Arquivo diários:5 de abril de 2019

100 Espaços públicos: de pequenas praças a parques urbanos

© DuoCai Photograph

A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança. 

Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas. 

Mobiliário Urbano

LOOP / FAHR 021.3

© Joao Morgado

BUILD ME! / Enorme Studio

© Javier de Paz García

Pop-Up! / LMN Architects

© Trevor Dykstra

LentSpace / Interboro

© Interboro

Jeanne D’arc on Wheels / ENORME Studio

© Lea Waeytens + Sarah Berthet-Nivon

Ponto de Ônibus

Bus Stop / Sou Fujimoto

© Yuri Palmin

Soviet Bus Stop / Christopher Herwig

Cortesía de Herwigphoto

Bus Stop / Smiljan Radic

© Yuri Palmin

Bus Stop / Alexander Brodsky

© Yuri Palmin

Bus Stop / Architecten de Vylder Vinck Taillieu

© Yuri Palmin

Mirantes

10Cal Tower / Supermachine Studio

© Wison Tungthunya

Vessel Public Landmark / Heatherwick Studio

Cortesía de Getty Images

The Elastic Perspective / NEXT Architects

© Sander Meisner

Top of Tyrol / astearchitecture

Cortesía de astearchitecture

Viewing Tower Lommel / Ateliereen Architecten

Cortesía de Ateliereen Architecten

Pontes

The Infinite Bridge / Gjøde & Povlsgaard Arkitekter

© Aarhus I Billeder

Pedestrian Bridge in Aranzadi Park / Peralta Ayesa Arquitectos + Opera ingeniería

© Pedro Pegenaute

Cirkelbroen Bridge / Studio Olafur Eliasson

© Anders Sune Berg

Twisted Valley / Grupo Aranea

© Jesus Granada

Festina Lente / Adnan Alagić,Bojan Kanlić& Amila Hrustić

Cortesía de Adnan Alagić, Bojan Kanlić

Playgrounds

Rotebro Sports Hall / White Arkitekter

© Thomas Zaar

Five Fields Play Structure / Matter Design + FR|SCH

Cortesía de Matter Design + FR|SCH

Park ‘n’ Play / JAJA Architects

© Rasmus Hjortshøj

City in Sky / Mu Wei + Sam Cho + Yu Hui

© Li Xiao & Jiang Jiang

Elysium Playground / Cox Rayner Architects

© Christopher Frederick Jones

Praças

Usaquén Urban Wetland / CESB / Obraestudio

© Daniel Segura

Tapis Rouge public space in an informal neighborhood in Haiti / Emergent Vernacular Architecture

© Gianluca Stefani

New Permanent Garden / Gabriel Orozco

© Andy Stagg

Courtyard of Averbode Abbey / OMGEVING

Cortesía de OMGEVING

DT Plateau / 4of7 + Institute of Transportation CIP

© Ana Kostic

Espaços Esportivos

Pigalle Duperré / Ill-Studio

© Sebastien Michelini

Park ‘n’ Play / JAJA Architects

© Rasmus Hjortshøj

Play Landscape be-MINE / Carve + OMGEVING

Cortesía de OMGEVING

Aarhus Harbor Bath / BIG

© Rasmus Hjortshøj

Plaza Israel Plads / Sweco Architects + COBE

© Rasmus Hjortshøj

Parques

Confluence Park / Lake|Flato Architects + Matsys Design

© Casey Dunn

Parque Şışhane / SANALarc

© Olivve Wimmer

Red Ribbon Park / Turenscape

Cortesía de Turenscape

Paprocany Lake Shore Redevelopment / RS + Robert Skitek

© Tomasz Zakrzewski

Promenada / Enota

© Miran Kambič

Passeios

Superkilen / Topotek 1 + BIG Architects + Superflex

© Iwan Baan

Plaza Urdanibia / SCOB

© Adrià Goula

Red Planet / 100architects

© Amey Kandalgaonkar

LightPathAKL / Monk Mackenzie Architects + Landlab

© Russ Flatt

Guaíba Orla Urban Park / Jaime Lerner Arquitetos Associados

© Arthur Cordeiro

Parques Urbanos

Jaworznickie Planty Water Playground / RS + Robert Skitek

© Tomasz Zakrzewski

Earthly Pond Service Center of International Horticultural Exposition / HHD_FUN

© DuoCai Photograph

Padre Renato Poblete River Park / Boza Arquitectos

© Felipe Díaz Contardo

Koper Central Park / Enota

© Miran Kambič

Sydney Park Water Re-Use Project / Turf Design Studio, Environmental Partnership, Alluvium, Turpin+Crawford, Dragonfly and Partridge

© Iwan Baan

Fonte: www.archdaily.com.br

por María Francisca González Traduzido por Romullo Baratto

Tecnologia faz lama de barragem virar agregado do concreto

Pesquisas permitem aproveitar 100% dos rejeitos, transformando-os em artefatos cimentícios e cerâmicos

Resíduos de barragens de mineradoras: em vez de tragédias, eles podem gerar artefatos para construção civil. Crédito: Evandro Moraes da Gama/UFMG

No Brasil, já existe tecnologia para transformar a lama de rejeitos de mineradoras, acumulada em perigosas barragens a montante, em agregados que podem ser empregados na produção de concreto, argamassa, cerâmica, tijolos e blocos, com aproveitamento em várias obras. A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mantém linhas de pesquisa relacionadas ao aproveitamento de rejeitos. O departamento de engenharia de minas da universidade já consegue, através do processo de calcinação (queima controlada), separar componentes da lama, como areia, pozolana e pigmentos, que podem ser reaproveitados pela indústria da construção civil.

Segundo o chefe do departamento de engenharia de minas da UFMG, Roberto Galèry, já há tecnologias que possibilitam o aproveitamento de 100% desses rejeitos e sua transformação em artefatos cimentícios e cerâmicos. “Não são tecnologias caras”, argumenta. Seu colega de departamento, Evandro Moraes da Gama, também defende que o resultado destas pesquisas possa integrar o processo de economia circular na área da mineração. De acordo com o professor, o conceito de aproveitamento total de rejeitos já é adotado em vários países, como a China, que tem como meta aproveitar 22% de seu volume de rejeitos minerais até 2022.

Pesquisas têm o apoio da ABCP e ganham impulso para virar lei

Uma casa-protótipo construída em Pedro Leopoldo-MG, pela escola de engenharia da UFMG, demonstra a viabilidade desses materiais. Estudo semelhante também envolve o grupo de pesquisa em resíduos sólidos (RECICLOS) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais. Todas essas inovações contam com o apoio da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), a exemplo do que ocorre também no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CEPED), ligado à Universidade Estadual da Bahia. Nesta pesquisa, o foco está na produção de tijolos solo-cimento a baixo custo, a fim de construir habitações populares na região cacaueira do estado.

Recentemente, a tecnologia para transformar a lama de rejeitos de mineradoras em agregados e artefatos ganhou um impulso importante. Passou a tramitar no Senado Federal o projeto de lei (PL 1496/2019) que altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e obriga as empresas a destinar parte dos resíduos de mineração para a fabricação de materiais de construção. O texto determina que a lama não-tóxica seja destinada à fabricação de blocos para alvenaria, tijolos, telhas, cerâmicas e lajotas. A medida deverá ser implantada progressivamente. O objetivo é que, a partir do quinto ano após a publicação da lei, 100% dos resíduos sejam destinados à produção de artefatos para a construção civil. Atualmente, o projeto tramita na Comissão de Serviços de Infraestrutura  e depois será apreciado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Veja vídeo sobre as pesquisas na UFMG

Entrevistado

Departamento de engenharia de minas da UFMG, ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e Senado Federal (via assessoria de imprensa)

Contatos
agencia@senado.gov.br
meioambiente@abcp.org.br
assessoriadeimprensa@ufmg.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br