Arquivo diários:15 de março de 2019

Espaços de coworking se adaptam à lei de multipropriedade: comprar fração, ao invés de alugar, é alternativa para uso ou geração de renda

De acordo com Censo coworking Brasil 2018, cresceu de 810 para 1194 o número de espaços coworkings, que totaliza 88 milestações de trabalho disponíveis e pequenas empresas de até 3 funcionários representam 55% do público dos coworkings, este crescimento  deve-se ao incentivo de novas práticas de empreendedorismo e também aos benefícios que são oferecidos aos usuários que passam pela economia de água, luz, internet e serviços essenciais, como limpeza, presença de secretária que chegam até à 70% dependendo do caso.

Foto: Yoube.work / DINO

Até então, ter acesso a um espaço assim, só funcionava através da modalidade de aluguel, mas agora com a nova Lei  13.777  que regulamenta a multipropriedade no Brasil, é possível comprar qualquer tipo de imóvel de forma fracionada, inclusive de um espaço de coworking.

As propriedades fracionadas já existem nos Estados Unidos e na Europa há mais de 20 anos. Agora, começam a ganhar força no Brasil. Um estudo divulgado no ano passado pela Caio Calfat Real Estate Consulting, consultoria especializada no setor imobiliário e hoteleiro, comprova o interesse pela multipropriedade. A pesquisa apontou que só em 2016, em plena crise econômica, o sistema fracionado somou 11 bilhões em lançamentos. Um crescimento quase cinco vezes maior do que o registrado no último levantamento, realizado em 2015 (R$ 2,3 bilhões).

Vem de João Pessoa, capital da Paraíba, o exemplo de como fazer este tipo de investimento. Por lá, foi aplicado o modelo de multipropriedade fracionada, na qual todos os investidores fazem uso do espaço adquirido de forma inteligente e sustentável. A lógica é muito simples:

No lugar de pagar um aluguel, o usuário compra uma fração do imóvel, tornando-se multiproprietário. É o compartilhamento levado ao pé da letra. O modelo ainda é inédito no mundo; já que quando o assunto é multipropriedade, o mercado vem se limitando aos setores de residência, hotelaria e bens de luxo.

Para se ter noção da amplitude da modalidade de negócio, a lista dos profissionais que o procuram, é generosa: são arquitetos, fotógrafos, advogados, designers, consultores de negócios, prestadores de serviços em tecnologia da informação, corretores de imóveis, de seguros, representantes comercias, engenheiros, coachs, personal organizer e principalmente investidores que compra para alugar.

E como funciona esse novo sistema de investimento imobiliário? 

O cliente compra uma fração de um escritório compartilhado, também conhecido como coworking ou espaço colaborativo, o que lhe dá direito a uma escritura pública do imóvel individualizada correspondente à sua cota, incluindo uma área de trabalho fixa previamente demarcada, armário privativo e acesso às salas de reuniões e de atendimentos privativos, auditórios, copa, café bar, domicílio fiscal e postal, além de contar com toda infraestrutura de equipamentos como impressoras, scanner, internet de alta velocidade e, claro, secretariado e serviço de limpeza. Tudo em um ambiente luxuoso, inspirador  e com localização do imóvel em um bairro nobre.

Ao contrário do modelo tradicional de multipropriedade , em que comprador só tem direito a usar apenas por um tempo pré-fixado (dias, semanas ou mês), no modelo desenvolvido, o usuário tem direito a usar o bem todos os dias do ano, 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou seja, em tempo integral ou de acordo com sua necessidade. “O negócio é atrativo pois, por cerca de R$ 60.000,00 o comprador terá direito a usufruir do espaço de trabalho e atender clientes todos os dias, em um escritório luxuoso, situado no bairro nobre da capital, ou alugar para outros profissionais ou empresas quando não estiver usando”, afirma Victor Oliveira, corretor de imóveis da HOFMANN IMOBILIÁRIA em João Pessoa e o idealizador desta modalidade.

Modelo Tradicional X Modelo em regime de Multipropriedade.

ITENSMODELO TRADICIONALREGIME DE MULTIPROPRIEDADE
tipo de contratoaluguel mensal sem fidelizaçãocontrato de compra e venda
acesso 24 horas ao imóveldepende do planosim
permite sublocaçãonãosim
 intercâmbio entre unidadessimsim
salas de reuniõesdepende do planoincluso
auditórioextraincluso
endereço fiscal e postalextraincluso
localização em bairro nobredepende do valorsim
escritura publicanãosim

Segundo Gustavo Rabay, advogado do escritório Rabay, Bastos & Palitot, é importante ressaltar que o imóvel comercial vendido em sistema de multipropriedade é igual a qualquer outro imóvel, possuindo escritura e registro público em cartório de imóveis e as mesmas vantagens que a aquisição de um bem tradicional. “A fração se torna um bem transmissível a herdeiros e negociável. O proprietário pode locá-la ou revendê-la a terceiros quando quiser.”, afirma Rabay. Por sua vez, André Cabral, advogado da banca Cabral, Ribeiro, Rangel & Cavalcanti, destaca que “O sistema de fractional já é um modelo jurídico consolidado em vários países e, que ganha força na nova economia compartilhada, pois minimiza custos tanto de aquisição dos bens como de sua manutenção. O Brasil entra nesse cenário global com a Lei 13.777/2018 que regulamentou a multipropriedade.”

Com características únicas de um coworking de luxo, com a conveniência de ser um bem próprio do empresário, esse modelo inovador vem agradando os pioneiros na sua adoção: “Tenho todo o conforto de um escritório moderno, mas com serviço de hotel cinco-estrelas e, além da comodidade, fico tranquilo por saber que meu dinheiro não está parado num único bem, o que me deixa tempo suficiente para focar apenas no meu negócio”, conta Leo Maia, arquiteto do projeto e investidor.

O modelo pode ser interessante para investidores com um maior capital disponível, que pode avaliar a possibilidade de adquirir várias frações do projeto para ampliar sua rentabilidade com a locação dos seus espaços adquiridos. A locação pode ser feita simultaneamente para vários inquilinos e de forma individualizada, o que permite uma rentabilidade acima da média dos imóveis tradicionais. “Toda a gestão de locação pode ser feita através do aplicativo exclusivo do coworking sem intermediação ou através da administradora”. Segundo Victor Oliveira, isso torna a operação menos suscetível às variáveis da economia.

Saiba mais em: http://yoube.work

Fonte: www.terra.com.br

Rota da Seda começa com maior ponte marítima do mundo

Estrutura tem 12,4 quilômetros em trecho terrestre e outros 36 quilômetros atravessam a baía que circunda o Kwait

Sheikh Jaber Al Ahmed Al Sabah Causeway, ou Calçada do Sheik Jaber Al-Ahmad Al-Sabah, é o nome da ponte marítima mais longa do mundo. Prevista para ser inaugurada em abril de 2019, ela liga o Kwait de norte a sul e é a primeira estrutura projetada para integrar a nova Rota da Seda – ligação rodoviária entre a China e a Europa, cruzando 60 países. A ponte tem 12,4 quilômetros em trecho terrestre e outros 36 quilômetros atravessam a baía do Golfo Pérsico que circunda o Kwait. Até o final de sua obra, a estrutura terá consumido 1 milhão e 535 mil m³ de concreto. Todas as interseções da ponte foram finalizadas em novembro de 2018. Agora, ocorre a interligação da estrutura aos complexos viários de Doha e Subiyah.

Todas as interseções da ponte foram finalizadas em novembro de 2018. Agora, ocorre a interligação da estrutura aos complexos viários de Doha e Subiyah.
Crédito: Hyundai Engeneering & Construction

Os números impressionantes não se limitam ao volume de concreto. O projeto inclui 250 mil toneladas de aço e 1.200 estacas de fundação instaladas a profundidades que variam de 30 metros a 84 metros, além de 1.211 elementos de concreto protendido moldados in loco, para formar o tabuleiro da ponte. A torre que sustenta os estais do vão central tem 151 metros de altura e pesa 1.600 toneladas, entre aço e elementos pré-fabricados de concreto. A estrutura permite a abertura de um vão com 177 metros de comprimento a 23 metros de altura, para o tráfego marítimo.

Foram construídas ainda duas ilhas artificiais com 30 hectares cada uma, para receber edifícios de emergência, de controle de tráfego e de manutenção, além de um posto de combustível e ancoradouro. A obra está orçada em 3 bilhões de dólares (aproximadamente 11,4 bilhões de reais). O consórcio que viabiliza a construção é liderado pela divisão de engenharia da sul-coreana Hyundai, junto com construtoras do Kwait. Quando a obra for inaugurada, será possível cruzar o país de carro em 30 minutos. Hoje, o trajeto entre Doha e Subiyah é feito em 90 minutos. O tráfego pela ponte será facilitado pelo tamanho das pistas, que medem 30,6 metros de largura cada, além de uma faixa de acostamento.

Projeto inclui construção de cidade-inteligente para 500 mil habitantes

A torre que sustenta os estais do vão central tem 151 metros de altura e pesa 1.600 toneladas. Crédito: Hyundai Engeneering & Construction

O empreendimento é cercado por um plano de sustentabilidade ambiental. Desde o início da construção houve um grande esforço para minimizar qualquer interferência ou dano à flora, à fauna e ao ambiente marinho. Os camarões Tigre Verde – espécie que habita a Baía do Kuwait – foram protegidos com a instalação de recifes artificiais ao redor da ponte. A Sheikh Jaber Al Ahmed Al Sabah Causeway também está mudando a infraestrutura de Subiyah, no norte do país. Nos arredores da cidade está nascendo uma cidade-inteligente para 500 mil habitantes, e que será batizada de Cidade da Seda.

A cidade é desenvolvida para se beneficiar economicamente da nova Rota da Seda. O caminho histórico, criado em 200 a.C., foi a primeira ligação entre ocidente e oriente, e agora servirá de base para o ambicioso projeto liderado pela China e batizado de “One Belt, One Road” (um cinturão, uma rota). Com investimento assegurado de US$ 100 bilhões, os chineses vão financiar obras em 60 países. É a maior injeção de recursos em infraestrutura já feita no mundo e envolverá construção de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e linhas de transmissão de energia, dados e combustíveis.

Veja como ficará a Sheik Jaber Al-Ahmad Al-Sabah Causeway

Entrevistado

Hyundai Engeneering & Construction (via assessorial de imprensa)

Contato: hdecuae@hdec.co.kr

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: www.cimentoitambe.com.br