Arquivo diários:26 de fevereiro de 2019

Indicadores apontam para recuperação do mercado imobiliário

Crescimento da oferta de crédito e redução de estoques sustentam melhora da confiança do setor este ano

Um conjunto de indicadores econômicos indica que o setor imobiliário pode iniciar uma trajetória de retomada este ano. O índice de confiança dos empresários do segmento voltou ao nível de janeiro de 2018, puxado pela melhora da carteira de contratos no fim do ano passado. Outros indicadores, como demanda por crédito, saldo de empregos no setor, baixa taxas de juros, retomada de preços e redução da inadimplência também apontam recuperação, ainda que moderada.

A perspectiva de desempenho para o ramo da construção civil será um dos temas debatidos no Summit Imobiliário, que será realizado pelo Estadão, em parceria com o Secovi-SP.

Um dos indicadores considerados positivos pelo setor foi a retomada da oferta de crédito em 2018, que subiu 33% em relação a 2017, para R$ 57,4 bilhões, com a venda de 228 mil imóveis entre novos e usados, 30% mais do que no ano anterior. Como comparação, a concessão de crédito era da ordem de R$ 110 bilhões no fim de 2013, auge do boom imobiliário no Brasil.

“O PIB da construção está negativo, mas em recuperação. Os indicadores estão distantes do pico, mas muitos retomam aos patamares de antes do boom de mercado, o que é uma sinalização de melhora”, diz o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho.


Um dos indicadores considerados positivos pelo setor foi a retomada da oferta de crédito. Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), houve crescimento das vendas de 26,7% ao longo do ano passado – superando o volume dos quatro anos anteriores – e de 4,4% nos lançamentos. “Pode se falar em consolidação da recuperação do mercado, com retomada de empreendimentos no último trimestre do ano, embora boa parte das vendas tenha sido concentrada em obras do Minha Casa Minha Vida”, destaca o presidente da entidade, Basilio Jafet.

Para o Secovi, o desempenho ao longo do ano vai depender do nível de confiança. “Isso está fortemente ligado à condução das reformas e da política econômica, principalmente em relação à oferta de crédito e nível das taxas de juros, comportamento da inadimplência e aspectos em relação à regulação, como o aperfeiçoamento da lei do zoneamento”, afirma.

Para a coordenadora de Projetos da Construção na Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), Ana Maria Castelo, a confiança do empresário do ramo da construção está mais próxima do campo da neutralidade, após a retomada da carteira de contratos verificada no fim de 2018 – isto é, da contratação de novas obras. “A gente inventou o termo ‘despiora’ para se referir à situação atual. Ainda estamos no campo do pessimismo moderado, longe do nível pré-crise.”

Reformas
Embora haja expectativa de que o avanço das reformas macroeconômicas, como a da Previdência, possa impulsionar o setor, o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, acredita que o cenário macroeconômico para 2019 já está dado. Segundo ele, mesmo que houvesse rápida tramitação e aprovação da reforma, a atual ociosidade da indústria dispensa investimentos, não é esperada forte retomada do emprego ou consumo e a perspectiva é de contenção de gastos públicos. “Como esses componentes do PIB não devem ser alterados, mesmo com uma eventual reforma, esperar um aquecimento mais forte da economia está fora de questão.”

‘Estado’ debate assunto
O Summit Imobiliário, evento realizado em parceria entre o Estadão e o Scovi-SP, será realizado em 16 de abril, no Hotel Hilton, em São Paulo. Serão seis painéis, que contarão com especialistas, entidades de classe, epresários e autoridades. Dentre os nomes confirmados, está o do governador de São Paulo, João Dória. os painéis vão debater a Política Econômica como Alavanca da Indústria Imobiliária; Perspectiva para o Mercado Imobiliário na Visão de Investidores Nacionais e Internacionais; Os Dessafios da Construção Civil e Imobiliária frente às Mudanças nas Leis de Zoneamento; Insegurança Jurídica como Obstáculo ao Desenvolvimento Urbano; Inovação e Tecnologia na Construção. As inscrições podem ser feitas pelo site do evento: summitimobiliario.com.br.

Fonte: economia.estadao.com.br
Neusa Ramos, especial para o Estado

Primeiro eco-parque flutuante do mundo será construído em Chicago.

Mile selvagem Birdseye

Autoridades municipais e promotores privados estão planejando transformar um trecho sombrio e cheio de lixo do rio Chicago em um “parque ecológico” de um quilômetro de extensão, um projeto que eles dizem que seria o primeiro no mundo desse tipo.

Na quinta-feira, os planejadores revelaram suas primeiras representações do parque “Wild Mile Chicago”, que incluiria novas adições de vida selvagem, recreativas e educacionais à Filial Norte do rio.

“Imagine um parque que você pode andar e andar de caiaque flutuando ao longo das margens do rio Chicago”, afirma um site do projeto .

Estendendo-se ao longo do lado leste de Goose Island entre as avenidas de Chicago e North, a ideia foi incluída pela primeira vez no North Branch Framework Plan da cidade , aprovado em 2017 pela Chicago Plan Commission.

Representação do Artista da proposta "Wild Mile Chicago".  |  Fornecido por Skidmore, Owings & amp;  Merrill

Representação do Artista da proposta "Wild Mile Chicago".  |  Fornecido por Skidmore, Owings & amp;  Merrill

Representação do Artista da proposta "Wild Mile Chicago".  |  Fornecido por Skidmore, Owings & amp;  Merrill

Representação do Artista da proposta "Wild Mile Chicago".  |  Fornecido por Skidmore, Owings & amp;  Merrill

Representação do Artista da proposta "Wild Mile Chicago".  |  Fornecido por Skidmore, Owings & amp;  Merrill

Em junho daquele ano, uma equipe chamada Urban Rivers – um grupo de ecologistas e empresários que procuravam converter rios da cidade feia em refúgios de vida silvestre – trabalhou independentemente para instalar cerca de 1.500 metros quadrados de vegetação no rio.

Agora, a Urban Rivers está formando uma parceria com a cidade e construtores privados para estender o que já foi adicionado – jardins flutuantes que se destacam entre muros de contenção de concreto e água suja – em um plano que pretende ser concluído em meados de 2020.

Juntando-se à Urban Rivers e ao Departamento de Planejamento e Desenvolvimento da cidade para o extenso parque, há uma equipe de desenvolvedores e consultores – incluindo Skidmore, Owings & Merrill; Amigos do Rio Chicago; Rios Urbanos; Parceiros da Comunidade OH; Programa Near Unity do Norte; Ecossistemas Omni; Tetra Tech; e d’Escoto.

Os moradores analisam as propostas para o "Wild Mile Chicago" na noite de quinta-feira no Leslie Hall, na Cidade Velha.  |  Fornecido por Skidmore, Owings & Merrill

Os moradores analisam as propostas para o “Wild Mile Chicago” na noite de quinta-feira no Leslie Hall, na Cidade Velha. | Fornecido por Skidmore, Owings & Merrill

Esses grupos discutiram suas idéias com os moradores quinta-feira à noite no Leslie Hall, na Cidade Velha, a segunda das três reuniões da comunidade.

A cidade – que, segundo os desenvolvedores, apóia o plano desde o início – já destinou US $ 200 mil para programas educacionais no rio.

Os grupos pretendem finalizar os planos até março.

Correções: Uma versão anterior deste artigo se referia ao grupo Urban Rivers como “Urban Planners”. Os 1.500 metros quadrados originais adicionados ao rio eram independentes do plano inicial da cidade.

Fonte: chicago.suntimes.com