Arquivo diários:17 de maio de 2019

O segredo das casas com ambientes integrados

Ambientes compartilhados: aproveitando o espaço e melhorando o convívio

Ambientes compartilhados: aproveitando o espaço e melhorando o convívio 
(Viva Decora/Divulgação)


Veja como vários membros de uma família podem permanecer mais unidos, compartilhando ambientes e vivendo em uma casa de espaços integrados

O conceito de morar está diferente na contemporaneidade. As pessoas têm desejado ambientes mais abertos e integrados. Elas querem poder passar mais tempo juntas e, sendo assim, não se importam em dividir os espaços em que habitam ao mesmo tempo em que desempenham diferentes tarefas em suas casas.

Então, a arquitetura e o design de interiores tiveram que se adaptar, criando áreas decoradas que pudessem ser compartilhadas por todos.


Ambientes compartilhados. Projeto: K Arquitetura e Juliana Matalon 
(Viva Decora/Divulgação)

Mudanças no layout das moradias

Há pouco tempo, os ambientes dos imóveis tinham limites de área restritos. Quatro paredes fechavam o seu perímetro. Sala era sala, cozinha era cozinha, e assim por diante.  Por um lado, isso apresentava certas vantagens, como maior privacidade. Contudo, também deixava as pessoas mais isoladas. Ao desempenhar diferentes tarefas, elas precisavam se manter separadas, promovendo a desunião.

Imóveis antigos, com a planta baixa ainda original, tendem a parecer pequenos, sufocantes, escuros. Agora, numa reforma, pode-se tentar integrar sala com cozinha, sala com varanda etc. Claro que essa possibilidade vai depender do sistema estrutural no qual a edificação foi construída. Assim, casa ou apartamento tem seus espaços ampliados, o ar circula com mais facilidade e a luz chega a pontos mais distantes.

Ambientes compartilhados. Projeto Zark Studio Lab - Serviços Ltd Zark e Juliana Matalon

Ambientes compartilhados. Projeto Zark Studio Lab – Serviços Ltd Zark e Juliana Matalon (Viva Decora/Divulgação)

Então, vale a pena investir em uma mudança radical na arquitetura das residências. Mas o que isso tudo teria a ver com o estilo de vida das pessoas na contemporaneidade? Compartilhar ambientes é um desafio para o convívio. Mas isso permite que elas passem mais tempo juntas, dividindo momentos felizes. Um ser social é capaz de enfrentar melhor os percalços do dia-a-dia.

Ambientes compartilhados. Projeto: Sesso & Dalanezi Arquitetura+Design

Ambientes compartilhados. Projeto: Sesso & Dalanezi Arquitetura+Design 
(Viva Decora/Divulgação)

Pessoas compartilhando ambientes

Como é possível que todas as pessoas de uma mesma família – com diferentes idades, gostos e necessidades – possam compartilhar os ambientes? Obviamente elas não precisam fazer isso ao mesmo tempo. Contudo, em um imóvel que apresente uma planta com setores integrados, pode não se ter escolha. Então é melhor que o espaço, como um todo, seja preparado para tal convívio. A coisa mais importante, nesse caso, é que as áreas da casa sejam devidamente planejadas.

Elas devem poder oferecer tudo o que for preciso para que cada membro do grupo possa desempenhar as tarefas que quiser no ambiente, mas sem infringir os limites do outro. E esse limite não será mais físico, como foi no passado, mas virtual. Esse é o verdadeiro desafio.

Ambientes decorados. Projeto: Casa Aberta

Ambientes decorados. Projeto: Casa Aberta (Viva Decora/Divulgação)

Integrando ambientes pela arquitetura

Ao desenhar um imóvel do zero, é mais fácil para o arquiteto de edificações ou engenheiro civil prever, em planta baixa, ambientes integrados. O problema é quando ele já está construído. Daí a integração pode ser mais difícil, pois, para isso, seria necessária a retirada de paredes – algo que nem sempre é viável, necessitando de análise prévia de um especialista estrutural.

Ambientes compartilhados. Projeto: Go Up Arquitetura

Ambientes compartilhados. Projeto: Go Up Arquitetura 
(Viva Decora/Divulgação)

Agora, depois de uma verificação rigorosa, se for constatado que podem ser feitas tais interações espaciais, tudo fica mais fácil. As medidas seguintes terão a ver com os acabamentos. Para integrar melhor os ambientes e fazê-los parecer mais amplos, uma boa ideia é aplicar os mesmos revestimentos de piso e parede no maior número de superfícies possível da casa.

Ambiente compartilhado. Projeto: Marcia Acaro

Ambiente compartilhado. Projeto: Marcia Acaro 
(Viva Decora/Divulgação)

É, portanto, possível fazer com que um imóvel residencial pareça um “grande salão aberto”, repleto de “pequenas ilhas de uso” – estar, jantar, higiene etc. Eventualmente, pode ser necessário recriar os limites perdidos, para garantir privacidade – principalmente ao receber visitantes não tão íntimos aos moradores. Nesse caso, pode-se recorrer a cortinas, vasos de plantas, moldes vazados, grades, portas de correr e panos de vidro.

Ambiente decorados. Projeto: Sandoval Ferreira Neto

Ambientes decorados. Projeto: Sandoval Ferreira Neto 
Ambientes decorados. Projeto: Juliana Matalon

Ambientes decorados. Projeto: Juliana Matalon 
(Viva Decora/Divulgação)

Pensando a decoração de ambientes compartilhados

O objetivo do designer deve ser o de não poluir o visual da casa, mostrando que todos os cantos pertencem a um conjunto maior e que esse será totalmente compartilhado.

Como cada cliente tem uma personalidade distinta, será difícil agradar a todos. Pode-se optar, então, por uma decoração de interiores mais neutra – o que não quer dizer que não possa ter um item ou outro mais expressivo ou colorido na proposta.

Ambientes decorados. Projeto: K Arquitetura

Ambientes decorados. Projeto: K Arquitetura 
(Viva Decora/Divulgação)

Em um imóvel de ambientes integrados, é melhor que todos os setores apresentem o mesmo estilo, sigam uma mesma linguagem visual. Porém, é possível que algum canto se destaque.

É importante que cada membro da família tenha seus próprios espaços personalizados – cama, bancada de estudos, penteadeira, estante de livros e mais. Mas, mesmo estes espaços precisam estar em harmonia com o resto da decoração.

Ambientes decorados. Projeto: Bender Arquitetura

Ambientes decorados. Projeto: Bender Arquitetura 
(Viva Decora/Divulgação)

As pessoas podem ler, escrever, assistir à televisão, cozinhar e conversar em uma mesma área de sala e cozinha integradas. Mas isso só se certos limites forem respeitados. O espaço de cada um pode ser demarcado, o que pode ser feito com panos de diferentes cores nas paredes e também pontos de luz e zonas de tapetes. Em sua casa, faça testes até descobrir o esquema que melhor funciona para você e sua família.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Viva Decora

Hipoteca reversa deve movimentar mercado imobiliário com até R$ 3,5 bilhões


Segundo governo, modelo de crédito terá público-alvo potencial de 5,7 milhões de idosos


Governo estuda criar a hipoteca reversa, em que o proprietário não precisa deixar de viver no imóvel Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

A chamada hipoteca reversa , modelo de crédito em elaboração pelo governo, deve movimentar um mercado de R$ 1,5 bilhão a R$ 3,5 bilhões no país, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia. O sistema faz parte do conjunto de medidas elaboradas pela Secretaria de Política Econômica (SPE) para reativar a economia .

O mecanismo vai permitir que proprietários recebam dos bancospagamentos mensais , dando a residência como garantia. Depois da morte do tomador do crédito, a instituição financeira passa a ser a dona do imóvel . A medida foi antecipada pelo GLOBO em abril.

Na Espanha, este tipo de contrato habitacional, que antes era usado em sua maioria pela classe média baixa, já começa a ser adotado por idosos ricos, que fazem a hipoteca reversa de suas mansões .

De acordo com a secretaria, o contrato da hipoteca reversa pode ser encerrado em três situações: com a morte do dono do imóvel, caso o tomador do empréstimo deseje se mudar e pagar a dívida com o banco ou em qualquer momento em que a pessoa queira encerrar o contrato, também pagando a dívida.

“Muitas pessoas, durante a vida, conquistam uma boa residência, mas têm problemas de rendimento na terceira idade. Essa nova iniciativa assegura usufruir financeiramente de um patrimônio que geralmente não dá essa possibilidade”, analisa Felipe Garcia, assessor especial da SPE, em comunicado. “A grande vantagem é que a pessoa tomará o empréstimo, continuará morando em sua residência enquanto viver ou desejar, e ficará desobrigada do pagamento do principal e de juros durante a vigência do contrato. Ou seja, não comprometerá sua renda ou eventuais benefícios de aposentadoria, como ocorre nas modalidades tradicionais de empréstimo”, observou.

A SPE informou que está ainda desenhando o marco regulatório da hipoteca reversa. A ideia é que os bancos fiquem livres para definir a idade do público-alvo. Nos EUA, esse mecanismo é voltado para idosos a partir de 62 anos. A expectativa do governo é que, com o envelhecimento da população, esse tipo de produto seja mais adotado por idosos sem herdeiros.

Fonte: oglobo.globo.com

por Marcello Corrêa