Arquivo diários:24 de janeiro de 2019

Tijolo ecológico: vantagens e desvantagens

O tijolo ecológico é uma alternativa inovadora e sustentável
Créditos: Shutterstock

Conheça as vantagens e desvantagens da opção inovadora e sustentável que causa menos impactos por não usar queima em seu processo de fabricação

sustentabilidade é uma tendência na construção civil e também uma necessidade mundial. Graças a ela, já foram desenvolvidos diferentes materiais que possibilitam que as construções se tornem menos agressivas ambientalmente. O tijolo ecológico é uma alternativa inovadora e sustentável, pois é composto por uma mistura homogênea de solo, um pequeno percentual de cimento (geralmente, uma parte de cimento e oito de solo, em volume) e água. Depois, é submetido a uma pressão de compactação em prensa e acaba por tornar-se uma excelente opção para qualquer tipo de obra, pois  apresenta um bom desempenho ambiental e custos reduzidos na alvenaria. Existe procura pelo material para obras de médio e grande porte, mas o volume de vendas ainda é considerado tímido quando comparado com o tijolo cerâmico.

Os tijolos de solo cimento atendem ao tripé do desenvolvimento sustentável, pois podem auxiliar no problema do déficit habitacional, já que são feitos de material de fácil execução, necessitando apenas de organização social para aquisição da prensa e realização dos trabalhos construtivos em sistema de mutirão. Ambientalmente correto porque causa menos impactos por não usar queima em seu processo de fabricação. Embora use pequeno percentual de cimento, o impacto ambiental é muito menor quando comparado ao processo de fabricação de tijolo que utiliza a queima do bloco cerâmico e também à quantidade de cimento usado no bloco de concreto.

Segundo Renato Oliveira, Prof. Adjunto do Departamento de Construção Civil da Universidade Regional do Cariri – URCA. Juazeiro do Norte, o tijolo ecológico pode ser aplicado em qualquer tipo de obra desde que sejam elaborados os projetos de engenharia e que tenha acompanhamento técnico. “Possui como principais diferenciais redução de emissão de CO², redução de resíduos na obra e pode reduzir os custos finais da alvenaria da edificação em até 40%, devido ao seu padrão estético e sistema de encaixe”.

Embora, seja possível construir vários tipos de edificações, devido ao peso, é mais utilizado em edificações térreas para minimizar os custos com a estrutura da edificação.   Além disso, o tijolo ecológico é certificado pelas normas ABNT e é considerado economicamente viável porque, devido às suas características estéticas e ergonômicas, proporciona redução nos custos finais da obra.

As principais diferenças com relação ao tijolo cerâmico e ao tijolo de concreto para o professor, incluem, principalmente, um sistema de encaixe que facilita a execução; não necessitar de forma, uma vez que a execução da estrutura de concreto envolve furos dos tijolos (graute) e as cintas, vergas e contra-vergas utilizam os tijolos canaletas; suportar maior pressão vertical, podendo chegar a seis vezes mais em relação ao bloco cerâmico; proporcionar conforto térmico e acústico devido a existência dos furos verticais que funcionam como exaustores; passagem da instalação elétrica e hidráulica nos furos verticais, evitando abertura de alvenaria; aplicação da cerâmica sobre o tijolo; economia em revestimento pois o tijolo apresenta padrão estético decorativo; aplicação de texturas sobre o reboco ou sobre o tijolo, e também apresentação de maiores vantagens ambientais e econômicas em relação ao tijolo cerâmico; além de usar menos cimento que o tijolo de concreto.

Conheça alguns benefícios de  utilizar o tijolo ecológico na sua obra:  

  • Redução de resíduos;
  • Redução dos custos da obra;
  • Redução no tempo de execução;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Proporciona melhor isolamento térmico e acústico.

Existem várias normas que regulamentam os ensaios, os procedimentos de fabricação e aplicações dos tijolos solo-cimento. Além disso, tais tecnologias que reduzem impactos ambientais, como os tijolos solo-cimento, podem auxiliar na conquista de certificações de edificações sustentáveis. A qualidade final é preconizada por normas da ABNT.

Na pesquisa orientada por Renato com o tema Mercado Nacional dos Tijolos Ecológicos: Potencialidades e Desafios, desenvolvida pelo Laboratório Integrado de Recursos Hídricos e Construções Sustentáveis (LIRC) do Departamento de Construção Civil da Universidade Regional do Cariri (URCA), com entrevistas junto aos fabricantes de tijolos solo-cimento do Brasil, foi indicado que os clientes que adquirem o tijolo ecológico ficam satisfeitos e que, apesar das diversas vantagens, que também foram comentadas na reportagem, falta conhecimento dos profissionais da construção civil sobre as potencialidades deste material e pouca divulgação comercial. Os fabricantes entrevistados também apontaram a necessidade de mais investimentos em tecnologias, pesquisas e inovação para melhorar o processo produtivo e reduzir custos.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Secovi: mercado imobiliário de SP pode crescer 10% com ajustes no plano diretor.

Os lançamentos e as vendas de empreendimentos imobiliários na cidade de São Paulo em 2019 podem subir até 10% em relação a 2018 caso a prefeitura atenda os pedidos de empresários de ajustes no Plano Diretor, de acordo com estimativa do vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Emílio Kallas. “Se forem aprovadas rapidamente as calibragens na prefeitura, é razoável estimar um crescimento de 10%. Sem isso, o mercado vai se arrastar, perto da estabilidade, com a comercialização de projetos que já estavam aprovados”, disse em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo Kallas, o reaquecimento da atividade das incorporadoras evidenciou a falta de terrenos para projetos nos arredores de vias com corredores de ônibus e estações de trens e metrôs, justamente onde o Plano Diretor incentiva novas construções. “Com poucos lançamentos durante a crise, esse problema não aparecia. Agora, a falta de terrenos está fazendo com que os novos projetos migrem para regiões periféricas”, conta.

Por conta disso, os empresários pedem que a prefeitura flexibilize os limites de construção e reduza o valor da outorga (licença) para o desenvolvimento imobiliário. “Quanto mais caro o insumo, mais caro para os consumidores”, diz o vice-presidente do sindicato patronal.

Kallas estima que o mercado imobiliário de São Paulo fechará o ano de 2018 com lançamentos de 30 mil unidades e vendas de 28 mil unidades, aproximadamente. Se confirmado, isso representará alta de 5% e 18%, respectivamente, em relação a 2017. “O mercado vem se aquecendo nos últimos meses, especialmente após a definição das eleições”, avalia. “Temos visto maior movimento nos estandes e maior velocidade na decisão de compra pelos consumidores.”

Vendas e lançamentos

A pesquisa mais recente do Secovi-SP, antecipada nesta segunda para o Broadcast, mostra que o mercado de imóveis residenciais novos da cidade de São Paulo em novembro teve elevação de lançamentos e vendas quando comparado com outubro, mas mostrou leve recuo em relação ao mesmo período do ano passado.

Foram vendidas 3,843 mil moradias em novembro, 36,5% superior a outubro e 0,6% inferior a novembro do ano anterior. Os lançamentos chegaram a 6,068 mil unidades, resultado 29,3% superior ao de outubro e 7,3% abaixo de novembro do ano anterior.

Já no acumulado do ano o mercado imobiliário paulistano registrou expansão. Entre janeiro e novembro de 2018, as vendas totalizaram 24,725 mil unidades, alta de 32,5% frente ao mesmo período de 2017. E os lançamentos, de 25,042 mil, tiveram crescimento de 15,8% na mesma base de comparação anual.

Com mais lançamentos do que vendas em novembro, o estoque de imóveis residenciais novos (na planta, em obras e recém-construídas) na capital paulista cresceu e atingiu 20,237 mil moradias, alta de 10,6% em relação a outubro e de 3,6% em comparação a novembro do ano anterior. Apesar do crescimento no mês, o estoque ainda está distante do seu pico de 28 mil unidades registrado no auge da crise, em 2015.

Kallas comenta que os preços dos imóveis novos, em fase de lançamento, ainda têm uma defasagem na ordem de 10% a 15% em relação ao valor que seria considerado normal para fazer frente aos riscos do negócio e às expectativas de lucro. Mas com o reaquecimento do mercado, a situação vem mudando gradualmente, segundo ele. “Mesmo que ainda haja algum tipo de desconto, os incorporadores já têm mostrado um pouco mais de coragem para pedir valores maiores”, afirma.

As pesquisas de mercado mais recentes têm mostrado que os preços seguem deprimidos, a despeito da retomada gradual das atividades do setor. O preço médio dos imóveis caiu 0,21% na comparação de 2018 contra 2017, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que é feita com base na média dos anúncios de imóveis usados de 20 cidades no site Zap. Em São Paulo, maior mercado imobiliário do País, foi registrada alta de 1,79%.

Já de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que apura os valores de imóveis novos e usados vendidos por meio de financiamento bancário, os preços subiram 0,55% no ano passado, considerando a média de nove capitais. Em São Paulo, o aumento foi de 1,16%.

 

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br