Arquivo diários:15 de julho de 2019

Com big data e IA, China lidera “proptech” em edifícios inteligentes


Novas tecnologias, como big data e machine learning, ajudam indivíduos e empresas a comprar, vender e administrar imóveis


Vista noturna de Pequim: investimento em startups proptech totalizou US$ 7,8 bilhões de 2013 a 2017. (Mohr / ullstein bild/Getty Images)

As fintechs estão mudando a forma como as pessoas fazem empréstimos, investem e pagam pelas coisas. Mas há outro tipo de tecnologia – mais evidente na China – que está transformando como a população das cidades interage com seus espaços residenciais e de compras.

É a chamada tecnologia de propriedade ou “proptech” – o uso de novas tecnologias, como big data e machine learning, para ajudar indivíduos e empresas a comprar, vender e administrar imóveis.

Segundo a Jones Lang LaSalle, o investimento em startups proptech totalizou US$ 7,8 bilhões de 2013 a 2017 — a China responde por uma fatia de 36% desse total. Em 2018, esse valor chegou a quase US$ 20 bilhões, segundo dados da empresa de pesquisa de mercado Venture Scanner.

“Na China, existe um ecossistema proptech muito dinâmico, bastante maduro e avançado em todos os níveis”, disse Anthony Couse, CEO da Jones Lang LaSalle na Ásia, no primeiro fórum de proptech organizado em Pequim, em maio. “Alguns dizem que somos lentos, conservadores”, disse, referindo-se ao setor imobiliário. “Não acho que isso se aplique à China.”

Uma das razões mais citadas para a liderança da China em proptech é que o país tende a enfatizar mais a conveniência do que a privacidade. Isso torna mais fácil para empresas imobiliárias usarem bancos de dados de transações, câmeras de reconhecimento facial e outras tecnologias para melhorar as experiências de compra e modo de vida das pessoas, embora as incorporadoras ainda precisem ser cuidadosas sobre como acessam e usam dados pessoais para evitar alegações de violação da privacidade.

Confira abaixo algumas maneiras pelas quais as incorporadoras chinesas estão usando a Internet das coisas, inteligência artificial e big data para melhorar as experiências de moradia e de compras das pessoas:

Shopping Centers

A Dalian Wanda atualizou suas plataformas de gerenciamento de propriedade em dois shopping centers Wanda Plaza, com a instalação de câmeras que utilizam tecnologia de reconhecimento de comportamento para rastrear os movimentos dos consumidores dentro do shopping, como, por exemplo, por quanto tempo as pessoas ficam em uma loja e se saem com uma sacola na mão.

Serviços de Manutenção

Colocar sensores em torno de seus condomínios residenciais permitiu à construtora chinesa Longfor Group substituir um sistema de gestão de propriedade intensivo em mão de obra. Desenvolvido pelo braço de serviços da construtora com a tecnologia de Internet das coisas, o sistema reduziu os custos de mão de obra na manutenção de instalações em até 62%.

Cerca de 480 mil instalações com sensores em conjuntos residenciais em todo o país capturam dados e os enviam para um centro de processamento. As informações são diversas: os primeiros andares de apartamentos inundados por tempestades de verão, elevadores quebrados ou uma tampa de bueiro deslocada que coloque transeuntes em risco.

Reconhecimento Facial

Usando a tecnologia de reconhecimento facial, a Shui On Land começou a usar um aplicativo chamado “INNO” para o controle de acesso em seus prédios de escritórios em Xangai. Uma descoberta surpreendente surgiu em uma torre do centro da cidade: 70% dos trabalhadores eram do sexo feminino. Então, a Shui On decidiu renovar um dos seus shoppings – o Xintiandi Plaza – localizado abaixo da área de escritórios, adaptando um total de cinco andares apenas para as mulheres.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Bloomberg

Blocos de concreto para calçadas: o que vem por aí?

Em países do hemisfério norte, tecnologias transformam artefatos em fontes de energia para a iluminação pública

Artefatos emborrachados
Artefatos emborrachados se moldam ao crescimento das árvores e evitam ruptura do pavimento das calçadas. Crédito: CityLab

Cidades brasileiras estão modificando suas calçadas por conta da aprovação de estatutos do pedestre pelas câmaras municipais. A pedra portuguesa, quando não é transformada em patrimônio cultural – como ocorre em Curitiba -, fica para a história e cede lugar às placas de concreto e aos blocos intertravados. Fora do país, esses artefatos estão agregando tecnologias e se misturando a outros materiais para criar calçadas mais duradouras, sustentáveis e com capacidade para gerar energia.

Nos Estados Unidos, por exemplo, elementos de concreto que se aquecem já são realidade. Nas cidades de Nova York e Minneapolis, estão em teste placas cimentícias embutidas com um sistema vascular de tubos que transporta água aquecida. A temperatura que a calçada atinge é suficiente para derreter a neveque se acumula na superfície. Apesar do conforto oferecido ao pedestre, o sistema ainda é inviável economicamente. Um trecho de 100 metros custa o equivalente a 100 mil dólares (aproximadamente 390 mil reais).

Na Inglaterra e na França, blocos de concreto cobertos com placas emborrachadas convertem a energia cinética gerada pelos passos dos pedestres em eletricidade. Nos dois países, o sistema é testado em calçadas instaladas na frente de duas estações de trens e transfere a energia para a iluminação pública. Outra tecnologia que usa o calçamento para gerar energia está em teste na Universidade George Washington, nos Estados Unidos. Placas de painéis solares coladas sobre os artefatos, em uma área de 10 m2, produzem eletricidade suficiente para alimentar 450 lâmpadas LED.

Tecnologia que usa artefatos de cimento permeáveis se consolida no Brasil

energia cinética

Blocos que convertem a energia cinética gerada pelos passos dos pedestres em eletricidade já são realidade na Inglaterra. Crédito: Pavegen

Em Cambridge, na Inglaterra, blocos de concreto revestidos com uma película que absorve e armazena a luz UV (ultravioleta) são capazes de se auto-iluminar durante a noite. Outra inovação em teste acontece na cidade de Santa Mônica, na Califórnia-EUA, onde blocos emborrachados circundam as árvores e conseguem se moldar ao crescimento do tronco e das raízes. Isso evita a ruptura das placas, causada pelo crescimento das plantas.

No Brasil, uma tecnologia que se consolida é a que utiliza artefatos de cimento permeáveis nas calçadas. A técnica, usada há mais de 30 anos em países como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos, é vista como uma ferramenta que pode ajudar no combate às enchentes nos centros urbanos do país. A cidade de São Paulo decidiu aderir e está promovendo uma grande intervenção em sua mobilidade urbana, trocando as pedras portuguesas por placas cimentícias permeáveis no centro histórico e na região do Vale do Anhangabaú.

A intervenção vai agregar sistema LED na iluminação pública e permitir que toda a rede de energia e de telecomunicações fique enterrada em galerias técnicas e banco de dutos. A inovação no calçamento paulistano virá com a instalação de 850 pontos de jatos d’água para melhorar o microclima da região em dias de calor. A água será aspergida, molhando apenas a calçada, e depois recolhida por ralos para reaproveitamento. Um tanque subterrâneo, com capacidade de 1.500 m3, irá coletar a água para alimentar o sistema de drenagem.

Vale do Anhangabaú

Projeção de como ficará o Vale do Anhangabaú, em São Paulo-SP, após revitalização do calçamento. Crédito: prefeitura de São Paulo-SP

Entrevistado
Reportagem com base em estudo da CityLab, laboratório que pesquisa os problemas e as soluções para as cidades e prefeitura da cidade de São Paulo-SP.

Contatos
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: www.cimentoitambe.com.br