Arquivo diários:10 de abril de 2019

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022 está em construção no Qatar

A última Copa do Mundo realizada no Brasil (2014) não deixou boas lembranças. Além do amargo e inesquecível 7×1, o que restou após o evento foram estádios com infraestrutura precária, visto que muitos praticamente não ficaram prontos direito. Enquanto isso, quase do outro lado do mundo, o Qatar está construindo uma cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022, a Lusail. O problema, porém, é outro: ainda não há habitantes para a cidade.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: businessinsider.com

A cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Qatar decidiu construir uma cidade inteligente chamada Lusail, que vai sediar a Copa. O que antes era deserto, já está  com características de cidades, já que os prédios, ruas, estádios, sistemas de transportes e outros já começaram a aparecer. O problema é que não há um número de pessoas suficiente para povoar essa cidade.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: esporte.ig.com.br

O projeto começou em 2005, mas só foi definido como sede da Copa em 2010. Em 2014, quando Lusail ainda era um projeto, o custo estimado era de 45 bilhões de dólares, com término das obras até 2020. Ela faz parte do Qatar National Vision 2030, um plano ousado que pretende desenvolver o país nos sentidos econômico, ambiental, social e humano.

Como uma cidade do futuro, ela tem como base a tecnologia, a sustentabilidade e a mobilidade. Na cidade, haverá trens, ônibus, ciclovias, táxis aquáticos, estacionamentos subterrâneos e mais. Ainda, a cidade foi planejada pensando no mínimo deslocamento, de modo que cada região conta com a infraestrutura adequada (escola, comércio, etc.).

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: esporte.uol.com.br

Em Lusail também há tubulações específicas para os resíduos sólidos, que serão levados para locais de tratamento e reciclagem. Há quatro estações de esgoto e a água que sai do tratamento será usada para resfriamento da cidade, o que permitirá reduzir consideravelmente a emissão de gás carbônico.

Lusail também ostenta: há ilhas artificiais repletas de luxo e prédios inteligentes recheados de tecnologia, a qual torna a vida muito mais confortável. Pelas ruas, o Wi-Fi será gratuito e haverá pontos de informações espalhados. Para completar, haverá câmeras de segurança e internet de fibra ótica com mais de 1GB de velocidade. Quer mais? 30% da cidade será dedicada a áreas verdes e locais abertos e haverá vários centros esportivos.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: esporte.uol.com.br

Um exemplo a ser seguido

Ficou com inveja? Vale lembrar que o Qatar é o primeiro país do Oriente Médio a sediar uma Copa do Mundo. É um país pequeno, mas é um dos mais ricos do mundo. Só por isso, é um pouco injusto comparar a sua situação à do Brasil. Mas, não podemos esquecer que tamanho do território não impede de cumprir prazos, estabelecer o planejamento adequado ou investir em infraestrutura. O Brasil falhou na Copa de 2014 não só no jogo com a Alemanha, mas também na forma como tudo foi planejado e executado.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: architecturemagazine.com

Porém, não adianta chorar pelo que aconteceu há alguns anos. O que se espera é que Lusail seja um exemplo de planejamento urbano de um futuro bem próximo e que, na próxima Copa, o Brasil esteja devidamente preparado, tanto na infraestrutura quanto no futebol.

Fonte: engenharia360.com

Referências: Business InsiderHaaretzUol.

Casas sustentáveis são a tendência do futuro

Se há 10 anos a consciência ambiental nos lares se limitava à reciclagem de lixo e à economia de energia elétrica e água, hoje é cada vez mais viável viver ou trabalhar em um imóvel totalmente sustentável, com baixo impacto no meio ambiente.

Graças aos avanços tecnológicos e à busca por um estilo de vida mais equilibrado nas grandes cidades, o mercado de construção civil oferece atualmente incontáveis soluções ecológicas, desde revestimentos até captação de recursos naturais.   

“Temos visto uma tendência na última década de famílias que se preocuparam em viver e oferecer aos filhos experiências sustentáveis. Existe hoje uma procura maior por apartamentos de médio e alto padrão com soluções ambientais”, disse à ANSA Ana Rocha Melhado, professora titular do Curso de Engenharia Civil e Coordenadora da Pós Graduação em Construções Sustentáveis da FAAP e sócia-diretora da proActive Consultoria.   

“Além disso, existe uma maior conscientização internacional. A mídia está muito focada em alimentação mais saudável, espaços externos, comidas orgânicas. Toda essa preocupação com o corpo leva à aquisição de um imóvel sustentável”, acrescentou.   

Segundo a especialista, para se projetar um imóvel sustentável, é preciso considerar três pilares: gestão de energia, de água e de resíduos. Para cada item, Melhado elencou as medidas que podem ser adotadas no projeto.   

Para a gestão de água, a professora indicou a instalação de bacias dual flush, torneiras com arejadores e restritores de vazão, torneiras com fechamento automático, medição individualizada de água, válvulas redutoras de pressão e sistema de aproveitamento de águas pluviais.   

Na gestão de resíduos, a recomendação é criar áreas de armazenamento que já dimensionam para a coleta seletiva, com ponto de água, ralo sifonada e revestimento adequado para facilitar a limpeza. Além disso, é possível instalar containers adequados e praticar a compostagem (técnicas para estimular a decomposição de materiais orgânicos).   

Para a gestão de energia, a especialista recomendou um projeto que avalie a eficiência energética do imóvel, monitorando o consumo de energia em kWh/m²/ano e estabelecendo metas. Melhado sugeriu ainda a adoção de sistemas de energia por fonte renováveis (eólica e solar), e a busca pela orientação solar do imóvel, potencializando a iluminação natural. No entanto, os imóveis que já estão construídos podem se beneficiar fazendo alterações pontuais em estruturas físicas e em eletrodomésticos. “Trocar todo o Sistema de iluminação (lâmpadas), todos os chuveiros, torneiras e bacias sanitárias é um gesto econômico que já resulta em uma significativa economia de água. Se a pessoa tiver um pouco mais de recursos para investir, sugiro a criação de um sistema de reaproveitamento de água da chuva, mas com apoio de um profissional”, orientou Melhado.   

De acordo com ela, a troca de geladeiras, máquinas de lavar, ferro elétrico e chuveiros elétricos também potencializam a gestão de energia e água. “Se você fizer tudo isso, com um uso consciente de água e energia, já reduzirá em torno de 30% a 40% o consumo de água, e de 20% o de energia”, prometeu.  

Fonte: istoe.com.br