Arquivo diários:16 de julho de 2019

Automação residencial: Empreendimentos tecnológicos auxiliam no dia a dia dos moradores

Automação residencial: empreendimentos tecnológicos auxiliam no dia a dia de moradores
A automação residencial ou casa inteligente utiliza equipamentos para concentrar e controlar processos residenciais Créditos: Shutterstock

O uso da tecnologia está cada vez presente na vida das pessoas e é cada vez mais comum perceber esses sistemas migrando para residências

O termo domótica que é definido como integração de diversos elementos ou mecanismos automáticos em um único espaço surgiu nos anos 80, na França, juntamente com os primeiro edifícios. O conceito foi inicialmente pensado para o objetivo de controlar a climatização, segurança e iluminação ao interligar vários elementos com uma central de controle.

Atualmente, a automatização tem sido muito difundida na construção civil, porém em um contexto mais doméstico, onde se pretende automatizar as tarefas de casa e promover mais conforto aos moradores, concentrando todo o controle em um computador ou smartphone com acesso à Internet onde é possível, também, programar tarefas diárias otimizando o tempo gasto com tarefas rotineiras e maçantes como, por exemplo: regar as plantas do jardim duas vezes por dia por meio do controle remoto. “A automação residencial deve funcionar como uma ferramenta para auxiliar em algumas tarefas e proporcionar conforto e comodidade a seus usuários. Por exemplo, com um projeto de automação o cliente pode, antes mesmo de chegar em sua residência, ligar o ar-condicionado, televisão, controlar a iluminação, e executar várias outras tarefas através de dispositivos móveis conectados à internet”, explica o professor Alexandre Harayashiki Moreira, do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia.

Confira abaixo outras aplicações para a domótica na automação residencial:

  • Som ambiente;
  • Segurança;
  • Iluminação;
  • Climatização.

O uso da tecnologia está cada vez presente na vida das pessoas e é cada vez mais comum perceber esses sistemas migrando para residências.

A automação residencial ou casa inteligente utiliza equipamentos para concentrar e controlar processos residenciais e, com isso, é possível, por exemplo, fechar as janelas a distância através de um dispositivo no celular caso haja previsão de chuvas e o morador tenha esquecido as janelas abertas, evitando assim, danos ao ambiente.

Outro ponto importante a ser destacado é a preocupação constante com a segurança da residência e esses sistemas automatizados como câmeras, que podem ser acompanhadas a distância ou conectadas à uma central de segurança. “Num primeiro momento pode parecer apenas comodidade de controlar diversos equipamentos e sistemas do imóvel através de um celular ou tablet. Porém, ao sair do imóvel e alguma lâmpada ficar acesa, controlar remotamente a iluminação significa não precisar voltar para apagá-la, trazendo economia de energia e principalmente tempo”, explica o professor. Confira alguns benefícios da automação residencial:

  • Conforto;
  • Segurança;
  • Controle;
  • Praticidade;
  • Otimização.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Planejamento Urbano: É possível projetar a cidade ideal?

a cidade ideal

É inegável afirmar que, no período chuvoso, as cidades brasileiras viram uma verdadeira confusão. Alagamentos, desabamentos, ruas e canais transbordando, pessoas desabrigadas… Tudo parece sair do lugar por causa de uma chuva. Porém, não é só no período chuvoso que a cidade parece desordenada. Quem enfrenta o trânsito diário, quem quer mais áreas de lazer, quem usa o transporte público e quem, de modo geral, vive nas cidades, também têm muito a reclamar. Em meio a tudo isso, será que é possível projetar a cidade ideal?

a cidade ideal
Imagem: downtownodessatx.com

Planejamento das cidades brasileiras

No Brasil, poucos municípios foram planejados. A cidade de Salvador, fundada em 1549, foi a primeira e foi projetada pelos portugueses. No século XIX, Teresina e Sergipe foram erguidas. Já no Brasil moderno, Belo Horizonte foi a primeira cidade a ser planejada. Goiânia, Maringá, Brasília e Palmas foram inauguradas no século seguinte.

Porém, o fato de ser planejada não significa que a cidade funciona de modo perfeito atualmente. Belo Horizonte, por exemplo, foi planejada dentro de uma das principais avenidas, a Contorno. A malha perpendicular, com ruas cortadas por avenidas (algo que pode deixar qualquer desorientado perdido), parecia ideal. Para finalizar, a avenida do Contorno cercaria a cidade. Ali dentro, haveria transporte, saneamento, assistência médica, educação e outros. O crescimento deveria ocorrer na região suburbana (fora da avenida) e não houve preocupação imediata, já que se imaginava que a cidade não cresceria tanto. É aí que foi o grande erro. A cidade cresceu rápido demais e, mesmo os vários planos de tentativa de reestabelecimento da ordenação da área urbana não foram suficientes. Isso mostra que, obviamente, para planejar uma cidade é preciso pensar a longo prazo e fazer isso de maneira correta.

a cidade ideal
Imagem: curraldelrei.blogspot.com

Em busca da cidade ideal

Na hora de planejar, dentre os principais fatores levados em consideração estão: educação, mobilidade urbana, saúde, emprego, infraestrutura, moradia e segurança. Também é preciso considerar que cada um imagina sua própria cidade ideal. Então, é necessário que o planejador pense no coletivo e concilie todas essas idealizações em uma única cidade que deixe a maior parte dos habitantes satisfeitos e em harmonia. Vale lembrar que a boa qualidade de vida deve ser promovida para todos.

No mundo, o grande crescimento da população urbana ocorreu a partir da década de 50. Desde então, cabe ao planejamento urbano atuar para aprimorar políticas, planos e projetos e processos que levem a cidades mais inclusivas, conectadas, integradas, sustentáveis e resilientes. Ele precisa estar ligado aos três pilares do desenvolvimento sustentável: ecológico, social e econômico.

a cidade ideal
Imagem: pensamentoverde.com.br

Assim, várias cidades ao redor do mundo tentam ser ideais. Algumas já baniram os carros de algumas regiões, adotaram sistemas de transporte coletivo eficientes, incorporaram áreas verdes e de lazer, reduziram as taxas de violência, implantaram sistemas de saneamento e etc. No Brasil, Curitiba é um dos poucos exemplos de cidades que fazem melhorias efetivas no planejamento urbano, infelizmente. Algumas até tentam, mas estão bem longe da cidade ideal que todos sonham.

Os critérios de Gehl e a busca pela cidade ideal

Jan Gehl, um arquiteto dinamarquês, estabeleceu 12 critérios para determinar a qualidade de vida urbana que estão relacionados à cidade ideal. Para desenvolvê-los, ele precisou colocar os cidadãos como foco da cidade. Gehl começou a criar sua concepção sobre como pensar na qualidade dos espaços da cidade quando o planejamento urbano passou a ser feito considerando-se o carro como elemento principal.

a cidade ideal
Imagem: goselfie.com.br

Os critérios são divididos em três categorias:

PROTEÇÃO:

– Prevenção de acidentes;

– Combate ao crime e violência;

– Abrigo contra experiências desagradáveis (chuva, frio, poluição, etc.);

CONFORTO:

– Caminhadas: acessibilidade, bons locais para caminhar;

– Locais atrativos para parar;

– Locais de descanso;

– Locais para contemplação;

– Locais para interação;

– Locais para a prática de atividades físicas e de lazer;

DESFRUTE:

– Planejamento para a escala humana;

– Locais que forneçam um clima adequado;

– Experiências sensoriais

A lógica de Gehl considera a escala humana. Nela, presta-se mais atenção nas pessoas e menos nos prédios, praças e ruas. Assim, é preciso planejar a cidade a partir de uma visão que parte do cidadão. É preciso pensar em calçadas, em ciclovias e em distâncias que possam ser percorridas sem a necessidade de um carro (o que não acontece muito em Brasília, por exemplo). A rua não é mais importante que a calçada. Também é preciso planejar locais em que as pessoas possam parar e sentar, desfrutar do ambiente que as cerca. Caso contrário, ele vira apenas um local de passagem.

a cidade ideal
Imagem: unhabitat.org

Quando não é devidamente planejada, uma cidade precisa de vários planos de correção. É preciso planejar pensando em prevenção e manutenção, não em correção. Não é adequado deixar acontecer uma tragédia ou um problema diário (como os engarrafamentos) para depois agir. Os critérios estabelecidos por Gehl não são, em si, a solução para se ter uma cidade ideal. Porém, eles representam o ponto inicial e que podem fornecer suporte para o planejador.

Fonte: blogdaarquitetura.com

Referências: ONU-HabitatTreez; Vida Simples; Comurb.

Smart Cities: Saiba mais sobre cidades inteligentes

Smart Cities: saiba mais sobre cidades inteligentes

Utiliza tecnologias e a comunicação em rede para conectar serviços em rede para gerenciar serviços vitais

Capazes de acomodar adequadamente a sociedade, meio ambiente e economia de forma a não causar prejuízos para o ecossistema.

De acordo com o estudo “The world Population Prospects: The 2017 Revision“, o planeta ganha cerca de 83 milhões de seres humanos a cada ano e a tendência é aumentar ainda mais nos próximos: a população deve chegar a aproximadamente 8,6 bilhões de habitantes humanos até 2030. Mesmo com as perspectivas de diminuição das taxas de fertilidade, a tendência é que a população continue aumentando e deve chegar a 11,2 bilhões de habitantes até 2100, com tendências para se aglomerarem a cada dia mais nas grandes cidades que concentram a maioria das pessoas.

Com o passar do tempo essas cidades passam a consumir cada vez mais energia e, consequentemente, aumentando as emissões de CO². Com isso, é importante pensar no futuro da habitação e possibilitar cidades sustentáveis e inteligentes que sejam capazes de acomodar adequadamente a sociedade, meio ambiente e economia de forma a não causar prejuízos para o ecossistema.

Smart Cities: como funcionam

Uma das soluções para esse crescimento população é o modelo de smart cities ou cidades inteligentes no qual se contempla um sistema onde as pessoas utilizam e interagem da melhor forma possível todos os recursos disponíveis numa cidade para melhorar o desenvolvimento socioeconômico e, assim, melhorar a vidas das pessoas. Desta forma os fluxos de qualquer área dentro de uma cidade são mais inteligentes, tornando os serviços disponíveis mais inteligentes e eficientes, dando respostas mais rápidas às necessidades da sociedade. As bases de uma cidade inteligente vão muito além de tijolos e argamassa, a sua infraestrutura utiliza tecnologias e sistemas construtivos para trazer mais qualidade de vida para os seus habitantes a fim de promover um futuro eficiente e rentável ao mesmo tempo por meio de tecnologias que conectam sistemas de energia, alarme de incêndio, entre outros.

O que muita gente não sabe é que as cidades inteligentes ou smart cities vão muito além do que apenas cidades tecnológicas e se preocupam com outras questões, como: planejamento urbano, saneamento básico, controle de gases nocivos e poluição do ar, energia limpa, habitação social, mobilidade urbana e até coleta seletiva. A cidade inteligente pretende utilizar a tecnologia de comunicação em rede para conectar todos os serviços em rede e gerenciar serviços vitais. O Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha definiu nove variáveis que indicam se uma cidade é inteligente ou não e qual o nível de inteligência. Entre elas, podemos citar:

  • Coesão social
  • Capital humano
  • Meio ambiente
  • Economia
  • Alcance internacional
  • Tecnologia
  • Governança
  • Planejamento urbano
  • Mobilidade e transporte

Para a coordenadora de difusão tecnológica da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Talita Daher, um projeto de smart cities, primeiro deve-se estudar a infraestrutura de conectividade das cidades. “A cidade precisa, primeiramente, estar conectada com uma infraestrutura de conectividade preparada para receber as futuras tecnologias. Após essa análise, deve-se estudar os problemas da cidade, seja na área de governança, segurança pública, mobilidade, iluminação pública, entre outros”, destaca a coordenadora. As cidades inteligentes podem ser planejadas desde o projeto inicial ou por meio de investimento em inovação ou pequenas melhorias em serviços ou em sistemas já existentes que podem ser implementados mesmo após muitos anos de existência.

Porém, se ela já é estruturada para ser uma cidade inteligente desde o projeto as chances de dar certo são ainda maiores. “As tecnologias escolhidas e instaladas devem resolver os problemas municipais, promovendo a redução de custos e melhorando a qualidade de vida do cidadão e o projeto deve ser construído levando-se em conta o conceito de interoperabilidade entre as tecnologias e projetos nas diversas áreas”, destaca.

As tecnologias devem funcionar de formas integradas, controladas por um Centro de Controle e Operações, onde o BigData de informações gerado deve ser utilizado para gerar inteligência para redução de custos municipais, digitalizar a economia da cidade e provocar uma melhoria da qualidade de vida do cidadão. Em vários países, incluindo o Brasil, existem cidades implementando conceitos e tecnologias para smart cities.

Benefícios das smarts cities

Para Marcelo De Santis Ferreira, coordenador de incubadora do Parque Tecnológico Sorocaba, os principais benefícios que uma cidade inteligente pode oferecer é tornar os processos mais inteligentes, melhorar a qualidade dos principais serviços de uma cidade, saúde, educação, mobilidade, segurança, entre outros, deixando de ter gastos com atividades sem necessidade. “As cidades tradicionais não pensam em melhorar estes processos, deixando-os lentos, com baixa eficiência e cheias de problemas e reclamações, com muitos desperdícios, encarecendo cada vez mais os principais fluxos de uma cidade”, aponta Marcelo.

Economia para a cidade e para a população, assim pode-se investir o dinheiro do município em inovações para o mesmo. “É um efeito cascata, cidades mais inteligentes, estados mais inteligentes e uma nação mais inteligente, chegando a uma população mais feliz”, aponta o coordenador. Entre os principais impactos a médio e longo prazo estão: melhora nos principais serviços das cidades, saúde com melhores resultados, sem filas; mobilidade mais inteligente com diminuição de congestionamentos inúteis liberando mais tempo para as pessoas poderem fazer outras coisas, entre outros.

As tecnologias podem trazer impactos na melhoria dos serviços públicos, na educação, na segurança pública, na mobilidade urbana e em vários outros aspectos do cotidiano das cidades. Para Talita, a introdução de inovação tecnológica no meio urbano traz, como qualquer processo de inovação, tanto oportunidades quanto riscos. “Para mitigar esses riscos e assegurar o uso efetivo das ferramentas tecnológicas são necessárias estratégias gerenciais e organizacionais planejadas a curto, médio e longo prazo, bem como políticas e mecanismos legais que ajudam a criar um ambiente favorável e estimulante para a inovação tecnológica”, finaliza.

Fonte: www.mapadaobra.com.br