Arquivo diários:26 de junho de 2019

Unilever lança lavanderia da marca Omo e espera chegar a 500 prédios em um ano

A Unilever, dona da marca Omo, lançou terça-feira, 25, um novo modelo de negócios para aproveitar o crescimento dos serviços compartilhados nos condomínios residenciais. O projeto consiste na implantação de lavanderias com a marca do sabão em pó, ofertando o serviço de lavagem e secagem de roupa do tipo “pay per use” numa área comum aos moradores dos prédios.

A Unilever tem quatro lavanderias já em operação neste modelo e outras 20 em fase de instalação nos condomínios, todas na cidade de São Paulo. “Esperamos chegar a 500 prédios em um ano e vemos potencial de superar 8 mil em todo o País daqui dez anos”, afirmou o vice-presidente de Marketing da Unilever Brasil, Eduardo Campanella.

Na visão da companhia, há espaço para crescer na prestação de serviços compartilhados, um segmento que se consolidou no mercado imobiliário ao longo dos últimos anos, com a diminuição da área dos apartamentos e a migração de determinados itens para as áreas comuns dos condomínios, como são os casos de lavanderias, home offices, espaço para cuidado de animais, entre outros.

“Cerca de 70% dos imóveis lançados nos últimos dois anos são compostos por apartamentos de até dois quartos e cerca de 50 metros quadrados. Isso quer dizer que não há espaço sobrando para a lavanderia dentro dos apartamentos. O hábito de lavar roupa está mudando”, avaliou Campanella.

Já o usuário vai lavar suas roupas praticamente do mesmo jeito como utiliza bicicletas compartilhadas nas ruas: baixa um aplicativo da marca, cria uma conta pessoal, ativa o uso da lavadora e faz o pagamento via cartão de crédito. O ciclo de lavagem e secagem custará R$ 10 e dará conta de aproximadamente 12 quilos de roupa. Na programação da máquina, há botão para identificar roupas pouco sujas e muito sujas, básicas e delicadas, com ou sem aplicação de amaciante. “É um modelo que atende desde condomínios mais simples, dentro do Minha Casa Minha Vida, até imóveis de luxo”, diz Campanella.

As lavanderias compartilhadas da Omo estão sendo lançadas na sequência de um projeto anterior batizado de Omo Express, um negócio online que oferecia pacotes a preços de até R$ 460 para lavar roupa das famílias. A iniciativa não decolou, mas serviu para estudar novos perfis de consumidores.

“As lavanderias compartilhadas com a marca Omo fazem parte da estratégia da Unilever de se preparar para o futuro. Não se trata apenas de vender sabão em pó. Se ficarmos só nisso, dificilmente vamos manter a liderança do mercado”, salientou o vice-presidente. Atualmente a Omo detém dois terços do mercado de sabão em pó no Brasil.

A iniciativa foi anunciado durante o fórum de inovação realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Agora a Unilever pretende fechar parcerias com as empresas de construção para implementarem as lavanderias da marca própria nos novos projetos residenciais. Em paralelo, a companhia também busca entrar nos condomínios que já estão em operação.

Fonte: istoe.com.br

Sustentabilidade no ambiente de obras: É possível aplicar?

Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que a indústria de construção civil é um dos segmentos que mais geram resíduos no meio urbano e também é o que mais consome recursos naturais, ou seja, o setor é um dos maiores implicadores na geração de impactos ambientais em nosso país. Com este contexto, se faz mais do que necessária a adoção de uma visão sustentável no processo de realização de uma obra, seja ela, uma reforma ou construção de grande, médio ou pequeno porte.

Para alcançar esse viés sustentável, é preciso que várias mudanças sejam aplicadas, desde a realização de um planejamento bem definido e que não gere retrabalho e desperdício de matéria-prima, até a escolha de fornecedores e empresas que compartilhem de uma conduta correta frente à natureza.

Empregar práticas ambientalmente corretas ainda é um grande desafio para a área de construção civil, mas no fim, os obstáculos se mostram bem menores do que os benefícios trazidos pela adequação de métodos sustentáveis no ambiente de obras. Para ser considerada sustentável, uma obra deve ser baseada na utilização inteligente de seus recursos e no uso de bons materiais, que podem ser reaproveitados e tenham certificação ambiental. Outra característica que é levada em consideração é a opção por técnicas construtivas que sigam princípios concretos de valorização de seus colaboradores e o desenvolvimento da comunidade ao redor.

A aplicação da sustentabilidade no âmbito da construção civil pode proporcionar ganhos tanto para o empreendimento quanto para o meio ambiente. Um projeto de iniciativa sustentável pode agregar maior qualidade ao trabalho oferecido; trazer segurança aos colaboradores; colaborar para que o impacto ambiental seja o menor possível ao longo de uma obra; possibilitar a diminuição de custos financeiros; promover o melhor aproveitamento dos recursos naturais e energéticos; além de permitir a redução e gerenciamento adequado de resíduos.

Um grande exemplo atual de empresa sustentável em Minas Gerais e que contribui para a realização de obras com interesse não só na qualidade, mas também na preservação ambiental é a Ecogranito. De acordo com o diretor comercial da organização, – que é especializada na criação de revestimentos inteligentes—, Renato Las Casas, o produto Ecogranito é uma opção bastante inovadora, versátil e está totalmente comprometido com o meio ambiente. “Nosso revestimento é gerado por meio do aproveitamento de resíduos de granito e mármore, originados da exploração de jazidas. Sem fazer o uso da técnica de corte de rochas, o uso dos resíduos diminui os impactos ambientais e gera sustentabilidade”, ressalta.

Segundo Renato Las Casas, o revestimento, que possui aparência muito semelhante às rochas ornamentais do granito, foi criado a partir de uma tecnologia japonesa, que já foi testada e adaptada ao Brasil. “Além de oferecer um bom custo-benefício, o Ecogranito se destaca também pela praticidade e versatilidade de sua aplicação. Diferente da instalação de pedras e rochas, o revestimento possui grande flexibilidade, leveza e aderência em diversas superfícies, formatos e tamanhos”, conclui.

Nos dias atuais, assim como o Ecogranito, existem diversas outras tecnologias, produtos e empresas voltadas para a concepção e aplicação de soluções mais sustentáveis na área de construção civil. Então, quem planeja construir sem causar danos a natureza, deve, antes de tudo, fazer uma boa pesquisa com a certeza de que simples ações podem acarretar grandes mudanças.

Fonte: www.segs.com.br