Arquivo diários:16 de janeiro de 2019

Realidades virtual e aumentada possibilitam imersão digital nas obras em construção.

Tecnologias permitem que usuários acompanhem o andamento de empreendimentos e até tenham a experiência de conhecer sua futura casa por meio de simulações.

No processo de idealização de uma obra, as empresas envolvidas e os clientes têm a necessidade de visualizar como ficará o projeto final. Plantas e programas de computador auxiliam nas etapas de produção dos empreendimentos, mas para proporcionar um melhor realismo e aprofundamento, as tecnologias de realidade virtual e aumentada chegaram ao setor da construção civil.

Conhecidas pelas suas aplicações em vídeo games, celulares e computadores, estas tecnologias permitem duas possibilidades: a inserção de informação real em ambiente digital ou de informação digital em um ambiente real. “A realidade virtual visa a imersão. O corpo da pessoa está no ambiente físico, mas a mente em uma realidade paralela. Isso acontece quando se utiliza os óculos 3D, por exemplo”, explica Amanda Gouveia, head de estratégia e desenvolvimento de negócios da empresa tecnológica Augmentecture. “Já a realidade aumentada traz os dados digitais para o mundo físico, por meio de smartphone ou tablet. Com ela, é possível interagir e manipular o modelo de um edifício imobiliário, inclusive visualizar a sua parte interna”.

A realidade virtual pode ser aplicada para inovar no desenvolvimento, mas também na apresentação de projetos imobiliários. Entre seus pontos positivos estão o realismo, baixo custo, segurança das informações (pois são armazenadas na nuvem) e a possibilidade de utilizá-la sem internet. Por outro lado, pode não ser compatível com todo o público, devido a limitações de altura ou por questões médicas, além do alto custo dos dispositivos móveis.

Já a realidade aumentada, além de colaborar com o desenvolvimento e a apresentação, também pode contribuir com a execução e compatibilização de projetos. Se antes os arquitetos costumavam fazer várias maquetes, hoje podem partir para um viés mais sustentável, com a economia desses materiais. Também é uma inovação fácil de ser utilizada, apresenta baixo custo, e é acessível ao público. Entretanto, não é 100% compatível com todos os softwares, depende de atualização e não funciona sem internet.

Realidade virtual já substitui apartamentos decorados

De olho no potencial do mercado de tecnologias digitais, a MRV Engenharia criou o projeto My Home Experience, que visa substituir os famosos apartamentos decorados por realidade virtual, rompendo um paradigma do mercado imobiliário.

O projeto já foi implantado em pontos de venda de três cidades – Sertãozinho (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Campo Grande (MS) – e deve chegar a mais 20 cidades. “No início, tínhamos o sentimento de que poderia haver uma barreira, porque o cliente sai do contato físico e vai para algo totalmente virtual. Mas está sendo surpreendente. As pessoas percebem que o ambiente é transportado para elas, participam daquele mundo efetivamente”, conta Henri Verge, gerente de marketing da MRV.

Com essa tecnologia, os custos podem ser até três vezes menores em relação a um apartamento decorado, e a MRV consegue disponibilizar aos clientes mais de 800 combinações diferentes nas simulações dos apartamentos.

Coletivo de empresas da construção debate uso tecnológico

Com a necessidade de desenvolver o cenário da construção civil, que ainda se depara com processos conservadores e artesanais, 32 empresas se uniram para compartilhar ideias e promover uma transformação digital no setor. Criado pelo engenheiro e consultor Roberto de Souza, o EnRedes utiliza cases, eventos, estações de trabalho e aplicativos para questionar o que pode ser feito em prol desta modernização.

Na análise das tecnologias de realidade virtual e aumentada, o EnRedes definiu dois projetos: o uso da realidade aumentada para entregar o manual do proprietário e personalização de apartamentos modelo em 3D para alto padrão. O desenvolvimento destes projetos envolverá as empresas Augmentecture, Cyrela, Gaaz, IM Design, R Yazbek e Tarjab.

Mais informações:

MISASI RELAÇÕES PÚBLICAS

Fonte: http://jornaldiadia.com.br

Daniel Susumura dos Santos

Acordo busca padronizar calçadas e ciclovias no Brasil.

ABCP e ABNT vão desenvolver normas técnicas que melhorem a vida de pedestres e ciclistas em estruturas urbanas.

Apesar de existirem pelo menos oito normas técnicas que dão diretrizes para a construção de calçadas e ciclovias, não há nenhum padrão nesse tipo de obra pelo Brasil afora. Para equacionar o problema, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vão desenvolver um trabalho que resulte em normas técnicas específicas para o sistema construtivo de calçadas e ciclovias.

O termo foi assinado em dezembro de 2018 com o ministério das Cidades, mas é importante averiguar como ficará esse plano a partir do novo governo, já que o ministério das Cidades deixou de existir e foi incorporado pelo ministério de Desenvolvimento Regional. Pelo acordo, serão estabelecidos sistemas construtivos efetivos para que os investimentos sejam planejados e empregados corretamente, com infraestruturas sólidas e resistentes, traçados seguros e adequados, além de durabilidade e economia na manutenção.

Segundo o presidente da ABCP, Paulo Camillo Penna, o objetivo é que as prefeituras tenham instrumentos para monitorar e propiciar equipamentos urbanos com maior durabilidade, menor desperdício na fase de construção e que atendam as normas técnicas. “A padronização levará a uma melhor gestão das verbas públicas destinadas a projetos de calçadas e ciclovias. Além disso, quanto mais adequado às normas técnicas e aos sistemas construtivos, mais investimentos em obras poderão ser feitos”, diz.

O vice-presidente da ABNT, Mario William Esper, explica que a normalização é fundamental, pois define parâmetros de como fazer, executar e usar as infraestruturas. “Adotar esses padrões previne acidentes e gera maior segurança aos usuários. É importante a certificação, para que a norma técnica seja de fato cumprida”, explica. Outra meta do acordo é oferecer suporte às prefeituras para que elas propaguem o transporte ativo, estimulando os pedestres a caminharem e também o uso de bicicletas.

Normalização existente será referência para o estudo encomendado no fim de 2018

O acordo encabeçado pela ABCP e pela ABNT deverá criar uma norma técnica que leve em conta as já existentes, e que tratam da acessibilidade e de sistemas construtivos que usam pavimentos com peças de concreto. Entre elas:

ABNT NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

ABNT NBR 16537 – Acessibilidade – Sinalização tátil no piso – Diretrizes para elaboração de projetos e instalação

ABNT NBR 15953 – Pavimento Intertravado com Peças de Concreto – Execução

ABNT NBR 9457 – Ladrilho Hidráulico – Especificação

ABNT NBR 9458 – Assentamento de Ladrilho Hidráulico

ABNT NBR 9457 – Ladrilho Hidráulico – Formatos e Dimensões

ABNT NBR 15805 – Placa de Concreto para Piso – Requisitos e métodos de ensaio

ABNT NBR 16416 – Pavimentos Permeáveis de Concreto – Requisitos e Procedimentos

Um dos principais defensores de que o poder público estabeleça a regulamentação de calçadas e ciclovias é o arquiteto e paisagista Benedito Abbud. Segundo ele, em boa parte dos municípios brasileiros, sobretudo nas capitais, essa responsabilidade é do morador. O resultado são pavimentos irregulares, sem padronização, o que acaba gerando uma visão negativa do ambiente urbano. “A cidadania passa pelas calçadas, pois consta na Constituição o direito de ir e vir com segurança. Se é lei, o poder público é quem deve instalar esses equipamentos e preservá-los”, prega.

Entrevistado

Ministério das Cidades, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

Contato: cidades@abcp.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br