Arquivo diários:23 de abril de 2019

A nova tecnologia chinesa em que os trens andam sobre linhas pintadas no chão

A inovação chinesa, trata-se de um uma pintura ao chão, que em vez de pneus ou trilhos, o modelo de trem segue as demarcações. A invenção é da CRRC, que também fabrica trens comuns para transporte de longas distâncias. Batizado de ART (“Autonomous Rapid Transit”, literalmente “Transporte Rápido Autônomo”), o veículo conta com sensores capazes não apenas de identificar o caminho graças às linhas no piso, mas também de reconhecer possíveis obstáculos para evitar acidentes.

Esse trem / bonde/ metrô é equipado com rodas de borrachas que sustentam o equipamento de dimensionamento de 3,4 metros de altura, 2,65 metros de largura e 31,64 metros de comprimento.

Apesar de a ideia ser utilizar o ART de forma autônoma, isto é, sem motorista, os modelos contam com cabine de comando e volante: a princípio eles serão guiados por humanos para evitar possíveis acidentes. O veículo conta com 3 vagões, que comportam até 100 passageiros cada, e há planos para disponibilizar versões com 5 vagões.

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‘Trem’ por sobre as faixas de navegação. 

CARACTERÍSTICAS

  • Sistema de aviso de partida Lane

Este sistema ajuda a guiar o veículo para continuar funcionando em sua trilha e avisa sempre que ele deriva longe da pista.

  • Retrovisor eletrônico

Esses tipos de espelhos retrovisores são ajustáveis eletricamente e processam uma visão mais clara. Além disso, estas também estão equipadas com auto escurecimento tecnologia para reduzir o brilho.

  • Sistema de alerta de colisão

O aviso de colisão ajuda o condutor a manter uma distância segura com outros veículos na estrada e quando reduz a proximidade, ele mostra um sinal de modo a fornecer um aviso.

  • Autorização de mudança de rota

A facilidade de navegação, equipada com o veículo pode analisar a rota em que ele está viajando e redireciona para uma rota diferente para evitar o congestionamento do tráfego.

RAPIDEZ

Uma vez que é um autônomo, veículo todo-elétrico, o papel do powertrain é interpretado pelas baterias. O ônibus inteligente é embalado com baterias de titanato de lítio e não há flash de instalação que permite que o trem railless cobrir mais de 25kms 15 milhas, ou seja, em apenas 10 minutos de carregamento de carga. Além disso, com a carga completa, o veículo pode encobrir a 40kms. Quanto a velocidade máxima é, a agulha do velocímetro do trem autónomo pode cruzar 43 mph ou 70 km/h.

De acordo com Feng Jianghua, engenheiro-chefe do projeto, esta é a melhor opção de transporte coletivo para cidades pequenas e médias, que vêm aumentando de número rapidamente por conta da urbanização chinesa. O custo de implantação é o principal motivo: enquanto para construir 1 km de metrô é preciso investir cerca de 400 milhões de Yuans (mais ou menos R$192 mi), todo o projeto de ART para uma cidade pequena custa 15 milhões de Yuans (cerca de R$7 mi).

Além disso, o projeto também leva em conta a necessidade cada vez mais urgente de evitar combustíveis fósseis: o híbrido de trem e ônibus é movido a energia elétrica, com autonomia para circular cerca de 40 km antes de ser carregado. Zhuzhou, uma cidade de 3 milhões de habitantes no sudeste do país, será a primeira a testar a novidade, com inauguração prevista para 2018.

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‘Trem’ na sua inauguração, este ano.

Os testes ocorreram em 8 de maio do ano passado, o trem tinha um tamanho total de 30 metros e andou com cerca de 70 km/h., o teste aconteceu ao longo de 3 km por dentro da cidade e contou com 4 paradas.

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‘Trem’ na sua inauguração.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Quais serão as profissões do futuro na construção civil?


Até 2030, canteiros de obras terão especialistas em robótica, impressão 3D de grande porte e inteligência artificial

Presença de máquinas robotizadas exigem profissionais com maior qualificação nos canteiros de obras. Crédito: Divulgação

Nos próximos 11 anos, a construção civil deverá agregar pelo menos cinco novas profissões na área de planejamento e no canteiro de obras. É o que aponta o 8º Mapa do Ensino Superior, divulgado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior). A projeção vai de encontro ao que prevêem consultores de recursos humanos. Entre as profissões que devem ganhar espaço nas construtoras, empreiteiras e incorporadoras estão o de gestor de novos negócios em inteligência artificial, gestor de resíduos, especialista em impressão 3D de grande porte, engenheiro climático e técnico de manutenção de robôs.

São especializações às quais os engenheiros civis podem se encaixar. No caso do gestor de novos negócios em inteligência artificial, a função será desenvolver projetos que melhorem a área de suprimentos, de planejamento e de segurança no canteiro, a fim de mitigar o risco de atrasos no cronograma. Para a função, é preciso ter conhecimento de programação e de gestão de obras. Já o gestor de resíduos deve pensar em estratégias que dêem o direcionamento correto aos descartes do canteiro de obras, além de viabilizar o encaminhamento dos resíduos para a reciclagem, transformando-os em fonte de renda.

No caso do especialista em impressão 3D para obras de grande porte, a aposta é de que futuramente esse se torne um ramo da engenharia civil e da construção industrializada do concreto. A tecnologia tende a abraçar a construção de pontes, viadutos, túneis e ferrovias, além de estruturas para usinas eólicas, hidrelétricas e rodovias que usem pavimento rígido. É uma especialidade que, assim como a do gestor de inteligência artificial, tende a andar casada com a de técnico de manutenção de robôs. A previsão é de que as máquinas substituam a mão de obra em várias funções dentro do canteiro de obras, e será necessário alguém que as conserte quando precisarem de reparo ou manutenção.

Mais de dez áreas serão impactadas pela transformação em curso do mercado de trabalho

Outra nova profissão que deve se agregar à construção civil é a de engenheiro climático. Com conhecimento em meteorologia e microclimas, ele poderá influenciar em projetos arquitetônicos, orientando sobre os materiais que melhor cumpram desempenho térmico em determinada região. Além disso, poderá desenvolver relatórios que apontem a vulnerabilidade de certas áreas a desastres climáticos e suas consequências, como desmoronamentos, deslizamentos e enchentes. Isso fornecerá subsídios de prevenção ao projeto-executivo.

O estudo que consta do 8º Mapa do Ensino Superior abrange mais de uma dezena de áreas que devem ser impactadas por novas profissões: educação, humanidades e artes, ciências sociais, negócios e direito, ciências, matemática e computação, engenharia, produção e construção, agricultura e veterinária, saúde e bem-estar social, e serviços. O levantamento teve como base os dados fornecidos por relatórios de Big Data Analytics e analistas de recursos humanos.

Entrevistado
Reportagem com base em projeções do 8º Mapa do Ensino Superior, divulgado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior)

Contato: universidadecorporativa@semesp.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Evolui aos poucos o mercado de imóveis da capital

O aumento da demanda verificado desde o segundo semestre do ano passado parece permitir uma elevação de preços nas áreas mais procuradas

A comercialização e os lançamentos de imóveis em São Paulo registraram alguns resultados razoáveis em fevereiro, segundo a última Pesquisa do Mercado Imobiliário do sindicato da habitação (Secovi-SP). O levantamento mostrou que o estoque de imóveis caiu. É boa notícia, mas não deve ser tomada ao pé da letra. O que se sabe é que é elevado o número de unidades retomadas pelos bancos nos últimos dois anos, em decorrência da recessão e da falta de capacidade de pagamento dos financiados. Esses imóveis terão de ser vendidos tão logo o mercado tenha maior capacidade de absorção.

No primeiro bimestre, os dados de vendas foram mais favoráveis do que os dos lançamentos. Em fevereiro, foram vendidas 2.176 residências novas, número 34,2% superior ao de janeiro e 50,3% maior que o de fevereiro de 2018. O número de unidades vendidas em 12 meses, até fevereiro de 2019, atingiu 30,6 mil, bem acima das 25,3 mil comercializadas nos 12 meses anteriores.

Em igual período, foram lançadas 32,8 mil unidades, mas os números do primeiro bimestre deste ano não foram alentadores. Apenas 286 unidades novas foram lançadas em janeiro e 870, em fevereiro. Trata-se de um período sazonalmente fraco, mas será necessária uma recuperação forte daqui para diante para que se possa retornar à tendência positiva que marcou o quarto trimestre de 2018.

As vendas e os lançamentos estão concentrados em imóveis com áreas de até 45 m², ou seja, apartamentos compactos com um ou dois dormitórios. A preferência de grande parte dos compradores é por unidades localizadas em áreas onde existe ampla oferta de serviços e, ainda mais, próximas do local de trabalho. Algumas incorporadoras se especializaram no atendimento desse nicho.

O aumento da demanda verificado desde o segundo semestre do ano passado parece permitir uma elevação de preços nas áreas mais procuradas. Os incorporadores apresentam como justificativa as limitações de construir em São Paulo.

Na média de mercado, os preços ainda evoluem lentamente e, em geral, mal acompanham os índices de inflação. A questão é que a renda dos consumidores também cresce pouco e os empregos são escassos. Assim, mesmo sendo módicos os juros dos financiamentos, nem sempre as prestações cabem na renda dos compradores potenciais.

Fonte: opiniao.estadao.com.br