Arquivo mensais:setembro 2019

Conflitos entre engenharia e suprimentos: como saná-los?

Tecnologia auxilia na interação entre os departamentos, controlando desde a solicitação de compra até a entrega

Engenharia e suprimentos concentram a maior parte das operações relacionadas à obra. A sintonia entre os dois departamentos impulsiona a rotina diária do canteiro. Porém, quando há conflitos, os problemas podem se acumular. A batalha entre as duas áreas está relacionada com prazos e custos. Se o suprimento falha, falta insumo na obra, estoura o orçamento e surgem problemas com fornecedores. Se a engenharia falha, os pedidos chegam incompletos e a compra de insumos e a definição dos fornecedores se complica. Geralmente, a solução para esses problemas passa pela melhoria da comunicação entre os departamentos.

Atualmente, a tecnologia auxilia nessa interação entre engenharia e suprimentos, com a existência de softwares que monitoram a solicitação de compra, a compatibilidade com o orçamento, a quantidade de materiais, a lista de fornecedores, a entrega e o registro das notas fiscais. Para o engenheiro de software, especialista em cadeia de suprimentos da construção civil e CEO do Coteaqui, Alyson Tabosa, esse tipo de ferramenta não é gasto, mas investimento. “O departamento de suprimentos na construção civil tem alto potencial de aumentar a lucratividade de um empreendimento. Consequentemente, o custo dessas ferramentas é facilmente revertido na forma de investimento”, avalia.

Independentemente da tecnologia disponível, o fluxo entre as áreas é fundamental para que exista sintonia fina no andamento da obra. Por isso, o procedimento padrão recomendado é que o engenheiro da obra defina a demanda de materiais necessários no canteiro e indique uma lista de fornecedores confiáveis. Feito isso, ele repassa para um encarregado, que vai registrar o pedido e encaminhar ao departamento de suprimentos, que irá realizar a cotação, verificar preços, definir as condições de pagamento e executar a compra. Em seguida, já na fase de entrega dos materiais, o encarregado deve receber a compra no canteiro de obras, conferir, cadastrar a nota fiscal e usar as ferramentas adequadas para que o financeiro seja comunicado e efetue o pagamento.

Uso de ferramentas adequadas organiza a comunicação entre as áreas e minimiza erros

Para Delton Quadros, que atua na implantação de softwares de controle de suprimentos na construção civil, o uso de ferramentas adequadas organiza a comunicação entre os departamentos e minimiza os erros mais comuns, que são os seguintes: executar pedidos por emails, e que muitas vezes se perdem entre outras mensagens; fazer solicitação de compra por papel, também sujeito a extravio, ou até por aplicativos como WhatsApp, e que corre o risco de se perder entre outras informações. “O uso de uma ferramenta adequada para integrar engenharia e suprimentos, desde que ela faça, de fato, parte do processo, é o melhor caminho”, recomenda.

Para os especialistas, os departamentos de engenharia, suprimentos e financeiro têm objetivos comuns com relação à obra, que é alcançar os resultados projetados. Por isso, todos devem evitar compras urgentes, por duas razões específicas: atrapalha os processos e aumenta o custo final do empreendimento. Para o gestor de negócios imobiliários e da construção civil, André Freitas, uma palavra resume o risco causado por compras urgentes. “Evite”, diz. A prevenção, afirma, deve vir do setor de engenharia, que precisa realizar corretamente a solicitação de materiais. Assim, reduz o risco de faltar insumos na obra e facilita o trabalho das áreas de compra e financeiro. “A sincronia entre esses departamentos representa o sucesso da obra”, define.

Assista aos web seminários

https://www.sienge.com.br/thank-page-reduzindo-os-conflitos-entre-engenharia-e-suprimentos-integrando-as-areas/

https://www.sienge.com.br/thank-page-de-quem-e-a-responsabilidade-saiba-como-fazer-as-equipes-de-suprimentos-e-financeiro-trabalharem-juntas/

Entrevistado
Reportagem com base nos web seminários “Reduzindo os conflitos entre engenharia e suprimentos: integrando as áreas” e “De quem é a responsabilidade? Saiba como fazer as equipes de suprimentos e financeiro trabalharem juntas”

Contato: ciclosiegne@softplan.com.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Cresce mercado imobiliário que não depende de governo

Empreendimentos não atrelados ao Minha Casa Minha Vida fecham 1º semestre de 2019 em franco crescimento

Os empreendimentos residenciais que não dependem do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) fecharam o primeiro semestre de 2019 em franco crescimento, em comparação ao mesmo período de 2018. Os lançamentos aumentaram 15,4%, as vendas fecharam positivamente em 12,1% e os estoques caíram 8,7%. É o que mostram os mais recentes dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais, levantados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), e que englobam números de 16 capitais e 9 regiões metropolitanas. “Tudo que depende de dinheiro do governo corre risco. Já os números do mercado imobiliário que não dependem de subsídios aumentaram”, confirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

As regiões sul, sudeste e centro-oeste puxam a fila no volume de obras, com destaque para Florianópolis-SC, São Paulo-SP, Cuiabá-MT, Distrito Federal-DF e Goiânia-GO.  Entre as regiões norte e nordeste do país, a única que se destaca positivamente é Salvador-BA. “Há uma evidente regionalização do mercado. E as regiões que menos dependem de governo são as que mais conseguem crescer”, afirma Martins. A avaliação é confirmada pelo vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. “Em todo o país, no primeiro semestre de 2019, foram lançadas 46.200 unidades residenciais, com destaque para o Centro-Oeste, onde os lançamentos cresceram 75% comparativamente ao mesmo período de 2018”, revela.

Em contrapartida, os projetos atrelados ao MCMV, e que ainda são 40% do que é construído no país em termos de habitação residencial, seguem parados. “Esse cenário de dependência do Minha Casa Minha Vida fica mais evidente no norte e nordeste”, frisa Celso Petrucci. Já, para os imóveis que não dependem de financiamentos atrelados ao programa habitacional, o levantamento dos Indicadores Imobiliários Nacionais aponta que a demora para as construtoras desovarem seus estoques vem caindo progressivamente. “No primeiro semestre de 2018, a média para encontrar compradores para os imóveis não-vendidos era de 14,3 meses. No primeiro semestre de 2019, esse número caiu para 11,1 meses”, destaca Petrucci. 

CBIC estima que vendas de unidades residenciais cresçam 15% em 2019

Com base nas projeções, o vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC assegura que, se o Minha Casa Minha Vida estivesse passando por um período de aquecimento, o mercado imobiliário no Brasil estaria vivendo um período de expansão próximo ou igual a 75%. No entanto, sem o impulso necessário ao programa, a estimativa da CBIC é que as vendas de unidades residenciais fechem 2019 com crescimento perto de 15%. Isso depende de uma recuperação mais uniforme dos mercados das regiões norte e nordeste. Outro empecilho pode ser a falta de recursos do FGTS para bancar a demanda do setor habitacional. “Não tem orçamento suficiente para contratar tudo que o mercado necessita em termos de FGTS”, avisa José Carlos Martins.

Os dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais contabilizam números das seguintes capitais e regiões metropolitanas: Manaus-AM, Belém-PA, João Pessoa-PB, Salvador-BA e região, Cuiabá-MT, Distrito Federal-DF, Goiânia-GO e região, Belo Horizonte-MG e região, Rio de Janeiro-RJ e região, São Paulo-SP e região, Curitiba-PR e região, Florianópolis-SC, Porto Alegre-RS e região, Fortaleza-CE e região, Recife-PE e região e Maceió-AL. 

Assista a apresentação dos Indicadores Imobiliários Nacionais

   

Entrevistado
Reportagem com base nos números mostrados pelos Indicadores Imobiliários Nacionais, da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)

Contato: comunica@cbic.org.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Isay Weinfeld projeta Minha Casa Minha Vida em São Paulo

Conhecido por desenvolver projetos de alto padrão no Brasil e no exterior, Isay Weinfeld está projetando um edifício de habitação social financiado pelo programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV) pela primeira vez. Localizado na esquina das ruas Marquês de Itu e Amaral Gurgel, de frente para o Elevado Presidente João Goulart, em São Paulo,o Bem Viver Marquês de Itu é uma parceria entre a incorporadora Magik JC e o arquiteto. “O incorporador Andre Czitrom, da Magik JC, me convidou e eu aceitei”, contou Weinfeld à Casa Vogue.

empreendimento, destinado à faixa social conhecida como HIS 2 – famílias com renda de até seis salários mínimos –, se trata de uma solução arquitetônica com 15 pavimentos. “Não há um conceito. Há uma solução arquitetônica resultado de uma equação que combina terreno, entorno, programa, código de obras municipal, normas ABNT, prazo, orçamento e o meu olhar para tudo isso”, explicou o arquiteto.

Em meio ao cinza das construções antigas do centro da cidade, a fachada do prédio em tons azulados se destacará na região. Serão 125 unidades com duas opções de metragens: 25 m² com um dormitório ou 34 m² com dois dormitórios. A planta em “U” oferecerá quatro arranjos internos diferentes, garantindo ventilação natural e vista para a paisagem urbana à todos os apartamentos.

Sobre o desenvolvimento do edifício, Isay Weinfeld, que está concluindo em paralelo seu primeiro projeto residencial em Nova York, enfatizou que precisa seguir uma lista de restrições impostas pelo MCMV: “O programa tem regras muito claras”. O lançamento do imóvel está previsto para fevereiro de 2020.

Fonte: https://casavogue.globo.com

Por Mariane Reghin | Fotos Divulgação

Construção civil entra em nova fase de expansão

O mercado imobiliário está começando a vivenciar uma nova fase de prosperidade. O setor da construção civil foi um dos mais afetados pela recessão. De 2014 a 2018, recuou 27,7%. Mas, recentemente, começou a apresentar números positivos com tendência de crescimento. Neste mês, a Caixa Econômica Federal fez um anúncio que renovou ainda mais as expectativas: a instituição lançou uma linha de financiamento imobiliário atrelado à inflação.

Dessa maneira, a taxa mínima para os imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação e no Sistema Financeiro Imobiliário será de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 2,95% ao ano, enquanto a taxa máxima será de IPCA mais 4,95% ao ano. As taxas valem para os novos contratos e entraram em vigor no dia 26 de agosto. Os contratos de financiamento habitacional com atualização pelo indexador IPCA seguirão as seguintes condições: prazo máximo de 30 anos e quota máxima de financiamento de 80%.

As mudanças valem para o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permitem o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de usar o Fundo.

Antes, os financiamentos eram feitos por uma taxa fixada pela instituição (que variava entre 8,5% e 9,75% ao ano) mais a TR (Taxa Referencial), estabelecida pelo Banco Central, que atualmente está zerada. Com as mudanças, se considerarmos a inflação de 4,95% mais 2,95%, a taxa atingirá a máxima de 7,9%, percentual menor do que era praticado. Outro ponto positivo é que a meta da inflação, divulgada pelo Banco Central desde 2018, vem reduzindo, passando de 4,5% a.a., para 3,5% a.a., em 2022.

Essas mudanças são importantes para aquecer o mercado e gerar novas opções de funding para o setor imobiliário. Além disso, ao vincular os contratos à inflação, o governo e a Caixa Econômica terão melhores condições para a securitização de recebíveis. Em um futuro próximo, o mercado imobiliário poderá atrair mais recursos para o financiamento, aumentar a concorrência entre bancos e consolidar um mercado secundário atuante que possa suprir o funding necessário para seu crescimento. Já o consumidor final deverá pagar menos de prestação.

O setor da construção civil é um dos principais braços da economia brasileira e possui um papel estratégico do ponto de vista socioeconômico. De acordo com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Construção Civil impulsionou os investimentos e fez o PIB crescer no segundo trimestre de 2019. O setor apresentou alta de 1,9% de abril a junho em relação ao trimestre anterior. Nesse mesmo período, a economia nacional cresceu 0,4%, retirando o País de uma recessão técnica.

O grande destaque do PIB no segundo trimestre foi o crescimento de 3,2% do investimento, depois de registrar queda por dois trimestres consecutivos. O incremento de 11,8% nos lançamentos imobiliários no País, nessa mesma base de comparação, pode ter contribuído para esse resultado. Conforme o estudo “Indicadores Imobiliários Nacionais”, divulgado pela Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic, no segundo trimestre de 2018 os lançamentos totalizaram 27.381 unidades, enquanto, no mesmo período deste ano, foram 30.607.

Dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) dão conta de que o crédito imobiliário voltou a crescer no Brasil. Em 31 de julho de 2014, foram financiadas 39,9 mil unidades. No mesmo período de 2019 foram 24,9 mil unidades, o que representa um crescimento de 24% no número de imóveis financiados sobre julho de 2018 (23,4 mil) e de 36% no volume de crédito concedido.

Apesar das várias críticas ao governo federal, economicamente o País está começando a ficar mais maduro. Citando o cientista social e jornalista Vinicius Torres Freire: “A economia brasileira é como um caranguejo”.

Está atolada na lama, com várias crises e quedas frequentes do seu PIB. Só que, de 2017 para cá, o caranguejo não está mais cavando o buraco. Pelo contrário, ele está andando de lado e, o mais importante, está mudando a carapaça, sua cor e textura. Ou seja, estamos com um ambiente mais favorável para empreender (Lei da Liberdade Econômica – MP 881/19), melhores taxas de juros e uma inflação cada vez mais controlada em médio e longo prazos.

Apesar de ainda indicarem um ritmo muito lento, os dados recentes do PIB trazem um alento e reforçam as expectativas mais positivas para o segundo semestre do ano. As sinalizações dos novos gestores da economia nacional alimentam um clima menos pessimista entre investidores e consumidores.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br

Desde estreia, 20% de financiamentos da Caixa foram pelo IPCA, diz Tecnisa

Caixa: banco lançou modelo de financiamento de imóveis baseado na inflação (Pilar Olivares/Reuters)

Para o CEO da empresa de mercado imobiliário, linha de crédito atualizada pela inflação é a melhor opção de compra de imóveis para população de baixa renda

Pouco menos de um mês após seu lançamento, a linha de crédito imobiliário atualizada pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já corresponde a 20% dos financiamentos realizados pela Caixa, disse Joseph Meyer Nigri, CEO da Tecnisa, em entrevista exclusiva ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “A demanda está muito boa e temos grande expectativa. Para a baixa renda é muito boa esta linha”, disse Nigri, acrescentando que, em meio à economia brasileira praticamente estável, “o mercado imobiliário está indo muito bem”.

A linha de crédito atualizada pela inflação vale para imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliários (SFI).

Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer 0,8% neste ano. “Estamos vendo confiança do consumidor, os bancos estão dando crédito, as taxas estão caindo e o desemprego diminuindo”, apontou.

Sem abrir projeções para este ano ou guidance para 2020, Nigri estima que as vendas da Tecnisa neste ano cresçam “um pouco mais do que as do ano passado”, enquanto os lançamentos ficarão estáveis. “Tivemos dois no primeiro semestre e teremos apenas mais um neste segundo semestre. Já para o ano que vem, temos caixa e estrutura para realizarmos lançamentos no valor de R$ 1 bilhão”.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Confira os resultados do financiamento imobiliário no primeiro semestre

De acordo com dados da Abecip, crédito imobiliário cresce 33,3% entre os primeiros semestres de 2018 e de 2019
Créditos: Shutterstock

Resultados do mercado imobiliário são significativos para o segmento

mercado imobiliário tem obtido ótimos resultados em 2019. É o que aponta o relatório publicado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). De acordo com dados da associação, em junho, os financiamentos imobiliários destinados à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 6,06 bilhões e superaram em

10,4% o volume de junho de 2018, mas caíram 8% em relação a maio. Quando comparado com junho de 2018, os financiamentos somaram R$ 33,7 bilhões, o que representa 33,3% a mais do que montante registrado no mesmo período.

Entre julho de 2018 e junho de 2019, no acumulado dos 12 meses, os empréstimos de R$ 65,82 bilhões com recursos do SBPE registraram alta de 37,5% em relação ao levantado nos 12 meses anteriores.

Com relação aos imóveis, foram financiadas, nas modalidades de aquisição e construção, 22,3 mil unidades em junho de 2019, resultado 2,3% inferior ao de maio, mas superior em 13,4% ao de junho de 2018. Ainda, de acordo com os dados publicados pela Abecip, no primeiro semestre de 2019, os recursos do SBPE propiciaram a aquisição e a construção de 129,2 mil imóveis, alta de 30,7% em relação a igual período de 2018.

expectativa da Abecip é de que os financiamentos imobiliários continuem registrando evolução ao longo de 2019. Nos últimos 12 meses, considerando até junho de 2019, foram financiadas 258,7 mil unidades, aumento de 34,8% comparativamente aos 12 meses anteriores, quando 191,9 mil unidades receberam financiamento bancário.

Com relação à poupança, em junho de 2019, a captação líquida das cadernetas de poupança do SBPE foi positiva em R$ 2,77 bilhões. Dessa forma, a Poupança SBPE encerrou junho com saldo de R$ 620,8 bilhões, alta de 7,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o relatório da Abecip, a elevação foi assegurada pelo crédito de rendimentos no período. Mesmo com este resultado, no primeiro semestre de 2019, a captação líquida ficou negativa em R$ 11,2 bilhões.

Check list: Como está o financiamento imobiliário?

  • Financiamentos de unidades: encerrou o mês de junho com alta de 30,7% quando comparados ao mesmo período do ano passado*;
  • Valores dos financiamentos: terminou junho com alta de 33,3% quando comparados ao mesmo período do ano passado*;
  • Captação líquida da poupança (SBPE): fechou junho com alta de 7,1% quando comparada ao mesmo período do ano passado*.

*Entende-se como mesmo período do ano passado a comparação entre o primeiro semestre de 2018 com o primeiro semestre de 2019

Minha Casa, Minha Vida: impulsiona mercado imobiliário

No dia 7 de agosto, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) anunciou o repasse de R$ 239 milhões já liberados do Orçamento Geral da União (OGU) para a pasta. Dentro deste montante, de acordo com informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), deverão ser disponibilizados, aproximadamente, R$ 160 milhões para o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

Minha Casa, Minha Vida é um importante programa para a construção civil brasileira e tem proporcionado a aquisição de unidades imobiliárias com custos mais baixos para a população de baixa renda. Dividido em 4 faixas: faixa 1; faixa 1,5; faixa 2; e faixa 3; o programa também é responsável por impulsionar a cadeia da construção civil e movimentar a economia, tendo em vista que recebe recursos financeiros para a compra de materiais e pagamento de mão-de-obra.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Construir é oferecer conforto, estética, tecnologia e durabilidade

Solução está em industrializar o canteiro e estimular a integração entre arquitetura e engenharia na obra

O consumidor está cada vez mais informado sobre a moradia que pretende comprar. Consequentemente, mais exigente. O que ele busca no imóvel é que as construtoras atendam 4 requisitos: conforto térmico e acústico, estética na arquitetura, emprego de tecnologias que melhorem a forma de construir e a durabilidade da edificação. Para cumprir com essas exigências sem comprometer o custo, a solução está em industrializar o canteiro e estimular a integração entre arquitetura e engenharia na obra. É o que observa a engenheira civil Glécia Vieira, coordenadora de projetos na regional nordeste da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Ela palestrou recentemente na Concrete Show 2019.

Em sua análise, o consumidor está muito mais bem informado do que se possa imaginar sobre Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) e tecnologias construtivas. Isso, destaca a engenheira civil, deve fazer parte da percepção das construtoras. Para Glécia Vieira, as empresas, enfim, estão voltando a se conectar com o usuário. “Antes do boom imobiliário no Brasil, o projeto tinha grande peso, mas não havia muita preocupação com o sistema construtivo que seria empregado, desde que ele atendesse ao projeto. Durante o boom imobiliário (2009 a 2013), sistemas que tivessem produtividade e economia dominaram. Foi neste período, por exemplo, que a tecnologia de paredes de concreto cresceu. No pós-boom imobiliário, desempenho, qualidade e projeto estão em destaque, o que é bom para o mercado e para o consumidor”, diz.

Tecnologias do concreto são importantes no novo modo de pensar a obra

Glécia Vieira relata que o elo entre arquitetura e engenharia foi restabelecido quando as construtoras passaram a usar programas de racionalização da obra. “Racionalizar é adotar boas práticas que aliem diminuição do emprego da mão de obra com o aumento da produtividade. Ela também está relacionada com reduzir custo e tempo da obra. É aqui que se dá o elo da integração entre engenharia e arquitetura. Isso também obriga trazer a cadeia de suprimentos para dentro do projeto, pois a especificação de produtos é que vai garantir qualidade. A solução é compatibilizar o projeto com as várias áreas envolvidas na obra. Isso leva a um produto melhor”, assegura.

Para a coordenadora de projetos na regional nordeste da ABCP, as tecnologias do concreto são importantes nesse novo modelo de pensar a obra. “No novo desenho, a arquitetura entende os apelos do usuário, especifica e faz o projeto. Já a engenharia vai buscar boas práticas de produção para reduzir prazo e custo”, explica. Neste cenário, a engenheira civil entende que sistemas como o de paredes de concreto ainda são muito competitivos. “As paredes de concreto permitem aumentar sensivelmente a produtividade, com tecnologia e durabilidade. Agregadas a outras técnicas, possibilitam também atingir conforto e estética”, completa.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Integração: Arquitetura, Concreto e Engenharia”, da engenheira civil Glécia Vieira, coordenadora de projetos na regional nordeste da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), dentro da Concrete Show 2019

Contato: concrete@concreteshow.ubm-info.com

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Construção e Congresso discutem caminhos para geração de 900 mil empregos

Para mostrar que a indústria da construção pode ser protagonista na retomada do crescimento econômico nacional, na geração de empregos e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reuniu nesta quarta-feira (11/09), durante o encontro ‘A construção na condução da retomada do emprego’, cerca de 40 parlamentares de todas as regiões do País para um amplo debate sobre o futuro do setor. Entre os destaques, caminhos para estimular a criação de 936 mil empregos no mercado imobiliário, em concessões municipais, saneamento e retomada de obras paralisadas.

Também participaram do debate o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, e mais de 100 representantes do setor da construção.

Ao mencionar a importância da construção civil para essa retomada, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, destacou que o simples fato de o setor ter crescido 1.9%, já fez o Brasil ter um resultado positivo, puxando o PIB Nacional (0,4%) para cima. “Esse aumento foi gerado apenas pelo mercado imobiliário da Região Sudeste, via Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Imagine se todos os segmentos estivessem funcionando – mercado imobiliário (FGTS, SFI), obras públicas e de infraestrutura, obras industriais e corporativas setor”.

Martins apontou dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que revelam que a cada R$ 1 milhão de investimentos na construção são gerados diretamente 7,64 empregos e uma renda de R$ 492 mil e direta e indiretamente 11,40 empregos e renda de R$ 772 mil.

“Investimentos de R$ 8,5 bilhões no Mercado Imobiliário [dentro do SFH, Sistema Financeiro da Habitação] gerariam rapidamente mais de 96 mil empregos, ampliando em 0,13% o PIB”, exemplificou, chamando atenção para os dados seguintes:

 

Atrasos no Minha Casa, Minha Vida impactam 200 mil empregos

Martins ressaltou ainda que, com o atraso do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), 200 mil empregos estão sendo impactados. Em seguida questionou se o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 500, é uma opção de dar emprego no Brasil ou na China. “Aqui, seriam produzidas 400 mil casas, gerando empregos com um efeito indireto fantástico na compra, por exemplo de móveis, fazendo a economia girar”.

Robson Adrade, presidente da CNI, no encontro ‘A Construção na condução da retomada do emprego’

“Precisamos motivar a construção civil, porque ela é o setor que pode gerar emprego de forma mais rápida e efetiva”, defendeu o presidente da CNI, Robson Andrade, destacando o seu preparo, por meio das suas pequenas, médias e grandes empresas, para atender às necessidades do país.

Além disso, Robson Andrade reforçou com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a necessidade de buscar alternativas de financiar a construção civil, sugerindo a criação e um fundo para a construção civil. “Temos muitos recursos no Brasil que não estão sendo usados para gerar empregos e que poderiam ser usados em investimentos em privatizações, em concessões e na construção civil.

 

Pagamentos do ‘Minha Casa, Minha Vida’ serão normalizados

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anuncia que os repasses do MCMV começam a ser normalizados ainda nesta quarta-feira (11)

Notícia muito aguardada pelo setor da construção, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que os repasses do programa Minha Casa, Minha Vida começam a ser normalizados ainda nesta quarta-feira (11/09).

Ao reforçar o sentimento dos parlamentares presentes de que o setor da construção é essencial na retomada do país, o deputado Domingos Gomes de Aguiar Neto (PSD-CE) informou que há uma tentativa dos parlamentares de incluir na previsão orçamentária de 2020 recursos para o MCMV, para evitar os prejuízos financeiros para o setor e o país tanto em obras paradas quanto no desemprego.

“Se não for o que precisamos, em razão das despesas discricionárias, mas que o Minha Casa, Minha Vida seja percebido como vetor de desenvolvimento nacional que tem na sua ponta a maior condição de geração de empregos diretos e indiretos no país”, defendeu.

O encontro ‘A construção na condução da retomada do emprego’ ocorreu paralelamente à reunião do Conselho de Administração da CBIC.

Confira mais notícias sobre o evento na Agência CBIC.

Veja a íntegra do evento no canal da CBIC no YouTube e as fotografias no Flickr
da CBIC
.

Veja apresentação do presidente da CBIC, no site da entidade.

Fonte: https://cbic.org.br

Como a tecnologia pode aumentar a produtividade na construção civil?

Realidade virtual, softwares de gestão e aplicativos reduzem custos e otimizam processos que vão da obra ao plantão de vendas

Foto – Gelson Bampi

Com participação de 4,5% no PIB brasileiro em 2018 (IBGE), a indústria da construção civil se prepara para a retomada econômica apostando em tecnologia. Com o uso de softwares e equipamentos de inteligência artificial, o setor desenha novos caminhos para o mercado imobiliário. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, os lançamentos de imóveis residenciais cresceram 4,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo trimestre de 2018. As vendas aumentaram 9,7% ante o mesmo período do ano passado.

Os recursos que podem contribuir com as vendas já estão disponíveis. Desde 2010, a empresa de tecnologia AZUBA desenvolve soluções de realidade virtual e aumentada, que simulam detalhes de uma construção a partir do projeto. “As aplicações vão desde verificações em tamanho real dos setores e detalhes dos projetos, até deixar uma reunião de medição de obra com o cliente mais interativa, clara e lúdica”, explica Joel Stival, fundador da AZUBA.

Para enxergar aquilo que até então só era visível no papel, basta ter um smartphone ou óculos de simulação. A solução também é utilizada em feiras e plantões de vendas – o cliente visualiza o imóvel decorado e até a vista que terá da janela, por exemplo. A economia de recursos é o ponto forte do uso dessa tecnologia, já que dispensa apartamentos decorados físicos e otimiza processos ainda na fase de planejamento da obra. “A realidade virtual e a aumentada são as ferramentas mais modernas para eliminar ou reduzir dúvidas que só serão percebidas durante a fase de execução de um projeto”, comenta Stival.

BIM: de tendência à pauta estratégica

A partir de 2021, o governo federal passará a exigir o uso da tecnologia BIM nos setores de construção civil e infraestrutura. O Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção, em tradução livre para o português) reúne as informações e detalhes de um projeto, contemplando os aspectos hidráulicos, elétricos, civis e arquitetônicos, e cria um modelo 3D da obra, muito mais próximo do resultado do que os protótipos 2D. A expectativa é de que, com o BIM, o setor aumente em 10% a produtividade e reduza os custos em até 20%, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “O BIM permite testar as soluções de um empreendimento antes de sua produção e possibilita a colaboração, já que requer um ambiente em que as decisões são tomadas em conjunto”, explica Alexia Gassenferth Motter, sócia-fundadora da Campestrini, empresa de inovação para a construção civil.

A ausência de processos mais digitais e de softwares para gestão de dados ainda são gargalos para o setor, analisa Alexia. “Identificamos a falta de dados de produção, especialmente na fase de construção, como um entrave para o desenvolvimento da indústria. Enquanto a construção não se digitalizar para gerir os dados e entender suas deficiências, não há como implantar inovações mais avançadas”, conclui.

Soluções para o futuro

No ecossistema de inovação, cresce o número de startups voltadas ao setor. São as construtechs, que devem trazer automação aos processos por meio de aplicativos e pelo uso de câmeras de celulares. Segundo Fabiano Rogerio Corrêa, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP, há muitos benefícios para a indústria. “Com as construtechs, haverá aumento da produtividade e da qualidade, redução de custos e de prazos, além da possibilidade de oferecer produtos diferenciados. Antes disso, é necessário promover uma mudança considerável no produto, na organização e nos processos, para que essas tecnologias possam dar os frutos esperados”, analisa o professor.

O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, em Ponta Grossa, é capaz de auxiliar empresas e profissionais da construção civil em todo o ciclo de vida da edificação. “Atuamos desde a fase de projeto, com consultorias para implantação do BIM – Building Information Model, suporte para a cadeia produtiva de insumos e produtos por meio de desenvolvimento, melhoramento e acompanhamento do desempenho dos itens fornecidos; na fase de execução de obra, com consultorias e ensaios em tecnologias construtivas; e na fase de uso, com elaboração de manuais e orientações aos usuários”, explica Robson Gravena, gerente da unidade.

Pesquisa do Secovi-SP aponta bom início de 2º semestre no mercado de imóveis

Foto: Divulgação Pesquisa do Secovi-SP aponta bom início de 2º semestre no mercado de imóveis

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em julho a comercialização de 3.284 unidades residenciais novas. O resultado foi 48% inferior ao total comercializado em junho (6.319 unidades), mas 113,0% superior às vendas de julho de 2018 (1.542 unidades).

Em termos de lançamentos, e de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em julho deste ano, o total de 3.567 unidades residenciais lançadas, volume 62,1% abaixo do mês de junho (9.415 unidades) e 25,0% acima do total de julho do ano passado (2.854 unidades).

Análise por segmento – Imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de julho em todos os indicadores: maior volume de vendas (2.410 unidades), lançamentos (2.921 unidades), imóveis ofertados (14.601 unidades), maior VGV – Valor Global de Vendas (R$ 714,8 milhões) e melhor desempenho de vendas, com VSO (Venda Sobre Oferta) de 14,2%, resultado de 2.410 unidades comercializadas em relação aos 17.011 imóveis ofertados e lançados no mês.

Unidades com menos de 45 m² de área útil lideraram em todos os indicadores: vendas (2.032 unidades), lançamentos (2.803 unidades), imóveis ofertados (11.937 unidades), VSO de 14,5% e maior VGV (R$ 424,5 milhões). Imóveis com valor de até R$ 240 mil lideraram em vendas (1.822 unidades), lançamentos (2.808 unidades), oferta final (9.670 unidades) e maior VSO (15,9%).

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de julho com a oferta de 23.168 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados cresceu 0,6% em relação a junho (23.033 unidades) e 26,6% em comparação a julho de 2018 (18.306 unidades). A oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (agosto de 2016 a julho de 2019).

Imóveis econômicos – Em julho, imóveis enquadrados nas condições de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida registraram a venda de 1.467 unidades e o lançamento de 1.873 unidades. A oferta totalizou 7.427 unidades disponíveis para venda e o VSO foi de 16,5%.

Nos outros segmentos de mercado, a pesquisa identificou 1.817 unidades vendidas, 1.694 unidades lançadas, oferta final de 15.741 unidades e VSO de 10,3%.

O destaque no crescimento porcentual em termos de tipologia ficou por conta dos imóveis de 4 ou mais dormitórios. De janeiro e julho, foram comercializadas 868 unidades, uma alta de 145,9% em relação ao acumulado do ano passado no mesmo período (353 imóveis). Em termos de unidades, predominam os imóveis de 2 dormitórios, com 14.849 unidades comercializadas nos primeiros sete meses do ano e variação de 64,5% em relação às 9.026 unidades vendidas no mesmo período de 2018.

Conclusão – “Julho costuma ser influenciado por fatores como férias escolares e, geralmente, apresenta queda sazonal em relação ao mês de junho. Neste ano, não foi diferente: houve redução de 48,0% nas vendas e 62,1% nos lançamentos, principalmente porque a base de junho havia apresentado recordes históricos”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Imóveis de 2 dormitórios continuam predominando no mercado imobiliário, com participação porcentual de 73,4% no total de vendas e 81,9% no volume de lançamentos do mês.

No acumulado do ano, as 22.029 unidades comercializadas representam um aumento de 62,7% em relação às 13.543 unidades apuradas no acumulado do mesmo período de 2018. O lançamento de 21.949 unidades resultou em aumento de 92,8% em relação às 11.384 unidades lançadas em igual intervalo do ano passado.

O bom desempenho do mercado imobiliário exerceu positiva influência na economia. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima do esperado, de 0,4% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, afastou o temor de que o País entrasse em recessão técnica.

Os três subsetores que apresentaram os maiores aumentos e contribuíram para o desempenho do PIB foram a Indústria de transformação (2,0%), a Construção (1,9%) e as Atividades imobiliárias (0,7%).

Outro indicador econômico influenciado positivamente pelo setor imobiliário foi a geração de empregos. No acumulado de janeiro a julho, a Construção Civil gerou 77.481 empregos, com participação de 17% do total de 461.411 empregos gerados no País, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

“Este ambiente pode ser prejudicado em breve. Continuamos preocupados com a falta de calibragem na Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo. Somente com os necessários ajustes será possível fazer com que o nosso setor contribua ainda mais com a economia, gerando empregos, aumentando a arrecadação de impostos e mantendo o equilíbrio do mercado imobiliário, com a adequada e necessária oferta de imóveis à população”, afirma Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Para o presidente do Sindicato, Basilio Jafet, o ajuste na Lei é indispensável e urgente, principalmente neste momento favorável para o Brasil, graças às reformas estruturais e à correta agenda econômica. “Dentre as medidas de estímulo ao mercado, vale destacar a recente opção de financiamento pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que amplia a possibilidade de acesso à moradia, com valor inicial de prestação mais baixo.”

Porém, Jafet adiciona à lista de preocupações as frequentes ameaças de desvirtuamento na destinação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que devem ser aplicados em habitação, saneamento e infraestrutura.

(Redação – Investimentos e Notícias)

Fonte: http://investimentosenoticias.com.br