Arquivo mensais:julho 2019

Preço alto levará a mais imóveis compactos e com serviços compartilhados

Prédios (Arquivo)

Deloitte: Pesquisa traçou principais tendências para o mercado imobiliário em 2040 (Arquivo/Divulgação)

Otimização do espaço, processos digitais e segurança estão entre as principais demandas nas gerações de futuros compradores

Os imóveis do futuro terão mais serviços compartilhados, como lavanderia, coworking e área de lazer, e também deverão consagrar os modelos menores e compactos. Não é, porém, por uma mudança no comportamento e nos interesses das novas gerações que o compartilhamento ganhará espaço no ramo imobiliário, mas sim por uma limitação de renda.

É esta uma das principais conclusões de um estudo realizado pela consultoria Deloitte, em parceria à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), sobre as perspectivas e tendências do consumidor imobiliário para 2040.

“As novas gerações não terão a mesma capacidade de compra das antigas”, disse o economista da área de pesquisas da Deloitte, Giovanni Cordeiro. “A economia e a renda não crescem mais ao mesmo ritmo de décadas passadas e, por outro lado, o custo de materiais e de terrenos urbanos segue subindo. A solução é reduzir o tamanho e aproveitar ao máximo o espaço.”

“As pessoas querem morar em um lugar privilegiado e central”, diz o presidente da Abrainc, Luiz França, “mas não têm dinheiro para um apartamento grande, então o número de imóveis compactos deve crescer.”

O estudo aponta que, ao longo da década de 1960, a economia brasileira cresceu 64% e, na de 1970, 102%. Já nos anos de 2000 e de 2010 esse crescimento foi de 42% e 24%, respectivamente, enquanto o preço do minério de ferro disparou 443% nos primeiros dez anos do milênio.

Para traçar as principais tendências para os imóveis do futuro e o comportamento de seus compradores, a Deloitte compilou estudos nacionais e internacionais e também entrevistou 1.300 brasileiros tanto das gerações mais velhas – de “baby boomers” e a geração X – como das mais jovens, Y e Z, nascidas de 1980 em diante.

Mais processos digitais na busca e fechamento de negócios, menos corretores, maior procura por segurança e também proximidade a centros comerciais estão entre as tendências apontadas. Além do aumento nos espaços compartilhados, veja outros pontos destacados:

Mais processos digitais e menos corretores

Análise de crédito, verificação de documentos e fechamento de contratos são alguns processos que devem passar do presencial para o digital nos próximos anos.

Plataformas virtuais que forneçam mais informações, como histórico de valores de venda em um edifício ou dados de segurança do bairro, são outras possibilidades.

De acordo com a pesquisa da Deloitte, em 2040, 40% dos consumidores deverão estar dispostos a cumprir todo o processo de escolha e compra da casa por internet, enquanto 50% podem abrir mão do corretor.

Casa conectada e modular

A pesquisa detecta uma expectativa dos consumidores pelas tecnologias da “casa inteligente”, com dispositivos de controle ligados ao mundo digital. Mas, de acordo com Cordeiro, da Deloitte, essa é uma demanda que aparece mais com relação aos aparelhos, como eletroeletrônicos que conversam entre si, do que à estrutura, como portas e janelas eletrônicas.

“É uma sociedade que será mais plural, que não se vê tanto tempo na mesma casa, e que não quer que essa tecnologia fique presa àquela estrutura”, diz o economista.

Os espaços também tendem a ser mais modulares, com a possibilidade de customizar ou reformular os cômodos, também para acompanhar perfis de famílias em constante mudança. Casamentos, separações, idas e vindas de viagens longas e acolhimento de pais e sogros, com o envelhecimento da população, são algumas dessas possíveis mudanças.

Segurança e proximidade a serviços

Em uma lista com 24 itens, a segurança foi o mais assinalado pelos entrevistados de todas as gerações quando perguntados sobre o que esperam da localização e infraestrutura no entorno de seu imóvel.

Fácil acesso ao trabalho e a centros comerciais também aparece entre as preferências. Proximidade a um hospital, curiosamente, foi mais mencionada pelos mais jovens: para a geração Z, este foi o 6º item mais citado, enquanto, para a X, ele ficou em 12º na lista de prioridades.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Juliana Elias

Construção civil investe em equipamentos robotizados

Presença de máquinas robotizadas exigem profissionais com maior qualificação nos canteiros de obras. Crédito: Divulgação

Entre as razões para priorizar as “máquinas inteligentes” está a necessidade das empresas se manterem competitivas

Na recente edição da bauma, a maior feira de equipamentos para a construção civil, e que ocorre a cada 3 anos em Munique, na Alemanha, foi apresentado o “termômetro bauma da indústria”. Trata-se de medição de tendências. De acordo com as respostas de boa parte dos entrevistados, existe a predisposição em investir em novos equipamentos que priorizem a robótica. Foram ouvidos 10 mil empresários de várias nacionalidades, entre os que estiveram na feira. Para 28%, a robótica já é realidade em suas fábricas. Já 25% disseram que estão em processo de adequação de suas máquinas à era da indústria 4.0.

As razões para o investimento em “máquinas inteligentes” para a construção civil têm vários motivos, avalia Klaus Dittrich, presidente e CEO da Messe München – organizadora da bauma. “Uma das causas é que as empresas entendem esse investimento como imprescindível para se manterem competitivas no longo prazo”, diz. Outra razão é que os empresários do setor alegam dificuldades em contratar trabalhadores qualificados e também dizem ter consciência de que o futuro será das máquinas que operam de forma independente. Essa é a opinião de 58% dos entrevistados.

Para os analistas da bauma, a demanda por equipamentos robotizados já é realidade nos países industrializados, mas ainda não é prioridade em nações emergentes, como China, Índia, Rússia e Brasil. Nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão e nas potências econômicas da Europa a busca por esse tipo de máquina se deve à crescente pressão competitiva (31% das respostas), leis e regulamentações ambientais mais rígidas (24%) e a digitalização de processos de negócios (19%). “Para permanecer aptas para o futuro, as empresas da construção devem incorporar permanentemente processos e sistemas inovadores”, destaca Klaus Dittrich.

Canteiros de obras se aproximam da indústria 4.0: caminho sem volta

Entre as máquinas com esse perfil, apresentadas na bauma 2019, os visitantes encontraram equipamentos com sensores e interfaces de comunicação que coletam dados e ajudam a melhorar a produtividade, o consumo de materiais e os custos operacionais. Além disso, ferramentas digitais ajudam a automatizar os fluxos de trabalho, o que está se tornando cada vez mais relevante, principalmente devido à escassez de mão de obra qualificada. A feira mostrou ainda máquinas que operam por óculos de realidade virtual, como pequenas escavadeiras, guindastes, gruas e empilhadeiras.

Entre os visitantes da bauma existe um bom número de empresários que atua com concretagem e industrialização do concreto. Para esses clientes, uma unidade totalmente automatizada para a produção de elementos para casas pré-fabricadas foi apresentada na feira. Sensores afixados em pontos das fôrmas se comunicam sem fio com uma unidade central de processamento. A margem de erro da concretagem é inferior a 2 milímetros, garante o fabricante italiano. “Parece ser um caminho sem volta. Estamos indo em direção aos canteiros de obras com controle digital. Quando eles chegarão? A bauma mostrou que estão cada vez mais próximos”, finaliza Mareile Kästner, diretora de exposição da feira alemã.

Veja como funciona uma unidade automatizada de elementos pré-fabricados

Entrevistado
Messe München, organizadora da bauma (via assessoria de imprensa)

Contato: info@bauma.de

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Agora é que são elas: mulheres estão comprando mais imóveis do que os homens

Os financiamentos, tradicionalmente bancados em maior parte pelos homens, agora, passam a contar com a renda delas
Os financiamentos, tradicionalmente bancados em maior parte pelos homens, agora, passam a contar com a renda delas Foto: Pixabay

Tradicionalmente, as mulheres sempre tiveram o maior poder de decisão na compra de um imóvel. Independentemente de quem pagasse — geralmente o homem, até então —, elas que costumavam bater o martelo, mesmo na decisão conjunta. De cinco anos para cá, porém, essa realidade mudou. Agora, a participação delas no mercado imobiliário como pagadoras também tem se tornado fundamental.

Uma pesquisa da Inteligência de Mercado da incorporada RJZ Cyrela revela que, atualmente, 63% dos compradores de imóveis no Rio são mulheres. Outros dados do recorte sobre o perfil de comprador — aqui, incluindo os homens — mostram que 56% são casados, 19% estão em um relacionamento estável, 18% são solteiros e 6% noivos. Em relação ao nível de instrução, 73% têm ensino superior, 16% têm pós-graduação e 11%, o ensino médio completo. Já quanto à idade, a maioria está entre 35 e 44 anos.

Um outro levantamento, desta vez realizado pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios de (Abac,) também mostra crescimento da participação delas: em maio, 35% das vendas de consórcios de imóveis no país foram feitas para mulheres. E, ainda de acordo com esta pesquisa, na comparação com os cinco primeiros meses de 2018, houve um crescimento de 14% de mulheres ativas com o consórcio.

Juntos e shallow now

Apesar dos números, ainda é difícil mensurar com precisão a quantidade de mulheres que compram seus imóveis sozinhas ou o quanto elas participam na composição de renda. Contudo, a percepção de incorporadoras, imobiliárias e de quem está na linha de frente do mercado é de que, além da aquisição individual, cada vez mais o financiamento do imóvel pelo casal só é possível com participação da renda delas.

“A participação feminina na economia brasileira é muito grande hoje, seja qual for seu estado civil. Elas passaram a ser grandes consumidoras de vários mercados, e um deles é o imobiliário. Há um expressivo número de mulheres comprando imóveis sozinhas”, afirma Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

“E quando se fala em composição de renda, dada a posição que elas vêm tomando na economia brasileira, o público feminino é uma parte importante da compra”, acrescenta.

O gerente comercial da Avanço Realizações, Tiago Sampaio, concorda com França sobre haver mais mulheres comprando imóveis sozinhas, mas ressalta que a maioria ainda das compras é feita por casais.

O curioso neste último caso é que, hoje, a maioria das aprovações do financiamento depende da composição. O homem não compra mais sozinho. Geralmente é meio a meio.”

Para o diretor-geral da Construtora Riviera, Ari Ferraz, a independência delas mexeu com o mercado.

“É uma situação que não se via no passado”, diz ele.

Uma outra peculiaridade na compra de imóves é que, historicamente, homens davam atenção a questões práticas como valores, segurança e acessibilidade e as mulheres, a detalhes, conforto e estética. Hoje, isso está bem diferente. A maior preocupação delas passou a ser em relação ao comprometimento do financiamento.

“Outra diferença é que, na compra sozinha, ela é mais objetiva no que deseja. Quando é um casal, a pressão de negociação é maior. Geralmente, as mulheres são mais práticas nesse sentido”, explica Sampaio.

Foi o que aconteceu com Suliane Conceição da Silva, que comprou um imóvel em Duque de Caxias, no empreendimento Central Park Riviera. Mesmo morando com o “namorido” há 10 anos, elas quis comprar sozinha, por segurança.

“A gente nunca sabe o dia de amanhã. Então, eu queria algo que fosse só meu. Usei o FGTS para dar a entrada e fiz um financiamento com parcelas que se encaixam no meu salário”, diz a jovem de 29 anos.

França, da Abrainc, destaca que o mercado mudou de uma forma geral, não apenas pelo poder de compra feminino, que cresceu. Segundo ele, há um tendência de imóveis cada vez mais compactos e bem localizados, com ampla oferta de serviços.

Quando o amor acaba, vale o que está escrito

Já diz o ditado que o “seguro morreu de velho”. Na hora do amor e de assinar contratos, tudo são flores. Mas, quando a magia vai embora e começam as brigas, a partilha de um imóvel pode ser bem complicada.

Em tese, para os casados pode ser mais simples, devido ao regime de bens previamente acordado no contrato de casamento. Em outros tipos de relacionamento, é mais aconselhável que o contrato esteja no nome de ambos — assim como um acordo para dividir custos.

“O ideal é que o imóvel seja comprado em nome dos dois, mas se não for assim vai valer a regra do regime de bens. E se o casal não escolher nenhum, prevalece o regime de bens oficial do país, que é o regime de comunhão parcial”, explica o advogado David Nigri.

Se o casal ainda estiver pagando o financiamento, a recomendação é ir ao cartório e fazer uma escritura, que deve ser averbada no registro civil para constar na certidão de casamento e no registro de imóveis de forma que faça parte da documentação de financiamento.

O advogado Arnon Velmovistky acredita que não existe um regime de bens ideal e que a divisão vai depender da realidade do casal. Ele sugere que, se houver um grande desequilíbrio financeiro entre os cônjuges, ambos optem pelo regime da separação total de bens, que exige a elaboração de pacto nupcial.

“Na hipótese de comunhão parcial de bens, a aquisição em nome de qualquer dos cônjuges contempla o outro com 50% do imóvel”, adverte Arnon.

Segundo ele, dois motivos muito comuns em brigas de casais por imóveis são quanto à permanência no imóvel por um dos cônjuges e quando ao casamento se aplica o regime de comunhão parcial de bens, mas na escritura não consta que o valor foi pago com recursos particulares de um deles, em cujo patrimônio particular deve permanecer. Outro cuidado, diz, é verificar se o imóvel alienado pertence somente a um dos cônjuges.

“Se o produto da venda for utilizado para a aquisição de outro imóvel, deverá constar na escritura uma cláusula que especifique essa situação jurídica, e o outro deverá assinar a escritura, concordando que o bem pertence somente a um dos cônjuges”.

Fonte: extra.globo.com

Raphaela Ribas

Vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo crescem em maio

Foto: DivulgaçãoVendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo crescem em maio

Comercialização de 3.100 unidades residenciais novas superou em 22% o total vendido em abril e em 43,7% o resultado do mesmo mês de 2018

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em maio de 2019 a comercialização de 3.100 unidades residenciais novas na capital paulista. O resultado foi 22% superior ao total comercializado em abril (2.541 unidades) e 43,7% superior às vendas de maio de 2018 (2.158 unidades).

No acumulado de 12 meses (junho de 2018 a maio de 2019), as 32.642 unidades comercializadas representaram aumento de 19,5% em relação ao mesmo período anterior (junho de 2017 a maio de 2018), quando as vendas totalizaram 27.307 unidades.

Lançamentos – Conforme dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou o total de 2.594 unidades residenciais lançadas em maio deste ano, volume 17,3% inferior ao mês de abril (3.136 unidades) e 50,7% acima do apurado em maio do ano passado (1.721 unidades).

No período de junho de 2018 a maio de 2019 (12 meses), os lançamentos na capital paulista somaram 40.514 unidades, 32,0% acima das 30.689 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (junho de 2017 a maio de 2018).

Análise dos especialistas – Com 2.594 unidades residenciais lançadas e 3.100 imóveis vendidos, maio deste ano registrou os melhores resultados dos últimos seis anos para o mês. Na comparação com os lançamentos (1.721 unidades) e as vendas (2.158 unidades) do mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 50,7% e 43,7%, respectivamente.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas contabilizaram 12.426 unidades, um crescimento de 27,9% em comparação com o mesmo período do ano de 2018 (9.713 unidades). E os lançamentos totalizaram 8.967 unidades, uma alta de 60,8% quando se compara o resultado com os do mesmo período do ano anterior (5.577 unidades).

O destaque foi do segmento econômico, com um total lançado de janeiro a maio de 2.173 unidades, correspondendo a um aumento de 20,5% em relação ao resultado do mesmo período do ano anterior (1.803 unidades). As vendas do acumulado totalizaram 4.721 unidades, um aumento de 21,5% em relação ao mesmo período do ano anterior (3.885 unidades). “Em toda série deste ano, as vendas superaram a comercialização em relação ao ano anterior”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

“Apesar do bom desempenho do mercado imobiliário, ainda preocupa a falta de calibragem na Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo, que será primordial para a manutenção dos futuros lançamentos”, afirma Emilio Kallas, presidente em exercício do Secovi-SP.

O dirigente lembra que outro ajuste importante e necessário para possibilitar condições favoráveis de crescimento e desenvolvimento econômico do País é a aprovação da Nova Previdência.

“Dessa forma, teremos o tão necessário equilíbrio das contas públicas, capaz de atrair mais investimentos para o setor produtivo”, adiciona Kallas. Um grande avanço, segundo ele, foi obtido com a aprovação do texto-base na Comissão Especial da Camara dos Deputados na semana passada.

A Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário de São Paulo traz, ainda, o volume de oferta de imóveis novos, os comportamentos do VSO (Venda Sobre Oferta) e VGV (Valor Global de Vendas), a análise de desempenho segmentada por número de dormitórios, faixa de preço, metragem (área útil) e zonas da cidade, além de resultados de lançamentos e vendas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)

A evolução da mobilidade urbana no Brasil

Foto – Renato Lobo

A rápida expansão populacional de algumas regiões do Brasil, aliada ao aumento das condições de vida dos seus cidadãos, veio colocar desafios aos planeadores das infraestruturas das nossas cidades.

Conforme novas localidades foram desenvolvidas nos anos 50 e 60, muitas destas foram pensadas com o paradigma atual da altura. Nos idos anos 50 e 60, o paradigma da mobilidade urbana era o uso do automóvel individual. E como consequência, estas cidades foram pensadas para o uso do mesmo. Um bom exemplo é Brasília, que foi totalmente planejada para o uso do automóvel particular.

Contudo, a história mostrou nos que este paradigma não era o mais correto. As preocupações ambientais, a eficiência energética e a gestão dos recursos naturais vieram ditar a mudança do paradigma do transporte individual para o transporte público.

A isto devemos ainda somar que o aumento exponencial da população, que ditou a sobrecarga das vias de transporte. Só nos últimos 10 anos, a frota automóvel no Brasil aumento 400%. As vias existentes não foram planeadas para tal volume de tráfego, e como consequência, temos engarrafamentos longos, demasiado tempo perdido no transito, e poluição atmosférica, visual e sonora nas nossas cidades. Alem do mais, o aumento do volume de tráfego leva a um maior número de acidentes e consequente amento do número de vítimas de acidentes de viação.

As cidades no Brasil que mais sofrem com este flagelo são atualmente São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Em São Paulo estimam-se mais de 7 milhões de automóveis em circulação, seguido de Rio de Janeiro com mais de 2,5 milhões de veículos e de Curitiba com cerca de 1,5 milhões de veículos.

Nos últimos anos, o desenvolvimento de meios de mobilidade urbana coletivos tem sido uma realidade e já se pratica no Brasil. Contudo, devido a limitações de espaço, ou de planejamento (que havia sido pensado inicialmente para o automóvel), a sua implementação tem encontrado dificuldades.

Um dos principais e, talvez mais simples, meios de locomoção urbana é o ônibus. Na teoria simples, uma vez que faz uso das vias existentes, na prática, nem tanto. O congestionamento das vias rodoviárias leva a que ocorram atrasos nas linhas de ônibus uma vez que estes ficam retidos no transito. A criação de vias dedicadas para os ônibus pode em parte solucionar o problema, mas nem todas as vias poderão ser adaptadas. Para referência, neste momento, mais de 5 milhões de pessoas utilizam o ônibus em São Paulo, 3 milhões no Rio de janeiro e 2 milhões em Curitiba.

Como alternativa, o emprego de veículos sobre trilhos, como metrôs e trens de superfície, tem ajudado a melhoria das condições da mobilidade urbana no Brasil. Apesar de algumas restrições relacionadas com o espaço disponível nas zonas mais centrais das zonas urbanas, tem sido possível a implementação de sistemas de mobilidade urbana integrados entre si, para maior eficiência. Como consequência, cidades como o Rio de Janeiro tem notas de mobilidade sustentável de 7.9 em 10, segundo o Portal Mobilize/Estudo Mobilize 2011. Contudo, outras cidades precisam ainda de se modernizar a este respeito e muito trabalho existe ainda por fazer.

Fonte: viatrolebus.com.br

Cidades inteligentes devem ter investimento de US$ 59 bi no Brasil nos próximos anos

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Até 2050, mais de 70% da população mundial irá viver em cidades, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas. O aumento da concentração de populacional traz novos desafios para o planejamento dessas áreas, especialmente quando falamos em mobilidade, habitação e fornecimento de energia.

Para suprir essas demandas, a tendência é a criação de cidades inteligentes, que usem a tecnologia para solucionar essas questões. Apenas no Brasil, as cidades inteligentes devem movimentar US$ 59 bilhões nos próximos anos, segundo Observatório Brasileiro de Cidades Inteligentes (OBCI).

A mobilidade urbana, que há décadas é um dos maiores problemas das grandes cidades, pode ser beneficiada com a implementação de semáforos inteligentes, com sensores que alterem o intervalo de tempo dependendo do fluxo de carro nas ruas. Além disso, veículos elétricos e pontos de recarga espalhados pela cidade diminuem a necessidade do uso de combustíveis fósseis.

Outro ponto que deve ser pensado cuidadosamente é o consumo de energia. A criação de rede elétricas inteligentes, smart grids, permitem avaliar e otimizar o consumo de eletricidade em áreas públicas, o que pode gerar uma economia de milhões de reais.  Para residências, o uso de medidores inteligentes, por exemplo, permite que o usuário avalie seu consumo, identifique falhas e até redefina a distribuição de energia. O grande desafio é conseguir fazer com que as cidades inteligente não tenham apenas características tecnológicas, mas  que políticas públicas e desenvolvimento social sejam valorizados de maneira igualitária.

Fonte: www.polemicaparaiba.com.br

Por : Érika Soares

Uso de bambu na construção civil


Foto: EBC

O bambu se desenvolveu na evolução do planeta no chamado período Cretáceo da história geológica, pouco antes da era Terciária, data do surgimento dos primeiros hominídeos. Foi sempre conhecido como a “planta dos mil usos”, pois propicia a produção de alimentos, abrigo, armas de defesa muito eficientes, utensílios domésticos diversos, ferramentas para uso na agricultura, produção de calor, usos artesanais diversos, fabricação de papel, tecidos e cordas, a partir de sua celulose, e uma infinidade de outras aplicações.

Há milênios, esse material dá forma a construções tradicionais em países como o Japão e a China. Nos últimos anos, pesquisas na construção civil tem avalizado sua resistência e durabilidade como material de construção. Arquitetos do mundo todo, tem redescoberto a utilização do bambu, que tem sido usado não somente em decoração, mas em todo tipo de construção, pública ou privada.

A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção, visando a obtenção de parâmetros mais sustentáveis na dimensão ambiental, atrai expectativas para a exploração de materiais com características promissoras e compatíveis. E o caso do bambu, visto com grande potencial de funcionalidade e aplicação mercadológica.

Considerando que elementos usualmente utilizados, demandam processos extrativos com elevado consumo energético e geram elevada degradação ambiental, é induzida uma nova concepção que prioriza a preservação ecológica e a maximização de resultados a partir de características funcionais ou mesmo aspectos estéticos.

As hastes de bambu podem ser materiais presentes em estruturas de qualquer porte. Com propriedades mecânicas e resistência adequada para uso como material de construção. O pequeno intervalo temporal para atingir caracteres de corte, e pelas pequenas áreas necessárias para plantio, o bambu pode ser caracterizado como material de construção renovável.

Porém o uso de bambu não pode ser considerado uma panaceia, que resolve a todos os problemas. Nem todos os materiais são substituíveis pela gramínea. O bambu ainda necessita de muito incentivo e pesquisa para se tornar material normatizado e de qualidade para uso na construção civil.

Caracterização tecnológica é essencial para a difusão do uso do bambu como elemento que atribui sustentabilidade para as obras. O uso correto e adequado do bambu em obras de grande porte, compatibiliza o peso próprio das estruturas, com a resistência dos materiais. Outros fatores, como a facilidade de transporte, fácil trabalhabilidade do material e aspectos estéticos também contribuem para que este vegetal ganhe cada vez mais importância e significação.

O uso do bambu na construção civil não surgiu com a “onda da sustentabilidade” (consulte o texto “Tire dúvidas sobre o uso do bambu”). Em países asiáticos e americanos, como China, Equador e Colômbia, a técnica já é bem desenvolvida e o bambu já é utilizado até para pontes e edifícios de pequeno porte.

Por ser uma planta flexível e durável, a variedade de usos do bambu impressiona. O bambu pode ser utilizado em áreas externas para sombreamento, quebra vento, proteção contra a erosão e drenagem. Em áreas internas este material geralmente é usada na decoração, seja como revestimento de paredes ou artesanatos. Mas o bambu também pode servir como estruturas para pilares, vigas e telhados.

Entretanto, para isso, é preciso que antes passe por um tratamento específico que o esterilize contra pragas, confira durabilidade e fácil manutenção (consulte o mesmo texto, “Tire dúvidas sobre o uso do bambu”). Graças a tratamentos químicos, o amido e retirado do bambu, inibindo pragas que poderiam comprometer as hastes. Em áreas externas, se recomenda aplicar verniz naval para proteção das intempéries diversas, como calor, frio e chuva.

Exemplos notáveis se registram em todo o mundo. Na Alemanha, o estacionamento do zoológico de Leipzig foi construído com este material. As hastes têm diâmetros entre 10 e 12 cm e estão 7,5 cm afastadas umas das outras, o que permite a ventilação do interior.

O bambu tem ganhado espaço cada vez mais destacado em projetos modernos e sustentáveis em todo o mundo. Mas apesar de existirem no Brasil, extensas reservas naturais da planta, o uso do bambu na construção civil ainda está incipiente por aqui. Material de uso alternativo, o bambu é defendido por estudiosos da arquitetura e engenharia, entre eles o professor titular do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, Khosrow Ghavani, que é antigo estudioso do tema.

Segundo o professor Ghavani, o material é resistente o suficiente para substituir o aço em algumas estruturas, além de não poluir, ser renovável, forte e flexível. Complementando as vantagens do uso desta planta, estão a economia e a durabilidade. Quando tratado adequadamente, o material pode durar até 25 anos. Além disso, o custo da utilização do bambu nas obras de construção civil pode diminuir em até 30% o valor total do orçamento, afirma também o professor, que é também presidente da Associação Brasileira de Materiais e Tecnologias Não Convencionais (ABMTENC).

Na construção civil, bambu e suas fibras são utilizados há cerca de seis mil anos em países asiáticos, principalmente no Japão, China, Filipinas. Na América do Sul, há registros do uso desta planta nas construções colombianas na pré-colonização. Na Costa Rica, por exemplo, até hoje as casas populares são construídas empregando este material.

O bambu tem sido largamente empregado nas edificações urbanas, deixando a condição de material exclusivamente decorativo ou ornamental. Seus usos são os mais variados possíveis e um exemplo é o aeroporto de Madri. O local economiza energia com estratégias bioclimáticas, que incluem um extenso forro construído por bambu, nas fachadas externa e interna.

Na província de Hunan, na China, uma ponte de aproximadamente 3,4 metros de largura foi construída inteiramente com este material. É a primeira ponte desta natureza no mundo, estruturada e usada para o tráfego de veículos, e tem capacidade de carga de até nove toneladas. A obra foi projetada pela Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Hunan, na China, tendo sido construída em apenas 10 dias.

Fonte: www.ecodebate.com.br

Referências
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2011/abril/tire-suas-duvidas-sobre-o-uso-do-bambu-na#ixzz3Ru2jrKM6

Templo de bambu no México é exemplo de arquitetura sustentável

templo de bambu

Construir de forma sustentável: este é um grande desafio dos nossos tempos, considerando que o setor da construção civil consta na lista dos campeões quando se fala em impacto ao meio ambiente. No entanto, as soluções existem e são abundantes na natureza. Para encontrá-las, basta um olhar atento – e, talvez, uma certa vontade de reconexão com a ancestralidade.

O Templo de Luum, na costa caribenha do México, caracteriza-se por sua harmonia entre espiritualidade e natureza. Localizado em um sítio arqueológico Maia, em uma área de conservação da mata nativa, ele foi todo construído em bambu. Para se chegar lá, só por meio de trilhas na mata.

conceito por trás do projeto, desenvolvido pelo escritório de arquitetura mexicano CO-LAB, é o de “coexistência na dependência estrutural”. As abóbadas do templo se apóiam umas às outras: uma simbologia para reforçar a relação de interdependência na natureza e a importância da cooperação.

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Ainda de acordo com a publicação, os arquitetos usaram um software que indicou aos arquitetos os pontos de fixação precisos.

bambu é uma das alternativas preferidas de quem quer construir sem destruir o meio ambiente e os motivos para usá-los são muitos. Trata-se de um recurso renovável, ele absorve os gases do efeito estufa, o desperdício de material é mínimo e dispensa o uso de fertilizantes e pesticidas. Como se não bastasse, o bambu cresce em diferentes tipos de solo e de forma bastante rápida: mais de um metro por dia!

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Fonte: www.greenme.com.br

Millennials já representam metade dos consumidores

Os millennials já representam atualmente 51% dos consumidores do mercado imobiliário digital no Brasil, conforme levantamento feito pela agência de transformação digital Today, que analisou o comportamento desse público para ajudar empresas ligadas ao setor.

A geração que hoje está entre 25 e 34 anos já representam 25% da população brasileira e 80% desse público preferem alugar a comprar imóvel, sendo que cerca de 82% deles afirmam ter smartphone, segundo o fundador e diretor de estratégias da Today, Adilson Batista. “Acompanhando o mercado, já vinhamos sentindo a tendência maior em alugar do que comprar, mas não sabíamos se isso era uma escolha ou ocorria em função da crise. Mas agora já está se definindo isso como tendência mesmo”, explica.

Compilando dados de diversas pesquisas disponíveis no mercado para analisar as preferências e peculiaridades dessa nova geração de consumidores, a agência Today detectou a mudança do comportamento. “Mas o mercado imobiliário brasileiro ainda é muito tradicional e uma construtora sempre pensa em construir um prédio e vender apartamentos. Porém isso pode não funcionar mais como antes diante desse público.”

Segundo Batista, os millennials procuram imóveis próximo ao trabalho, especialmente aqueles menores, porque, mesmo tendo dinheiro, eles não querem investir muito e ficar com capital parado, explica o executivo da Today.

Mobilidade é o nome do jogo e não se pode perder tempo. Assim, os millennials querem também ter acesso a tudo perto de casa, ou usando bicicletas ou patinetes. “Por isso, o setor precisa mudar e deve olhar melhor para esse público, fazendo como as construtoras norte-americanas que já constroem pensando na locação e não na venda do imóvel”, acrescenta o diretor da consultoria especializada em transformação digital de empresas tradicionais.

Os millennials representam cerca de um quarto da população brasileira, o que corresponde a aproximadamente 52 milhões de pessoas, ou seja, um público extremamente relevante, maior que a população da Espanha, de acordo com dados da Euromonitor.

Segundo a Brasil América Economia, 76% das pessoas que compõem essa faixa etária e procuram imóveis para alugar ou comprar têm entre 25 e 34 anos e 51% desse público buscam informações pela internet, utilizando os sites de classificados de imóveis.

Por serem nativos digitais, esse grupo tem algumas características bem definidas como a valorização do tempo, serem cidadãos do mundo, procuram manter um consumo ético e sustentável e têm maior adaptabilidade a mudanças.

Quando se analisa que tipo de imóvel os millennials buscam, geralmente são apartamentos menores em áreas urbanas, próximos ao local de trabalho que ofereçam flexibilidade, pois não se prendem aos lugares por muito tempo. 41% dos millennials podem deixar o trabalho em que estão após dois anos, o que tende a levá-los a mudar também o local onde moram. “Por isso, 80% preferem alugar, o que explica o sucesso de empresas como o Quinto Andar”, diz.

Fonte: www.dci.com.br

Por: Anna França

As cinco melhores cidades para bicicletas no mundo


Copenhague, capital da Noruega, lidera a lista


(FOTO: PEXELS)

Copenhague, capital da Noruega, foi eleita pela quinta vez consecutiva a cidade mais amigável a bicicletas do mundo. A eleição, organizada pela Wired, avaliou 115 cidades pelo mundo.S

“A bicicleta continua a brilhar com a mais eficiente, prática e confiável solução para mobilidade urbana. Muitas cidades estão percebendo isso, construindo infraestrutura e expandindo instalações para acomodar a bicicleta como um meio de transporte diário”, destaca a publicação.

Na capital norueguesa, 62% das viagens para o trabalho ou escola são feitas de bicicleta, o que resulta em mais de 1,4 milhão de quilômetros rodados diariamente pelos habitantes do município.

Na lista das cinco melhores cidades para bicicletas, Copenhague é seguida por Amsterdam (Holanda), Utrecht (também na Holanda), Antuérpia (Bélgica) e Estrasburgo (França).

Fonte: epocanegocios.globo.com