Arquivo diários:27 de setembro de 2019

Conflitos entre engenharia e suprimentos: como saná-los?

Tecnologia auxilia na interação entre os departamentos, controlando desde a solicitação de compra até a entrega

Engenharia e suprimentos concentram a maior parte das operações relacionadas à obra. A sintonia entre os dois departamentos impulsiona a rotina diária do canteiro. Porém, quando há conflitos, os problemas podem se acumular. A batalha entre as duas áreas está relacionada com prazos e custos. Se o suprimento falha, falta insumo na obra, estoura o orçamento e surgem problemas com fornecedores. Se a engenharia falha, os pedidos chegam incompletos e a compra de insumos e a definição dos fornecedores se complica. Geralmente, a solução para esses problemas passa pela melhoria da comunicação entre os departamentos.

Atualmente, a tecnologia auxilia nessa interação entre engenharia e suprimentos, com a existência de softwares que monitoram a solicitação de compra, a compatibilidade com o orçamento, a quantidade de materiais, a lista de fornecedores, a entrega e o registro das notas fiscais. Para o engenheiro de software, especialista em cadeia de suprimentos da construção civil e CEO do Coteaqui, Alyson Tabosa, esse tipo de ferramenta não é gasto, mas investimento. “O departamento de suprimentos na construção civil tem alto potencial de aumentar a lucratividade de um empreendimento. Consequentemente, o custo dessas ferramentas é facilmente revertido na forma de investimento”, avalia.

Independentemente da tecnologia disponível, o fluxo entre as áreas é fundamental para que exista sintonia fina no andamento da obra. Por isso, o procedimento padrão recomendado é que o engenheiro da obra defina a demanda de materiais necessários no canteiro e indique uma lista de fornecedores confiáveis. Feito isso, ele repassa para um encarregado, que vai registrar o pedido e encaminhar ao departamento de suprimentos, que irá realizar a cotação, verificar preços, definir as condições de pagamento e executar a compra. Em seguida, já na fase de entrega dos materiais, o encarregado deve receber a compra no canteiro de obras, conferir, cadastrar a nota fiscal e usar as ferramentas adequadas para que o financeiro seja comunicado e efetue o pagamento.

Uso de ferramentas adequadas organiza a comunicação entre as áreas e minimiza erros

Para Delton Quadros, que atua na implantação de softwares de controle de suprimentos na construção civil, o uso de ferramentas adequadas organiza a comunicação entre os departamentos e minimiza os erros mais comuns, que são os seguintes: executar pedidos por emails, e que muitas vezes se perdem entre outras mensagens; fazer solicitação de compra por papel, também sujeito a extravio, ou até por aplicativos como WhatsApp, e que corre o risco de se perder entre outras informações. “O uso de uma ferramenta adequada para integrar engenharia e suprimentos, desde que ela faça, de fato, parte do processo, é o melhor caminho”, recomenda.

Para os especialistas, os departamentos de engenharia, suprimentos e financeiro têm objetivos comuns com relação à obra, que é alcançar os resultados projetados. Por isso, todos devem evitar compras urgentes, por duas razões específicas: atrapalha os processos e aumenta o custo final do empreendimento. Para o gestor de negócios imobiliários e da construção civil, André Freitas, uma palavra resume o risco causado por compras urgentes. “Evite”, diz. A prevenção, afirma, deve vir do setor de engenharia, que precisa realizar corretamente a solicitação de materiais. Assim, reduz o risco de faltar insumos na obra e facilita o trabalho das áreas de compra e financeiro. “A sincronia entre esses departamentos representa o sucesso da obra”, define.

Assista aos web seminários

https://www.sienge.com.br/thank-page-reduzindo-os-conflitos-entre-engenharia-e-suprimentos-integrando-as-areas/

https://www.sienge.com.br/thank-page-de-quem-e-a-responsabilidade-saiba-como-fazer-as-equipes-de-suprimentos-e-financeiro-trabalharem-juntas/

Entrevistado
Reportagem com base nos web seminários “Reduzindo os conflitos entre engenharia e suprimentos: integrando as áreas” e “De quem é a responsabilidade? Saiba como fazer as equipes de suprimentos e financeiro trabalharem juntas”

Contato: ciclosiegne@softplan.com.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Cresce mercado imobiliário que não depende de governo

Empreendimentos não atrelados ao Minha Casa Minha Vida fecham 1º semestre de 2019 em franco crescimento

Os empreendimentos residenciais que não dependem do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) fecharam o primeiro semestre de 2019 em franco crescimento, em comparação ao mesmo período de 2018. Os lançamentos aumentaram 15,4%, as vendas fecharam positivamente em 12,1% e os estoques caíram 8,7%. É o que mostram os mais recentes dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais, levantados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), e que englobam números de 16 capitais e 9 regiões metropolitanas. “Tudo que depende de dinheiro do governo corre risco. Já os números do mercado imobiliário que não dependem de subsídios aumentaram”, confirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

As regiões sul, sudeste e centro-oeste puxam a fila no volume de obras, com destaque para Florianópolis-SC, São Paulo-SP, Cuiabá-MT, Distrito Federal-DF e Goiânia-GO.  Entre as regiões norte e nordeste do país, a única que se destaca positivamente é Salvador-BA. “Há uma evidente regionalização do mercado. E as regiões que menos dependem de governo são as que mais conseguem crescer”, afirma Martins. A avaliação é confirmada pelo vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. “Em todo o país, no primeiro semestre de 2019, foram lançadas 46.200 unidades residenciais, com destaque para o Centro-Oeste, onde os lançamentos cresceram 75% comparativamente ao mesmo período de 2018”, revela.

Em contrapartida, os projetos atrelados ao MCMV, e que ainda são 40% do que é construído no país em termos de habitação residencial, seguem parados. “Esse cenário de dependência do Minha Casa Minha Vida fica mais evidente no norte e nordeste”, frisa Celso Petrucci. Já, para os imóveis que não dependem de financiamentos atrelados ao programa habitacional, o levantamento dos Indicadores Imobiliários Nacionais aponta que a demora para as construtoras desovarem seus estoques vem caindo progressivamente. “No primeiro semestre de 2018, a média para encontrar compradores para os imóveis não-vendidos era de 14,3 meses. No primeiro semestre de 2019, esse número caiu para 11,1 meses”, destaca Petrucci. 

CBIC estima que vendas de unidades residenciais cresçam 15% em 2019

Com base nas projeções, o vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC assegura que, se o Minha Casa Minha Vida estivesse passando por um período de aquecimento, o mercado imobiliário no Brasil estaria vivendo um período de expansão próximo ou igual a 75%. No entanto, sem o impulso necessário ao programa, a estimativa da CBIC é que as vendas de unidades residenciais fechem 2019 com crescimento perto de 15%. Isso depende de uma recuperação mais uniforme dos mercados das regiões norte e nordeste. Outro empecilho pode ser a falta de recursos do FGTS para bancar a demanda do setor habitacional. “Não tem orçamento suficiente para contratar tudo que o mercado necessita em termos de FGTS”, avisa José Carlos Martins.

Os dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais contabilizam números das seguintes capitais e regiões metropolitanas: Manaus-AM, Belém-PA, João Pessoa-PB, Salvador-BA e região, Cuiabá-MT, Distrito Federal-DF, Goiânia-GO e região, Belo Horizonte-MG e região, Rio de Janeiro-RJ e região, São Paulo-SP e região, Curitiba-PR e região, Florianópolis-SC, Porto Alegre-RS e região, Fortaleza-CE e região, Recife-PE e região e Maceió-AL. 

Assista a apresentação dos Indicadores Imobiliários Nacionais

   

Entrevistado
Reportagem com base nos números mostrados pelos Indicadores Imobiliários Nacionais, da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)

Contato: comunica@cbic.org.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br