Arquivo diários:18 de fevereiro de 2019

Como a Inteligência Artificial mudou a forma de vender imóveis no Brasil.

Para se adaptar ao novo comprador, cada vez mais online, o mercado imobiliário, até então avesso a grandes mudanças, abraçou a tecnologia

Nos últimos anos, os brasileiros passaram por mudanças radicais em seus hábitos de consumo, guiados por fatores como a disseminação da internet e dos smartphones no País. Hoje, já somos mais de 116 milhões de pessoas conectadas à rede mundial (segundo dados do IBGE) e há mais celulares inteligentes ativos no Brasil que habitantes, de acordo com um estudo da FGV.

Para se adaptar a esse novo comprador, cada vez mais online, o mercado imobiliário, até então avesso a grandes mudanças, abraçou a tecnologia. E não foi só na estrutura de novos empreendimentos, que agora trazem itens como infraestrutura para internet das coisas, pontos para recarga de carro elétrico ou mesmos aplicativos de smartphones que conectam moradores.

A tecnologia chegou também à forma de vender imóveis. Os tradicionais panfletos distribuídos no semáforo, anúncios de jornal e feirões perderam espaço quando o assunto é conquistar compradores. Saiu de cena o tradicional e entrou o digital, representado por ações como mídia programática, robôs de atendimento com Inteligência Artificial, redes sociais, óculos de realidade virtual e muito mais. Algumas construtoras, por exemplo, simplesmente não investem mais em mídia impressa. O motivo disso? Vejamos um levantamento feito pela Hypnobox (empresa que criou o robô de atendimento Chatbox): ao pegar uma base de 12.000 atendimentos por meio de robô, foi constatado que a conversão entre lead e venda, quando atendida por chatbot, tem uma taxa 8 vezes maior.

No centro dessa mudança radical está a Inteligência Artificial, que é cada vez mais presente na nossa sociedade. Hoje ela já permite que o consumidor tire dúvidas na hora de comprar eletrodomésticos, peça uma pizza, faça transações bancárias e inicie o processo de escolha e aquisição de imóveis, tudo isso sem falar com seres humanos. Segundo dados da consultoria IDC, os gastos mundiais com os sistemas de Inteligência Artificial e os sistemas cognitivos chegarão, em 2022, a nada menos que US$ 77,6 bilhões. Vale lembrar que a previsão para 2018 nesta área é de despesas na ordem US$ 24 bilhões, o que deixa claro o potencial dessa área.

Na hora de atender o consumidor, nada da velha ligação, recebida por uma telefonista e encaminhada para o corretor que está disponível. E não se trata de algo distante, pouco usado no país. Os robôs de atendimento já são utilizados na venda de milhares de prédios no Brasil. E como isso funciona? O atendente virtual entrevista online previamente o possível comprador e consegue, graças ao recurso de inteligência artificial, entender sua intenção de compra (e até o seu estado de humor!). Também fornece com rapidez informações como as plantas dos imóveis. E agenda visitas. Só então esse cliente é direcionado para o corretor de imóveis.

E esses robôs vão substituir as pessoas? O corretor vai perder seu emprego? Estudos do mercado imobiliário apontam que apenas 40% das pessoas que entram em contato estão realmente interessadas em falar com o corretor. Mas eles não devem substituir os humanos, mas sim nos ajudar a trabalhar apenas com as funções nas quais somos bons e necessários.

Com os robôs, é possível atender melhor o cliente e economizar o bem mais valioso para o profissional de imóveis, que é o seu tempo (esses minutos e horas ganhos resultam em novos negócios e, consequentemente, em mais dinheiro). O corretor recebe o chamado lead enriquecido, com dados como nome, telefone, como pretende receber o contato do corretor, quanto pode pagar, quando pretende tomar a decisão…

Além disso, as informações de todo o processo de contato ficam armazenadas, alimentando um grande banco de dados (Big Data), que é essencial para entender o comportamento do cliente e impulsionar as vendas. Vale lembrar que, no processo tradicional, muitas vezes essa informação simplesmente se perdia, pois muitos corretores não inseriam esse dado no sistema, seja por falta de tempo ou mesmo de interesse.

Pode parecer estranho, mas, seja para saber onde fica a agência bancária mais próxima, seja para comprar a casa dos nossos sonhos, cada vez mais vamos conversar com robôs.

Fonte: olhardigital.com.br

Rafael Meireles Yoshioka 

Produzir energia, poupar água e reduzir a poluição: imóveis sustentáveis são nova tendência.

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A preocupação com o meio ambiente é tema recorrente nos dias de hoje. Os imóveis sustentáveis possuem excelente potencial de valorização, poupam a natureza, é um a ótima maneira de economizar. O objetivo de se construir uma casa com tecnologias sustentáveis é permitir uma redução significativa da geração de poluentes, seja do ar ou contaminação do solo e água.

Uma casa sustentável também deve poupar água, assunto muito relevante nos tempos em que vivenciamos períodos de crise hídrica. Esses imóveis geram menos impacto na natureza, e isso vai desde a captação e o reaproveitamento da água da chuva, até a instalação de placas de energia fotovoltaica.

“Trata-se de um sistema de placas que é adaptado nos telhados das residências. Essas placas produzem a energia solar, e no mesmo momento que é gerada é abatida diretamente na rede de produção de energia da sua cidade. Caso seja produzida mais energia do que é gasto pela família ou empresa, esse valor pode ser utilizado em até cinco anos, fica como crédito na operadora”, disse Washington Costa, dono de empresa que instala placas solares.

Em cada residência é instalada a quantidade de placas necessárias para o consumo médio daquela casa. O morador acaba pagando só as taxas de conexão com as redes de energia e a taxa de iluminação pública e continua utilizando tudo o que requer energia elétrica para o seu funcionamento como ar condicionado, chuveiro quente e ferro de passar roupas, que são grandes vilões da conta de energia.

Hoje, mais de 80% dos municípios capixabas tem ao menos um imóvel que gere energia por meio do sol.  Só na Grande Vitória são 454 imóveis que estão produzindo sua própria energia. O norte do Estado é o campeão, com 29 municípios que já possui produtores de energia, somando 524 instalações. No Brasil inteiro, o número subiu de 20 mil para 48 mil sistemas, em 11 meses.

As placas não precisam estar instaladas no local onde a energia será consumida. “Moradores de prédios, por exemplo, podem ter suas placas instaladas em algum terreno ou residência cuja conta de energia chegue pelo mesmo CPF, abatendo o valor da conta nos dois locais”, disse.

“Para se ter uma ideia do motivo da energia fotovoltaica ser considerada uma fonte limpa, a cada KWh gerado por fontes de energia alternativa, como a energia solar,  são economizados 3600 litros de água nos reservatórios das hidrelétricas do país”, disse o Washington.