Arquivo mensais:março 2019

Como surgiu a Engenharia?

Eis a questão: como surgiu a Engenharia? É bem provável que você já tenha parado para se perguntar isso em algum momento, certo? Neste texto, nós vamos tentar fazer um panorama da origem da nossa tão amada Engenharia.

como surgiu a engenharia
Imagem: bp.com

Como surgiu a Engenharia?

Quando paramos para pensar que a engenharia está relacionada a aplicar o conhecimento para a melhoria da qualidade de vida, desenvolvendo ferramentas, equipamentos e objetos úteis, podemos voltar aos tempos antigos, na época da invenção da roda, da polia e da alavanca. Mas, nesse mesmo contexto, estão as ferramentas muito antigas usadas pelos pré-históricos, como facas feita de pedras, lanças e outros objetos. Ou seja, os engenheiros estavam lá, mas não levavam o título.

Fica bem óbvio que os engenheiros (ou os precursores dos engenheiros) estavam presentes nas populações antigas quando pensamos na construção das pirâmides do Egito, os aquedutos romanos, Machu Picchu e outras construções icônicas, o mecanismo de Antikythera, as invenções de Arquimedes, as catapultas, etc. Eles também estavam envolvidos na base matemática e física que forma a engenharia, como o bom e velho teorema de Pitágoras.

Acredita-se que o primeiro engenheiro civil foi Imhotep, um dos funcionários do faraó que projetou e construiu a pirâmide de Djoser. Isso aconteceu por volta de 2630 – 2611 a. C. Vale destacar que ele também foi considerado o primeiro arquiteto da história antiga.

como surgiu a engenharia
Imagem: wikipedia.org

A palavra “engenheiro” só começou a ser usada no século XI, derivada do latim “ingeniator”. Ela era usada para definir alguém que criava invenções engenhosas e práticas. Leonardo da Vinci, por exemplo, tinha o título de Ingegnere Generale devido a suas engenhosas ideias. Suas notas revelam que os engenheiros da época começavam a questionar sobre uma avaliação do “como” e “por que” funciona.

Da antiguidade à modernidade

A engenharia moderna surgiu na revolução científica, com a obra de Galileu, que buscava explicações sistemáticas e adotava uma abordagem científica para problemas práticos. Foi o início da análise estrutura, da representação matemática e do projeto de estruturas de construção.

A primeira fase da engenharia terminou com a Primeira Revolução Industrial, quando as máquinas começaram a substituir os homens e o motor a vapor foi melhorado. Os então chamados artesãos eram os responsáveis pelo desenvolvimento dessas máquinas.

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Imagem: thoughtco.com

Enquanto isso, os franceses aprimoravam a Engenharia Civil com foco na matemática e criavam o ensino de engenharia com o patrocínio do governo. Por outro lado, os britânicos estavam focados na Engenharia Mecânica. Nesse contexto, o ensinamento técnico da engenharia passou a ser educação universitária.

Nos Estados Unidos, a Engenharia começou a ser ensinada em 1817 na então United States Military Academy e em 1825 no Rensselaer Polytechnic Institute. Esse ensino tinha como base uma sólida matemática e ciências, envolvendo também áreas sociais e humanas para que o aluno tivesse uma educação mais ampla sobre como ele afeta o mundo ao seu redor.

Consolidação da Engenharia

Os engenheiros militares construíam fortes, catapultas, canhões, etc., os civis construíam pontes, aquedutos, edifícios, portos e outros e os mecânicos estavam focados em construir máquinas e motores. Com a Segunda Revolução Industrial, surgiram as engenharias elétrica, química e outras áreas voltadas para telecomunicações, aviações, produção em massa e mais. Isso também trouxe alterações nas produções e houve um avanço tecnológico.

Com a era da informação, novas engenharias ganharam espaço, como a eletrônica, computação, software, controle e automação, aeroespacial, dentre outras. Mediante a necessidade de preocupação com o planeta, as engenharias voltadas para a sustentabilidade, como ambiental e florestal, também conquistaram seu espaço. As engenharias com foco na gestão, qualidade e produção surgiram acompanhando as tendências de mercado e a necessidade de profissionais especializados.

como surgiu a engenharia
Imagem: kimley-horn.com

Resumindo

Ou seja, é possível ver que, aparentemente, a Engenharia não surgiu, ela simplesmente existiu. Desde o primeiro homem que inventou uma ferramenta para caçar até a variedade de invenções atuais, a Engenharia sempre esteve presente, modificando o meio em que vivemos. Mesmo que os engenheiros da época não levassem o título ou que não houvesse um ensino formal, eles foram precursores do que hoje nós vivemos, amamos e chamamos de Engenharia.

Fonte: engenharia360.com

Por Larissa Fereguetti

Referências: Street DirectoryIndia on Web.

Ciclovia flutuante coberta com placas solares será construída em Chicago.

Imagem: Divulgação

Está ficando mais fácil andar de bicicleta para trabalhar em Chicago. A cidade acrescentou 100 milhas de ciclovias novas nos últimos cinco anos e, em 2019, planeja adicionar mais 50 milhas de pistas de bicicleta “melhores”, incluindo pistas com calçadas para proteger pilotos de carros.

Agora, a cidade está começando a considerar ir mais longe, com uma série de ciclovias flutuantes, alimentadas por energia solar ao longo da borda do Rio Chicago, que corta as principais áreas da cidade.

Para a firma de arquitetura SecondShore, que propôs a idéia, é em parte uma maneira de fazer melhor uso do rio. O rio também passa pelos bairros densamente povoados para o centro, ao lado de algumas das ruas mais movimentadas da cidade, onde a maioria dos acidentes de bicicleta acontecem. James Chuck, co-fundador da SecondShore argumenta que mesmo pistas de bicicleta separadas não podem proteger completamente os pilotos, porque essas pistas terminam em cada interseção.

“Na realidade, 55% dos acidentes e fatalidades acontecem em cruzamentos, e você não pode criar uma pista dividida para motos em cruzamentos”, diz ele.

As ciclovias flutuantes, chamadas RiverRide, dariam aos ciclistas um lugar verdadeiramente livre de carro para fazer parte de seu trajeto e, em seguida, conectar-se com ciclovias existentes. O sistema preencheria lacunas na rede, criando em torno de um trecho de 17 milhas de ciclovias contínuas e conectando 28 bairros.

O projeto ainda conta com a instalação de placas solares, que podem gerar energia para aquecer o solo, evitando que a pista fique congelada durante o inverno.

Claro, tudo isso não seria barato: cada milha de caminho pode custar entre US$5 e US$10 milhões. Quando os arquitetos propuseram o Thames Deckway, um caminho de bicicleta flutuante em Londres, os críticos argumentaram que seria muito mais sensato investir em melhores infra-estrutura nas ruas. Afinal, vários estudos descobriram que andar de bicicleta fica mais seguro quanto mais ciclistas estão em uma rua ao mesmo tempo.

Mas Chuck acha que o caminho flutuante poderia convencer muitas mais pessoas a usar a bicicleta, pois 90% dos habitantes de Chicago não se sentem confortáveis em andar nela perto de carros.

“Digamos que 10% desse grupo de 90% decidiu, ‘Ei, eu amo o RiverRide, estou disposto a sair na minha moto agora’”, diz ele. “Nós duplicamos o número de pilotos na cidade.”

Ele também acha que a cidade precisa continuar a construir melhor infraestrutura nas ruas da cidade. “Isso tem que se integrar nesses sistemas”, diz ele.

O caminho, feito de concreto reforçado com aço, também poderia ser produzido localmente.

SecondShore espera executar um projeto piloto, talvez até o verão de 2017, no Chicago 33rd Ward, dando aos pilotos a chance de experimentar uma meia milha de uma iteração básica do caminho, e dar feedback aos designers sobre o sistema. A empresa está trabalhando agora para construir suporte para a idéia. Se tudo correr bem, eles começarão a instalar segmentos na primavera de 2018. O caminho final, com 6 a 8 milhas de pontões flutuantes, conectaria mais de 20 milhas de Chicago.

Se tudo correr conforme o planejado, principalmente em termos financeiros, já que cada milha (1,6 km) da ciclovia deve custar de cinco a dez milhões de dólares, a estrutura pode ser construída até 2018, com 13 quilômetros de extensão e conectando-se a outras vias da cidade.

Fonte: engenhariae.com.br

Por Any Karolyne Galdino

Mercado imobiliário aposta nos celulare para crescer nos próximos anos

O Google publicou uma pesquisa recententemente mostrando que 59% das buscas por casas e apartamentos feitas em 2018 no Brasil saíram de celulares. No primeiro semestre do ano, segundo a Agência Conversion, 58,9% dos acessos a qualquer site de corretor de imóveis saíram dos buscadores tradicionais, um fenômeno que acontece também nos EUA, onde 60% dos processos de compra de imóveis foram realizados via aplicativos de celular em 2017. 

“As maiores vantagens de buscar imóveis pela internet são a quantidade de opções e, principalmente, o volume de informações que você consegue obter. Hoje, o consumidor muitas vezes vai conhecer um apartamento com informações que antigamente ficavam na mão do corretor ou da imobiliária. Questões como média de locação, valor do m², tudo isso é possível descobrir na internet e fazer com que a sua compra seja muito mais consciente”, explicou Guilherme Blumer, da Brasil Brokers.

“A cada ano o mobile ganha mais espaço no resultado de busca não só por imóveis, mas porque grande parte do nosso dia passamos olhando para nossos celulares”, completou. 

As imobiliárias já sentem a necessidade de modificar suas estratégias para privilegiar o mobile em seus serviços. “Mais do que a tecnologia, o corretor imobiliário deve estar atento ao comportamento dos clientes: caso não tenha um site compatível com celulares e tablets, pode estar perdendo a chance de atrair novos clientes, que buscarão em outros sites as informações e imóveis que desejam”, afirma Adilson Mendes, corretor de empreendimentos prediais. 

“Há diversas ações para se explorar o mobile, como torpedos de voz, SMS marketing e QR Codes, mas com certeza a gestão de uma campanha inteligente pode ajudar muito nas vendas online e na transmissão de informações aos clientes”, continua. 

Hoje, com o avanço dos aplicativos, é possível realizar o processo quase inteiro apenas com o celular: de simulação a aprovação de empréstimos, de envio de documentos à contratação do seguro ー não é inteiramente mobile porque, em algum momento, é necessário assinar o contrato na imobiliária e no banco. 

Os bancos brasileiros e internacionais já apostam nessa mudança: o Banco do Brasil, por exemplo, o aplicativo imobiliário já funciona desde 2017, ainda que restrinja os serviços disponíveis. A ideia é que os clientes se habituem nos próximos anos para que as ofertas e possibilidades cresçam. A outra instituição bancária estatal do país, a Caixa, ainda não desenvolveu seu app para o setor, mas promete fazer em breve, já que é a grande fiadora do mercado imobiliário.

Estimativas indicam que os principais aplicativos de imóveis no Brasil reúnam 8 milhões de anúncios e 633 mil usuários ativos mensalmente ー todos entre 25 e 34 anos. 

Expectativas

O crescimento de buscas e vendas de imóveis por celular está ligado às expectativas do mercado no setor para 2019, em que os juros baixos dos bancos, o aumento da produção de novos empreendimentos e o fim da incerteza política no país podem reaquecer o setor. 

Os números do segundo semestre de 2018 ajudam a alimentar as esperanças: a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) disse que o setor cresceu 11,5% entre junho de 2017 e o mesmo mês de 2018 em relação aos 12 meses delimitados anteriores. Houve uma alta de 34,4% nos lançamentos de empreendimentos imobiliários no país no mesmo período. 

Já o Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) afirma que houve um crescimento de 24,6% nas vendas de unidades residenciais em julho de 2018 em relação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, registrou-se uma queda de 32,6% em comparação com junho de 2018.

Fonte: www.bonde.com.br

Empresas registram avanço no mercado de reúso de água

Apesar do aumento da procura por essas soluções em empreendimentos comerciais e residenciais, políticas públicas podem impulsionar a demanda

Soluções como telhados ‘verdes’, que absorvem parte da água das chuvas, são algumas das apostas dos empreendimentos para reduzir impactos dos grandes volumes de precipitação em épocas como verão FOTO: FOTOS: DIVULGAÇÃO

Empresas que produzem e comercializam soluções para reutilização de água das chuvas vêm registrando aumento da demanda no Estado. No entanto, para alavancar este mercado, o segmento acredita que políticas públicas podem incentivar a população a investir nesse tipo de ação.

O diretor da Ecotelhado Soluções Verdes, empresa que oferece telhados verdes, jardins verticais e pavimentos permeáveis, João Manuel Feijó, considera que, para conseguir bons resultados, o mercado ainda precisa se apoiar em exigências legais que obriguem as novas e grandes construções a oferecer iniciativas sustentáveis.

“Embora o segmento tenha muito potencial, as companhias precisariam de leis que também fizessem com que os prédios mais antigos e já construídos se adaptassem a este tipo de tecnologia. Seria animador para o mercado”, afirma.

O coordenador de engenharia da incorporadora Rôgga, que tem todos os seus empreendimentos de médio e alto padrão com sistemas de reúso de água pluvial, Gabriel Bononi, acredita que, embora mais políticas públicas sejam necessárias, a conscientização das pessoas tem ajudado o mercado.

“O consumidor procura esse tipo de serviço principalmente por uma preocupação ambiental. Quando reutilizamos a água das chuvas com um custo baixíssimo, que é só o de manutenção do sistema de coleta e filtragem, os preços para o consumidor ficam bem menores, o que atrai cada vez mais demanda”, esclarece.

Para o gerente de incorporações da Benx Incorporadora, Andre De Marchi, mecanismos de reutilização de água de chuvas são itens primordiais, atualmente, no mercado imobiliário. “Não se concebe mais um projeto sem pensar na sustentabilidade, seja por obrigatoriedade ou princípios. E as leis estão aí para garantir isso”, afirma.

Fora os empreendimentos de médio e alto padrão, a Benx também oferece as tecnologias de reúso de água para alguns de seus projetos do programa Minha Casa Minha Vida, com pisos drenantes e áreas verdes.

A empresa Zmart Hauz, que desenvolve produtos para automação residencial, entrou no segmento de reutilização de água de chuvas neste ano. A partir de agora, os novos projetos da companhia terão cisternas que vão distribuir a água das chuvas para os jardins e para as bacias sanitárias.

A decisão de entrar neste mercado, segundo o CEO da empresa – que atua na região do Jardins, na capital paulista –, Nelson Tanaka, se deu pela própria demanda. “Nós também percebemos que a escassez de água [como ocorreu na cidade em 2014] vai ser um problema recorrente. Então nós desenvolvemos essa tecnologia como uma solução para isso”, afirma.

O Cantareira Norte Shopping, de São Paulo, investiu R$ 4 milhões em um sistema hídrico autossustentável. Segundo o superintendente do centro comercial, Geraldo Carvalho, o fato de o local ter sido fundado durante um período de escassez nos reservatórios motivou o aporte neste tipo de tecnologia.

As águas pluviais e de esgoto são reutilizadas (após sua filtragem) na limpeza e manutenção do espaço. “Isso nos trouxe uma economia nos gastos. Ficou mais barato para a gente, para os lojistas e para os consumidores”, diz.

Fonte: www.dci.com.br

Rebecca Emy • São Paulo

A Nanotecnologia na Construção Civil

A nanotecnologia tem propiciado inúmeras inovações na Ciência e na Engenharia em razão das utilizações de nanomateriais na indústria da construção. Quando materiais são reduzidos a dimensões nanométricas (10-9m), eles tendem a apresentar propriedades químicas e físicas inteiramente novas e interessantes.

A perspectiva de se explorar estas propriedades tem levado universidades, governos e empresas no mundo inteiro a investir intensamente em pesquisas nas chamadas áreas de nanociências e nanotecnologia

Característica principal dos Nanomateriais :

  • Uma vantagem da nanotecnologia que se destaca é o aumento da área superficial dos materiais na escala nano, o que torna estes materiais muito mais reativos, que gera as propriedades físico-químicas diferentes das propriedades das substâncias a granel ou das partículas de maiores dimensões. Logo, as possibilidades de uso relacionados ao poder da químico, físico , elétrico, óptico e bioquímico desses materiais são de tamanha grandiosidade, visto que muitos problemas e novas criações serão resolvidos e realizadas a partir desses princípios.

Aplicações na Engenharia Civil

Na indústria da construção os nanomateriais podem ser aplicados para aumentar a resistência e durabilidade dos produtos cimentícios, melhorar o desempenho dos isolamentos térmicos, produzir revestimentos com capacidade de auto-limpeza e mudança de cor, produzir materiais com capacidade de autorregeneração.

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Seguem algumas das aplicações dos nanomateriais no âmbito da construção civil.

NANOARGILA

A nanoargila resulta do processamento de argila e tem sido estudada no âmbito de materiais cimentícios devido à sua elevada superfície específica, capacidade de filler e como promotora do processo de hidratação do cimento, à semelhança de outros nanomateriaisA incorporação de nanoargilas em materiais cimenticíos tem revelado que uma contribuição para a redução da fluidez no estado fresco, do tempo de presa e porosidade, e para o incremento da sua resistência mecânica

NANOTUBOS

Os nanotubos de carbono (CNT) são alótropos de carbono com uma estrutura cilíndrica que possuem propriedades mecânicas e elétricas notáveis. A utilização de CNT na formulação de betões tem sido referida como promotora de capacidades de auto monotorização, deteção de anomalias, e até mesmo como possibilidade de contribuir para a monitorização de tráfego automóvel.A incorporação de CNT em produtos cimenticíos desencadeia uma redução drástica da resistividade elétrica dos mesmos. O potencial de auto monitorização dos CNT resulta do fato de que, quando submetidos a um esforço de tração ou compressão, estes alteram as suas propriedades elétricas através de uma resposta piezo-resistente linear e reversível.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Geração Millenials refuta modelos tradicionais de imóveis

Novo consumidor não quer mais morar em unidades com conceito unifamiliar e também descarta financiamentos longos

Em 2018, 15% da geração Millenials dos países que possuem mercado imobiliário regular seguiam morando com os pais. Trata-se de consumidores com idade entre 25 e 38 anos, que ainda não constituíram família e que, somente nos Estados Unidos, deixaram de comprar 2,2 milhões de residências na comparação com a geração X, quando essa estava na mesma faixa etária. É o que mostra a pesquisa da norte-americana LEK Consulting, encomendada por bancos de investimento com negócios em boa parte do mundo. As razões também estão explicitadas no estudo: parte dos millenials refuta o modelo tradicional de imóveis, voltado para o conceito unifamiliar, e também descarta estar amarrado a hipotecas e financiamentos de longo prazo.

Soluções como coliving e coworking, em prédios comprovadamente sustentáveis, capazes de agregar as modernas tecnologias, são as apostas do mercado para virar esse jogo e criar uma nova geração de compradores de imóveis. Afinal, de acordo com a LEK Consulting, os millenials começarão a se tornar maioria em cargos de liderança a partir de 2023. “A projeção é que, somente nos Estados Unidos, 1,54 milhão de jovens adultos galgue a esses postos nos próximos cinco anos. Mas, apesar das dinâmicas econômicas e comportamentais, essa geração não tem a cultura de comprar nem de acumular residências. Ela busca praticidade e conforto. Quer estar em todos os lugares”, resume o relatório. É o que explica fenômenos como Airbnb, por exemplo.

Mercado imobiliário precisa acompanhar tendências das futuras gerações

O estudo também leva em consideração a parcela dos millenials com baixo nível de escolaridade. Essa é a que tende a permanecer na casa dos pais até perto dos 40 anos. São mudanças comportamentais que no Brasil seguem a mesma tendência. Recentemente, no evento “Os caminhos da inovação na construção civil”, realizado em Curitiba, o sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, Marcos Kahtalian, apresentou dados que vão ao encontro da pesquisa da LEK Consulting. Ele mostrou a palestra “O que está mudando no comportamento do consumidor” e definiu o que está acontecendo com a seguinte frase “As pessoas estão comprando menos tijolos e mais a possibilidade de ter experiências. Elas não querem mais a casa na praia, mas poder usufruir do compartilhamento de residências, que existe em qualquer lugar do mundo”, resume.

Marcos Kahtalian cita que um dos problemas do mercado imobiliário é que ele está sempre uma geração atrás. “O mercado está pensando na geração X e o mundo já está conectado no ritmo dos millenials. Como integrar isso é o grande dilema. Mas já existem empresas se atualizando. As que fazem plantas adaptáveis estão entre essas. Idem para as que unem ambiente de escritório com o de residência. Da mesma forma, construtoras que abdicam de vagas de garagem para oferecer outros diferenciais aos clientes, como bicicletários, por exemplo, também começaram a se adaptar a esses novos tempos”, conclui.

Leia estudo do Núcleo Real Estate da Poli-USP sobre o assunto

Entrevistados
Reportagem com base na pesquisa “Volatilidade no setor da construção”, da LEK Consulting, e na palestra “O que está mudando no comportamento do consumidor”, de Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa

Contato: pressus@lek.com

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Retrofit em edificações tombadas movimentam a construção civil

É fundamental conhecer a história do empreendimento a fim de manter as suas particularidades através de um processo de modernização

Retrofit, termo que vem do inglês, significa “renovar o antigo”. Porém, na construção civil, o seu significado é ainda mais amplo. Ao contrário do que muitos pensam, retrofit vai além de uma simples reforma, ele pretende utilizar as características do próprio empreendimento e aprimorá-las mantendo seus aspectos positivos através de um processo de modernização da edificação.  Não se trata somente de uma simples reforma e, sim, de revitalização do empreendimento mantendo a sua essência e peculiaridades. Afinal, com o projeto de retrofit, quando bem executado e planejado, é possível minimizar custos com manutenção e aumentar a vida útil da construção.

Para um projeto de retrofit obter o sucesso desejado é preciso pensar na estratégia a ser executada desde a sua concepção até a sua implantação dentro de um contexto social pré-existente, onde há todo um ecossistema no entorno da edificação com residências, avenidas e, principalmente, pessoas. Logo, é fundamental conhecer a história do empreendimento e do local onde ele está inserido a fim de manter as suas particularidades, porém, utilizando a tecnologia para trazer um aspecto mais moderno e atual ao empreendimento unindo inovação à tradição histórica.

Fonte: guia_normas.cdr

Os requisitos dos usuários devem ser atendidos de forma a promover segurança, habitabilidade e sustentabilidade, tendo para cada um desses tópicos solicitações particulares e expressos pelos seguintes fatores (Norma ABNT NBR 15.575:2013):

  • Segurança: Segurança estrutural; segurança contra o fogo; segurança no uso e na operação;
  • Habitabilidade: Estanqueidade; desempenho térmico; desempenho acústico; desempenho lumínico; saúde, higiene e qualidade do ar; funcionalidade e acessibilidade; conforto tátil e antropodinâmico;
  • Sustentabilidade: Durabilidade; manutenibilidade; impacto ambiental.

Entre os benefícios do retrofit, podemos citar a redução de custos por manter alguns aspectos estruturais do empreendimento e eficiência energética ao minimizar o uso de recursos naturais, além da redução de desperdício no canteiro de obras.

Retrofit não é reforma

Baseado em um conceito de preservar a história da construção, ao invés de derrubar um edifício antigo, por exemplo, é feito um processo que modifica as estruturas e renova a fachada, mas que mantém as suas características essenciais. O processo leva em conta fatores econômicos, sociais e, também, o contexto histórico e o meio onde ele está inserido, além do uso de novas tecnologias para tornar essa transição mais efetiva e menos danosa. Devido ao envelhecimento e perda de função ou da qualidade de obras antigas, o tema “reforma de edificações” passa a ser altamente relevante por conta do crescimento das grandes cidades. Porém, antes da sua execução, devem ser observados alguns requisitos, principalmente, a segurança das edificações, seus usuários e o entorno. Por isso, devem ser implantados os requisitos da norma ABNT NBR 16.280 e da ABNT NBR 15.575 durante o projeto. Desta forma, o retrofit não é colocado em nenhuma dessas caixas, pois a maior diferença entre reforma e retrofit é que durante a reforma não há uma preocupação em manter as características originais do prédio, já no retrofit é primordial levar em conta tais fatores.

Retrofit no Brasil

Muito comum em países como Portugal, Espanha e Estados Unidos, o Retrofit ainda é pouco difundido no Brasil devido a burocracia enfrentada para a reconstrução de prédios tombados como patrimônios históricos no país. Porém, a técnica tornou-se uma opção mais viável e eficiente, além de lucrativa. Muitos hotéis internacionais têm buscado edifícios antigos para investir em projetos de revitalização através do retrofit. O Edifício Martinelli, situado na Bela Vista, em São Paulo, por exemplo,  foi um dos projetos de revitalização que utilizaram o retrofit para trazer uma “cara nova” ao patrimônio cultural que foi adquirido em 2008 pelo Groupe Allard. Entre os projetos de retrofit que tem como objetivo principal a revitalização de edifícios antigos com grande valor histórico para a sociedade para transformá-los em grandes e luxuosos hotéis, temos:

Cidade Matarazzo: Revitalização de patrimônio histórico

Empresa: Tessler Engenharia

Área construída: 30.000 m²

Retrofit do hospital Matarazzo vai transformá-lo no hotel mais luxuoso do Brasil

É a maior obra de revitalização de patrimônio histórico sem aporte de recursos públicos da história do Brasil. Com 30 mil m², terá seus edifícios históricos que abrigam os prédios do antigo Hospital Matarazzo, restaurados e preservados, incluindo a sua capela, que será consagrada novamente.

Tipo de concretagem: Devido a sua localização, com grande vizinhança, o Cidade Matarazzo utilizou um concreto que evitasse o uso de vibração, a fim de diminuir os riscos de atingir algum vizinho no processo de concretagem. Para isso, foi utilizado o ADENSAMIX – concreto autoadensável da Engemix – indicado para paredes e lajes de concreto, paredes-diafragma especiais, peças com alta densidade de armadura, peças delgadas e pré-fabricadas, devido a sua alta fluidez. Permite alcançar grandes distâncias horizontais, ultrapassar obstáculos e preencher todos os vazios das formas sem a utilização de vibradores.

Referências técnicas utilizadas na matéria:

ABNT NBR 15.575 – Desempenho de edificações habitacionais;

ABNT NBR 16280 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas – Requisitos;

ABNT NBR 14037 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos;

Guia para Arquitetos na aplicação da Norma de Desempenho – AsBEA.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Coliving e a geração que não quer mais adiar o sonho de morar sozinho

Tendência alia economia a novas experiências

Às vezes a vontade de sair da casa dos pais não é apenas morar sozinho. Pode ser uma necessidade ou uma vontade interna de passar por novas experiências. É claro que isso tem um custo, não só financeiro, mas também emocional. De acordo com o último levantamento da consultoria IDados, a proporção de pessoas entre 25 e 34 anos, que ainda moram com os pais, cresce periodicamente, atingido mais de 20% da população. As inúmeras questões, na hora de dar os primeiros passos para esse processo, cheio de dores e delícias, como, por exemplo, aluguéis muito altos ou apartamentos perfeitos, porém, enormes, nos motivam a fugir do lugar comum. Atenta às mudanças do mercado de locação de imóveis, uma nova geração começa a ganhar cada vez mais espaço, a geração do coliving.

Foto: Appzinho / DINO

Jovens estudantes, amigos de longa data, pessoas que buscam economizar uma graninha no fim do mês. São diversos os perfis que aderem a essa tendência de mercado. É o caso da Amanda, cliente do Appzinho, plataforma personalizada, especializada no aluguel de pequenos imóveis e quartos. Ela tinha um quarto vazio em casa e um aluguel inteiro para pagar. “Estava precisando alugar o meu quarto, não conhecia o site, mas pensei: por que não? Me surpreendi com a quantidade de ligações que recebi. Em duas semanas, consegui achar a minha nova roommate”, diz.

Muito comum fora do Brasil, os roommates, pessoas que compartilham quartos ou apartamentos, estão cada vez mais ganhando espaço por aqui. Esse tipo de oferta é o resultado, não apenas da crise financeira que atingiu o país, mas também de uma opção de qualidade de vida, de uma sociedade que precisa fazer acontecer. Diferente de outras plataformas, o Appzinho possibilita que anunciantes de apartamentos pequenos ou quartos, paguem uma taxa mensal. Assim, com apenas 8% de contribuição, em cima do valor do aluguel anunciado, o cliente garante o melhor custo-benefício para o seu negócio. Conhecido como “o classificado para começos felizes”, o site vai muito além do óbvio, oferecendo assessoria personalizada desde a implantação de um anuncio até a assinatura do contrato.

O trabalho é intenso. Na plataforma, onde o céu é o limite, tudo foi pensado e planejado para atender aos clientes com todo o carinho, cuidado e rapidez. Filtros como “cercado de verde”, “amigos dos pets”, “silencioso” ou “perto do agito”, são utilizados para deixar a busca com a carinha de quem procura. Promover o diálogo entre pessoas que tenham os mesmos interesses também é função dessa equipe de mulheres que amam o que fazem. “Trabalhamos, acima de tudo, com gente! Queremos ser vistos como uma comunidade que se ajuda.” Diz Daniela Pereira, idealizadora da plataforma junto com suas filhas Fernanda e Gabriela.

“Temos clientes que querem se mudar, mas não fazem nem ideia de por onde começar. Gostamos de conhecer essas pessoas e cruzar seus perfis. Dessa forma conseguimos oferecer o melhor. Um apê que caiba no bolso ou, quem sabe, o quarto ideal, em um apartamento compartilhado, tornando esse sonho financeiramente possível e agradável. Assim, conseguimos ajudar os dois lados. O proprietário, que precisa arcar com os custos de um apartamento vazio e os inquilinos que só precisavam de um empurrãozinho para se conhecerem”, completa Fernanda.

O Appzinho disponibiliza opções de imóveis no Rio de Janeiro e em Niterói e tem planos de expandir o negócio para todo o país, além de lançar um aplicativo para Android e IOS. Atualmente é possível encontrar opções na Tijuca, Zona Sul e Barra da Tijuca. A plataforma de aluguel de quartos e apartamentos reúne proprietários de imóveis, algumas imobiliárias selecionadas e pessoas que procuram por um cantinho para chamar de seu. Além de todas essas opções funcionais, o cliente também encontra na plataforma e nas redes sociais da marca dicas de decoração, organização de pequenos espaços, de cozinha e até de limpeza.

O plataforma está hospedada no endereço https://www.appzinho.com/home/ e oferece facilidades de navegação, que aperfeiçoam a experiência dos usuários.

Sobre o Appzinho:

Há cerca de cinco anos a jornalista Daniela Pereira se viu em meio a um dilema pessoal: suas duas filhas, Fernanda com 23 anos e Biba com 19 anos, estavam criando sua própria independência, cada uma em seu tempo, e ela sentiu a necessidade de ajudá-las a entender como é cuidar de uma casa e ser “dono do próprio nariz”.

Depois de começarem uma pesquisa sobre as dores e delícias que a nova geração vinha passando para deixar a casa ou cidade dos pais, o trio descobriu um mundo de possibilidades e assuntos a serem explorados. Assim surgiu o Apezinho, um blog que reúne conteúdo especialmente preparado para ajudar os amigos e os novos amigos a viverem por conta própria.

Mergulhar fundo no universo do Apezinho promoveu uma verdadeira revolução na vida das três. Elas passaram a cultivar hábitos alimentares mais saudáveis, uma filosofia de vida minimalista e aprenderam a organizar melhor as finanças. Com o sucesso do blog ao longo dos primeiros anos, a família vislumbrou uma possibilidade de empreender com propósito e transformá-lo em um negócio.

De olho no mercado imobiliário, que movimenta milhões em todo o mundo, mãe e filhas buscaram investidores para transformar o seu sonho em realidade. Com o aporte financeiro foi possível tirar o projeto do papel e criar um modelo de negócio inédito no setor imobiliário brasileiro, estudado e planejado minuciosamente.

Do Apezinho nasceu o Appzinho, definido pelas fundadoras como um “classificado para começos felizes”. A missão do negócio é ajudar pessoas a conquistarem o sonho de morar sozinho, seja alugando um quarto em uma residência compartilhada ou um apartamento inteiro para si.

A plataforma de aluguel de quartos e apartamentos reúne proprietários de imóveis, algumas imobiliárias selecionadas e pessoas que procuram por um cantinho para chamar de seu. Diferente de outros sites, o Appzinho possibilita que anunciantes de apartamentos pequenos ou quartos, paguem uma taxa mensal. Assim, com apenas 8% de contribuição, em cima do valor do aluguel anunciado, o cliente garante o melhor custo-benefício para o seu negócio e conta com opções de aluguel menos burocráticas e mais personalizadas, além de outros serviços úteis para quem mora sozinho e dispõe de pouco tempo e dinheiro para organizar os detalhes.

Website: https://www.appzinho.com/home/

Fonte: www.terra.com.br

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Estátua da Liberdade: a Engenharia dos Grandes Monumentos

Além de muitas vezes representarem pontos turísticos, levando beleza, cultura e arte para as cidades, os grandes monumentos envolvem muita engenharia para a sua construção, principalmente os mais antigos. Grande exemplo disso é a Estátua da Liberdade, grande símbolo da cidade de Nova York.

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O Monumento à Liberdade (ou Estátua da Liberdade) foi construída entre os anos de 1875 e 1886, como um presente da França aos EUA pelo centenário da independência americana. A fim de representar a grandiosidade das terras americanas para os que ali chegassem, o escultor Frédéric-Auguste Barthold idealizou o monumento até hoje localizado na ilha da Liberdade, no porto de Nova  York.Sua construção contou com a colaboração de Gustave Eiffel, engenheiro especializado em estruturas de ferro. Para a sustentação da estátua, ele sugeriu uma estrutura com uma torre central em ferro, firmemente ancorada no pedestal, e ela consistiria em um andaime de ferro com reforços diagonais. A esse esqueleto seria acoplada uma estrutura secundária, mais próxima da forma da estátua, de onde sobressairiam diversas barras de ferro, planas e flexíveis, que se ligariam com o que podemos chamar de “pele” do monumento.

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Essa “pele” foi constituída por 300 pranchas de cobre norueguês, moldadas manualmente e unidas com rebites, somando 80 toneladas. Inicialmente, Bartholdi fez diversos modelos em argila, e depois em gesso até chegar ao cobre, em chapas bem finas com 2,3 mm de espessura. A estátua foi montada, provisoriamente, no pátio do ateliê onde fora modelada, e somente em 1885 o monumento de 46,5 metros e com quase 225 toneladas foi enviado para Nova York, desmontado e acondicionado em 214 caixas

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O pedestal  da estátua, porém, só ficou pronto em 1886. O seu projeto consistia em um sólido simples com vagas influências egípcias, de 27 metros de altura e fundações de 20 metros, de autoria do arquiteto norte-americano Ricardo Morris Hunt. Os pilares foram erguidos em torno das paredes de um antigo forte, que recebeu como enchimento um imenso volume de concreto.O ferro da estrutura reagiu, eletroliticamente, com o cobre da “pele” da estátua, o que causou sérios danos à estrutura até a década de 1980, que ainda foi agravado pela penetração da água da chuva nas chapas de cobre que se dilataram com o tempo, formando aberturas entre elas. Para sanar o problema, a estrutura do monumento foi trocada por aço inoxidável, o que levou um ano. Ao todo, foram trocados 3000 metros de barras da estrutura.

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Na época em que foi construída, a estátua da liberdade era o monumento mais alto do mundo, com 92 metros, sendo capaz de oscilar 7,5 cm com um vento de 80 km/h, como um ótimo exemplo da combinação entre resistência e flexibilidade.

Referências: https://blogdaengenhariacivil.wordpress.com/2015/04/15/estatuas-e-monumentos/http://engenheirocaicara.com/construcoes-extraordinarias-monumento-liberdade/https://www.hometeka.com.br/pro/9-monumentos-historicos-em-construcao/

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

50 Anos do Primeiro Plano Urbanístico Básico de São Paulo

Lendo o jornal da Folha de São Paulo de hoje, dia 12 de março, uma importante memória foi impressa na pequena parte que trata do Acervo do jornal. Trata-se de uma matéria veiculada no dia 12 de março de 1969 com o seguinte título: Uma cidade nova nascerá em São Paulo. Na ocasião, um grupo técnico, formado por brasileiros e norte-americanos desenvolveu um estudo para definir o que foi chamado de “Plano Urbanístico Básico” para São Paulo.

O jornal, inclusive, dá a essa iniciativa a característica de ser a primeira do gênero na cidade. O serviço, que fora contratado pela Prefeitura de São Paulo, indica uma série de diretrizes para “ditar o futuro” da cidade. A ideia, vejam só que interessante, era a de acabar com a “desordem” na qual o município vinha crescendo. O plano demorou oito meses para ser confeccionado e contou com a participação de urbanistas, planejadores, economistas, sociólogos, arquitetos e engenheiros.

Na época, o prefeito da cidade, Faria Lima, falava em “humanizar a cidade”, tornando o local “feliz para seus habitantes”. É de conhecimento geral para todos que, Faria Lima, foi um prefeito à frente de seu tempo, com diversas obras que fazem parte da nossa história. Entre elas, claro, o Metrô.

As sugestões do Plano

O estudo foi feito pelo Consórcio Asplan, Daly, Montreal e Wilbur Smith que entregou 12 volumes com 500 páginas cada um, acompanhados por mapas e gráficos. O grande resumdo do plano fica por conta da melhoria nas condições de trânsito, transporte e, principalmente, deixar a cidade mais humana, por assim dizer. Há, inclusive, a recomendação de que se use a região de Paralheiros, uma região até então “despovoada”, que poderia surgir uma nova cidade com capacidade de abrigar de 600 mil a 1,5 milhão de pessoas. O plano ainda sugeria que indústrias e outros serviços fossem instaladas por ali, visando empregar 200 mil pessoas e, a transcrição do plano, diz o seguinte:

“O empreendimento se assemelhará a construção de uma nova cidade. A municipalidade deverá entrar em entendimentos com os proprietários de terras e desapropria-las quando necessário, proporcionar meios de transporte e os serviços urbanos, elaborar o plano de urbanização e associar de formas diversas a iniciativa privada ao empreendimento (de Parelheiros)”. Outras ideias extremamente interessantes eram: a instalação de dois novos campus universitários na cidade, um em Santo Amaro e o outro na Penha, perto do Rio Tietê e, também, aumentar para 450 quilômetros a rede de metrô da cidade.

Além disso, já em 1969, estimava-se que o Estado deveria manter constante a construção desse modal em 24 quilômetros por ano. Também constava a ideia de criar vias expressas, com extensão de 815 quilômetros, formando uma malha retangular sobre a cidade para atender o tráfego total de veículos. Os intelectuais propuseram que fossem criados sete centros sub-regionais em pontos estratégicos, com o objetivo de “polarizar populações da ordem de 1,5 a 3 milhões de habitantes. Três dos centros ficariam em São Paulo: Santo Amaro, Itaquera e Parelheiros e os outros nas regiões do ABC, Osasco, Guarulhos e Moji das Cruzes.

Por fim, na questão de “quem pagará” a conta desse projeto, a porcentagem era bastante interessante: 30% vindo da Prefeitura, 18% do Estado, 2% da União e a iniciativa privada contribuiria com 27%. Os outros 23% seriam oriundos de financiamentos, além de manter a “atual política de atualização anual dos tributos municipais”.

Qual sua opinião sobre esse plano? Implantariam alguma mudança nesse sentido?

Referênciashttps://www1.folha.uol.com.br/banco-de-dados/2019/03/1969-grupo-prepara-1o-plano-urbanistico-basico-para-organizar-sao-paulo.shtml

Fonte: http://www.saopauloinfoco.com.br