki também insere alta tecnologia. Um exemplo é o uso de iluminação de LED, presente em alguns dos seus projetos.

Em 2011, Hanazaki projetou o jardim da Hyundai Mostra Black. Com grandes recursos tecnológicos e usando projeção de imagens, o jardim vertical foi reinventado. Ele intercalou a tecnologia entre outros elementos do jardim, como lareiras ecológicas e pedras vulcânicas da Indonésia.

Alex Hanazaki
Imagem: anualdesign.com.br

O prêmio da ASLA recebido em 2014 por Hanazaki foi devido a um jardim em São Paulo. Nele, há três espaços internos subdivididos. Na parte de tecnologia, foram inseridas lâmpadas de LED que ressaltam a geometria e os desenhos na área verde.

Alex Hanazaki
Imagem: folha.uol.com.br

Em 2017, Hanazaki levou uma parte do Brasil para Berlim. Um grande empecilho foi o clima do local, que é bem diferente daqui, o que fez com que ele precisasse usar plantas que não são exatamente representativas do Brasil, mas que podem ser achadas por aqui e que conseguem sobreviver em Berlim.

Alex Hanazaki
Imagem: casaclaudia.abril.com.br

Ainda em 2017, Hanazaki recebeu um dos seus prêmios da ASLA pelo projeto da Praça Eliane, na CASACOR 2016. O espaço é um equilíbrio entre a natureza e formas geométricas. Uma das plantas usadas foi o Pau-Brasil. De um lado, está um jardim vertical e, do outro, uma estrutura de metal e porcelanato. No ambiente principal há um espelho d’água com um caminho sobre as águas criado por porcelanatos distribuídos em seu interior. O revestimento usado conta com nanotecnologia que facilita a manutenção e contribui para a purificação do ar do ambiente em um processo semelhante à fotossíntese.

Alex Hanazaki
Imagem: radardesing.com.br

Paisagismo e tecnologia

Os projetos de Hanazaki conseguem inserir a tecnologia em harmonia com a vegetação. Além da presença de formas geométricas, há também a marca do tropicalismo brasileiro, já levado para o exterior. A nova tendência de inserir os recursos tecnológicos em projetos paisagísticos de uma forma agradável representa a integração entre a evolução da tecnologia e o ambiente natural, ambos convivendo de forma equilibrada.

Alex Hanazaki
Imagem: vivadecora.com.br
Fonte: blogdaengenharia.com

Noruega terá o maior edifício de madeira.

Ao ser concluída em março, torre de “Mjøs” vai ultrapassar o edifício “Treet” no recorde mundial

Com 84,5 metros de altura, a torre de “Mjøs”, que fica em Brumunddal na Noruega, será o edifício de madeira mais alto do mundo. O projeto possui 18 andares, começou a ser construído em abril de 2017 e, de acordo com seus promotores, será concluído em março de 2019.

O diretor de Marketing e Desenvolvimento, Knut Alstad, explicou que “materiais tradicionais em um contexto de alta tecnologia são as palavras-chave” do projeto, que está proporcionando orgulho para toda a equipe.

Os construtores esclareceram que optaram pela madeira como material porque permite reduzir as emissões de CO2 em comparação com um edifício de concreto. A equipe afirma que construir com madeira está ajudando a respirar em um mundo melhor e que se inspiraram no acordo de Paris sobre mudança climática para lançar este projeto.

Por meio de uma declaração, que descreve aspectos da construção, menciona-se que o edifício é projetado para resistir a um incêndio, com tipos de madeira impossíveis de queimar sem combustível. “Um incêndio apenas carbonizaria superficialmente as vigas mais grossas de madeira laminada e colada, sem as incendiar”, enfatiza Alstad.

Quando a torre for inaugurada será batido o recorde mundial, que hoje pertence ao “Treet”, um edifício de 49 metros localizado em Bergen, outra cidade da Noruega. “Vamos bater um recorde mundial juntos e isso exige todos os esforços para um bom planejamento e implementação estruturada “, afirma Alstad.

Pode-se dizer que a combinação do aquecimento global e da urbanização criou um interesse mundial em edifícios altos de madeira. Até alguns anos atrás, os recursos naturais renováveis ​​locais, a estética, a tradição de construção norueguesa e os materiais de construção leves eram os principais impulsionadores da adoção das estruturas de madeira.

Principais características

Composto por apartamentos residenciais, piscina interior, hotel, escritório, restaurante e áreas comuns, o “Mjøs” em princípio mediria 81 metros, mas recebeu alguns metros a mais com a instalação de uma pérgula no topo, o que ajudou a superar a torre “HoHo”, que está sendo construída em Viena e terá 84 metros de altura. Mas ao contrário da torre norueguesa, a estrutura do edifício austríaco é um híbrido de madeira (76%) e outros materiais.

O “Mjøs” é tecnicamente uma ponte de madeira. Ocupará aproximadamente 15.000 m². Quatro andares (do sexto ao nono) foram reservados para a operação de um hotel. Os sete andares superiores serão destinados à apartamentos, enquanto os andares inferiores abrigarão escritórios.

Com os apartamentos no topo, existem requisitos particularmente rígidos sobre a oscilação da estrutura. Edifícios de madeira altos oscilam mais do que aqueles construídos com aço e cimento porque seu peso é muito menor. Isto aplica-se em particular a um edifício estreito como o Mjøs, que possui apenas 16 metros de largura. Por essa razão, serão usadas lajes de cimento para os sete andares superiores.

Um salto tecnológico

A segurança contra incêndios era tradicionalmente a principal objeção contra edifícios altos de madeira. Durante o processo com o “Mjøs” ficou provado que o problema está resolvido. A exigência era que o prédio permanecesse de pé após um eventual incêndio ter sido apagado por si, mesmo se o sistema de sprinklers (componente do sistema de combate a incêndio que descarrega água quando for detectado um incêndio) tivesse falhado. Para isso, um teste de fogo independente foi documentado para que as estruturas continuassem a apoiar o prédio depois que o fogo tivesse sido apagado.

Fonte: www.moveisdevalor.com.br