Arquivo diários:30 de abril de 2019

Saiba a diferença entre os sistemas de financiamento SAC e Price

É importante ficar atento ao tipo de amortização da dívida.

Deixar de pagar o aluguel para pagar as parcelas de um financiamento para casa ou apartamento, é um sonho de milhares de brasileiros. A grande vantagem nesse tipo de negócio é poder investir em um imóvel que, no fim das contas, será seu.

Os diversos financiamentos imobiliários têm se tornado cada vez mais comuns no Brasil. É possível optar, por exemplo, pelo Sistema de Amortização Constante, o SAC, ou então a Tabela Price.

Está considerando pegar um empréstimo imobiliário, mas não sabe qual é a modalidade mais vantajosa para você, o SAC ou o Price? Nós elaboramos um pequeno guia com as principais diferenças dos dois. 

Como funcionam os financiamentos
Os financiamentos imobiliários são uma modalidade de empréstimo. Bancos, construtoras e outras instituições financeiras concedem um crédito de até 60% do valor do imóvel e quem empresta pode ter até 30 anos para pagar.

Parcelas
As parcelas dos financiamentos imobiliários, geralmente, são compostas pelas seguintes tarifas:
– uma quantia de amortização da dívida (quantidade referente ao valor emprestado em si);
– encargos obrigatórios (como taxas de administração e seguros de vida e residencial),
– e os juros.

Juros
No empréstimo imobiliário, os juros são altos porque são calculados sobre o saldo devedor. Então, quanto mais se deve para o banco, maior o juros? Exatamente.

É por isso que é mais recomendado que a pessoa tente emprestar menos dinheiro da instituição financeira. Dessa forma, o juros cobrados serão menores e o valor final a ser pago também.

Mas, além do valor total emprestado, é importante ficar atento ao tipo de amortização da dívida. No mercado, há dois principais o SAC e o Sistema Price. 

SAC
SAC é a abreviação de Sistema de Amortização Constante e costuma ser um financiamento mais vantajoso a longo prazo, principalmente quando comparado ao Price. No SAC, geralmente, as primeiras parcelas são mais altas, mas não são fixas. Com o passar dos anos, o valor vai diminuindo de forma gradativa.

Logo de início, paga-se um valor mais alto pela quantidade efetivamente emprestada que é a amortização da dívida. Consequentemente, o valor que será desembolsado para pagar os juros será progressivamente menor.

Vamos a um exemplo prático. Para um empréstimo de R$ 100 mil, por exemplo, suponha que a parcela referente à amortização seja de R$ 1 mil. Então, no próximo cálculo, o juros será sobre os R$ 99 mil ainda devidos.

Então, de forma geral, no SAC, a redução total do valor emprestado é feita de forma constante e progressiva. Geralmente, no fim do empréstimo, as parcelas ficam mais suaves. 
Reajustes
Geralmente, a parcela e o saldo devedor são reajustados mensalmente pela Taxa Referencial (TR).

O valor do seguro obrigatório é outro fator que pode impactar a quantia devida ao banco. Se, por exemplo, você faz aniversário, o seu seguro de vida tende a ser recalculado, gerando um novo encargo para as parcelas. 

Quando emprestar
Geralmente, o SAC requer uma renda um pouco maior, isso porque, as primeiras parcelas costumam ser mais pesadas. O banco geralmente não concede empréstimo se a parcela comprometer mais de 30% da renda.

Apesar disso, este é um empréstimo vantajoso porque a quantia de juros a ser paga é menor.

Então, às vezes, compensa incluir alguém para compor renda e apostar no financiamento do tipo SAC.

Price
Já no Price, conhecido também como Sistema Francês, o valor das parcelas não oscila, ao contrário, são sempre fixas. Isso acontece porque os bancos e instituições financeiras já fazem um cálculo estimado das correções monetárias e embutem o valor já nas parcelas.

Geralmente, a primeira parcela do financiamento pelo Sistema Price é mais barata e se refere, basicamente, ao pagamento de juros. Ao longo do tempo, o valor pago de amortização aumenta e cresce o de pagamento de juros.

Embora pareça mais vantajoso ter parcelas fixas, a longo prazo, o valor pago tende a ser um pouco maior. 

Quando emprestar
É claro que pagar menos juros é o desejo de todo mundo que está pensando em financiamento. Neste caso específico, é mais vantajoso optar pelo Sistema de Amortização Constante. No entanto, por serem parcelas mais puxadas no começo, nem todo mundo consegue comprovar a renda.

Neste caso, às vezes compensa mesmo optar pelo Price. Os juros, a longo prazo, costumam ser maiores, mas as parcelas costumam ser mais acessíveis. Os administradores sempre lembram que o melhor financiamento é aquele que cabe no bolso.

Fonte: www.agoravale.com.br

Importância do armazenamento correto dos materiais da obra

Em grande parte das obras é comum se deparar com o armazenamento de materiais feito de maneira inadequada nos canteiros de obra. Isso é um grande problema, pois além de causar atrasos na construção e na rotina de trabalho dos funcionários, a desorganização e a falta de preparo dos responsáveis por essa tarefa fazem com que muitos materiais sejam desperdiçados ou até mesmo inutilizados, assim havendo prejuízos.


Realizar a gerência desses materiais é um conceito vital que pode resultar na redução de custos e no aperfeiçoamento do desempenho de uma organização quando é adequadamente entendida e executada.


Afinal, como fazer o armazenamento de materiais de construção?

De acordo com a NR-18, os materiais devem ser armazenados e estocados de modo que não prejudique o trânsito de pessoas e de trabalhadores, a circulação de materiais, o acesso aos equipamentos de combate a incêndio, não obstrua portas ou saídas de emergência e não provoque empuxos ou sobrecargas nas paredes, lajes ou estruturas de sustentação.


É importante que os trabalhadores fiquem atentos à forma correta de manusear os materiais e guardá-los conforme as etapas da construção forem acontecendo. Assim, é possível manter o canteiro bem organizado, além de evitar perdas e prejuízos!

Por que é importante organizar o canteiro de obras?

A falha na organização da obra pode causar diversos problemas, tais como: atrasos nas etapas e na rotina dos operários, desperdício de materiais, dificuldade para encontrar os produtos e, até mesmo, acidentes. Portanto é indispensável que os construtores saibam como guardar corretamente todos os itens necessários, evitando que eles fiquem danificados e sejam jogados fora.
Cada material tem sua forma correta de armazenamento, de acordo com o seu tipo, tamanho e aplicação e a boa organização desses produtos ajuda na hora da execução das etapas construtivas, além de deixar a limpeza em dia e manter o canteiro livre de acidentes. 

Como realizar o armazenamento de materiais de construção na obra?

Conhecendo a importância de manter o canteiro de obras organizado, confira alguns exemplos de práticas para armazenamento correto dos materiais utilizados na construção:


Evite o contato do cimento com a umidade

Como o cimento reage ao contato com a água, o indicado é que ele seja armazenado em local impermeável. Sendo assim, os sacos podem ser colocados sobre paletes de madeira, ou até mesmo tábuas; o importante é que eles fiquem acima do nível do solo.


Na hora de empilhar, é fundamental garantir que haja um espaço entre os sacos de cimento, para que não haja circulação de ar entre eles. Para evitar que desmoronem no chão, o ideal é montar as pilhas com os sacos de forma alternada, mantendo, assim, um maior equilíbrio. 

Coloque a areia em um local plano

Uma boa dica é colocar a areia sempre em um local plano, pois, como é um material fino e dependendo da inclinação ele pode acabar se espalhando pelo canteiro, provocando sujeira e desperdício.
Quando a areia não estiver sendo utilizada, o ideal é cobrir o material com um plástico ou uma lona, para que não molhe ou tenha contato com a umidade, pois o excesso de água pode acabar afetando negativamente a qualidade do concreto que vai ser produzido.


Faça uma pilha baixa de tijolos e cubra-os

Neste caso, o empilhamento deve ser feito da mesma forma que os sacos de cimento, para que seja possível manter um equilíbrio. Portanto, não faça pilhas muito altas, pois, se alguma peça cair, pode resultar em acidentes ou na quebra do material.


Assim como é feito com a areia, a pilha de tijolos deve ser coberta com uma lona ou um pedaço grande de plástico, evitando a passagem de água e umidade. O excesso de umidade pode fazer com que essas peças fiquem mais pesadas e percam parte de sua aderência à massa de cimento. 

Posicione corretamente pisos e revestimentos

Peças como essas devem ser posicionadas corretamente, visto que são frágeis e quebram com muita facilidade. Além disso, usar itens danificados não é recomendável por aumentar as chances de dano ao material, além de prejudicar a apresentação visual.

Coloque as telhas inclinadas

Com as telhas, o processo é um pouco diferente: elas devem ser posicionadas de forma inclinada, garantindo um apoio mais firme, aumentando o equilíbrio e evitando que elas quebrem durante o armazenamento. 


Sendo adotado esse principio de armazenamento e organização, pode-se diminuir custo, tempo para execução de tarefas e desgastes dos colaboradores.

Fonte: www.engenhariamoderna.net

Por: Maria Clara Netto Gonçalves Ribeiro