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Governo estuda aumentar número de faixas de renda para o Minha Casa, Minha Vida


Ministro do Desenvolvimento Regional confirmou que programa terá novo nome. Mudanças serão apresentadas na próxima terça-feira


Casas populares do programa do governo Minha Casa, Minha Vida Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, confirmou nesta quinta-feira que o governo estuda aumentar o número de faixas de renda para atender as diferentes demandas de comercialização dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Com a reformulação, o programa também ganhará um novo nome. Os detalhes serão apresentados na próxima terça-feira, dia 4, na Comissão de Desenvolvimento Urbano na Câmara de Deputados.

O ministro negou que haja possibilidade de exclusão de alguma faixa, mas informou que os estudos que vêm sendo feitos desde a transição apontam falham na execução do programa.

“O que identificamos foi um diagnóstico preciso das falhas que existem, vão-se dez anos de execução do programa. A nossa proposta é um maior número de faixas, de categorias para melhor atender as diferentes demandas”, disse sem adiantar o número de faixas.

Canuto afirmou que, ao dar moradia, o governo precisa resolver situações como a comercialização irregular de imóveis,  invasão dos lotes por facções criminosas, conflitos sociais nos condomínios e problemas de violência doméstica.

Então são questões que o governo não pode aceitar. Ele cria uma moradia, quer dar moradia digna para pessoas para melhorar a qualidade de vida delas. A gente não pode ver uma situação dessa acontecendo e simplesmente não fazer nada. A mudança do programa é para melhorar, é para aperfeiçoar” , disse.

Uma das alterações que estão sendo estudadas é alugar para famílias de baixa renda (até 1,8 mil) sete mil unidades do Minha Casa, Minha Vida que já estão prontas e ainda não têm indicação de demanda por parte de estados e prefeituras.

A medida faz parte do conjunto de alternativas, diante da falta de recursos no orçamento federal e do alto índice de irregularidades no programa. Nessa faixa de renda, a casa é praticamente doada, os beneficiados pagam uma prestação simbólica. Mas o percentual de inadimplência, segundo fontes do setor da construção, atinge 50% e quem fica com o calote é a União.

O ministro confirmou que o nome “Minha Casa, Minha Vida” será mudado para se adequar à visão do novo governo, que vai buscar resolver o déficit habitacional de maneira diferente.

“É um novo governo, um novo programa. Ele está sendo reformulado. Então não é apenas uma mudança do nome por mudar. É porque é uma nova visão. Como eu disse: hoje a gente inaugura aqui um Plano Regional de Desenvolvimento, uma política nacional que tem uma outra visão de mundo. O governo atual tem uma outra visão de mundo. Ele quer que os programas principais reflitam isso”, disse o ministro.

As declarações foram dadas após evento no Palácio do Planalto em que o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que editou a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). O novo texto substitui um anterior de 2007 e tem como foco a atuação nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A medida faz parte do conjunto de alternativas, diante da falta de recursos no orçamento federal e do alto índice de irregularidades no programa. Nessa faixa de renda, a casa é praticamente doada, os beneficiados pagam uma prestação simbólica. Mas o percentual de inadimplência, segundo fontes do setor da construção, atinge 50% e quem fica com o calote é a União.

O ministro confirmou que o nome “Minha Casa, Minha Vida” será mudado para se adequar à visão do novo governo, que vai buscar resolver o déficit habitacional de maneira diferente.

As declarações foram dadas após evento no Palácio do Planalto em que o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que editou a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). O novo texto substitui um anterior de 2007 e tem como foco a atuação nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Fonte:oglobo.globo.com

Jussara Soares e Gustavo Maia

Glebba anuncia primeira oferta de investimento imobiliário em São Paulo

De acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), entre 2015 e 2016, o setor de loteamento lançou 67,4 mil unidades habitacionais, enquanto as incorporadoras de prédios construíram 109,6 mil. De olho nesse mercado, a Glebba Investimentos, fintech de investimento imobiliário que viabiliza a construções em loteamentos, começou atuar em 2017.

A startup já contribuiu para a construção de três empreendimentos e acaba de anunciar a quarta oferta, primeira no estado de São Paulo.  O empreendimento é o Reserva Jatobás, loteamento residencial localizado no município de Louveira, interior paulista, e o objetivo é captar R$1,2 milhão.

“A cidade de Louveira apresenta o melhor índice de desenvolvimento socioeconômico do Brasil, tendo a economia baseada principalmente na indústria logística. É uma região que está em forte expansão e por isso, após passar por todos nossos critérios de análise, abrimos o primeiro round de investimento em São Paulo”, explica Francisco Perez, head de investimentos da Glebba.

Para os investidores, é uma ótima oportunidade para diversificar a carteira, já que a Glebba não cobra taxas e a rentabilidade é maior que o CDI. “Antes, este mercado de investimento em loteamento só era disponível aos grandes investidores. Com a chegada das fintechs, a situação mudou. Agora investidores individuais podem participar da etapa mais rentável do mercado imobiliário” finaliza Perez.

As obras de infraestrutura da Reserva Jatobás  já estão prontas e os recursos captados serão destinados à conclusão e acabamento do clube, da portaria e da área de lazer. Os interessados em investir poderão se cadastrar até a primeira semana de julho, no site: glebba.com.br/oferta/reserva-jatobas/.

Fonte:ecommercenews.com.br

Apesar de economia estagnada, venda de imóveis cresce 10% no 1º trimestre

“Apesar da paralisia da economia, do desemprego alto e da perspectiva de que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre tenha sido negativo, o mercado imobiliário aumentou lançamentos e conseguiu vender um número de imóveis residenciais quase 10% maior nos três primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2018, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Ainda que positivos, os resultados de lançamentos e vendas deixaram uma sensação agridoce no setor – se por um lado, as empresas comemoram o aumento nas vendas, a expectativa era de um início de ano bem melhor. Com a crise entre os Poderes, que impacta no calendário de reformas e reduz a segurança tanto do empresário quanto do consumidor, a impressão é a de que 2019 deve ser um ano de crescimento, mas em um ritmo ainda fraco.

De janeiro a março, foram lançadas 14,7 mil unidades residenciais, de acordo com a Cbic, alta de 4,2% em relação ao primeiro trimestre de 2018. Nesse período, foram vendidos 28,7 mil imóveis, ante 26,1 mil nos três primeiros meses do ano anterior, alta de 9,7%.

“É um resultado positivo que sem dúvida deve ser comemorado, mas, dada a queda que o setor teve durante a recessão, a fraqueza do mercado no ano passado e a esperança de que a eleição reduzisse as incertezas, a expectativa era de que as vendas tivessem crescido pelo menos 15% no período”, afirma José Carlos Martins, presidente da entidade. “As construtoras esperavam que, passadas as incertezas de 2018, a agenda de reformas seria tocada com prioridade, a economia embalaria e o primeiro trimestre seria melhor.”

Martins diz que a alta nas vendas, de 9,7% nesse período, se deve, sobretudo, a uma demanda por imóveis que está reprimida há cerca de cinco anos. Além da procura tradicional por novos imóveis que ocorre sempre, com o nascimento de filhos, a decisão de um jovem sair da casa dos pais ou de um casal que resolve se casar.

A secretária executiva Aline Martins e o analista de TI Daniel Reynaldo, ambos com 28 anos, são um exemplo disso. Em busca de um imóvel há cerca de um ano e meio, os dois resolveram aproveitar o feirão que uma construtora promoveu no início do ano para tentar financiar um apartamento.

“A crise acabou não afetando o setor em que Daniel trabalha e resolvemos aproveitar a abertura que as construtoras têm dado para negociação. Acabamos conseguindo um desconto de pouco mais de 6% no imóvel, que já está pronto. Também foi fácil conseguir o financiamento com o banco”, diz Aline.

Sinal amarelo.

Na última segunda-feira, o Boletim Focus, do Banco Central apontava que a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 havia sido rebaixada pela 13.ª vez seguida, indo para 1,23%. Em janeiro, analistas chegaram a projetar o PIB em 2,57%. A reversão de expectativas, com o baixo desempenho da indústria, do setor de serviços e do comércio, acenderam um sinal amarelo no setor imobiliário.

Depois do primeiro turno da eleição e quando o segundo já se consolidava, o mercado imobiliário começou a melhorar, diz Antonio Setin, presidente da incorporadora que leva seu sobrenome. “De novembro a fevereiro, foi excepcional para vendas, com redução do estoque e aumento dos lançamentos. A partir de março, o mercado deu uma patinada, reflexo imediato da falta de articulação em Brasília. O início do segundo trimestre está mais frio.”

Ainda assim, ele estima que a empresa lance mais empreendimentos este ano do que em 2018, somando R$ 700 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Esse número mostra por quanto a incorporadora projeta vender todos os imóveis de um novo empreendimento.

“Nós – e boa parte do mercado – estamos otimistas, mas é um otimismo com cautela. Não dá para sair lançando empreendimentos, como se o mundo estivesse cor-de-rosa, porque não está. A esperança que eu tinha de que 2018 seria melhor e que já tinha adiado para 2019, agora joguei para 2020”, diz Setin.

“É muito raro uma pessoa comprar um imóvel sem tomar crédito. Para pedir um financiamento, o comprador precisa ter confiança de que o futuro será bom”, diz Vinícius Mastrorosa, diretor da Even. Apesar de um primeiro trimestre abaixo do esperado, a empresa também deve lançar mais este ano.

Ele diz que, com o avanço da agenda de reformas, como a da Previdência e tributária, a economia deve dar sinais mais claros de recuperação, que tendem a se refletir no setor.

São Paulo.

Mais dinâmico, o mercado paulistano teve resultados melhores do que o restante do País no primeiro trimestre. Dados do Secovi-SP, que reúne empresas do setor, mostram que foram vendidas 6,79 mil unidades de janeiro a março – alta de 17% ante o mesmo período de 2018. Os lançamentos, por sua vez, cresceram 21%.

“O mercado de São Paulo conheceu o fundo do poço em 2016 e agora tem números positivos para mostrar. De janeiro a abril, já empregamos mais gente do que em todo o ano de 2018. Se as reformas caminharem, a melhora do mercado será sentida mais rapidamente”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

“De janeiro a abril, dobramos o número de imóveis vendidos em relação a 2018. A expectativa era triplicarmos, mas foi um resultado expressivo”, diz Marcos Bigucci, da construtora MBigucci, que atua em São Paulo e no ABC Paulista. “O começo do ano não foi como o esperado, mas estamos no caminho.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

Para BTG, Trisul tem desempenho superior a pares no segmento de médio alto padrão

Investing.com – O BTG Pactual (SA:BPAC11) avalia que a Trisul (SA:TRIS3) passa por uma realidade muito melhor que a maioria das construtoras de médio e alto padrão. Um dos principais fatores que traçam a diferença para outras construtoras é o nível de estoque perto do zero em imóveis acabados, de aproximadamente R$ 30 milhões. As informações constam de relatório enviado a clientes nesta segunda-feira.

Com isso, as ações da construtora avançam 2,56% a R$ 5,60.

Outro ponto positivo apontado pela equipe do banco é a alavancagem muito baixa, além do crescimento expressivo nos resultados. Os analistas destacam que, apesar do ativo não estar na cobertura do BTG, a companhia deve entregar resultados sólidos e, anualizando o primeiro trimestre (ROE de 17%), as ações estariam sendo negociadas a apenas 7,5x P/E 2019E, o que se mostra atrativo. Apesar das recentes altas, o banco entende que ainda há espaço para mais.

O documento do banco destaca ainda que a construtora tem um banco de terrenos de R$ 1,5 bilhão de valor de venda potencial, o que é suficiente para os lançamentos de 2019 e 2020. A estratégia agora está na compra de áreas de olho em 2021.

Os analistas destacam a estratégia da companhia é de alta rotatividade, não tendo interesse na aquisição de muitas áreas para poder impulsionar os ROEs. Eles destacam que a empresa está confiante de que os ROEs podem aumentar muito, pois as receitas estão aumentando.

No acumulado do ano, a Trisul lançou R$ 376 milhões e as vendas brutas foram de R$ 380 milhões, o que significa que elas já alcançaram 54% da meta inferior de R$ 700-800 milhões para lançamentos e vendas brutas para o ano fiscal de 2019.

A administração manteve o guidance, mas concordou que há fortes chances de superá-la graças à demanda realmente forte, uma vez que os projetos lançados em 2019 já estão quase 60% vendidos. Com mais lançamentos no 2S19, a Trisul também está otimista de que os preços das residências aumentarão em São Paulo, com demanda alta nos bairros premium.

Fonte: br.investing.com

Mercado imobiliário deve crescer de 10% a 15% em 2019


Para Câmara Brasileira da Indústria da Construção, crescimento depende das reformas econômicas

Crescimento deve ser puxado pelo segmento de imóveis de médio e alto padrão (Picture alliance/Getty Images)

São Paulo – As vendas e os lançamentos de imóveis residenciais no país devem crescer em torno de 10% a 15% em 2019, de acordo com estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A perspectiva é que o crescimento seja puxado pelo segmento de imóveis de médio e alto padrão, em que as moradias são financiadas por linhas bancárias que utilizam recursos da poupança.

Já os negócios envolvendo as unidades dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que contam com financiamento por meio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), devem permanecer estáveis, considerando que o orçamento do fundo ficou estagnado do ano passado para cá.

“Quem vai puxar o crescimento é a habitação de mercado (médio e alto padrão)”, projetou o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, citando as limitações de recursos do FGTS.

Petrucci disse que os lançamentos e as vendas continuam saudáveis no segundo trimestre, a despeito do ritmo mais lento de recuperação da economia brasileira. Ele citou como exemplo que os lançamentos na cidade de São Paulo no mês de abril foram o dobro do registrado no mesmo mês do ano anterior. “É uma reação que, guardadas as proporções de cada mercado, acreditamos que também vem acontecendo em outros Estados”, observou.

Ele ponderou, entretanto, que a perspectiva de crescimento do mercado imobiliário leva em consideração a necessidade de encaminhamento das reformas estruturais do País, sendo a mais importante delas a reforma da Previdência. Caso haja deterioração da economia nacional e um noticiário negativo sobre a concretização da reforma, muitas pessoas podem adiar a decisão de compra de um imóvel, avaliou.

Guedes e Maia
O presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse não ver distanciamento entre Executivo e Congresso nas discussões em torno da reforma da Previdência, e destacou, nominalmente, a dedicação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para o encaminhamento do tema. “Se a reforma da Previdência acontecer, é porque houve dedicação de Guedes e Maia”, afirmou em coletiva de imprensa.

Martins também ressaltou que a aprovação da reforma é essencial para garantir maior confiança de agentes econômicos, retomada dos investimentos e um crescimento mais robusto da economia brasileira. “A reforma da Previdência é tão necessária que acreditamos que não há como não acontecer. O seu tamanho e o jeito é que ainda serão decididos”, afirmou, acrescentando que vê o Congresso “bastante motivado” para dar andamento às discussões.

Futuro do Minha Casa Minha Vida

Embora o governo federal tenha começado discussões sobre mudanças no Minha Casa Minha Vida sem a participação de empresários do setor, nada será feito de forma precipitada, garantiu o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, de acordo com informação compartilhada pelo presidente da CBIC.

Em entrevista à imprensa, Martins disse que cobrou Canuto sobre declarações públicas de membros do governo a respeito de alterações no programa habitacional sem que as associações do setor de construção tivessem sido consultadas anteriormente, o que pegou empresários e investidores de surpresa. “O ministro pediu para que não tirássemos conclusões precipitadas. Um programa de mais de 10 anos não se muda de forma açodada e sem a participação do setor”, afirmou, repetindo mensagem que enviada por Canuto a ele via Whatsapp.

Conforme já informado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), entre os itens em discussão no governo, está a ideia de doar terrenos públicos nas regiões metropolitanas para as construtoras e financiar as obras por meio de recursos do FGTS. A construtora ainda ficaria responsável por administrar o condomínio, depois de pronto, durante um período em torno de 20 a 30 anos. Por sua vez, o beneficiário pagaria um aluguel pelo uso da moradia, podendo converter os valores na propriedade do imóvel no fim desse período caso se mantenha adimplente.

Martins disse que as propostas devem ser complementares às faixas existentes, e não substitutivas. “As faixas 1,5, 2 e 3 estão consolidadas”, afirmou. Já a faixa 1 está travada devido à carência de recursos públicos para subsidiar os imóveis.

O presidente da CBIC ainda acrescentou que concorda que o programa busque soluções complementares para a moradia, além da aquisição de imóveis. Um exemplo seria a locação. “Temos que ir efetivamente para aquilo que era a forma original do MCMV, a moradia. Há várias formas para isso. Precisamos agregar uma série de outros produtos para que seja um programa social de moradia”, defendeu.

No dia 4 de junho, uma comissão da CBIC vai se reunir com membros do Ministério do Desenvolvimento Regional para discutir potenciais mudanças no MCMV.

Fonte: exame.abril.com.br

Os ‘baixos’ que estão em alta em São Paulo: Pinheiros, Augusta e Mooca


No passado não distante, esses lugares eram considerados abandonados e degradados; com atuação discreta ou inexistente do poder público, tinham pouco a oferecer; hoje são lugares onde as pessoas se reconhecem e têm vivência cotidiana

SÃO PAULO – O colégio fundado por jesuítas que deu origem à cidade de São Paulo nasceu no alto de uma colina. Naturalmente, o poder instituído (religioso e político) concentrava-se naquele pedaço (alto) de chão. “Já nas regiões mais baixas, ficavam os marginalizados e, consequentemente, as regras eram menos restritivas. Podemos supor que havia mais liberdade nos baixos”, ponderou o arquiteto e coordenador pedagógico da Escola da Cidade, Vinicius Andrade.

O contexto histórico pode começar a explicar a origem e a fama de certos baixos da cidade, como Baixo Pinheiros, Baixo Augusta, Mooca Baixa e outros – que imediatamente nos remetem a boemia, espírito artístico e de maior tolerância e liberdade. No passado não distante, esses lugares eram considerados abandonados e degradados.

Com uma atuação discreta ou inexistente do poder público, eles tinham pouco a oferecer. “São locais que já foram prioritariamente ocupados por uma população pobre. Mas que, em determinado ponto, despertaram o interesse de grupos sociais e culturais. Começa então uma ocupação que não é para expulsar, mas é criativa. Não é excludente. Ao contrário, é inclusiva”, disse a professora de Ciências Sociais da FAAP, Crislaine de Toledo-Plaça.

Já a professora de arquitetura e urbanismo do Mackenzie Maria Isabel Villac ressalta o caráter aglutinador desses espaços. “São lugares em que as pessoas se reconhecem e têm uma vivência cotidiana. Nos baixos, a sociedade se desenvolve para fora, para rua e para os espaços públicos”, disse. Não à toa, atualmente, possuem (ou buscam possuir) ocupação boêmia ou artística. São ateliês, bares, cafés, restaurantes, brechós…

Para Crislaine, o problema inicia-se com o poder público. “Quando começam os projetos de ‘revitalização’, invariavelmente a população pobre é expulsa. A cultura de consumo muda. O antigo morador e frequentador já não tem mais condições de viver ou se divertir no lugar. Depois, com a chegada das incorporadoras e condomínios, fecha-se o ciclo”, afirmou.

Bairros como Vila Madalena, Pinheiros ou Jardins já envelheceram ou estão super povoados. A consequência disso é um mercado imobiliário sedento por opções. E os baixos começam a entrar no radar. “Todos esses lugares eram bem situados e tinham aluguéis muito baixos. Agora, são partes da cidade que hoje têm boa infraestrutura e áreas de interesse. Os aluguéis subiram, mas como oscilaram durante muito tempo é impossível precisar se foi um aumento de 10, 20 ou 30%”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), José Augusto Viana Neto.

Moda marca e cobra um preço do frequentador

Ao se referir a um bairro como “baixo”, estamos emprestando uma personalidade e um valor para ele. Por exemplo, se estamos no “baixo alguma coisa”, podemos, de certo, tomar um chope artesanal, uma gim tônica refrescante, frequentar uma barbearia gourmet ou uma lanchonete vegana. Claro, tudo isso está na moda e tem um preço para quem frequenta ou mora nesses lugares. Mas quem não gostaria de ser um “baixo”?

Para Thiego Montiel, um dos proprietários do bar Pitico, localizado na Rua Guaicuí, um dos espaços que hoje se convencionou chamar de Baixo Pinheiros, a questão semântica é a que menos importa. “Eu até acho que a gente é mais Largo da Batata, mas a marca Baixo de Pinheiros pegou e alguns comerciantes até usam em seus estabelecimentos”, comenta.

Hoje, Montiel e outros comerciantes dão os primeiros passos de uma associação – e também buscam um diálogo com os moradores. Aliás, a relação entre comércio do Baixo Pinheiros/Largo da Batata não é uniforme. “Eu acho que o bairro melhorou”, disse o morador Mauro Garcia, de 69 anos.

Augusta. Um dos baixos mais tradicionais de São Paulo é o Augusta. A região passou por um período de decadência e falências bastante prolongado (iniciado em meados dos anos 1990). Mas há dez anos, com o aparecimento do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, a “moral” da vizinhança mudou.

O sucesso do carnaval trouxe um novo respiro para a região, que hoje se prolonga até a área da Praça Roosevelt. “Influenciamos a região sem alterar ou expulsar ninguém. Um dos nossos princípios é de que o bairro seja para todos”, conta o presidente do Baixo Augusta, Alexandre Natacci.

O curioso é que hoje o baixo Augusta está sendo frequentado por um público mais velho. Restaurantes e bares estão conseguindo atrair um público menos punk ou gótico e com mais poder aquisitivo.

Na Mooca, belo. A Mooca baixa prefere ser chamada de Distrito Mooca. Basicamente, ela compreende a Rua Borges de Figueiredo, parte da Rua da Mooca e o entorno da linha férrea. Na Mooca, a “baixa” não nasceu de um movimento espontâneo de ocupação, mas do trabalho de um morador e empresário local, o José Américo Crippa Filho, o Tatá. “Era uma região sem nenhum atrativo, uma área industrial quase abandonada”, disse.

Tatá tem trabalhado como uma espécie de embaixador desse pedaço da Mooca – mostrando galpões industriais sem uso para artistas e empresários. Os primeiros frutos começam a aparecer e a região já tem estúdios de tatuagem, galerias de arte e restaurantes.

“É atrativo porque o aluguel de um galpão de 200 m² sai por menos de R$ 3 mil”, contou. “Nossa ideia é que o morador da Mooca, que já respeita a tradição do lugar, não precise ir para fora do bairro para se divertir.”

A joia da coroa da reocupação seria a revitalização da Fábrica da Antarctica – que está fechada desde 1995. O imóvel foi tombado em 2016, mas nada aconteceu por lá depois.

O caso Santa Cecília. O carimbo de “baixo” é definitivamente um bom negócio. De olho nos lucros que a profusão de restaurantes, cervejarias e cafés pode proporcionar, o mercado imobiliário tenta emplacar a Santa Cecília como uma “baixa Higienópolis”. Por enquanto, o apelido apenas rendeu boas piadas.

“No começo não tinha ninguém aqui. Agora tem cafeteria, vegano, restaurante japonês, alemão, cervejaria, hortifrúti”, disse Rafael Spencer, proprietário do restaurante Sotero. “E sou muito radical. Santa Cecília é Santa Cecília. Não tem a ver com Higienópolis. Isso é gente querendo se passar como sendo de alto nível. Não precisa. Santa Cecília já é bastante bom do jeito que é.”

Onde ir

O baixo Pinheiros

– Mica: Restaurante japonês / R. Guaicuí, 33

– Teus: Restaurante que serve drinques e pratos de influência variada / R. Natingui, 1.548

– Taka Daru: Restaurante japonês / R. Costa Carvalho, 234

– Garoa Hostel: Hospedaria Guaicuí, 72

– Hoegaarden Greenhouse: Cervejaria / R. Fernão Dias, 672

– Pitico: Bar dentro de um estacionamento e com cadeiras de praia /R. Guaicuí, 61

– Kingston Club SP: Meio bar, meio balada com clima jamaicano /R. Álvaro Anes, 97

Mooca Baixa (Dist. Mooca)

– Cadillac BBQ: Casa de churrasco texano, drinques e cerveja / R. Borges de Figueiredo, 60

– Hospedaria: Restaurante de comida caseira e de imigrantes/ R. Borges de Figueiredo, 82

– A Pizza da Mooca: Pizzaria /R. da Mooca, 1747

– Paint Black Tatoo: Estúdio de Tatuagem /R. da Mooca, 1775

Baixo Augusta

– Home SP: Cervejas e coquetéis / R. Matias Aires, 94

– Restaurante Jiquitaia: Comida brasileira e bar de coquetéis /R. Antônio Carlos, 268

– Guarita Burguer: Hamburger e mais coquetel / R. Antônio Carlos, 395

– Casa do Baixo Augusta: Casa de shows e balada / R. Rêgo Freitas, 553

Fonte: www.terra.com.br

Gilberto Amendola

Condomínio de luxo no interior do Brasil terá praia com ondas artificiais

Uma praia no interior de São Paulo, a quilômetros de distância do litoral? É isto o que a Fazenda da Grama, condomínio de alto padrão em Itupeva, a 70 km de São Paulo capital via Rodovia dos Bandeirantes, vai oferecer aos seus moradores com seu projeto Praia da Grama, que pretende recriar no campo o ambiente e a atmosfera do litoral.

Pensado para uso exclusivo dos moradores do condomínio de alto padrão, que terá um total de 467 lotes, o projeto será implantado em uma área de 91 mil m² e contará com tudo o que uma praia pode oferecer. Isso inclui faixa de areia de 500 metros de extensão, vegetação nativa da mata atlântica e ‘mar’ com ondas – geradas por meio do sistema de geração de ondas da espanhola Wave Garden. Com capacidade para produzir cerca de mil ondas por hora, ele produz ondas de 0,5 metros a 2 metros de altura.

“Vamos trazer vegetação de grande porte, pedras, areia, tudo natural e integrado com a arquitetura do local”, diz em nota, Benedito Abbud, que assina o paisagismo do projeto.

Térreas e abertas, as edificações foram planejadas para emoldurar a faixa de areia e são todas voltadas para o ‘mar’. Elas irão abrigar as áreas comuns do empreendimento, como por exemplos: restaurantes, academia com piscina coberta, spa, bar, salão para eventos, quadras de beach-tênis e beach-vôlei, agora com projeto assinado por Gui Mattos.

A praia artificial integra as fases 3 e 4 do projeto de expansão do condomínio Fazenda da Grama, com lotes à venda ao preço médio de R$ 2,2 milhões. A previsão é a de que a praia com ondas artificiais seja concluída até outubro de 2020.

Surfistas como Gabriel Medina e Filipe Toledo já tiveram a oportunidade de surfar no protótipo na sede da empresa de engenharia responsável pela tecnologia no norte da Espanha. Com um sistema chamado “The Cove”, a piscina tem 500 m de extensão e consegue impulsionar ondas a cada 8 segundos, com um tamanho que varia de 0,5 metros  a 2 metros de altura. Veja abaixo:

Fonte: https://engenhariae.com.br

Empreendimento imobiliário: Tipo de plantas que devem se destacar em 2019

Atualmente, as unidades de 2 quartos estão sendo projetadas, em média, com 45m2 a 70m2 de área construída – Créditos: Shutterstock


Consultor imobiliário prevê aumento nas vendas de plantas menores este ano

Que o mercado imobiliário vem se transformando ano a ano é fato. Algumas mudanças podem ser circunstanciais, como o atual crescimento da procura pela locação e reflexo do momento econômico do país. O aumento dos lançamentos de imóveis das construtoras, com formas de pagamento cada vez mais facilitadas, também contribui para o reaquecimento da compra.

De acordo com Deco Lima, que é consultor em investimentos e estratégias do mercado imobiliário de alto padrão, em parceria com a Cyrela, o público cada vez maior do mercado imobiliário é o de jovens (solteiros ou casados) que procuram por seu primeiro apartamento. “Em geral, esse tipo de cliente valoriza bastante a localização do imóvel, sempre procurando por regiões centrais ou de alta concentração de opções de entretenimento e de transporte público”, explica. Esse cliente, normalmente, procura por apartamentos de um ou dois dormitórios ou studios (flats). E por mais que a preferência, nesse caso, tenda a ser pelo aluguel, ainda existe público disposto a um financiamento para adquirir o imóvel próprio. “O grande número de investidores a procura desses imóveis menores também tem aumentado, aproveitando a oportunidade do crescimento tão esperado do mercado imobiliário”, destaca Lima.

Tipologias das unidades dos empreendimentos imobiliários

Atualmente, as unidades de dois quartos estão sendo projetadas, em média, com 45 m² a 70 m² de área construída. Já os apartamentos de três quartos tendem a ter de 70 m² a 150 m². O especialista em estratégias no mercado imobiliário destaca que causas desse encolhimento são diversas: “Nos centros urbanos há cada vez menos espaço, fazendo com que os prédios sejam menores. Além disso, as construtoras buscam maximizar seus lucros, construindo mais unidades por empreendimento”, explica Lima. “Outras mudanças, no entanto, parecem ser tendências estabelecidas e que, portanto, devem se tornar regra.

Aí entra, por exemplo, a desvalorização de imóveis em grandes condomínios, com áreas de lazer compartilhadas por muitos moradores”, destaca.

E entram novos tipos de empreendimentos com projetos de unidades menores em regiões centrais ou com fácil acesso, como o caso dos novos modelos de empreendimentos modernos como os cohousing que são comunidades intencionais de casas particulares dispostas em torno do espaço compartilhado e os colivings são casas compartilhadas com a maioria dos espaços de convivência comum, alguns com opções de lazer e trabalho (coworkings) dentro do próprio espaço, o que torna esses novos modelos cada vez mais atrativos para jovens que já estão estabelecidos profissionalmente e desejam sair da casa dos pais, porém, ainda não querem financiar um imóvel próprio.

De acordo com o consultor da Cyrela, o mercado imobiliário ficou em baixa em média por dois anos. Esse é o fator das construtoras com pouco estoque devido a pouca quantidade de lançamentos. “Já estamos sentindo no mercado esse aumento e confiança do público e de investidores e a expectativa é muito boa”. Além disso, ele também prevê que o setor imobiliário tenha estabilidade a partir do ano de 2020, mas este ano também deverá ser bastante promissor para venda de imóveis.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Os 6 desafios do Parque Minhocão


Gestão municipal, que pretende dar nova destinação ao Elevado Presidente João Goulart, abriu consulta pública sobre projeto. A pedido do ‘Estado’, especialistas e moradores listaram o que fazer

Depois de quase 40 anos discutindo o que fazer com o Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão – via que liga as zonas leste e oeste de São Paulo e é acusada de ter degradado o centro da cidade -, a Prefeitura anunciou que ele será fechado e dará lugar a um parque linear. Nesta semana, uma consulta pública foi aberta pela gestão Bruno Covas (PSDB) para receber sugestões sobre como fazer isso – mesmo que ao menos para parte dos paulistanos a solução ideal seja colocar a estrutura toda abaixo.

O projeto definitivo, que ainda não começou a ser desenhado, deverá obedecer ao que for decidido nesta consulta, que receberá sugestões durante um mês. As obras devem começar em novembro. A proposta é fazer o parque em um trecho do elevado, da Praça Roosevelt ao Largo do Arouche. Os carros andariam por baixo do Elevado só na Rua Amaral Gurgel. Na São João, voltariam ao elevado – ao menos nessa primeira etapa.

O Estado procurou arquitetos, urbanistas, engenheiros de trânsito e moradores desse trecho da cidade para saber o que a proposta de agora precisa ter para dar certo. Foram ouvidos os doutores em Arquitetura e Urbanismo Valter Caldana, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e Maria de Assunção Ribeiro Franco, professora da Universidade de São Paulo (USP); a socióloga Mônica de Carvalho, pesquisadora do núcleo paulista do Observatório das Metrópoles, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e também professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); e o também o doutor em Engenheira de Transportes Claudio Barbieri da Cunha, professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A reportagem também conversou com o responsável pelo projeto, o secretário de Licenciamento e Urbanismo, Fernando Chucre.

Das conversas, saíram os seis pontos em que Covas e sua equipe não podem errar. Valtar Caldana diz que o projeto deve começar “pelo chão”, lembrando que a área degradada é a parte de baixo do elevado e deve ter atenção especial. Mas o “chão” também é citado figurativamente por ele, por Maria Assunção e também por Mônica de Carvalho sobre o ponto de onde devem partir as discussões: de baixo para cima, ou seja, da população para o poder público.

E “população”, nesta história, não se resume a quem mora ali – é também quem trabalha na área, quem só usa a via como rota para cruzar a cidade, ativistas defensores do parque, cidadãos contrários a ele, o mercado imobiliário e representantes da população de rua instalada ali. “Tem de ser feito o que a população decidir”, diz Maria Assunção. O trânsito é a parte que mais assusta. Claudio Barbieri diz que não há solução fácil e chega até a questionar se a construção de faixas de circulação adicionais, onde hoje ficam os canteiros centrais das vias abaixo do Elevado, seria alguma solução – para depois descartar a ideia.

1. As ruas abaixo do Elevado

Além de pensar em um parque interessante para a parte de cima do Elevado, o projeto urbanístico tem de pensar no chão – o ponto onde está a Rua Amaral Gurgel e a Avenida São João. Recuperar a região significa achar formas de requalificar essas ruas, que foram as mais degradadas. “Tem de ser um local agradável, ponto turístico”, diz a urbanista Maria Assunção, da USP. O cruzamento das Ruas Amaral Gurgel e General Jardim, sexto mais perigoso para pedestres, terá de ser mais seguro.

2. Arredores do parque

“Ao reorganizar o chão é preciso ir para além das avenidas. Precisa (reorganizar) uma área maior, de 300 ou 400 metros no entorno, para que o tecido urbano se recomponha”, diz Valter Caldana, do Mackenzie. Ou seja, calçadas e vias do entorno do parque também precisam ser revitalizadas para que a “cicatriz”, como os urbanistas chamam o Elevado, se feche definitivamente.

3. Atividades

A sustentabilidade de uma empreitada como essa depende de como a população usará o parque. Assim, os especialistas são unânimes em dizer que novas atividades econômicas devem surgir ali e a Prefeitura tem de incentivar a migração de empresas e órgãos públicos para a área. “Todo o investimento de recurso público cria riqueza. A Prefeitura tem de ter meios de absorvê-la”, diz Mônica de Carvalho, que pede que a população residente – dos moradores de aluguel à população de rua – tenha a permanência na região respeitada.

4. Trânsito

No melhor dos cenários, a Rua Amaral Gurgel ficará 25% mais lenta do que é hoje. A própria Prefeitura sugere que os semáforos de uma área que vai até as Avenidas Brasil e Paulista precisarão ser sincronizados para mitigar os efeitos do fechamento do Elevado. A ligação da estrutura com a Rua da Consolação deverá ser fechada.

5. Terminal de ônibus

O Terminal Amaral Gurgel, que fica sob o Elevado, terá de sair. O professor Caldana diz que os terminais transformaram o centro “em um lugar de trocar de ônibus”, o que o desqualifica. “Isso é tão óbvio que eu até tenho dificuldade de explicar”, brinca o secretário Fernando Chucre. O terminal deverá dar espaço para outros usos – parte do terreno já tem destinação prevista para habitações populares.

6. O parque

Quem mora na região tem pavor de pensar no parque como mais um ponto de acúmulo de entulho e assaltos. “Tem de ser um parque que agrade a todos”, diz Maria Assunção. O valor previsto para as obras, R$ 36 milhões, só inclui o parque, e não as demais ações de requalificação.

Fonte: www.terra.com.br

Por: Bruno Ribeiro

Preços dos imóveis têm alta de 0,28% em abril

O preço nominal médio dos imóveis residenciais subiu 0,28% em abril. Na somados últimos 12 meses, a alta atingiu 1,09%. O avanço, no entanto, segue abaixo dos índices de inflação no mesmo período.

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A pesquisa mostrou que em abril todas as dez capitais pesquisadas tiveram alta nos preços médios: Curitiba (0,43%), Belo Horizonte (0,42%), São Paulo (0,39%), Brasília (0,38%), Fortaleza (0,35%), Porto Alegre (0,24%), Salvador (0,17%), Goiânia (0,13%), Rio de Janeiro (0,09%) e Recife (0,02%).

Em nota, a Abecip ressalta que a alta menor que a inflação caracteriza a dinâmica de um mercado em recuperação muito lenta. Para a associação, a recente piora das expectativas em relação ao crescimento da economia até o final do ano não permite vislumbrar alta significativa do ritmo de retomada dos preços dos imóveis.

Minha Casa está mantido

Responsável por cerca de 70% das vendas de imóveis residenciais no País, o programa habitacional Minha Casa Minha Vida passa por um momento de reformulação. Com medo das mudanças, parte dos construtores têm se mostrado preocupado sobre como se dariam tais alterações.

Em função desse clima, na última semana, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que não há chance do MCMV ser interrompido. Ele defendeu melhorias operacionais no programa, mas não sem ouvir as construtoras.

“Nada será feito no Minha Casa Minha Vida sem que vocês sejam ouvidos”, diz.

Segundo Guimarães, é preciso “entender melhor” os problemas do MCMV. Ainda assim, o executivo citou o alto número de imóveis devolvidos como um problema e disse que “a questão toda é como dar o subsídio e como se precifica isso”, finalizou.

Fonte: www.dci.com.br

Por : Paula Cristina e Agências • SÃO PAULO