Arquivo diários:13 de março de 2019

USP e Caixa inauguram espaço para desenvolver novas ideias


Proposta do convênio é aliar interesses e competências de ambas as instituições, com soluções tecnológicas inovadoras

De um lado, um banco estatal cheio de desafios na área tecnológica. De outro, uma universidade pública que detém expertise para solucionar essas demandas. Com o propósito de aliar interesses e competências das duas instituições é que nasceu a parceria entre a Caixa Econômica Federal e a Agência USP de Inovação (Auspin), celebrada em julho de 2018, por meio do Programa Parceiros Tecnológicos da Auspin.

As atividades relacionadas ao convênio ganharam, em janeiro, um espaço próprio, o #CAIXAlab. “Funciona como um hub, um espaço de desenvolvimento de novas ideias, seja para que a gente faça reuniões entre os participantes do convênio, seja para discutir ideias novas ou para executar os projetos”, afirma Tatiana Ferraz, gerente de inovação da Caixa.

O banco confirmou um investimento de R$ 2 milhões nos projetos em 2019. A equipe de inovação da Caixa contrata projetos de professores, alunos e startups da Universidade de São Paulo (USP) que apresentem formas de desenvolver novos produtos e serviços, e que tenham impacto público e social, adequados à demanda.

Etapas

O processo para participar depende da demanda do banco. O gerente do #CAIXALab, Ricardo de Alencar, define a linha de projetos a serem realizados. O segundo passo é da Auspin, que divulga as oportunidades para a comunidade USP. “O espaço estará aberto a todos da universidade que queiram conversar sobre a parceria ou trazer ideias”, afirmou Liliam Carrete, assessora de coordenação da Auspin.

Das 37 demandas apresentadas a princípio pela Caixa à USP, 24 “deram match”, ou seja, tiveram propostas de solução que corresponderam à expectativa da instituição financeira. Dessas, 14 foram selecionadas para serem executadas já no primeiro semestre deste ano.

Uma das demandas da Caixa, por exemplo, é eliminar o bolor em paredes de concreto dos imóveis do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Além de provocar problemas de saúde para o morador, o mofo desvaloriza o imóvel.

Ajuda mútua

Como explica o coordenador da Auspin, Antonio Carlos Marques, “a celebração desse convênio com a Caixa Econômica Federal, nosso primeiro parceiro estratégico, é um passo na direção de uma maior integração entre a USP e os diversos setores da sociedade, transferindo o conhecimento produzido pelos milhares de grupos de pesquisa que atuam aqui, em todas as áreas do conhecimento”.

“Na nossa concepção, essa parceria possibilitará um aperfeiçoamento da nossa pesquisa e aumentará a importância da contribuição da USP para o bem-estar não só do Estado de São Paulo, mas do Brasil como um todo”, acrescenta.

“Essa parceria entre USP e Caixa Econômica Federal é vantajosa para as duas partes, mas quem realmente ganha é a sociedade – em particular, a paulista. O convênio vai permitir que o conhecimento desenvolvido aqui na Universidade seja disseminado de maneira mais eficiente, em benefício da sociedade que nos mantém”, afirmou o reitor da USP, Vahan Agopyan.

O espaço #CAIXAlab fica na Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Prédio 5 – 4° andar, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em São Paulo.

Fonte: www.saopaulo.sp.gov.br

Prefeitura de SP entrega primeiro residencial para moradores de rua

Localizado na região central da capital paulista, empreendimento é formado por 34 apartamentos e beneficiará 71 pessoas

As unidades foram destinadas a pessoas e famílias em estágios mais avançados de autonomia, com prioridade para quem se encontra em situação de fragilidade
(Créditos: divulgação/ Prefeitura de São Paulo)

A Prefeitura de São Paulo entregou o primeiro empreendimento habitacional destinado à população em situação de rua. Localizado na região central da capital paulista, o Conjunto Habitacional Asdrúbal do Nascimento II/Edifício Mário de Andrade é formado por 34 apartamentos, distribuídos em 11 andares, e beneficiará 71 pessoas.

As unidades foram destinadas a pessoas e famílias em estágios mais avançados de autonomia, com prioridade para quem se encontra em situação de fragilidade, incluindo idosos, indivíduos com mobilidade reduzida, crianças e adolescentes, além de vulnerabilidade associada a gênero. Do total de 34 apartamentos, metade são conjugados, direcionados para pessoas sós, e a outra metade possui um dormitório, destinado a famílias.

O projeto se destina a locação das habitações. Para permanecer no local, os moradores deverão pagar entre 10% a 15% da renda familiar, além da taxa condominial, fixada, neste momento, em R$ 40 reais.

A obra teve investimento de R$ 4,1 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões da gestão municipal (pelo Fundo Municipal de Habitação – FMH) e R$ 3,4 milhões do Governo Federal. A iniciativa se deu por meio do Programa de Locação Social, coordenado pela Secretaria Municipal de Habitação e operado pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP).

Fonte: www.aecweb.com.br