Arquivo diários:4 de setembro de 2019

Mão de obra no canteiro de obras: menos pode ser mais

Construtoras que preferem a boa engenharia têm priorizado contratar trabalhadores compromissados com a qualidade

Construtoras que priorizam a boa engenharia preferem a “mão de obra estratégica”. Em vez de contratar trabalhadores em excesso, na crença de que o canteiro de obras ganhará em produtividade, essas empresas buscam profissionais com expertise. Trata-se de mão de obra especializada e compromissada com a qualidade.

A estratégia é seguida por construtoras que tratam seus profissionais como investimento, ou seja, oferecem treinamento, ferramentas e materiais adequados. Empresas com esse perfil minimizaram o mito de que mão de obra especializada encarece a construção. Elas aprenderam que o custo se dilui em outros processos ao longo da execução da obra.

A produtividade eficaz reduz o risco de imprevistos, os quais geram retrabalho e desperdício. O tema é recorrente em congressos e seminários da construção civil, como o 1º Congresso Nacional da Produtividade na Construção Civil, onde (https://www.cimentoitambe.com.br/obra-sem-problemas-passa-por-recrutamento-correto/) foi dado o seguinte alerta: “Não é recomendável contratar observando apenas a redução de custos com a mão de obra. Também é importante não contratar em excesso. Existem ferramentas e empresas para fazer esse dimensionamento corretamente.”

Tudo passa pelo gerenciamento da obra. Quando a incorporadora e a construtora não se sentem seguras para fazer esse tipo de gestão, o recomendável é contratar empresas especializadas. Algumas chegam a garantir em contrato que conseguem reduzir o custo da obra entre 5% e 10%.

Mestres de obra qualificados influenciam positivamente na contratação da mão de obra

O gerenciamento abrange as seguintes gestões: projeto, compra e fornecimento de materiais, segurança no canteiro de obras, logística e supervisão da mão de obra. No que tange à aquisição de profissionais para a construção, mestres de obra (https://www.cimentoitambe.com.br/mestre-de-obras/) qualificados e com experiência podem dar uma excelente contribuição no momento da contratação. Com conhecimento necessário para avaliar o desempenho das equipes, eles são os mais indicados para ajudar no preenchimento das vagas.

No que se refere à escolha de mão de obra para a construção civil, toda a ajuda é possível. Pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup mostra que o setor tem uma das mais altas taxas de escassez de qualificação no Brasil. Segundo os dados apurados, 63% dos que trabalham em canteiros de obra são pouco especializados. O percentual representa quase o dobro da média mundial (36%).

A pesquisa também confirma dados de outros levantamentos: que trabalhadores da construção civil brasileira levam um dia para produzir o equivalente ao que um operário norte-americano faz em 5 horas; um alemão, em 6 horas, e um chinês em 8 horas. Estudo recentemente desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (https://www.cimentoitambe.com.br/veja-o-que-leva-a-baixa-produtividade-na-construcao-civil/) vai ao encontro dessa tese. Ele constatou que, além das correções estruturais necessárias para aumentar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos: melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) e investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas).

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Escassez de Talentos”, da multinacional de recrutamento ManpowerGroup

Contato: enquiry@manpowergroup.com

Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Para CBIC, correção do crédito imobiliário pela inflação deve aquecer o mercado

A utilização do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) na correção do crédito imobiliário, que será lançada pelo governo federal nesta terça-feira (20), deve movimentar o mercado, ao atrair mais recursos para o financiamento, aumentar a concorrência entre bancos e criar um mercado secundário atuante, que possa suprir o setor do volume de recursos necessários ao seu crescimento. É o que acredita o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “A modalidade transfere o indexador da prestação da TR [Taxa de Transferência], que está zerada, para um índice de preços, ou seja, atualiza a prestação com aquilo que houve efetivamente de inflação”, afirma.

A grande vantagem, segundo Martins, é que dessa forma é possível baixar as taxas de juros, além de atrair mais investidores. “Nessa modalidade serão atraídos recursos oriundos de fundo de pensão e de investidores institucionais, que poderão trabalhar e comprar os papéis.  Isso traz mais dinheiro para o mercado. E também traz empresas menores para participar do mercado, o que estimulará a concorrência e com isso temos certeza que os custos para o crédito imobiliário irão diminuir”, pontua.

O presidente da CBIC acredita também que o consumidor final vai pagar menos de prestação pois o Brasil vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de apostas’. “Hoje, o investidor se afasta da caderneta de poupança. Ele não aceita o FGTS ser corrigido desta forma. Então se tem uma série de problemas na hora da captação do recurso e o que se pretende agora é normalizar essa situação. A partir daí a concorrência desse dinheiro irá diminuir o custo das operações”, explica.

O acesso ao crédito é outro benefício que a nova modalidade anunciada pela Caixa deve promover. Segundo Martins as mudanças devem aquecer o mercado. “Vai ser disponibilizada uma outra linha, onde muitas pessoas que não conseguiam acesso ao crédito vão passar a ter”, prevê o engenheiro, que nesta segunda-feira (19) falou ao vivo sobre o tema para o programa Jornal da Manhã da rádio 

Outro fato levantado pelo presidente da CBIC é que haverá oportunidade para companhias hipotecárias . “Essas empresas passariam a comprar e vender recebíveis, atuando na intermediação, em vez de ‘carregar’ este crédito por 30 anos – coisa que somente grandes bancos conseguem”, argumenta.

Muitos criticam esta mudança por causa do risco de aumento futuro de inflação, mas se ela ocorresse novamente nos níveis de décadas passadas, nenhum sistema financeiro ficaria de pé. Ademais, hoje o Brasil está muito mais maduro econômica e institucionalmente para se defender de eventuais surpresas. Não se pode comparar o que existia antes e o que existe hoje em termos de estrutura econômica e arcabouço jurídico.

Fonte: cbic.org.br