Arquivo mensais:setembro 2019

Governo de SP lança programa Habitacional com investimentos de R$ 1 bi.

O governador João Doria (PSDB) assinou no fim da última semana o decreto que regulamenta o Nossa Casa, programa que prevê R$ 1 bilhão de investimentos para a construção de 60 mil moradias até 2022 no Estado de São Paulo. O decreto deveria ter saído em abril, mas foi necessário adiar por alguns meses para os detalhamentos finais, explicou o secretário estadual da Habitação, Flavio Amary. “Após a publicação do decreto, os primeiros empreendimentos devem ser contratados daqui quatro a seis meses, aproximadamente. Nesse período, espero ver os primeiros projetos acontecendo”, afirmou.

Os investimentos do orçamento estadual serão usados para subsidiar uma parte do valor do imóvel. Para quem ganha até R$ 3 mil, o subsídio será de até R$ 40 mil. E para quem recebe de R$ 3 mil a R$ 5 mil, o subsídio será de até R$ 10 mil. Os limites dos valores de vendas dos imóveis serão de R$ 240 mil para a capital paulista e R$ 230 mil para a região metropolitana, variando nas outras cidades de acordo com o tamanho da população.

O programa não pagará pelos terrenos, que deverão ser doados pelos próprios municípios e cadastrados em um site que está previsto para entrar no ar em setembro. A Secretaria Estadual da Habitação também espera negociar com as prefeituras para que os empreendimentos recebam isenção tributária – IPTU, ITBI e ISS, por exemplo – e para que sejam revogadas regras municipais que limitem o tamanho das construções. A intenção é produzir o máximo de apartamentos em cada área.

“Como são moradias para a população que mais precisa, eu acredito que os municípios tomarão as providências para colaborar”, disse Amary.

Após análise da secretaria, os terrenos serão ofertados para as construtoras, que irão desenvolver os projetos por conta própria e serão remuneradas de acordo com o andamento das obras. “Esse é um programa que inova o sistema de construção do poder público”, ressaltou o secretário, destacando a maior participação do setor privado. Na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), o próprio Estado de São Paulo é o responsável pelo desenvolvimento do projeto e pela obra. Já o novo programa estabelece uma parceria com as empresas, explicou Amary.

O lançamento do Nossa Casa também ajudará a ocupar o espaço deixado por outros modelos de parceria público privadas (PPPs) que não decolaram nos anos anteriores. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) lançou em abril de 2017 uma consulta pública sobre um conjunto de empreendimentos que ofereceriam 13 mil moradias populares em um terreno conhecido como Cidade Albor, englobando os municípios de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba. Mas não houve interesse público, e a destinação do terreno está sendo repensada pelo governo estadual.

E no fim de 2017 foi aberta uma consulta pública para a construção de apartamentos sobre os trilhos dos trens. A proposta previa 4,5 mil moradias nos arredores da estação Belém do Metrô, na zona leste da capital. Essa iniciativa também não foi adiante, desta vez porque se descobriu que existiriam muitos empecilhos logísticos, como executar as obras só à noite, quando não há circulação de trens. “Não digo que não vamos seguir com essas PPPs, mas elas estão passando por uma remodelação neste momento”, disse Amary.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br

Profissões do futuro: o que acontecerá com o corretor de imóveis?

Profissional precisa se especializar para se tornar um consultor de negócios imobiliários

O mundo vem passando por transformações cada vez mais rápido com as novas tecnologias, novas formas de morar, trabalhar e o estilo de vida das novas gerações. Entre essas grandes mudanças também está o mercado de trabalho: profissões acabam, ficam defasadas ou precisam se adaptar enquanto surgem uma infinidade de novos postos.

No mercado imobiliário não é diferente, acompanhamos a chegada dos classificados online e das iBuyers, que surgiram com a promessa de empoderar cada vez mais os clientes compradores e vendedores.

Nos EUA, um dos maiores mercados e que dita tendências de consumo e comportamento, percebeu-se que sem os corretores de imóveis as pessoas ficaram inseguras para realizar transações imobiliárias.

Isso ocorreu porque a cultura americana enxerga o corretor de imóveis como um consultor, já que lá o comprador possui um e o vendedor outro profissional para orientá-lo. Esse movimento que ocorre há mais de uma década no mercado norte-americano chegou ao Brasil mais recentemente e também promete revolucionar o setor de corretagem, que conta com aproximadamente 500 mil profissionais cadastrados e em fase de registro, segundo a Kuser S/A.

Essa tendência foi revelada mundialmente durante o Inman Connect em Las Vegas, que reuniu os principais players do mercado imobiliário e tecnologia do mundo, discutindo o futuro do setor. Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty representou a imobiliária e consultoria de imóveis de alto padrão durante os dias de palestras e debates.

“Com a chegada das iBuyers por aqui vai ficar mais claro essa necessidade do profissional se adaptar para ir além de mostrar imóveis e tornar-se um verdadeiro advisor, um consultor que presta todo auxílio aos clientes com informações precisas adquiridas através de novas tecnologias e serviços acessórios que deixem esses compradores e vendedores tranquilos em relação ao negócio que estão fechando”, diz Marcello Romero, que atua há 25 anos no mercado e dirige a principal grife imobiliária de alto padrão do Brasil.

Segundo o executivo, na BNSIR, que atende clientes de todo mundo e está sempre alinhada com as principais tendências do setor, esse trabalho de assessoria já é realidade e um verdadeiro diferencial, prestando assistência de engenharia e obras, jurídica, financeira e de seguros em cada transação.

Quanto maior for a cesta de serviços e soluções apresentadas pelos corretores e imobiliárias mais rápido o negócio será fechado. No Brasil uma pessoa muda, em média, a cada 20 anos, enquanto nos EUA a troca de imóvel acontece a cada 6 anos. “Haverá um grande amadurecimento deste segmento, o cliente será educado para tomar melhores decisões, diminuindo o tempo para trocar de imóvel para níveis jamais vistos, chegando próximo à média americana”, afirma Romero.

Com auxílio das novas tecnologias, os corretores e as imobiliárias já conseguem demonstrar de maneira assertiva o preço real dos imóveis em cada localidade. O treinamento dos profissionais por parte dos grandes players também auxilia em um dos processos mais importantes no desenvolvimento de toda essa cadeia: o empoderamento dos clientes que vendem e compram. “Há crédito disponível, temos demanda por imóveis e temos propriedades ociosas, mas devido a equívocos de precificação, os negócios acabam não saindo do papel e é essa realidade que as imobiliárias querem mudar. Para isso, necessitam de corretores cada vez mais familiarizados com as necessidades do mercado”, finaliza Romero.

Sobre Bossa Nova Sotheby’s International Realty

A Bossa Nova nasceu em 2012 para ocupar uma posição de destaque no exigente mercado imobiliário de alto padrão. Fundada em 1744, a Sotheby’s é considerada a mais antiga e respeitada casa de leilões do mundo, tendo negociado alguns dos tesouros mais desejados do mundo, como a herança de Jacqueline Kennedy Onassis e a obra “O Grito” de Edvard Munch. Dos 100 homens mais ricos do mundo, 70 são clientes da Sotheby’s. A Sotheby’s International Realty foi fundada em 1976, com o compromisso de levar a mesma excelência da tradicional casa de leilões ao mercado de imóveis de alto padrão, com presença em mais de 65 países, 950 escritórios e mais de 22 mil corretores especializados pelo mundo. Com visão arrojada e percebendo a oportunidade para desenvolver um novo nicho de mercado a Bossa Nova torna-se representante exclusiva da Sotheby’s International Realty no Brasil a partir de 2015, passando a chamar-se Bossa Nova Sotheby’s International Realty – BNSIR.

Fonte: https://www.segs.com.br

Mão de obra no canteiro de obras: menos pode ser mais

Construtoras que preferem a boa engenharia têm priorizado contratar trabalhadores compromissados com a qualidade

Construtoras que priorizam a boa engenharia preferem a “mão de obra estratégica”. Em vez de contratar trabalhadores em excesso, na crença de que o canteiro de obras ganhará em produtividade, essas empresas buscam profissionais com expertise. Trata-se de mão de obra especializada e compromissada com a qualidade.

A estratégia é seguida por construtoras que tratam seus profissionais como investimento, ou seja, oferecem treinamento, ferramentas e materiais adequados. Empresas com esse perfil minimizaram o mito de que mão de obra especializada encarece a construção. Elas aprenderam que o custo se dilui em outros processos ao longo da execução da obra.

A produtividade eficaz reduz o risco de imprevistos, os quais geram retrabalho e desperdício. O tema é recorrente em congressos e seminários da construção civil, como o 1º Congresso Nacional da Produtividade na Construção Civil, onde (https://www.cimentoitambe.com.br/obra-sem-problemas-passa-por-recrutamento-correto/) foi dado o seguinte alerta: “Não é recomendável contratar observando apenas a redução de custos com a mão de obra. Também é importante não contratar em excesso. Existem ferramentas e empresas para fazer esse dimensionamento corretamente.”

Tudo passa pelo gerenciamento da obra. Quando a incorporadora e a construtora não se sentem seguras para fazer esse tipo de gestão, o recomendável é contratar empresas especializadas. Algumas chegam a garantir em contrato que conseguem reduzir o custo da obra entre 5% e 10%.

Mestres de obra qualificados influenciam positivamente na contratação da mão de obra

O gerenciamento abrange as seguintes gestões: projeto, compra e fornecimento de materiais, segurança no canteiro de obras, logística e supervisão da mão de obra. No que tange à aquisição de profissionais para a construção, mestres de obra (https://www.cimentoitambe.com.br/mestre-de-obras/) qualificados e com experiência podem dar uma excelente contribuição no momento da contratação. Com conhecimento necessário para avaliar o desempenho das equipes, eles são os mais indicados para ajudar no preenchimento das vagas.

No que se refere à escolha de mão de obra para a construção civil, toda a ajuda é possível. Pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup mostra que o setor tem uma das mais altas taxas de escassez de qualificação no Brasil. Segundo os dados apurados, 63% dos que trabalham em canteiros de obra são pouco especializados. O percentual representa quase o dobro da média mundial (36%).

A pesquisa também confirma dados de outros levantamentos: que trabalhadores da construção civil brasileira levam um dia para produzir o equivalente ao que um operário norte-americano faz em 5 horas; um alemão, em 6 horas, e um chinês em 8 horas. Estudo recentemente desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (https://www.cimentoitambe.com.br/veja-o-que-leva-a-baixa-produtividade-na-construcao-civil/) vai ao encontro dessa tese. Ele constatou que, além das correções estruturais necessárias para aumentar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos: melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) e investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas).

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Escassez de Talentos”, da multinacional de recrutamento ManpowerGroup

Contato: enquiry@manpowergroup.com

Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Para CBIC, correção do crédito imobiliário pela inflação deve aquecer o mercado

A utilização do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) na correção do crédito imobiliário, que será lançada pelo governo federal nesta terça-feira (20), deve movimentar o mercado, ao atrair mais recursos para o financiamento, aumentar a concorrência entre bancos e criar um mercado secundário atuante, que possa suprir o setor do volume de recursos necessários ao seu crescimento. É o que acredita o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “A modalidade transfere o indexador da prestação da TR [Taxa de Transferência], que está zerada, para um índice de preços, ou seja, atualiza a prestação com aquilo que houve efetivamente de inflação”, afirma.

A grande vantagem, segundo Martins, é que dessa forma é possível baixar as taxas de juros, além de atrair mais investidores. “Nessa modalidade serão atraídos recursos oriundos de fundo de pensão e de investidores institucionais, que poderão trabalhar e comprar os papéis.  Isso traz mais dinheiro para o mercado. E também traz empresas menores para participar do mercado, o que estimulará a concorrência e com isso temos certeza que os custos para o crédito imobiliário irão diminuir”, pontua.

O presidente da CBIC acredita também que o consumidor final vai pagar menos de prestação pois o Brasil vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de apostas’. “Hoje, o investidor se afasta da caderneta de poupança. Ele não aceita o FGTS ser corrigido desta forma. Então se tem uma série de problemas na hora da captação do recurso e o que se pretende agora é normalizar essa situação. A partir daí a concorrência desse dinheiro irá diminuir o custo das operações”, explica.

O acesso ao crédito é outro benefício que a nova modalidade anunciada pela Caixa deve promover. Segundo Martins as mudanças devem aquecer o mercado. “Vai ser disponibilizada uma outra linha, onde muitas pessoas que não conseguiam acesso ao crédito vão passar a ter”, prevê o engenheiro, que nesta segunda-feira (19) falou ao vivo sobre o tema para o programa Jornal da Manhã da rádio 

Outro fato levantado pelo presidente da CBIC é que haverá oportunidade para companhias hipotecárias . “Essas empresas passariam a comprar e vender recebíveis, atuando na intermediação, em vez de ‘carregar’ este crédito por 30 anos – coisa que somente grandes bancos conseguem”, argumenta.

Muitos criticam esta mudança por causa do risco de aumento futuro de inflação, mas se ela ocorresse novamente nos níveis de décadas passadas, nenhum sistema financeiro ficaria de pé. Ademais, hoje o Brasil está muito mais maduro econômica e institucionalmente para se defender de eventuais surpresas. Não se pode comparar o que existia antes e o que existe hoje em termos de estrutura econômica e arcabouço jurídico.

Fonte: cbic.org.br

Após salto nas vendas, setor imobiliário aposta em retomada do mercado.

O financiamento de 24,9 mil imóveis em julho consolida a tendência de recuperação que vinha sendo ensaiada pelo setor imobiliário…

O financiamento de 24,9 mil imóveis em julho consolida a tendência de recuperação que vinha sendo ensaiada pelo setor imobiliário.

Foi a construção civil que, engatando uma retomada, ajudou a segurar o PIB (Produto Interno Bruto) em alta de 0,4% no segundo trimestre.
O crescimento de 24% no número de imóveis financiados sobre julho de 2018 e de 36% no volume de crédito concedido é atribuída pelo setor a uma combinação de fatores.

Apontam juros mais baratos, que tornam o financiamento imobiliário mais barato e ampliam o leque de pessoas capazes de comprar a casa própria; retomada da confiança, ligada a uma estabilização do desemprego -a redução ainda é lenta-; e a lei que regula as regras para a desistência da compra de um imóvel, sancionada no ano passado.

Por enquanto, são conhecidos apenas os dados da Abecip (associação das entidades que concedem crédito imobiliário) de julho. Dados de vendas e lançamentos devem ser divulgados pelo Secovi-SP até a próxima semana, enquanto a Abrainc (incorporadoras) publicou os dados de junho na semana passada.

Segundo o Secovi, dos 6.319 novos imóveis vendidos, 4.225 foram residências de dois dormitórios, o segmento que menos sofreu durante a pior fase da crise econômica.

No segmento um dormitório, que abarca também studios compactos, foram 662 unidades, abaixo do número de maio e quase o dobro das vendas de junho de 2018 -uma base de comparação fraca, reflexo da paralisação dos caminhoneiros no ano passado.

Já pelo dados da Abrainc, um indicador elaborado pela Fipe e que considera dados de 20 incorporadoras, houve uma estabilidade nas unidades vendidas entre maio e junho, ao redor de 10 mil.

Esse número já vinha se repetindo desde 2018, puxado pelos imóveis do Minha Casa Minha Vida, que em junho vendeu mais 6.700 imóveis.
Se nas vendas há estabilidade, a retomada da confiança de empresários fez dobrar o número de lançamentos entre maio e junho, para 16,3 mil unidades -12,6 mil delas no Minha Casa Minha Vida.
Esse mesmo patamar mensal havia sido registrado em dezembro do ano passado.

“No consolidado, a gente vê um crescimento forte. No segmento de baixa renda a demanda é muito grande, é um segmento que nunca teve problema”, afirma o presidente da Abrainc, Luiz França.

“Por incrível que pareça, realmente aconteceu [o crescimento]. É difícil explicar, mas quem casa quer morar, quem separa quer ainda mais”, explica Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, sobre a retomada nas vendas.
É um resumo da demanda reprimida depois de cinco anos de crise econômica, diz o presidente do Secovi-SP.

O componente crédito é um dos mais citados pelos especialistas para as vendas: o custo médio do financiamento está em 7,8% ao ano, segundo dados de junho do Banco Central. Um ano antes, era de 8%.

No fim de julho, o BC cortou a taxa Selic de 6,50% ao ano para 6%, e a expectativa é que ocorram novas reduções até o final do ano, com potencial de tornar financiamentos mais baratos.
“Cada 1 ponto percentual de queda de juros representa redução de 15% no valor da prestação”, afirma Jafet.

Também por isso, o setor comemorou o lançamento do novo crédito imobiliário da Caixa, atrelado à inflação.

Com apenas 20% do comprometimento de renda e juros mais baixos em um cenário de inflação controlada, mais pessoas poderiam comprar a casa própria. Isso ocorreria mesmo com desemprego em patamar elevado.

O governo divulgou que foram criados 43.820 empregos formais em julho, o quarto mês seguido no positivo, mas um número menor que o registrado um ano antes.
“Foram meio milhão de vagas em pouco mais de seis meses e isso está colaborando para que as pessoas tenham confiança”, diz Jafet. Na prática, o recém-contratado não conseguirá comprar uma casa nova agora, mas quem sobreviveu à crise empregado passa a ter menos medo de ser demitido.
Para Jafet, a demanda é maior entre os que compram para morar, e não de investidores.

França, da Abrainc, diz não contar com levantamentos desse tipo. Diz, porém, que é natural que o mercado caminhe para um amadurecimento e que isso passaria pela construção de imóveis 100% para aluguel, como ocorre em países desenvolvidos.

Nas regiões nobres de São Paulo, algumas incorporadoras, como a Vitacon, passaram a fazer gestão do imóvel para o comprador investidor; administram o aluguel por temporada em plataforma própria e pagam o proprietário do imóvel mensalmente.

Fonte: https://riopreto.dlnews.com.br

Na onda dos imóveis compactos, Electrolux lança “lava e seca” de parede

Com design moderno, eletrodoméstico pode ser instalado em qualquer espaço. Mas o preço não tem nada de compacto

(Electrolux/Divulgação)

São Paulo – Se você está à procura de um imóvel, já deve ter percebido que a metragem dos novos apartamentos está diminuindo. Um levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (da Secovi-SP) aponta que mais de 40% dos recentes lançamentos imobiliários na capital paulista apresentam, em média, 45m² e é crescente oferta de apartamentos entre 25m² e 40m². 

Atenta à tendência, a fabricante de eletrodomésticos sueca Electrolux resolveu lançar uma máquina “lava e seca” que pode ser instalada em qualquer parede — em lavanderias compactas, ou mesmo em outros cômodos, como banheiro, quarto, cozinha ou corredorA máquina chama atenção pelo tamanho compacto e o design moderno, que em nada lembra os tradicionais modelos “caixotões”.

“Avançamos muito na forma com que os consumidores irão utilizar nossos produtos, a partir de novas demandas. Realizamos pesquisas e identificamos novos hábitos que mostram mudanças em diversos segmentos da indústria, como por exemplo jovens solteiros ou divorciados e estudantes que procuram por moradias menores e que valorizam a mobilidade”, diz ao site EXAME Thiago Nardocci, gerente de Categoria de Lavanderia da Electrolux no Brasil.

O produto é instalado na parede através de parafusos, e é necessária uma entrada e saída de água, que pode ser realizada por mangueiras. A novidade chega ao mercado com um preço que de compacto não tem nada: R$ 4.399, três vezes mais que um modelo convencional da marca.

Segundo a empresa, o valor se justifica pelas “características exclusivas” do produto, como a capacidade para lavar até três quilos de roupas no ciclo de lavagem e um quilo na secagem, a opção de lavar em apenas 15 minutos e com temperatura da água até 40ºC, que ajuda a eliminar bactérias.  

Após a lavagem, o modelo possui cinco opções de tempo para secagem e também é possível ativar o programa automático, que irá calcular o tempo ideal dependendo da quantidade de roupas no cesto. Há ainda opções como “tira odor” para remover cheiros indesejáveis por meio de jatos de ar quente, sem água ou detergente. O novo modelo, batizado de Lava & Seca Electrolux Mini Duo (LSE03), está disponível na loja online da Electrolux.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Por Vanessa Barbosa