Arquivo mensais:setembro 2019

Desde estreia, 20% de financiamentos da Caixa foram pelo IPCA, diz Tecnisa

Caixa: banco lançou modelo de financiamento de imóveis baseado na inflação (Pilar Olivares/Reuters)

Para o CEO da empresa de mercado imobiliário, linha de crédito atualizada pela inflação é a melhor opção de compra de imóveis para população de baixa renda

Pouco menos de um mês após seu lançamento, a linha de crédito imobiliário atualizada pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já corresponde a 20% dos financiamentos realizados pela Caixa, disse Joseph Meyer Nigri, CEO da Tecnisa, em entrevista exclusiva ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “A demanda está muito boa e temos grande expectativa. Para a baixa renda é muito boa esta linha”, disse Nigri, acrescentando que, em meio à economia brasileira praticamente estável, “o mercado imobiliário está indo muito bem”.

A linha de crédito atualizada pela inflação vale para imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliários (SFI).

Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer 0,8% neste ano. “Estamos vendo confiança do consumidor, os bancos estão dando crédito, as taxas estão caindo e o desemprego diminuindo”, apontou.

Sem abrir projeções para este ano ou guidance para 2020, Nigri estima que as vendas da Tecnisa neste ano cresçam “um pouco mais do que as do ano passado”, enquanto os lançamentos ficarão estáveis. “Tivemos dois no primeiro semestre e teremos apenas mais um neste segundo semestre. Já para o ano que vem, temos caixa e estrutura para realizarmos lançamentos no valor de R$ 1 bilhão”.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Confira os resultados do financiamento imobiliário no primeiro semestre

De acordo com dados da Abecip, crédito imobiliário cresce 33,3% entre os primeiros semestres de 2018 e de 2019
Créditos: Shutterstock

Resultados do mercado imobiliário são significativos para o segmento

mercado imobiliário tem obtido ótimos resultados em 2019. É o que aponta o relatório publicado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). De acordo com dados da associação, em junho, os financiamentos imobiliários destinados à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 6,06 bilhões e superaram em

10,4% o volume de junho de 2018, mas caíram 8% em relação a maio. Quando comparado com junho de 2018, os financiamentos somaram R$ 33,7 bilhões, o que representa 33,3% a mais do que montante registrado no mesmo período.

Entre julho de 2018 e junho de 2019, no acumulado dos 12 meses, os empréstimos de R$ 65,82 bilhões com recursos do SBPE registraram alta de 37,5% em relação ao levantado nos 12 meses anteriores.

Com relação aos imóveis, foram financiadas, nas modalidades de aquisição e construção, 22,3 mil unidades em junho de 2019, resultado 2,3% inferior ao de maio, mas superior em 13,4% ao de junho de 2018. Ainda, de acordo com os dados publicados pela Abecip, no primeiro semestre de 2019, os recursos do SBPE propiciaram a aquisição e a construção de 129,2 mil imóveis, alta de 30,7% em relação a igual período de 2018.

expectativa da Abecip é de que os financiamentos imobiliários continuem registrando evolução ao longo de 2019. Nos últimos 12 meses, considerando até junho de 2019, foram financiadas 258,7 mil unidades, aumento de 34,8% comparativamente aos 12 meses anteriores, quando 191,9 mil unidades receberam financiamento bancário.

Com relação à poupança, em junho de 2019, a captação líquida das cadernetas de poupança do SBPE foi positiva em R$ 2,77 bilhões. Dessa forma, a Poupança SBPE encerrou junho com saldo de R$ 620,8 bilhões, alta de 7,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o relatório da Abecip, a elevação foi assegurada pelo crédito de rendimentos no período. Mesmo com este resultado, no primeiro semestre de 2019, a captação líquida ficou negativa em R$ 11,2 bilhões.

Check list: Como está o financiamento imobiliário?

  • Financiamentos de unidades: encerrou o mês de junho com alta de 30,7% quando comparados ao mesmo período do ano passado*;
  • Valores dos financiamentos: terminou junho com alta de 33,3% quando comparados ao mesmo período do ano passado*;
  • Captação líquida da poupança (SBPE): fechou junho com alta de 7,1% quando comparada ao mesmo período do ano passado*.

*Entende-se como mesmo período do ano passado a comparação entre o primeiro semestre de 2018 com o primeiro semestre de 2019

Minha Casa, Minha Vida: impulsiona mercado imobiliário

No dia 7 de agosto, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) anunciou o repasse de R$ 239 milhões já liberados do Orçamento Geral da União (OGU) para a pasta. Dentro deste montante, de acordo com informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), deverão ser disponibilizados, aproximadamente, R$ 160 milhões para o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

Minha Casa, Minha Vida é um importante programa para a construção civil brasileira e tem proporcionado a aquisição de unidades imobiliárias com custos mais baixos para a população de baixa renda. Dividido em 4 faixas: faixa 1; faixa 1,5; faixa 2; e faixa 3; o programa também é responsável por impulsionar a cadeia da construção civil e movimentar a economia, tendo em vista que recebe recursos financeiros para a compra de materiais e pagamento de mão-de-obra.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Construir é oferecer conforto, estética, tecnologia e durabilidade

Solução está em industrializar o canteiro e estimular a integração entre arquitetura e engenharia na obra

O consumidor está cada vez mais informado sobre a moradia que pretende comprar. Consequentemente, mais exigente. O que ele busca no imóvel é que as construtoras atendam 4 requisitos: conforto térmico e acústico, estética na arquitetura, emprego de tecnologias que melhorem a forma de construir e a durabilidade da edificação. Para cumprir com essas exigências sem comprometer o custo, a solução está em industrializar o canteiro e estimular a integração entre arquitetura e engenharia na obra. É o que observa a engenheira civil Glécia Vieira, coordenadora de projetos na regional nordeste da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). Ela palestrou recentemente na Concrete Show 2019.

Em sua análise, o consumidor está muito mais bem informado do que se possa imaginar sobre Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) e tecnologias construtivas. Isso, destaca a engenheira civil, deve fazer parte da percepção das construtoras. Para Glécia Vieira, as empresas, enfim, estão voltando a se conectar com o usuário. “Antes do boom imobiliário no Brasil, o projeto tinha grande peso, mas não havia muita preocupação com o sistema construtivo que seria empregado, desde que ele atendesse ao projeto. Durante o boom imobiliário (2009 a 2013), sistemas que tivessem produtividade e economia dominaram. Foi neste período, por exemplo, que a tecnologia de paredes de concreto cresceu. No pós-boom imobiliário, desempenho, qualidade e projeto estão em destaque, o que é bom para o mercado e para o consumidor”, diz.

Tecnologias do concreto são importantes no novo modo de pensar a obra

Glécia Vieira relata que o elo entre arquitetura e engenharia foi restabelecido quando as construtoras passaram a usar programas de racionalização da obra. “Racionalizar é adotar boas práticas que aliem diminuição do emprego da mão de obra com o aumento da produtividade. Ela também está relacionada com reduzir custo e tempo da obra. É aqui que se dá o elo da integração entre engenharia e arquitetura. Isso também obriga trazer a cadeia de suprimentos para dentro do projeto, pois a especificação de produtos é que vai garantir qualidade. A solução é compatibilizar o projeto com as várias áreas envolvidas na obra. Isso leva a um produto melhor”, assegura.

Para a coordenadora de projetos na regional nordeste da ABCP, as tecnologias do concreto são importantes nesse novo modelo de pensar a obra. “No novo desenho, a arquitetura entende os apelos do usuário, especifica e faz o projeto. Já a engenharia vai buscar boas práticas de produção para reduzir prazo e custo”, explica. Neste cenário, a engenheira civil entende que sistemas como o de paredes de concreto ainda são muito competitivos. “As paredes de concreto permitem aumentar sensivelmente a produtividade, com tecnologia e durabilidade. Agregadas a outras técnicas, possibilitam também atingir conforto e estética”, completa.

Entrevistado
Reportagem com base na palestra “Integração: Arquitetura, Concreto e Engenharia”, da engenheira civil Glécia Vieira, coordenadora de projetos na regional nordeste da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), dentro da Concrete Show 2019

Contato: concrete@concreteshow.ubm-info.com

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Construção e Congresso discutem caminhos para geração de 900 mil empregos

Para mostrar que a indústria da construção pode ser protagonista na retomada do crescimento econômico nacional, na geração de empregos e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reuniu nesta quarta-feira (11/09), durante o encontro ‘A construção na condução da retomada do emprego’, cerca de 40 parlamentares de todas as regiões do País para um amplo debate sobre o futuro do setor. Entre os destaques, caminhos para estimular a criação de 936 mil empregos no mercado imobiliário, em concessões municipais, saneamento e retomada de obras paralisadas.

Também participaram do debate o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, e mais de 100 representantes do setor da construção.

Ao mencionar a importância da construção civil para essa retomada, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, destacou que o simples fato de o setor ter crescido 1.9%, já fez o Brasil ter um resultado positivo, puxando o PIB Nacional (0,4%) para cima. “Esse aumento foi gerado apenas pelo mercado imobiliário da Região Sudeste, via Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Imagine se todos os segmentos estivessem funcionando – mercado imobiliário (FGTS, SFI), obras públicas e de infraestrutura, obras industriais e corporativas setor”.

Martins apontou dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que revelam que a cada R$ 1 milhão de investimentos na construção são gerados diretamente 7,64 empregos e uma renda de R$ 492 mil e direta e indiretamente 11,40 empregos e renda de R$ 772 mil.

“Investimentos de R$ 8,5 bilhões no Mercado Imobiliário [dentro do SFH, Sistema Financeiro da Habitação] gerariam rapidamente mais de 96 mil empregos, ampliando em 0,13% o PIB”, exemplificou, chamando atenção para os dados seguintes:

 

Atrasos no Minha Casa, Minha Vida impactam 200 mil empregos

Martins ressaltou ainda que, com o atraso do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), 200 mil empregos estão sendo impactados. Em seguida questionou se o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 500, é uma opção de dar emprego no Brasil ou na China. “Aqui, seriam produzidas 400 mil casas, gerando empregos com um efeito indireto fantástico na compra, por exemplo de móveis, fazendo a economia girar”.

Robson Adrade, presidente da CNI, no encontro ‘A Construção na condução da retomada do emprego’

“Precisamos motivar a construção civil, porque ela é o setor que pode gerar emprego de forma mais rápida e efetiva”, defendeu o presidente da CNI, Robson Andrade, destacando o seu preparo, por meio das suas pequenas, médias e grandes empresas, para atender às necessidades do país.

Além disso, Robson Andrade reforçou com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a necessidade de buscar alternativas de financiar a construção civil, sugerindo a criação e um fundo para a construção civil. “Temos muitos recursos no Brasil que não estão sendo usados para gerar empregos e que poderiam ser usados em investimentos em privatizações, em concessões e na construção civil.

 

Pagamentos do ‘Minha Casa, Minha Vida’ serão normalizados

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anuncia que os repasses do MCMV começam a ser normalizados ainda nesta quarta-feira (11)

Notícia muito aguardada pelo setor da construção, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que os repasses do programa Minha Casa, Minha Vida começam a ser normalizados ainda nesta quarta-feira (11/09).

Ao reforçar o sentimento dos parlamentares presentes de que o setor da construção é essencial na retomada do país, o deputado Domingos Gomes de Aguiar Neto (PSD-CE) informou que há uma tentativa dos parlamentares de incluir na previsão orçamentária de 2020 recursos para o MCMV, para evitar os prejuízos financeiros para o setor e o país tanto em obras paradas quanto no desemprego.

“Se não for o que precisamos, em razão das despesas discricionárias, mas que o Minha Casa, Minha Vida seja percebido como vetor de desenvolvimento nacional que tem na sua ponta a maior condição de geração de empregos diretos e indiretos no país”, defendeu.

O encontro ‘A construção na condução da retomada do emprego’ ocorreu paralelamente à reunião do Conselho de Administração da CBIC.

Confira mais notícias sobre o evento na Agência CBIC.

Veja a íntegra do evento no canal da CBIC no YouTube e as fotografias no Flickr
da CBIC
.

Veja apresentação do presidente da CBIC, no site da entidade.

Fonte: https://cbic.org.br

Como a tecnologia pode aumentar a produtividade na construção civil?

Realidade virtual, softwares de gestão e aplicativos reduzem custos e otimizam processos que vão da obra ao plantão de vendas

Foto – Gelson Bampi

Com participação de 4,5% no PIB brasileiro em 2018 (IBGE), a indústria da construção civil se prepara para a retomada econômica apostando em tecnologia. Com o uso de softwares e equipamentos de inteligência artificial, o setor desenha novos caminhos para o mercado imobiliário. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, os lançamentos de imóveis residenciais cresceram 4,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo trimestre de 2018. As vendas aumentaram 9,7% ante o mesmo período do ano passado.

Os recursos que podem contribuir com as vendas já estão disponíveis. Desde 2010, a empresa de tecnologia AZUBA desenvolve soluções de realidade virtual e aumentada, que simulam detalhes de uma construção a partir do projeto. “As aplicações vão desde verificações em tamanho real dos setores e detalhes dos projetos, até deixar uma reunião de medição de obra com o cliente mais interativa, clara e lúdica”, explica Joel Stival, fundador da AZUBA.

Para enxergar aquilo que até então só era visível no papel, basta ter um smartphone ou óculos de simulação. A solução também é utilizada em feiras e plantões de vendas – o cliente visualiza o imóvel decorado e até a vista que terá da janela, por exemplo. A economia de recursos é o ponto forte do uso dessa tecnologia, já que dispensa apartamentos decorados físicos e otimiza processos ainda na fase de planejamento da obra. “A realidade virtual e a aumentada são as ferramentas mais modernas para eliminar ou reduzir dúvidas que só serão percebidas durante a fase de execução de um projeto”, comenta Stival.

BIM: de tendência à pauta estratégica

A partir de 2021, o governo federal passará a exigir o uso da tecnologia BIM nos setores de construção civil e infraestrutura. O Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção, em tradução livre para o português) reúne as informações e detalhes de um projeto, contemplando os aspectos hidráulicos, elétricos, civis e arquitetônicos, e cria um modelo 3D da obra, muito mais próximo do resultado do que os protótipos 2D. A expectativa é de que, com o BIM, o setor aumente em 10% a produtividade e reduza os custos em até 20%, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “O BIM permite testar as soluções de um empreendimento antes de sua produção e possibilita a colaboração, já que requer um ambiente em que as decisões são tomadas em conjunto”, explica Alexia Gassenferth Motter, sócia-fundadora da Campestrini, empresa de inovação para a construção civil.

A ausência de processos mais digitais e de softwares para gestão de dados ainda são gargalos para o setor, analisa Alexia. “Identificamos a falta de dados de produção, especialmente na fase de construção, como um entrave para o desenvolvimento da indústria. Enquanto a construção não se digitalizar para gerir os dados e entender suas deficiências, não há como implantar inovações mais avançadas”, conclui.

Soluções para o futuro

No ecossistema de inovação, cresce o número de startups voltadas ao setor. São as construtechs, que devem trazer automação aos processos por meio de aplicativos e pelo uso de câmeras de celulares. Segundo Fabiano Rogerio Corrêa, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP, há muitos benefícios para a indústria. “Com as construtechs, haverá aumento da produtividade e da qualidade, redução de custos e de prazos, além da possibilidade de oferecer produtos diferenciados. Antes disso, é necessário promover uma mudança considerável no produto, na organização e nos processos, para que essas tecnologias possam dar os frutos esperados”, analisa o professor.

O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, em Ponta Grossa, é capaz de auxiliar empresas e profissionais da construção civil em todo o ciclo de vida da edificação. “Atuamos desde a fase de projeto, com consultorias para implantação do BIM – Building Information Model, suporte para a cadeia produtiva de insumos e produtos por meio de desenvolvimento, melhoramento e acompanhamento do desempenho dos itens fornecidos; na fase de execução de obra, com consultorias e ensaios em tecnologias construtivas; e na fase de uso, com elaboração de manuais e orientações aos usuários”, explica Robson Gravena, gerente da unidade.

Pesquisa do Secovi-SP aponta bom início de 2º semestre no mercado de imóveis

Foto: Divulgação Pesquisa do Secovi-SP aponta bom início de 2º semestre no mercado de imóveis

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em julho a comercialização de 3.284 unidades residenciais novas. O resultado foi 48% inferior ao total comercializado em junho (6.319 unidades), mas 113,0% superior às vendas de julho de 2018 (1.542 unidades).

Em termos de lançamentos, e de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em julho deste ano, o total de 3.567 unidades residenciais lançadas, volume 62,1% abaixo do mês de junho (9.415 unidades) e 25,0% acima do total de julho do ano passado (2.854 unidades).

Análise por segmento – Imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de julho em todos os indicadores: maior volume de vendas (2.410 unidades), lançamentos (2.921 unidades), imóveis ofertados (14.601 unidades), maior VGV – Valor Global de Vendas (R$ 714,8 milhões) e melhor desempenho de vendas, com VSO (Venda Sobre Oferta) de 14,2%, resultado de 2.410 unidades comercializadas em relação aos 17.011 imóveis ofertados e lançados no mês.

Unidades com menos de 45 m² de área útil lideraram em todos os indicadores: vendas (2.032 unidades), lançamentos (2.803 unidades), imóveis ofertados (11.937 unidades), VSO de 14,5% e maior VGV (R$ 424,5 milhões). Imóveis com valor de até R$ 240 mil lideraram em vendas (1.822 unidades), lançamentos (2.808 unidades), oferta final (9.670 unidades) e maior VSO (15,9%).

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de julho com a oferta de 23.168 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados cresceu 0,6% em relação a junho (23.033 unidades) e 26,6% em comparação a julho de 2018 (18.306 unidades). A oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (agosto de 2016 a julho de 2019).

Imóveis econômicos – Em julho, imóveis enquadrados nas condições de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida registraram a venda de 1.467 unidades e o lançamento de 1.873 unidades. A oferta totalizou 7.427 unidades disponíveis para venda e o VSO foi de 16,5%.

Nos outros segmentos de mercado, a pesquisa identificou 1.817 unidades vendidas, 1.694 unidades lançadas, oferta final de 15.741 unidades e VSO de 10,3%.

O destaque no crescimento porcentual em termos de tipologia ficou por conta dos imóveis de 4 ou mais dormitórios. De janeiro e julho, foram comercializadas 868 unidades, uma alta de 145,9% em relação ao acumulado do ano passado no mesmo período (353 imóveis). Em termos de unidades, predominam os imóveis de 2 dormitórios, com 14.849 unidades comercializadas nos primeiros sete meses do ano e variação de 64,5% em relação às 9.026 unidades vendidas no mesmo período de 2018.

Conclusão – “Julho costuma ser influenciado por fatores como férias escolares e, geralmente, apresenta queda sazonal em relação ao mês de junho. Neste ano, não foi diferente: houve redução de 48,0% nas vendas e 62,1% nos lançamentos, principalmente porque a base de junho havia apresentado recordes históricos”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Imóveis de 2 dormitórios continuam predominando no mercado imobiliário, com participação porcentual de 73,4% no total de vendas e 81,9% no volume de lançamentos do mês.

No acumulado do ano, as 22.029 unidades comercializadas representam um aumento de 62,7% em relação às 13.543 unidades apuradas no acumulado do mesmo período de 2018. O lançamento de 21.949 unidades resultou em aumento de 92,8% em relação às 11.384 unidades lançadas em igual intervalo do ano passado.

O bom desempenho do mercado imobiliário exerceu positiva influência na economia. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima do esperado, de 0,4% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, afastou o temor de que o País entrasse em recessão técnica.

Os três subsetores que apresentaram os maiores aumentos e contribuíram para o desempenho do PIB foram a Indústria de transformação (2,0%), a Construção (1,9%) e as Atividades imobiliárias (0,7%).

Outro indicador econômico influenciado positivamente pelo setor imobiliário foi a geração de empregos. No acumulado de janeiro a julho, a Construção Civil gerou 77.481 empregos, com participação de 17% do total de 461.411 empregos gerados no País, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

“Este ambiente pode ser prejudicado em breve. Continuamos preocupados com a falta de calibragem na Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo. Somente com os necessários ajustes será possível fazer com que o nosso setor contribua ainda mais com a economia, gerando empregos, aumentando a arrecadação de impostos e mantendo o equilíbrio do mercado imobiliário, com a adequada e necessária oferta de imóveis à população”, afirma Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Para o presidente do Sindicato, Basilio Jafet, o ajuste na Lei é indispensável e urgente, principalmente neste momento favorável para o Brasil, graças às reformas estruturais e à correta agenda econômica. “Dentre as medidas de estímulo ao mercado, vale destacar a recente opção de financiamento pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que amplia a possibilidade de acesso à moradia, com valor inicial de prestação mais baixo.”

Porém, Jafet adiciona à lista de preocupações as frequentes ameaças de desvirtuamento na destinação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que devem ser aplicados em habitação, saneamento e infraestrutura.

(Redação – Investimentos e Notícias)

Fonte: http://investimentosenoticias.com.br

Governo de SP lança programa Habitacional com investimentos de R$ 1 bi.

O governador João Doria (PSDB) assinou no fim da última semana o decreto que regulamenta o Nossa Casa, programa que prevê R$ 1 bilhão de investimentos para a construção de 60 mil moradias até 2022 no Estado de São Paulo. O decreto deveria ter saído em abril, mas foi necessário adiar por alguns meses para os detalhamentos finais, explicou o secretário estadual da Habitação, Flavio Amary. “Após a publicação do decreto, os primeiros empreendimentos devem ser contratados daqui quatro a seis meses, aproximadamente. Nesse período, espero ver os primeiros projetos acontecendo”, afirmou.

Os investimentos do orçamento estadual serão usados para subsidiar uma parte do valor do imóvel. Para quem ganha até R$ 3 mil, o subsídio será de até R$ 40 mil. E para quem recebe de R$ 3 mil a R$ 5 mil, o subsídio será de até R$ 10 mil. Os limites dos valores de vendas dos imóveis serão de R$ 240 mil para a capital paulista e R$ 230 mil para a região metropolitana, variando nas outras cidades de acordo com o tamanho da população.

O programa não pagará pelos terrenos, que deverão ser doados pelos próprios municípios e cadastrados em um site que está previsto para entrar no ar em setembro. A Secretaria Estadual da Habitação também espera negociar com as prefeituras para que os empreendimentos recebam isenção tributária – IPTU, ITBI e ISS, por exemplo – e para que sejam revogadas regras municipais que limitem o tamanho das construções. A intenção é produzir o máximo de apartamentos em cada área.

“Como são moradias para a população que mais precisa, eu acredito que os municípios tomarão as providências para colaborar”, disse Amary.

Após análise da secretaria, os terrenos serão ofertados para as construtoras, que irão desenvolver os projetos por conta própria e serão remuneradas de acordo com o andamento das obras. “Esse é um programa que inova o sistema de construção do poder público”, ressaltou o secretário, destacando a maior participação do setor privado. Na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), o próprio Estado de São Paulo é o responsável pelo desenvolvimento do projeto e pela obra. Já o novo programa estabelece uma parceria com as empresas, explicou Amary.

O lançamento do Nossa Casa também ajudará a ocupar o espaço deixado por outros modelos de parceria público privadas (PPPs) que não decolaram nos anos anteriores. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) lançou em abril de 2017 uma consulta pública sobre um conjunto de empreendimentos que ofereceriam 13 mil moradias populares em um terreno conhecido como Cidade Albor, englobando os municípios de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba. Mas não houve interesse público, e a destinação do terreno está sendo repensada pelo governo estadual.

E no fim de 2017 foi aberta uma consulta pública para a construção de apartamentos sobre os trilhos dos trens. A proposta previa 4,5 mil moradias nos arredores da estação Belém do Metrô, na zona leste da capital. Essa iniciativa também não foi adiante, desta vez porque se descobriu que existiriam muitos empecilhos logísticos, como executar as obras só à noite, quando não há circulação de trens. “Não digo que não vamos seguir com essas PPPs, mas elas estão passando por uma remodelação neste momento”, disse Amary.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br

Profissões do futuro: o que acontecerá com o corretor de imóveis?

Profissional precisa se especializar para se tornar um consultor de negócios imobiliários

O mundo vem passando por transformações cada vez mais rápido com as novas tecnologias, novas formas de morar, trabalhar e o estilo de vida das novas gerações. Entre essas grandes mudanças também está o mercado de trabalho: profissões acabam, ficam defasadas ou precisam se adaptar enquanto surgem uma infinidade de novos postos.

No mercado imobiliário não é diferente, acompanhamos a chegada dos classificados online e das iBuyers, que surgiram com a promessa de empoderar cada vez mais os clientes compradores e vendedores.

Nos EUA, um dos maiores mercados e que dita tendências de consumo e comportamento, percebeu-se que sem os corretores de imóveis as pessoas ficaram inseguras para realizar transações imobiliárias.

Isso ocorreu porque a cultura americana enxerga o corretor de imóveis como um consultor, já que lá o comprador possui um e o vendedor outro profissional para orientá-lo. Esse movimento que ocorre há mais de uma década no mercado norte-americano chegou ao Brasil mais recentemente e também promete revolucionar o setor de corretagem, que conta com aproximadamente 500 mil profissionais cadastrados e em fase de registro, segundo a Kuser S/A.

Essa tendência foi revelada mundialmente durante o Inman Connect em Las Vegas, que reuniu os principais players do mercado imobiliário e tecnologia do mundo, discutindo o futuro do setor. Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty representou a imobiliária e consultoria de imóveis de alto padrão durante os dias de palestras e debates.

“Com a chegada das iBuyers por aqui vai ficar mais claro essa necessidade do profissional se adaptar para ir além de mostrar imóveis e tornar-se um verdadeiro advisor, um consultor que presta todo auxílio aos clientes com informações precisas adquiridas através de novas tecnologias e serviços acessórios que deixem esses compradores e vendedores tranquilos em relação ao negócio que estão fechando”, diz Marcello Romero, que atua há 25 anos no mercado e dirige a principal grife imobiliária de alto padrão do Brasil.

Segundo o executivo, na BNSIR, que atende clientes de todo mundo e está sempre alinhada com as principais tendências do setor, esse trabalho de assessoria já é realidade e um verdadeiro diferencial, prestando assistência de engenharia e obras, jurídica, financeira e de seguros em cada transação.

Quanto maior for a cesta de serviços e soluções apresentadas pelos corretores e imobiliárias mais rápido o negócio será fechado. No Brasil uma pessoa muda, em média, a cada 20 anos, enquanto nos EUA a troca de imóvel acontece a cada 6 anos. “Haverá um grande amadurecimento deste segmento, o cliente será educado para tomar melhores decisões, diminuindo o tempo para trocar de imóvel para níveis jamais vistos, chegando próximo à média americana”, afirma Romero.

Com auxílio das novas tecnologias, os corretores e as imobiliárias já conseguem demonstrar de maneira assertiva o preço real dos imóveis em cada localidade. O treinamento dos profissionais por parte dos grandes players também auxilia em um dos processos mais importantes no desenvolvimento de toda essa cadeia: o empoderamento dos clientes que vendem e compram. “Há crédito disponível, temos demanda por imóveis e temos propriedades ociosas, mas devido a equívocos de precificação, os negócios acabam não saindo do papel e é essa realidade que as imobiliárias querem mudar. Para isso, necessitam de corretores cada vez mais familiarizados com as necessidades do mercado”, finaliza Romero.

Sobre Bossa Nova Sotheby’s International Realty

A Bossa Nova nasceu em 2012 para ocupar uma posição de destaque no exigente mercado imobiliário de alto padrão. Fundada em 1744, a Sotheby’s é considerada a mais antiga e respeitada casa de leilões do mundo, tendo negociado alguns dos tesouros mais desejados do mundo, como a herança de Jacqueline Kennedy Onassis e a obra “O Grito” de Edvard Munch. Dos 100 homens mais ricos do mundo, 70 são clientes da Sotheby’s. A Sotheby’s International Realty foi fundada em 1976, com o compromisso de levar a mesma excelência da tradicional casa de leilões ao mercado de imóveis de alto padrão, com presença em mais de 65 países, 950 escritórios e mais de 22 mil corretores especializados pelo mundo. Com visão arrojada e percebendo a oportunidade para desenvolver um novo nicho de mercado a Bossa Nova torna-se representante exclusiva da Sotheby’s International Realty no Brasil a partir de 2015, passando a chamar-se Bossa Nova Sotheby’s International Realty – BNSIR.

Fonte: https://www.segs.com.br

Mão de obra no canteiro de obras: menos pode ser mais

Construtoras que preferem a boa engenharia têm priorizado contratar trabalhadores compromissados com a qualidade

Construtoras que priorizam a boa engenharia preferem a “mão de obra estratégica”. Em vez de contratar trabalhadores em excesso, na crença de que o canteiro de obras ganhará em produtividade, essas empresas buscam profissionais com expertise. Trata-se de mão de obra especializada e compromissada com a qualidade.

A estratégia é seguida por construtoras que tratam seus profissionais como investimento, ou seja, oferecem treinamento, ferramentas e materiais adequados. Empresas com esse perfil minimizaram o mito de que mão de obra especializada encarece a construção. Elas aprenderam que o custo se dilui em outros processos ao longo da execução da obra.

A produtividade eficaz reduz o risco de imprevistos, os quais geram retrabalho e desperdício. O tema é recorrente em congressos e seminários da construção civil, como o 1º Congresso Nacional da Produtividade na Construção Civil, onde (https://www.cimentoitambe.com.br/obra-sem-problemas-passa-por-recrutamento-correto/) foi dado o seguinte alerta: “Não é recomendável contratar observando apenas a redução de custos com a mão de obra. Também é importante não contratar em excesso. Existem ferramentas e empresas para fazer esse dimensionamento corretamente.”

Tudo passa pelo gerenciamento da obra. Quando a incorporadora e a construtora não se sentem seguras para fazer esse tipo de gestão, o recomendável é contratar empresas especializadas. Algumas chegam a garantir em contrato que conseguem reduzir o custo da obra entre 5% e 10%.

Mestres de obra qualificados influenciam positivamente na contratação da mão de obra

O gerenciamento abrange as seguintes gestões: projeto, compra e fornecimento de materiais, segurança no canteiro de obras, logística e supervisão da mão de obra. No que tange à aquisição de profissionais para a construção, mestres de obra (https://www.cimentoitambe.com.br/mestre-de-obras/) qualificados e com experiência podem dar uma excelente contribuição no momento da contratação. Com conhecimento necessário para avaliar o desempenho das equipes, eles são os mais indicados para ajudar no preenchimento das vagas.

No que se refere à escolha de mão de obra para a construção civil, toda a ajuda é possível. Pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup mostra que o setor tem uma das mais altas taxas de escassez de qualificação no Brasil. Segundo os dados apurados, 63% dos que trabalham em canteiros de obra são pouco especializados. O percentual representa quase o dobro da média mundial (36%).

A pesquisa também confirma dados de outros levantamentos: que trabalhadores da construção civil brasileira levam um dia para produzir o equivalente ao que um operário norte-americano faz em 5 horas; um alemão, em 6 horas, e um chinês em 8 horas. Estudo recentemente desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (https://www.cimentoitambe.com.br/veja-o-que-leva-a-baixa-produtividade-na-construcao-civil/) vai ao encontro dessa tese. Ele constatou que, além das correções estruturais necessárias para aumentar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos: melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) e investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas).

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Escassez de Talentos”, da multinacional de recrutamento ManpowerGroup

Contato: enquiry@manpowergroup.com

Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Para CBIC, correção do crédito imobiliário pela inflação deve aquecer o mercado

A utilização do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) na correção do crédito imobiliário, que será lançada pelo governo federal nesta terça-feira (20), deve movimentar o mercado, ao atrair mais recursos para o financiamento, aumentar a concorrência entre bancos e criar um mercado secundário atuante, que possa suprir o setor do volume de recursos necessários ao seu crescimento. É o que acredita o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “A modalidade transfere o indexador da prestação da TR [Taxa de Transferência], que está zerada, para um índice de preços, ou seja, atualiza a prestação com aquilo que houve efetivamente de inflação”, afirma.

A grande vantagem, segundo Martins, é que dessa forma é possível baixar as taxas de juros, além de atrair mais investidores. “Nessa modalidade serão atraídos recursos oriundos de fundo de pensão e de investidores institucionais, que poderão trabalhar e comprar os papéis.  Isso traz mais dinheiro para o mercado. E também traz empresas menores para participar do mercado, o que estimulará a concorrência e com isso temos certeza que os custos para o crédito imobiliário irão diminuir”, pontua.

O presidente da CBIC acredita também que o consumidor final vai pagar menos de prestação pois o Brasil vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de apostas’. “Hoje, o investidor se afasta da caderneta de poupança. Ele não aceita o FGTS ser corrigido desta forma. Então se tem uma série de problemas na hora da captação do recurso e o que se pretende agora é normalizar essa situação. A partir daí a concorrência desse dinheiro irá diminuir o custo das operações”, explica.

O acesso ao crédito é outro benefício que a nova modalidade anunciada pela Caixa deve promover. Segundo Martins as mudanças devem aquecer o mercado. “Vai ser disponibilizada uma outra linha, onde muitas pessoas que não conseguiam acesso ao crédito vão passar a ter”, prevê o engenheiro, que nesta segunda-feira (19) falou ao vivo sobre o tema para o programa Jornal da Manhã da rádio 

Outro fato levantado pelo presidente da CBIC é que haverá oportunidade para companhias hipotecárias . “Essas empresas passariam a comprar e vender recebíveis, atuando na intermediação, em vez de ‘carregar’ este crédito por 30 anos – coisa que somente grandes bancos conseguem”, argumenta.

Muitos criticam esta mudança por causa do risco de aumento futuro de inflação, mas se ela ocorresse novamente nos níveis de décadas passadas, nenhum sistema financeiro ficaria de pé. Ademais, hoje o Brasil está muito mais maduro econômica e institucionalmente para se defender de eventuais surpresas. Não se pode comparar o que existia antes e o que existe hoje em termos de estrutura econômica e arcabouço jurídico.

Fonte: cbic.org.br