Arquivo diários:4 de abril de 2019

Prefeitura de SP assina escritura do Parque Augusta neste sábado

Vista aérea da região do Parque Augusta, na região central, neste domingo, quando a temperatura variou entre 11 graus e 22 graus — Foto: Luis Moura/WPP/Estadão Conteúdo

Transferência do terreno, de posse das construtoras Setin e Cyrela, à municipalidade, será realizada em evento dentro do parque, às 10h deste sábado (6). Acordo foi firmado em agosto de 2018.

A Prefeitura de São Paulo irá assinar a escritura do Parque Augusta às 10h deste sábado (6). A transferência do terreno, de posse das construtoras Setin e Cyrela, à municipalidade ocorrerá dentro do parque, na região central da cidade, que será aberto somente para tal evento.

O documento efetiva as tratativas das negociações feitas entre a gestão municipal, o Ministério Público e as construturas, anunciadas em agosto de 2018.

Em novembro do ano passado, a Justiça extinguiu a última ação popular que impedia que o acordo para a criação do Parque Augusta fosse concluído e saísse do papel.

Com a posse do terreno, e uma vez aprovados os projetos, a gestão municipal e as construtoras poderão iniciar as obras previstas para viabilizar o parque.

“A assinatura da escritura representa a realização de um sonho de 40 anos da sociedade civil. São Paulo ganha um lindo Parque”, defendeu Silvio Marques, promotor da área do Patrimônio Público.

Histórico

Firmado no dia 10 de agosto de 2018 em coletiva de imprensa na sede da Prefeitura, os termos da negociação preveem a transferência do terreno por doação ao município em troca de quatro declarações de potencial construtivo passível de transferência – ou seja, as empresas poderão construir em outra área aquilo que chegou a ser autorizado para ser levantado no Parque Augusta.

Além disso, elas irão gastar R$ 9,85 milhões com obras como a restauração da portaria e da edificação do antigo Colégio Des Oiseaux, que fica dentro do terreno, e a construção do Boulevard Gravataí – que liga o parque à Praça Roosevelt.

O dinheiro também será usado para a manutenção do parque por dois anos. A gestão municipal receberá R$ 88 milhões que foram pagos pelos bancos que movimentaram dinheiro desviado de obras públicas durante a gestão de Paulo Maluf.

O Ministério Público de SP tinha determinado que o dinheiro fosse usado para a compra do parque ou construção de creches. Com o acordo, o montante será destinado à construção de creches, CEUs e EMEIs.

Parque Augusta  — Foto: Alexandre Mauro/Arte G1

Parque Augusta — Foto: Alexandre Mauro/Arte G1

Fonte: g1.globo.com

Por Carolina Giancola e Lívia Machado

Entulho da construção civil e as vantagens da sua reutilização

A construção civil é um dos ramos mais relevantes do mercado devido à grande representatividade na economia do país e à geração de empregos. Porém, um dos problemas agravantes atrelado a esse ramo vem crescendo e necessitando de um maior cuidado: a questão da larga produção de entulho.

No Brasil, as obras geram 84 milhões de m³ de resíduos por ano, e destes, apenas 17 milhões são reaproveitados. De acordo com o Green BuildingConcil Brasil, a construção civil mundial é umas das indústrias que mais consomem recursos naturais e ainda é responsável por cerca de 25% a 30% de gases lançados na atmosfera.

O que é entulho? E como é classificado?

Segundo a ABRECON, entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., que são gerados na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.

Numa linguagem mais técnica, o Resíduo da Construção e Demolição (RCD) ou Resíduo da Construção Civil (RCC) é todo resíduo gerado no processo construtivo, de reforma, escavação ou demolição.

Perante a Resolução CONAMA 307 art 3º, os resíduos da construção civil deverão ser classificados da seguinte forma:

I – Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:

  • De construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
  • De construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc), argamassa e concreto;
  • De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios, etc) produzidas nos canteiros de obras.

II – Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros e gesso;

III – Classe C – são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação;

IV – Classe D – são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.

Os resíduos que são recicláveis para a produção de agregados, são separados em três grupos, de acordo com a ABRECON:

  • Grupo I

Materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos, argamassa, blocos de concreto.

  • Grupo II

Materiais cerâmicos: telas, manilhas, tijolos, azulejos.

  • Grupo III

Materiais não recicláveis: solo, gesso, metal, madeira, papel, plástico, matéria orgânica, vidro e isopor.

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Vantagens da reciclagem do entulho

A reciclagem e a reutilização desses entulhos geram diversos benefícios, ambientais, sociais e até mesmo econômicos. Sendo o principal benefício o ambiental, pois além de diminuir a deposição desses em lugares inadequados, como rios e lagos, reduz a poluição e evita danos causados pela má utilização, como o assoreamento, o entupimento de bueiros e valas, que causam enchentes e trazem problemas para a sociedade. Além disso, vale lembrar que os recursos utilizados na construção civil são de fontes limitadas, e a reutilização do entulho proporciona a redução na extração de matéria-prima, uma vez que ele se torna um aliado em produtos do segmento da construção civil, substituindo materiais e na fabricação dos mesmos.

Na economia, torna-se um bom investimento econômico. Pois, além de gerar renda e trabalho, diminui os gastos pelo governo para a remoção dos entulhos de locais proibidos, na execução da correta deposição.

Além disso, a reciclagem dos entulhos pode gerar 80% de economia em serviços gerais e nos custos de uma obra, como a redução dos custos para a compra de materiais, tendo em vista a possibilidade de reutilizar os entulhos gerados na própria construção. Ainda, a reciclagem desses materiais tem efeito positivo na diminuição das emissões dos gases do efeito estufa, emitidos pelo setor da construção.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Referências:

https://www.sienge.com.br/blog/residuos-solidos-da-construcao-civil/

www.vgresiduos.com.br/blog/o-que-fazer-com-os-entulhos-gerados-na-construcao-civil/

http://transponteslocacoes.com.br/blog/os-beneficios-da-reciclagem-de-entulhos/