Arquivo diários:8 de março de 2019

Investidor está mais propenso a gastar

Mais animados com a economia e com maior disposição para investimentos, 93% empresários dos ramos imobiliários e turístico no Brasil pensam em fazer algum tipo de investimento este ano.

Segundo pesquisa da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), o maior apelo para receber recursos este ano está em áreas como Loteamento Residencial, onde 80% dos que atuam nesse ramo pretendem fazer algum aporte. Na sequência aparecem Residencial Vertical (67%). Entre os modelos de construção, a menor disposição para investimento ficou para Hotelaria de Negócios, com 66% dos empresários descartando investimentos neste momento.

Na análise por região, a maior parte dos investimentos (34%) deve se concentrar no Sudeste. Seguido por Nordeste (26%) e Sul (25%). Diante deste cenário de maior confiança na economia e mercado 80% dos entrevistados acreditam que o mercado imobiliário e turístico vive agora um momento de retomada lenta, ainda sentindo os impactos deixados pela recessão econômica.

Olhar atento

Enquanto o mercado começa a reagir depois de longa estagnação, foi perguntado aos empresários associados à Adit quais são os fatores que podem colocar em risco o sucesso da empresa. A resposta mais citada foram as questões políticas (33%) seguida pelo ambiente econômico (28%) e questões mercadológicas, lembradas por 16% dos ouvidos (veja mais informações no gráfico).

“Os aspectos mais relevantes e com maior impacto no setor imobiliário atualmente são, especialmente, a disponibilidade de crédito, o juros com tendência de queda, a informação detalhada do mercado, estabilidade política, estratégia e tática de venda e velocidade nas aprovações e parcelamento do solo”, dizia o relatório da entidade.

Quando analisado apenas os empresários que atuam no ramo hoteleiro, 91% dos entrevistados acreditam que o Brasil entrou agora em uma nova curva de crescimento para o setor. Segundo a pesquisa 89% dos empresários que farão investimentos neste ano deverão apostar em empreendimentos voltados para lazer.

Sobre os impactos macro econômicos na disposição dos seus negócios, os empresários ouvidos pela pesquisa feita em parceria com o Grupo Prospecta, reportara que 88% dos ouvidos acreditam que o principal aspecto seja a atual instabilidade política.

Fonte: www.dci.com.br

Paula Cristina • São Paulo

BIM já é decreto no Brasil: veja como isso transforma sua forma de fazer projetos

Antes de o CAD revolucionar o desenho técnico na construção civil, utilizava-se nanquim e papel para desenvolver projetos. Nessa época, houve resistência de profissionais e escritórios antes de se renderam ao uso do software. Apesar disso, é inegável o fato de que a ferramenta revolucionou o mercado e mudou a forma como trabalhamos. Hoje, 36 anos após o lançamento do CAD, a tecnologia BIM surge como o novo paradigma.

O futuro é agora:

Em maio de 2018, o presidente Michel Temer participou do 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), em Florianópolis, e assinou o decreto 9.377 que institui a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM no Brasil. Desta forma, o Governo Federal caminha decisivamente para democratizar o uso do BIM no país.

O que é a Estratégia BIM BR?

De acordo com o livreto oficial do governo, a estratégia visa “promover um ambiente adequado ao investimento em BIM e sua difusão no país”, tendo em vista que a sociedade brasileira ainda não se inteirou completamente da tecnologia.

“Sua utilização aprimora muitas práticas do setor da construção e traz diversos benefícios ao mercado, tanto pelo lado daqueles que participam da cadeia de produção (oferta), quanto dos proprietários e contratantes (demanda). Buscando incentivar o desenvolvimento do setor de construção, trazer mais economicidade para as compras públicas e maior transparência aos processos licitatórios, além de contribuir para a otimização de processos de manutenção e gerenciamento de ativos, o Governo Federal lança a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM – Estratégia BIM BR”. Texto publicado no livreto oficial: BIM BR – Construção Inteligente.

Indicadores econômicos

A pesquisa realizada pela FGV neste ano aponta que somente 9,2% das empresas no setor de construção adotaram o BIM na concepção de seus trabalhos. Estas empresas representam atualmente 5% do PIB da Construção Civil.

Com base nesses indicadores, a estratégia de disseminação pretende aumentar em 10 vezes a adoção do BIM no país e elevar o PIB da Construção em 28,9% até 2028, alcançando um patamar de produção inédito.

Um dos instrumentos do Governo Federal para a disseminação do BIM – e aderente ao objetivo V (Propor atos normativos que estabeleçam parâmetros para compras e as contratações públicas com uso do BIM) – é a utilização do poder de compra. O cliente exigir que determinado empreendimento seja entregue com o uso do BIM estimula que os fornecedores comecem a utilizá-lo. O Poder Público, como um grande demandante de obras, pode assumir esse papel e estimular o mercado brasileiro como um todo. A utilização e a exigência do BIM, entretanto, devem ser realizadas de modo escalonado para conferir tempo necessário para o mercado adequar-se às condições e para que o próprio setor público possa se estruturar apropriadamente. Nesse sentido, a Estratégia BIM BR propõe a utilização e a exigência do BIM escalonada em três fases.

A primeira fase, a partir de janeiro de 2021, é focada em projetos de arquitetura e de engenharia para construções novas, ampliações ou reabilitações, quando consideradas de grande relevância para a disseminação do BIM. Nesta fase, será proposta a exigência do BIM na elaboração dos modelos de arquitetura e de engenharia referentes às disciplinas de estrutura, de hidráulica, de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e de elétrica, na detecção de interferências e na revisão dos modelos de arquitetura e de engenharia, na extração de quantitativos e na geração de documentação gráfica, a partir desses modelos.

A segunda fase, a partir de janeiro de 2024, deverá contemplar algumas etapas que envolvem a obra, como o planejamento da execução da obra, para construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações, quando consideradas de grande relevância. Desse modo, será proposto que o BIM seja aplicado, no mínimo, nas atividades previstas na primeira fase e, de modo adicional, na orçamentação, no planejamento da execução de obras e na atualização do modelo e de suas informações como construído (“as built”).

A terceira fase, a partir de janeiro de 2028, abrange todo o ciclo de vida da obra ao considerar atividades do pós-obra. Nesta fase, o BIM será aplicado, no mínimo, nas construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações, quando consideradas de média ou grande relevância, nos usos previstos na primeira e na segunda fases e, além disso, nos serviços de gerenciamento e de manutenção do empreendimento após sua conclusão

Resultados esperados

Os ganhos que o governo espera alcançar são benefícios que o BIM já tem assegurado aos projetistas que usam a tecnologia através dos softwares, tais como: aumento da produtividade e redução dos prazos.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com