Arquivo diários:18 de janeiro de 2019

Engenheiro civil precisa entender de Real Estate? Sim.

Termo abrange toda a cadeia do mercado imobiliário: da prospecção do terreno ao público-alvo para a edificação

Aos engenheiros civis com vocação para empreender é imprescindível ter conhecimento de Real Estate. O termo abrange toda a cadeia do mercado imobiliário. Desde a prospecção do terreno, passando pelo desenvolvimento do projeto, a pesquisa de mercado e o perfil de público a quem vai se destinar a edificação. Envolve também a produção e a construção do empreendimento, além da etapa comercial e a fase pós-ocupação. Portanto, conhecer sobre Real Estate é como um divisor de águas entre o engenheiro civil que sabe viabilizar bons negócios para sua construtora e o que pode vir a ter problemas.

Na prática, a formação dos engenheiros civis no Brasil tem pouco foco no tema. Entre as escolas de engenharia do país, apenas a Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) conta com uma disciplina em sua graduação. Além disso, a universidade oferece um curso de MBA para quem quer se aprofundar, ministrado pelo Núcleo Real Estate da USP, criado na década de 1980. Batizado de Real Estate, Economia Setorial e Mercados, o MBA é presencial, com carga horária de 420 horas, e também online, com um pacote mínimo de 10 aulas. O próximo ciclo presencial está previsto para começar no dia 19 de fevereiro de 2019.

As grades do MBA presencial e do online são semelhantes, mas no presencial há um aprofundamento maior. O curso também abrange graduados em arquitetura, administração de empresas e em direito, e engloba os seguintes temas:

  • Ajuste do produto a ser lançado ao mercado-alvo, o valor do imóvel e os fatores que o influenciam;
  • Análise da qualidade do investimento para empreendimentos imobiliários;
  • Ciclos de mercado e configurações que favorecem o surgimento de bolhas, através de técnicas de análise de risco;
  • Financiamento imobiliário;
  • Parceria nas incorporações.

Comitê do Núcleo Real Estate faz prognósticos para o mercado imobiliário em 2019.

O coordenador do curso, professor-doutor João da Rocha Lima Jr., explica as razões que levaram à escolha das disciplinas. “Elas envolvem a formatação do produto residencial, a construção de modelos de análise para dar suporte à decisão de empreender e as técnicas para construção de cenários e decisão diante do risco. Também abrangem os sistemas de funding para a implantação desses empreendimentos e a formação de parcerias para seu desenvolvimento. Esses são pilares do conhecimento em Real Estate, sobretudo no Brasil, e que, com raras exceções, é pouco abordado nos cursos de graduação de engenharia, arquitetura ou administração”, diz.

Além de ensinar, o Núcleo Real Estate da USP também faz avaliações do mercado, que são publicadas bimestralmente pelo seu comitê de mercado. A mais recente, divulgada em novembro de 2018, analisa o mercado imobiliário para 2019. No documento, o grupo faz projeções para empreendimentos residenciais, corporativos, hotéis, shopping centers, galpões logísticos e industriais. No estudo, destacam-se alguns pontos relevantes. Entre eles, o prognóstico de que os preços de imóveis residenciais estarão sob pressão inflacionária e que o FGTS não será suficiente para financiar a continuidade de programas como o Minha Casa Minha Vida. O estudo também aponta que empresas de porte médio da construção civil vão ganhar protagonismo. “Empresas de menor escala terão mais facilidades para desfrutar das oportunidades diferenciadas que vão surgir”, avalia a nota do comitê.

Clique aqui para ler a íntegra da nota do comitê de mercado do Núcleo Real Estate da USP

Assista vídeo sobre real estate
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Entrevistado
Reportagem com base em estudo do Núcleo Real Estate da Universidade de São Paulo (USP)

Contatos
realestate@poli.usp.br
www.realestate.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Setor da construção civil avança com novos materiais e projetos sustentáveis.

O setor da construção civil, que agrega empresas dos setores industrial e de serviços tem dado mostras do seu dinamismo por meio de respostas inovadoras às crescentes demandas por soluções para antigos e novos problemas, quer seja em contextos de expansão, quer sejam de retração econômica.

Tradicionalmente conhecido como termômetro da economia, dado ao seu potencial de gerar riquezas e empregos em extensas cadeias produtivas pelo mundo, o setor da construção civil é marcadamente dependente de fatores macroeconômicos e, no Brasil, vindo de cinco anos de resultados insatisfatórios, aguarda com expectativa medidas do novo governo que permitam a retomada do crescimento do setor e condições de previsibilidade para investimentos de longo prazo.

É estimulante observar que o setor tem adensado sua importância em muitos países em função da percepção com relação à necessidade de ações orientadas pelos princípios de sustentabilidade. Essa percepção reforça a importância do setor como agente ativo na organização espacial, configurando cidades e impactando sobre as formas de sociabilidade, o que, por um lado, lhe impõe desafios éticos e tecnológicos e, por outro, cria oportunidades de novos negócios num mundo cada vez mais interligado e interdependente.

É cada vez maior o número de políticas públicas em diferentes países como Inglaterra, Alemanha, Japão, China, Índia orientadas por princípios de sustentabilidade que demandam de numerosas empresas novos materiais e processos.

Recentemente, o governo chinês definiu metas arrojadas para a expansão do número de projetos sustentáveis na construção civil, nesta nação que é considerada o motor da economia global. Uma das metas é que, nos próximos cinco anos, 50% de todos os edifícios urbanos novos tenham certificação verde. Para a obtenção da certificação verde uma série de compromissos com a sustentabilidade precisam estar atendidos, especialmente os referentes aos ODS 8 e 9 do conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos em setembro de 2015 no âmbito da ONU e referendados por países do mundo todo.

Na Índia, outro gigante asiático com sérios problemas ambientais e cujo setor da construção civil está em plena expansão, a sustentabilidade também tem sido afirmada em projetos tanto do setor público quanto privado.

O mesmo pode ser identificado em países espalhados pelos cinco continentes. Merece destaque o que o Brasil tem feito até agora neste campo. Nas últimas edições das principais feiras e mostras do setor da construção civil no Brasil, elegeu-se o tema da sustentabilidade como principal bandeira.

Projetos sustentáveis têm contado também com fontes e condições especiais de financiamento além de provocar um boom de cursos e oferta de serviços especializados para a qualificação de profissionais e desenvolvimento de projetos e certificações.

O Brasil ocupa a quinta posição entre os países com maior número de certificações LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, ou Liderança em Energia e Design Ambiental) e veio nos últimos anos trilhando com determinação esse caminho, embora ainda haja muito a ser feito.

Entre os traços característicos de projetos sustentáveis na construção civil, pode-se destacar:

a) o uso de materiais sustentáveis;

b) a busca por eficiência energética;

c) a adequação climática otimizando condições de iluminação e ventilação;

d) sistemas de gestão de água; e

e) propostas de paisagismo suspenso.

Projetos com estas características têm reunido um número crescente de profissionais afinados com ideias inovadoras que são cada vez mais compartilhadas em redes de relacionamento (network) internacionais. Uma sociedade aberta, moderna, se beneficia desses fluxos.

São muitos os exemplos de projetos desenvolvidos pelo mundo utilizando novas tecnologias e materiais sustentáveis. O Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, localizado em Dubai, ao fazer uso de uma nova mistura de concreto teve seu tempo de construção muito encurtado, gerando economia de recursos. O uso de novos hiperplastificantes e aditivos que atuam na estrutura molecular do cimento tem proporcionado entre outras vantagens uma significativa economia de água na execução das obras.

A BASF, gigante alemã do setor químico com atuação global, investe pesadamente em nanotecnologia e tem divisões voltadas especificamente para o setor da construção civil e ênfase em sustentabilidade.

Ainda sobre materiais inovadores e comprometidos com os princípios de sustentabilidade, vale citar os pisos e revestimentos cerâmicos antipoluição e antibacterianos, desenvolvidos e patenteados por fabricantes italianos. Tais pisos combatem bactérias nocivas à saúde e tem efeitos anti-poluição (depuração do ar), além de auto-limpeza e anti-odor. Os especialistas explicam que a geração mais nova do produto foi aprimorada com o uso de um dióxido de titânio de alto desempenho e adição de prata, mantendo as propriedades fotocatalíticas das versões originais, aumentando seu desempenho.

Sintonizado com inovações no setor, o Brasil que ocupa a terceira posição entre os maiores fabricantes de pisos e revestimentos cerâmicos do mundo, tem nos pólos de Santa Gertrudes (SP) e Criciúma (SC) suas principais indústrias com centros de pesquisa e desenvolvimento dotados de modernos laboratórios e processos de certificação nacional e internacional de seus produtos. Os princípios de sustentabilidade também estão presentes na rotina dessas empresas, informando pesquisas e desenvolvimento de novos produtos e processos.

O desenvolvimento sustentável tem por máxima atender às necessidades da geração atual sem comprometer a existência das gerações futuras. Este parece ser o melhor caminho para todos, associando responsabilidades e agregação de valor a produtos e processos. O Brasil já reune conhecimento e recursos nesta direção, basta perseverar no caminho certo.

 

Eu, Arnaldo Francisco Cardoso sou professor, e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie nas áreas de Comércio e Negócios Internacionais e crio pesquisas sobre a cadeia produtiva da cerâmica no Brasil.

Sobre o Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Informações
Assessoria de Imprensa Universidade Presbiteriana Mackenzie

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Fonte: http://jornaldiadia.com.br