Arquivo diários:10 de julho de 2019

A evolução da mobilidade urbana no Brasil

Foto – Renato Lobo

A rápida expansão populacional de algumas regiões do Brasil, aliada ao aumento das condições de vida dos seus cidadãos, veio colocar desafios aos planeadores das infraestruturas das nossas cidades.

Conforme novas localidades foram desenvolvidas nos anos 50 e 60, muitas destas foram pensadas com o paradigma atual da altura. Nos idos anos 50 e 60, o paradigma da mobilidade urbana era o uso do automóvel individual. E como consequência, estas cidades foram pensadas para o uso do mesmo. Um bom exemplo é Brasília, que foi totalmente planejada para o uso do automóvel particular.

Contudo, a história mostrou nos que este paradigma não era o mais correto. As preocupações ambientais, a eficiência energética e a gestão dos recursos naturais vieram ditar a mudança do paradigma do transporte individual para o transporte público.

A isto devemos ainda somar que o aumento exponencial da população, que ditou a sobrecarga das vias de transporte. Só nos últimos 10 anos, a frota automóvel no Brasil aumento 400%. As vias existentes não foram planeadas para tal volume de tráfego, e como consequência, temos engarrafamentos longos, demasiado tempo perdido no transito, e poluição atmosférica, visual e sonora nas nossas cidades. Alem do mais, o aumento do volume de tráfego leva a um maior número de acidentes e consequente amento do número de vítimas de acidentes de viação.

As cidades no Brasil que mais sofrem com este flagelo são atualmente São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Em São Paulo estimam-se mais de 7 milhões de automóveis em circulação, seguido de Rio de Janeiro com mais de 2,5 milhões de veículos e de Curitiba com cerca de 1,5 milhões de veículos.

Nos últimos anos, o desenvolvimento de meios de mobilidade urbana coletivos tem sido uma realidade e já se pratica no Brasil. Contudo, devido a limitações de espaço, ou de planejamento (que havia sido pensado inicialmente para o automóvel), a sua implementação tem encontrado dificuldades.

Um dos principais e, talvez mais simples, meios de locomoção urbana é o ônibus. Na teoria simples, uma vez que faz uso das vias existentes, na prática, nem tanto. O congestionamento das vias rodoviárias leva a que ocorram atrasos nas linhas de ônibus uma vez que estes ficam retidos no transito. A criação de vias dedicadas para os ônibus pode em parte solucionar o problema, mas nem todas as vias poderão ser adaptadas. Para referência, neste momento, mais de 5 milhões de pessoas utilizam o ônibus em São Paulo, 3 milhões no Rio de janeiro e 2 milhões em Curitiba.

Como alternativa, o emprego de veículos sobre trilhos, como metrôs e trens de superfície, tem ajudado a melhoria das condições da mobilidade urbana no Brasil. Apesar de algumas restrições relacionadas com o espaço disponível nas zonas mais centrais das zonas urbanas, tem sido possível a implementação de sistemas de mobilidade urbana integrados entre si, para maior eficiência. Como consequência, cidades como o Rio de Janeiro tem notas de mobilidade sustentável de 7.9 em 10, segundo o Portal Mobilize/Estudo Mobilize 2011. Contudo, outras cidades precisam ainda de se modernizar a este respeito e muito trabalho existe ainda por fazer.

Fonte: viatrolebus.com.br

Cidades inteligentes devem ter investimento de US$ 59 bi no Brasil nos próximos anos

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Até 2050, mais de 70% da população mundial irá viver em cidades, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas. O aumento da concentração de populacional traz novos desafios para o planejamento dessas áreas, especialmente quando falamos em mobilidade, habitação e fornecimento de energia.

Para suprir essas demandas, a tendência é a criação de cidades inteligentes, que usem a tecnologia para solucionar essas questões. Apenas no Brasil, as cidades inteligentes devem movimentar US$ 59 bilhões nos próximos anos, segundo Observatório Brasileiro de Cidades Inteligentes (OBCI).

A mobilidade urbana, que há décadas é um dos maiores problemas das grandes cidades, pode ser beneficiada com a implementação de semáforos inteligentes, com sensores que alterem o intervalo de tempo dependendo do fluxo de carro nas ruas. Além disso, veículos elétricos e pontos de recarga espalhados pela cidade diminuem a necessidade do uso de combustíveis fósseis.

Outro ponto que deve ser pensado cuidadosamente é o consumo de energia. A criação de rede elétricas inteligentes, smart grids, permitem avaliar e otimizar o consumo de eletricidade em áreas públicas, o que pode gerar uma economia de milhões de reais.  Para residências, o uso de medidores inteligentes, por exemplo, permite que o usuário avalie seu consumo, identifique falhas e até redefina a distribuição de energia. O grande desafio é conseguir fazer com que as cidades inteligente não tenham apenas características tecnológicas, mas  que políticas públicas e desenvolvimento social sejam valorizados de maneira igualitária.

Fonte: www.polemicaparaiba.com.br

Por : Érika Soares