Arquivo diários:12 de julho de 2019

Preço alto levará a mais imóveis compactos e com serviços compartilhados

Prédios (Arquivo)

Deloitte: Pesquisa traçou principais tendências para o mercado imobiliário em 2040 (Arquivo/Divulgação)

Otimização do espaço, processos digitais e segurança estão entre as principais demandas nas gerações de futuros compradores

Os imóveis do futuro terão mais serviços compartilhados, como lavanderia, coworking e área de lazer, e também deverão consagrar os modelos menores e compactos. Não é, porém, por uma mudança no comportamento e nos interesses das novas gerações que o compartilhamento ganhará espaço no ramo imobiliário, mas sim por uma limitação de renda.

É esta uma das principais conclusões de um estudo realizado pela consultoria Deloitte, em parceria à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), sobre as perspectivas e tendências do consumidor imobiliário para 2040.

“As novas gerações não terão a mesma capacidade de compra das antigas”, disse o economista da área de pesquisas da Deloitte, Giovanni Cordeiro. “A economia e a renda não crescem mais ao mesmo ritmo de décadas passadas e, por outro lado, o custo de materiais e de terrenos urbanos segue subindo. A solução é reduzir o tamanho e aproveitar ao máximo o espaço.”

“As pessoas querem morar em um lugar privilegiado e central”, diz o presidente da Abrainc, Luiz França, “mas não têm dinheiro para um apartamento grande, então o número de imóveis compactos deve crescer.”

O estudo aponta que, ao longo da década de 1960, a economia brasileira cresceu 64% e, na de 1970, 102%. Já nos anos de 2000 e de 2010 esse crescimento foi de 42% e 24%, respectivamente, enquanto o preço do minério de ferro disparou 443% nos primeiros dez anos do milênio.

Para traçar as principais tendências para os imóveis do futuro e o comportamento de seus compradores, a Deloitte compilou estudos nacionais e internacionais e também entrevistou 1.300 brasileiros tanto das gerações mais velhas – de “baby boomers” e a geração X – como das mais jovens, Y e Z, nascidas de 1980 em diante.

Mais processos digitais na busca e fechamento de negócios, menos corretores, maior procura por segurança e também proximidade a centros comerciais estão entre as tendências apontadas. Além do aumento nos espaços compartilhados, veja outros pontos destacados:

Mais processos digitais e menos corretores

Análise de crédito, verificação de documentos e fechamento de contratos são alguns processos que devem passar do presencial para o digital nos próximos anos.

Plataformas virtuais que forneçam mais informações, como histórico de valores de venda em um edifício ou dados de segurança do bairro, são outras possibilidades.

De acordo com a pesquisa da Deloitte, em 2040, 40% dos consumidores deverão estar dispostos a cumprir todo o processo de escolha e compra da casa por internet, enquanto 50% podem abrir mão do corretor.

Casa conectada e modular

A pesquisa detecta uma expectativa dos consumidores pelas tecnologias da “casa inteligente”, com dispositivos de controle ligados ao mundo digital. Mas, de acordo com Cordeiro, da Deloitte, essa é uma demanda que aparece mais com relação aos aparelhos, como eletroeletrônicos que conversam entre si, do que à estrutura, como portas e janelas eletrônicas.

“É uma sociedade que será mais plural, que não se vê tanto tempo na mesma casa, e que não quer que essa tecnologia fique presa àquela estrutura”, diz o economista.

Os espaços também tendem a ser mais modulares, com a possibilidade de customizar ou reformular os cômodos, também para acompanhar perfis de famílias em constante mudança. Casamentos, separações, idas e vindas de viagens longas e acolhimento de pais e sogros, com o envelhecimento da população, são algumas dessas possíveis mudanças.

Segurança e proximidade a serviços

Em uma lista com 24 itens, a segurança foi o mais assinalado pelos entrevistados de todas as gerações quando perguntados sobre o que esperam da localização e infraestrutura no entorno de seu imóvel.

Fácil acesso ao trabalho e a centros comerciais também aparece entre as preferências. Proximidade a um hospital, curiosamente, foi mais mencionada pelos mais jovens: para a geração Z, este foi o 6º item mais citado, enquanto, para a X, ele ficou em 12º na lista de prioridades.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Juliana Elias

Construção civil investe em equipamentos robotizados

Presença de máquinas robotizadas exigem profissionais com maior qualificação nos canteiros de obras. Crédito: Divulgação

Entre as razões para priorizar as “máquinas inteligentes” está a necessidade das empresas se manterem competitivas

Na recente edição da bauma, a maior feira de equipamentos para a construção civil, e que ocorre a cada 3 anos em Munique, na Alemanha, foi apresentado o “termômetro bauma da indústria”. Trata-se de medição de tendências. De acordo com as respostas de boa parte dos entrevistados, existe a predisposição em investir em novos equipamentos que priorizem a robótica. Foram ouvidos 10 mil empresários de várias nacionalidades, entre os que estiveram na feira. Para 28%, a robótica já é realidade em suas fábricas. Já 25% disseram que estão em processo de adequação de suas máquinas à era da indústria 4.0.

As razões para o investimento em “máquinas inteligentes” para a construção civil têm vários motivos, avalia Klaus Dittrich, presidente e CEO da Messe München – organizadora da bauma. “Uma das causas é que as empresas entendem esse investimento como imprescindível para se manterem competitivas no longo prazo”, diz. Outra razão é que os empresários do setor alegam dificuldades em contratar trabalhadores qualificados e também dizem ter consciência de que o futuro será das máquinas que operam de forma independente. Essa é a opinião de 58% dos entrevistados.

Para os analistas da bauma, a demanda por equipamentos robotizados já é realidade nos países industrializados, mas ainda não é prioridade em nações emergentes, como China, Índia, Rússia e Brasil. Nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão e nas potências econômicas da Europa a busca por esse tipo de máquina se deve à crescente pressão competitiva (31% das respostas), leis e regulamentações ambientais mais rígidas (24%) e a digitalização de processos de negócios (19%). “Para permanecer aptas para o futuro, as empresas da construção devem incorporar permanentemente processos e sistemas inovadores”, destaca Klaus Dittrich.

Canteiros de obras se aproximam da indústria 4.0: caminho sem volta

Entre as máquinas com esse perfil, apresentadas na bauma 2019, os visitantes encontraram equipamentos com sensores e interfaces de comunicação que coletam dados e ajudam a melhorar a produtividade, o consumo de materiais e os custos operacionais. Além disso, ferramentas digitais ajudam a automatizar os fluxos de trabalho, o que está se tornando cada vez mais relevante, principalmente devido à escassez de mão de obra qualificada. A feira mostrou ainda máquinas que operam por óculos de realidade virtual, como pequenas escavadeiras, guindastes, gruas e empilhadeiras.

Entre os visitantes da bauma existe um bom número de empresários que atua com concretagem e industrialização do concreto. Para esses clientes, uma unidade totalmente automatizada para a produção de elementos para casas pré-fabricadas foi apresentada na feira. Sensores afixados em pontos das fôrmas se comunicam sem fio com uma unidade central de processamento. A margem de erro da concretagem é inferior a 2 milímetros, garante o fabricante italiano. “Parece ser um caminho sem volta. Estamos indo em direção aos canteiros de obras com controle digital. Quando eles chegarão? A bauma mostrou que estão cada vez mais próximos”, finaliza Mareile Kästner, diretora de exposição da feira alemã.

Veja como funciona uma unidade automatizada de elementos pré-fabricados

Entrevistado
Messe München, organizadora da bauma (via assessoria de imprensa)

Contato: info@bauma.de

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: www.cimentoitambe.com.br