Arquivo diários:18 de abril de 2019

Uma nova tecnologia pode ser usada na reconstrução da Catedral de Notre Dame

Crédito: Unsplash

processo de reconstrução da Catedral de Notre Dame, parcialmente destruída por um incêndio ocorrido no último dia 15, deve contar com a ajuda preciosa de uma das mais avançadas tecnologias computacionais da atualidade. Segundo uma reportagem da revista “Wired”, o governo francês estuda utilizar os arquivos do falecido estudioso em arte Andrew Tallon  que, em 2015, ficou famoso pelo escaneamento minucioso da catedral por meio de lasers.

De acordo com a reportagem, Tallon ficou conhecido por seu método inovador de reconstrução ou reforma de construções históricas. Hoje, historiadores utilizam técnicas consideradas arcaicas e que incluem objetos como cordas, réguas e lápis. Já o processo de Tallon realiza um mapeamento a partir de lasers e um computador avançado para mapear a superfície e também a estrutura da construção. Em quase uma década, a tecnologia foi usada para mapear toda a Notre Dame e ajudou, por exemplo, a entender o material usado e até precisar quantas reformas foram feitas no local.

Esse mapeamento resultou em uma espantosa e precisa maquete tridimensional da catedral, inclusive com imagens detalhadas de cada decoração entalhada nas paredes do espaços e até as cores usadas. Ao todo, Tallon registrou mais de 50 locais dentro e ao redor da catedral, resultando na incrível somatória de um bilhão de pontos de dados. Veja a reportagem sobre o escaneamento da catedral.

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O que precisa ser reconstruído

O incêndio que destruiu parcialmente a catedral de Notre Dame aconteceu no último dia 15 durante o concorrido horário de visita do local. Segundo o “The  New York Times”, o fogo demorou menos de uma hora para se espalhar do sótão da catedral ao telhado, derrubando assim o pináculo central. A construção da catedral começou em 1163 e terminou em 1345, de acordo com um artigo do NYT sobre a história do monumento. O telhado de madeira continha vigas históricas do ano de 1220, todas destruídas pelo incêndio.

Fonte: www.consumidormoderno.com.br

Por Ivan Ventura

Empresa conecta corretor a quem quer comprar imóvel

Startup que conecta corretores de imóveis a compradores tem 19 000 imóveis em São Paulo

Raio X do mercado imobiliário (RyanKing999/Thinkstock)

Se usar aplicativos na internet para procurar restaurantes, produtos e serviços já se tornou rotina para milhões de brasileiros, as companhias do setor imobiliárioquerem seguir a mesma tendência. Ao destravar as burocracias e possibilitar uma locação sem fiador e quase totalmente via internet, a plataforma de locação Quinto Andar, por exemplo, tornou-se uma das maiores startups do Brasil, avaliada em 1,1 bilhão de reais. E é para tentar fazer parte dessa onda de inovação no setor que o empresário Luiz Moraes decidiu criar a NewCore, plataforma que conecta corretores a quem deseja comprar um apartamento.

Ao contrário da Quinto Andar, que só funciona para quem quer alugar, a NewCore atende somente a clientes interessados em comprar um imóvel. Mas Moraes afirma que os verdadeiros clientes são os corretores: é deles que vêm os imóveis anunciados na plataforma. O foco da empresa está nos corretores independentes, isto é, aqueles que não trabalham para nenhuma imobiliária. Esse tipo de profissional costuma ter um catálogo próprio de imóveis disponíveis para a venda, e a NewCore tenta ajudar os imóveis de seus corretores a chegarem a potenciais clientes.

A empresa nasceu em meados de 2018 com um modelo pensado para suprir os descontentamentos que Moraes ouviu dos corretores durante os mais de cinco anos que passou trabalhando como diretor de tecnologia em uma grande imobiliária. “O objetivo é ajudá-los a atingir mais pessoas sem precisar se deslocar desnecessariamente pela cidade, e ganhando mais do que eles ganhariam trabalhando para uma imobiliária”, afirma Moraes.

Os imóveis dos corretores são anunciados não só no aplicativo da empresa, mas também em anúncios no Google e em conhecidos sites imobiliários, como o Viva Real, OLX e ZAP, o que aumenta o número de interessados. Quando um cliente se interessa por um imóvel, é colocado direto em contato com o corretor. A partir daí, o corretor tem liberdade para tocar toda a negociação com o cliente.

Por ora, a NewCore só atua em parte da grande São Paulo e no litoral, com 19.000 imóveis e 1.100 corretores. O objetivo é expandir para outras capitais ainda neste ano. Cada corretor fica focado em um distrito, de modo que consegue ser especialista naquela região. Os distritos têm um limite de corretores, calculado por algoritmo, de modo a não superlotar a área e não prejudicar os ganhos dos corretores parceiros. Como há esse limite por área, Moraes afirma que há uma fila de mais de 3.000 corretores esperando uma vaga para se integrarem à plataforma.

Se concluída a venda, o corretor paga uma taxa à NewCore, que varia a depender da faixa de valor do imóvel. A empresa também oferece, de forma opcional, serviço jurídico e financeiro para ajudar os corretores a fecharem o negócio. Se optar por esses serviços, o corretor também paga uma outra taxa pelo serviço. “Muito corretor não sabe mexer com esses tópicos, então é um serviço que ajuda muito”, afirma Susana Maia, corretora e embaixadora da NewCore em Santos – uma das regiões mais movimentadas de São Paulo, devido à alta procura por imóveis no litoral.

Susana estima que um corretor independente vende, em média, um imóvel a cada dois meses – ou mais de um por mês se tiver uma boa cartela de clientes. Mas, na NewCore ou fora dela, a corretora avalia que a profissão mudou nos últimos anos. “O mercado imobiliário hoje gira em torno da internet, ninguém mais tem tempo de ir até a imobiliária. A conversa com os compradores é toda pelo WhatsApp”, diz Susana. A santista atua como corretora há cerca de cinco anos, e vende na NewCore desde o início da empresa, embora também continue vendendo de forma independente.

Modelo de negociação à parte, o fato é que o mercado imobiliário viveu uma grave crise a partir de 2014, acompanhando a crise econômica do país, e agora vem tentando uma retomada. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgou aumento de 30% na compra e construção de imóveis no Brasil em 2018 em relação ao ano anterior. Em São Paulo, área de atuação da NewCore, a Pesquisa do Mercado Imobiliário, do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), também mostra otimismo para 2019: só em fevereiro, houve aumento de 50% no número de imóveis comercializados no estado em relação ao mesmo período de 2018. No acumulado de 12 meses, foram quase 31.000 unidades vendidas, aumento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mercado imobiliário, assim como em outros setores, a retomada econômica virá junto a uma nova era de um mercado que segue em transformação. Mas a NewCore tenta mostrar que, mesmo que quase todo o processo de venda seja pela internet, um bom corretor ainda é essencial.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Carol Oliveira