Arquivo diários:30 de janeiro de 2019

2019 será bom para o mercado imobiliário? Saiba mais.

A melhora da economia e do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2017 traz algumas expectativas para o ano de 2019

Muitas famílias e brasileiros se perguntam qual o melhor momento para comprar ou vender imóvel, já que o país enfrenta problemas econômicos desde 2013. A melhora da economia e do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2017 traz algumas expectativas para o ano de 2019. Se está pensando em quando comprar apartamento, imóvel comercial etc, essa pode ser a hora.

As previsões otimistas para o mercado imobiliário começaram de fato em 2018, com uma melhora relativa da economia, fazendo subir a procura por imóveis. Esse otimismo seguiu em alta agora no início de 2019. Isso se dá pela esperança de que as contas públicas sejam ajustadas pelo novo Governo Federal.

A prova de que o mercado imobiliário está retomando seu fôlego é o aumento de 52% no número de unidades comercializadas de janeiro a junho de 2018 na cidade de São Paulo. Esses dados são um comparativo com o mesmo período de 2017. Esse é o melhor número desde 2013, segundo informações do mestre e doutor em Direito Processual Civil, Gustavo Milaré.

Com essa esperança vem ainda o crescimento de empregos e maiores ofertas de empreendimentos, que abaixaram devido à recessão da Construção Civil. No terceiro trimestre de 2018, o mercado imobiliário demonstrou reação. Houve um crescimento de 30% no lançamento de novos projetos e a tendência é aumentar agora depois das eleições.

Mudanças nos juros de financiamento

 Os especialistas, ainda em 2018, tinham a esperança de que os juros de financiamento permaneceriam baixos em 2019. Essa queda impacta diretamente nas possibilidades de compra de uma parcela da população.

Apesar disso, há indícios que os juros podem aumentar, principalmente para a classe média, segundo o presidente da Caixa Econômica do Brasil, Pedro Guimarães. Segundo ele, o foco de juros baixos e recursos da poupança do FGTS é para as famílias carentes, com o Programa Minha Casa Minha Vida.

Os projetos disponíveis para o Minha Casa Minha Vida são para as famílias que têm renda de até R$7 mil. Nessa faixa de renda, os juros máximos que são cobrados podem chegar a 8,47% ao ano.

Já a classe média que possui uma renda acima desse valor, pode ter maiores dificuldades para financiamento até mesmo pela Caixa Econômica Federal. Guimarães explicou à mídia que famílias da classe média devem seguir juros do mercado, que giram entre 8,75% a 9,5% ao ano.

Emprego

Especialistas acreditam que a taxa alta de desemprego afetou diretamente no mercado imobiliário. O caos financeiro e mau desempenho do mercado reflete-se ainda na crise política do país nos últimos anos, atraso de salários de servidores públicos e incertezas do futuro.

Para resolver de vez o problema financeiro das famílias, é preciso encontrar formas de aquecer o mercado empregatício. Sem esse crescimento, os consumidores passam a ficar desconfiados com o mercado, com medo de comprometer a renda realizando a compra de um imóvel.

Diante disso, os especialistas acreditam que apenas solucionando esses problemas podem trazer uma recuperação total imobiliária. Mesmo que o mercado esteja mais otimista para esse ano, o primeiro trimestre de 2019 será crucial para observar as transações e mudanças.

Afinal, quando comprar apartamento em 2019?

Levando em consideração todas as informações e expectativa, 2019 deve ser um bom ano para quem quer comprar ou vender apartamento, residência ou outro tipo de imóvel. Até mesmo o setor comercial deve crescer, com uma aposta no conceito conhecido como espaço colaborativo.

É importante saber a hora certa para fazer um negócio imobiliário, por enquanto, é preciso observar os três primeiros meses do ano. O levantamento de um crescimento imobiliário leva em consideração os últimos meses de 2018 e primeiros meses de 2019. Ainda há problemas econômicos rondando o país e isso pesa bastante.

O Brasil ainda depende bastante da indústria do petróleo e isso faz diferença em diversos setores e diferença de preços. Como os problemas fiscais ainda batem na porta do novo governo, é preciso ficar atento em quando comprar apartamento ou qualquer outro imóvel.

O levantamento do mercado imobiliário só deve ganhar corpo entre os últimos meses de 2018 e início de 2019, de acordo com expectativas de empresários, os problemas econômicos ainda pesam muito sobre a região – dependente da indústria do petróleo – ao contrário de outras praças onde a comercialização de imóveis já deu sinais de reaquecimento. Além disso, as turbulências políticas também contribuem com incertezas sobre o futuro do estado, que vive sérios problemas fiscais.

Fonte: www.agoravale.com.br

“Somos uma empresa de bytes e não de tijolos”, diz Alexandre Frankel, da Vitacon

O engenheiro e empresário Alexandre Lafer Frankel, de 41 anos, fez de sua construtora uma startup e agora quer mudar o mercado de construção e oferecer a moradia como serviço.

O engenheiro e empresário Alexandre Lafer Frankel, de 41 anos, fundou a construtora Vitacon em 2009, em São Paulo. Hoje, se orgulha de dizer que a construtora tem um time de tecnologia tão grande quanto o de engenharia.

“Somos uma empresa de bytes e não de bricks (tijolos)”, diz ele, fazendo alusão ao fato de que a Vitacon trabalha com grandes volumes de dados (e usa muita tecnologia para isso) para lastrear suas decisões de negócios.

Alexandre foi um dos primeiros empresários da construção a defender e a promover a ideia de apartamentos compactos. O menor dos seus imóveis tem 10 metros quadrados e fica na Rua das Palmeiras, na região central de São Paulo. “O morador se força a sair de casa, conviver em áreas comuns, e isso traz benefícios para sua vida”, afirma. Desde 2009, a Vitacon lançou sessenta prédios e, no ano passado, a construtora teve um crescimento de 57%.

Nos últimos anos, a venda de imóveis teve mais baixas do que altas. Em 2018, na cidade de São Paulo, foram mais de 21 000 novas unidades comercializadas. Há uma década, o número ficou na faixa de 36 000. “A gente quer prover moradia em um click. Essa é a próxima revolução no mercado da construção”, diz.

O que ele quer dizer com isso?

“Se eu estou trabalhando na Barra Funda (bairro da zona Oeste de São Paulo) e sou transferido para o escritório do Itaim Bibi (também na zona Oeste, mas 10 Km distante da Barra Funda), morar na Barra Funda passa a não mais fazer sentido. Eu quero poder morar próximo do novo escritório, e escolher um novo apartamento no Itaim. De preferência, que já venha mobiliado. Em breve, com um click vou poder fazer isso”, diz Alexandre.

Sem burocracia desnecessária, intermediação e morosidade no processo. Alexandre conta que atualmente dedica quase que a totalidade de seu tempo para fazer essa transformação do negócio. “É preciso ter o ativo (imóvel), a estrutura de capital robusta para poder ter o ativo, operar e disponibilizar o imóvel online para que qualquer pessoa possa morar nele a qualquer momento. Isso considerando todo o pacote de serviços e facilidades que a pessoa precisa para morar”, diz.

Os pequenos apartamentos da Vitacon são projetados para dar moradia às pessoas e os prédios possuem um conjunto de serviços que valorizam as áreas comuns. Há, por exemplo, lavanderias compartilhadas, escritórios compartilhados, carros e patinetes compartilhados e até um novo empreendimento que já vem com uma escola no andar térreo. “Estamos construindo um prédio com escola em baixo, na Vila Olímpia, o VN Alvorada. A família com filhos precisa de solução fácil para morar e educar as crianças. É esse tipo de solução que a gente quer criar”, diz o empresário.

Segundo Alexandre, a Vitacon é hoje uma plataforma integrada de negócios para o setor imobiliário. “Temos a originação, parte de desenvolvimento imobiliário, construção e vendas, locação, mobília, e investimentos. A gente tem o ciclo inteiro”, conta. Com esta nova plataforma de negócios, afirma Alexandre, a Vitacon vai se associar com outras construtoras, incorporadoras e proprietários. “Começamos inicialmente pelo Brasil, já estamos expandindo para algumas capitais além de São Paulo”, diz. A ideia é “plugar todo este sistema” a outras operações para disponibilizar imóveis para uso imediato do morador que procura comodidade e praticidade – e não apenas um bem imóvel.

Mudança de “mindset”

“O desafio do nosso setor é desmobilizar. É saber como nós, construtoras e incorporadoras, vamos lidar com isso”, diz Alexandre. Com essa crença em 2016, Alexandre promoveu uma guinada no modelo de negócios das construtoras tradicionais, que constroem para vender. No lugar de vender os apartamentos dos prédios que constrói, a Vitacon criou uma unidade para manter parte dos próprios empreendimentos e gerar renda com aluguel por moradia.

O movimento foi inédito no Brasil, embora se trate de um ramo bastante desenvolvido nos Estados Unidos. No Brasil, as incorporadoras com imóveis próprios para aluguel são focadas no segmento comercial.

A Vitacon lançou o primeiro prédio neste modelo em 2017, um empreendimento com 150 unidades, na região da avenida Paulista. Hoje, a construtora possui mais de 1.000 unidades residenciais próprias, espalhadas em diversos prédios.

São iniciativas como essa que fazem a Vitacon ser admirada e até invejada por seus concorrentes. Se as transformações que Alexandre vem promovendo no mercado de transformação vieram para ficar, ainda é cedo para dizer. Por hora, o engenheiro e empresário tem levado cada vez mais moradores para os seus apartamentos.

Em dez anos de operação a Vitacon comercializou R$ 1,23 bilhão, tendo vendido mais de 1600 unidades. Quando questionado sobre o seu sonho, Alexandre responde: “Quero mudar o mercado de construção e oferecer a moradia como serviço. Se depender da Vitacon, as pessoas vão ter a opção de morar onde quiserem, como quiserem, quando quiserem”. E tudo isso, diz ele, feito com um click. A ver.

Fonte: www.startse.com

Por: José Eduardo Costa