Arquivo diários:10 de junho de 2019

Moradora de apê de 25 m² dá dicas para quem vive m uma quitinete

A jornalista Thassiana Carias decidiu criar um perfil no Instagram para dividir dicas de como se adaptar a espaços pequenos

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Thassiana Carias e Bilbo no studio de 25 m² (Foto: Reprodução/Instagram)

Nascida em Cataguases, uma cidadezinha no interior de Minas Gerais, a jornalista Thassiana Carias mudou-se para o Rio de Janeiro em 2010. Lá dividiu apartamento por sete anos, até que decidiu que era hora de ter um cantinho para chamar de seu. “Eu não pensava em conjugado, porque tinha um ‘pré-conceito’ desses lugarzinhos tão pequenos. Me dava a impressão de bagunça, tumulto. Mas quando fiz as minhas contas, vi que não conseguiria arcar com um apartamento maior. Então não teve muito jeito”, conta a jornalista.

O primeiro passo foi chamar as amigas mais próximas para ajudar na busca pelo kitnet perfeito. “Fiz uma planilha de todos os apês que eu gostaria de visitar e nas colunas ao lado, os detalhes de preço e os pontos fortes de cada um”, explica. Apesar de ter visitado mais de 10 apartamentos em um único dia, foi o primeiro deles, com 25 m², o eleito. “A janela enorme me encantou”, afirma. “Em uma semana agitei tudo o que precisava e me mudei. Dia 01/12/2017 começava a minha história com essa caixinha alugada.”

A mudança aconteceu bem na época da black friday e as promoções ajudaram a economizar nas compras. “Em um primeiro momento sugiro adquirir os básicos: geladeira, fogão, micro-ondas. Mas sempre considero alguns itens de decoraçãojunto, só pra começar a dar aquela cara de lar, sabe? No meu caso foram o sofá e o papel de parede, que entraram junto comigo no apê”, revela Thassiana. Outra dica na hora de decorar é olhar sempre os móveis em lojas de usados. “Minha arara e cômoda foram compradas em um site desses e eram quase novos. Paguei bem barato por eles”, conta.

Morar em um apê pequenino deu vários insights para a jornalista que, impulsionada pelas amigas, decidiu criar um perfil no Instagram – o @apertoape – para dividir as dicas de como otimizar espaço e deixá-lo mais aconchegante. “Fiz uma pesquisa rápida e não encontrava perfis nacionais que mostrassem ideias possíveis e acessíveis só para conjugados, kitnets, studios e caixinhas. Vi uma oportunidade de dividir conteúdo, de criar uma rede de troca entre pessoas que vivem nesses pequenos espaços. Foi assim que, em novembro de 2018, nasceu o Apertô”, explica Thassiane.

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Bilbo posa na cama, ao fundio o papel de parede queridinho de Thassiana (Foto: Reprodução/Instagram)

O perfil já acumula mais de 8 mil seguidores que além de conferir as dicas diárias da jornalista, também acompanham as poses de Bilbo, o buldogue francês cheio de charme da moradora. Para saber mais sobre a experiência de morar um apartamento pequeno alugado, conversamos com Thassiane que listou ainda algumas ideias para quem também mora em uma “caixinha”, como ela apelidou seu apê.

Casa e Jardim | Quais foram as maiores dificuldades para se adaptar aos 25 m²?
Thassiana Carias | 
Acho que a maior dificuldade foi perceber que não daria para colocar muita coisa ali. Morar em uma caixinha não significa morar em uma casa tumultuada. É preciso repensar cada detalhe, priorizando sempre a ideia de otimizar o espaço. Qualquer peça muito grande, pode engolir o (mini)ambiente. Por isso, é MUITO importante medir tudo antes de comprar. Pode acreditar: não é um mero detalhe. É necessidade. E claro, pesquisar inspirações é uma ótima opção para encontrar soluções maravilhosas.

CJ | E os maiores aprendizados?
TC | 
Que mesmo os lugares bem pequenos podem virar cantinhos aconchegantes. Lar independe dos metros quadrados que a gente tem. Se a gente usa a nossa criatividade, vai ver que tem sempre uma solução para deixá-lo do jeito que a gente quer. Apesar de aprender a ficar comigo mesma e amar os meus momentos em casa, só eu e o Bilbo, eu adoro receber pessoas. E isso não é impossível morando em um conjugado! Em um aniversário, reuni 10 mulheres no apê. Foi maravilhoso!

CJ | Uma pesquisa revelou que quem vive em espaços pequenos é mais amigo do meio ambiente, pois produz menos lixo e usa menos recursos naturais. Você concorda? Como funciona na prática?
TC |
 Viver em um lugar pequeno faz com que a gente gaste menos luz, água e gás. É verdade mesmo. O que, além de ser uma forma sustentável, também é uma economia para o bolso. Outro ponto a se considerar são os gastos materiais. Por exemplo: eu tenho uma arara e uma cômoda. Decidi abrir mão do guarda-roupa porque queria ter algo mais funcional, que trouxesse um ar mais decorativo para casa. Com isso, tive que manter só as peças-chaves. Blusas e saias que se combinam, sapatos que servem para todas as roupas. Não chega a ser um armário-cápsula, mas certamente é muito mais consciente do que o que eu sustentava antes. 

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Os objetos de decoração fazem a diferença para quem mora em miniespaços. Os quadros são os coringas de Thassiane (Foto: Reprodução/Instagram)

CJ | Quais dicas de decoração você dá para quem está mudando para um miniapê?
TC |
 Acho que primeiro de tudo é fazer uma decoração que tenha a sua cara. Tem que descobrir o estilo que você gosta, o que te traz um ar de aconchego. Depois disso decidido é hora de adaptar esse desejo para a sua realidade. Tem coisa que não vai caber (por isso é importante ter sempre uma fita métrica em mãos!), mas acredite: dá pra substituir por algo menor e que proporcione o mesmo sentimento. Por exemplo: eu não tenho divisória entre o quarto e a sala. Pensei em colocar um biombo ou um móvel dividindo, mas vi que ficaria muito apertado. O que eu fiz pra criar essa divisória imaginária foi aplicar um papel de parede feito de tecido, na largura da cama. Pronto! Ficou uma gracinha e dá a impressão de que temos dois cômodos em um só.  Sofá foi outra questão. É difícil achar um pequeno que fique confortável. Mas as promoções estão aí pra isso: encontrei um de dois lugares e por um precinho maravilhoso. Por ele ser rosa, uma cor pouco comum, acabou saindo por um valor bem menor.

Tem gente que acha que apartamento pequeno deve ter pouca cor. Nada disso! Ele pode ser, sim, colorido. Só tem que ter o bom senso em respeitar o espaço de cada decoração. E entender que até uma agulha faz a diferença.

CJ | O que você mais valoriza na experiência de morar em um apartamento pequeno?
TC |
 Eu acho que a gente precisa encorajar mais as pessoas a fazerem as suas próprias mudanças em casa. É tão gratificante quando a gente decide pintar uma parede ou aplicar um papel de parede sozinha (como foi o meu caso) e ver o resultado depois. Claro que vai dentro das limitações de cada um, mas decorar a casa usando seu instinto é maravilhoso. É o que eu sempre falo: lar é para ser uma extensão de quem você é. A gente pode ver coisas lindas nos outros perfis, nas revistas, nos sites, mas a decoração da sua casa tem que fazer sentido pra você. Nada melhor do que se ver em cada detalhe. É o que dá sentido à frase “ se sentir em casa”.

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Thassiana optou por não ter guarda-roupa, assim armazena suas vestimentas em arara e cômoda (Foto: Reprodução/Instagram)

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

POR JULYANA OLIVEIRA

Mercado imobiliário de São Paulo mantém ritmo de crescimento em abril

A Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP apurou em abril de 2019 a comercialização de 2.541 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 14,9% inferior ao total comercializado em março (2.987 unidades) e 41,0% superior às vendas de abril de 2018 (1.802 unidades).

No acumulado de 12 meses (de maio de 2018 a abril de 2019), as 31.700 unidades comercializadas representaram aumento de 16,0% em relação ao mesmo período entre 2017 e 2018, quando as vendas totalizaram 27.319 unidades.

Já os lançamentos, de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), totalizaram 3.136 unidades residenciais na Capital, volume 50,7% superior ao mês de março de 2019 (2.081 unidades) e 161,1% acima do apurado em abril de 2018 (1.201 unidades). De maio de 2018 a abril de 2019, os lançamentos somaram 39.641 unidades, 25,4% acima das 31.619 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior.

O destaque de abril ficou com os imóveis de 2 dormitórios, que lideraram em quase todos os indicadores, registrando maior volume de vendas (1.602 unidades), lançamentos (1.866 unidades), imóveis ofertados (13.048 unidades) e maior VGV (R$ 472,9 milhões).

Imóveis econômicos

O levantamento apurou 887 unidades vendidas e 1.525 unidades lançadas no mês no segmento econômico. A oferta totalizou 6.426 unidades disponíveis para venda e o VSO (Vendas Sobre Oferta) foi de 12,1%. Nos outros segmentos de mercado, a pesquisa identificou 1.654 unidades vendidas, 1.611 unidades lançadas, oferta final de 14.724 unidades e VSO de 10,1%.

Conclusão
Desde fevereiro, a Pesquisa do Mercado Imobiliário vem apresentando números de vendas e lançamentos superiores aos registrados no ano passado, quando comparados os dados mensais. Tal comportamento demonstra que, apesar das dificuldades da economia, os negócios imobiliários continuam sendo realizados.

Os dados de abril apontam crescimento de 41,0% nas vendas e 161,1% nos lançamentos, ambos em relação ao mesmo mês de 2018. As vendas apresentaram queda de 14,9% em relação a março, quando foi registrado um dos melhores resultados dos últimos seis anos para o mês. O lançamento de 3.136 unidade em abril representou aumento de 50,7% frente a março, mês em que foram lançadas 2.081 unidades, com importante participação de empreendimentos econômicos.

Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o comportamento reflete o bom momento do segmento econômico, mas desperta preocupação por parte das empresas em relação ao futuro dos programas habitacionais do governo, bem como aos recursos disponíveis para financiar a demanda. “Os ajustes ao Minha Casa, Minha Vida são fundamentais, para a sobrevivência desse segmento, que, no ano passado, respondeu por parcela significativa do mercado”, disse.

Além disso, apesar dos resultados positivos no ano, a escassez de terrenos que possibilitem a incorporação imobiliária na cidade de São Paulo, devido à falta de calibragem da Lei de Zoneamento, continua a preocupar os empreendedores. “Nunca é demais lembrar que nossa atividade é de longo prazo. Da aquisição do terreno até o lançamento, o ciclo de uma incorporação demora anos e qualquer gargalo em alguma etapa do processo pode comprometer a oferta futura de imóveis”, reitera Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade.

Para o presidente em exercício do Secovi-SP, Caio Portugal, é importante que as autoridades públicas olhem para o setor com uma visão mais ampla. “Além de oferecer moradias, por meio de suas diversas atividades, o setor contribui para o planejamento das cidades e estimula o desenvolvimento econômico e social, à medida que aciona uma extensa cadeia produtiva, gera empregos, diretos e indiretos, renda e tributos.”

Portugal reforça ainda a necessidade urgente de aprovação da reforma da Previdência, a fim de que o País consiga equilibrar as contas públicas, atrair mais investimentos e retomar o rumo do crescimento econômico sustentável.

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)