Arquivo diários:15 de outubro de 2019

Telhados verdes refrescam as construções e contribuem para o meio ambiente

 

Telhados verdes refrescam as construções e contribuem para o meio ambiente  — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

Telhados verdes refrescam as construções e contribuem para o meio ambiente — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

A consciência com o meio ambiente e a sustentabilidade na hora de erguer construções vem ganhando cada vez mais força. Em vista disso, o telhado verde ou terraço verde surge como uma opção de menor impacto para a natureza e tem se expandido pelas capitais e cidades do interior.

Quem deseja ter uma área verde em casa e não conta com muito espaço no andar térreo pode optar por instalar o telhado verde no terraço. A vegetação no topo da casa regula a temperatura do ambiente, deixando o local mais fresco e economizado energia no uso de ar-condicionado, por exemplo.

Mas, apesar da funcionalidade, os profissionais alertam: nem todas as construções suportam este tipo de estrutura. Primeiramente, a casa deve ser reforçada desde o levantamento da estrutura, contando com o projeto de um arquiteto ou engenheiro.

“Quem deseja instalar o telhado verde em casa deve fazer uma avaliação junto a um profissional desde o levantamento da obra ou optar por uma reforma. Um dos motivos é que a terra encharca com a chuva, aumentando o peso da estrutura, o que pode colocar em risco os moradores da casa”, explica a arquiteta Camila Alamino.

Não há limites de terrenos e altura de construções para instalar a vegetação no topo. “Topos de prédios ou casas térreas podem contar com o terraço verde, independente do terreno do local e da altura em que se localiza a construção. O reforço está mesmo na estrutura do local”, continua.

Estrutura específica e reforçada

Além do reforço da estrutura, a arquiteta explica que a construção é feita de camadas e conta com um sistema de escoamento próprio.

“Não se trata apenas de implementar um jardim, é preciso todo um sistema de calhas de escoamento da água da chuva, sistema de drenagem e camadas impermeabilizantes até que se coloque a terra ou substrato específico, que imita a terra. Uma conversa com um profissional deve sanar todas as dúvidas do dono do imóvel.”

Quem deseja instalar o terreno verde em uma construção deve se conscientizar que, mesmo que tenha grama no local, ainda não se está em “chão firme”.

“É importante que o dono do local plante apenas aquilo que a estrutura permite e o que vá se desenvolver nos limites da profundidade da terra. O substrato que imita a terra é indicado para estes casos, pois permite um bom aproveitamento do espaço em poucos centímetros de terra”, conta.

Vegetação ideal

Telhados verdes ajudam a deixar a casa menos abafada — Foto: Reprodução/TV TEM

Telhados verdes ajudam a deixar a casa menos abafada — Foto: Reprodução/TV TEM

A arquiteta também alerta que nem todos os tipos de vegetação e plantas podem ser cultivados no terraço. “Por haver poucos centímetros de terra ou substrato, utilizam-se plantas menos complexas e de raízes menos profundas. É preciso haver um acordo entre a necessidade da planta e o espaço disponível para plantá-la”, comenta.

Em relação ao espaço limitado e à pouca profundidade de desenvolvimento das plantas, a bióloga e paisagista Bel Harris comenta sobre a importância do planejamento do jardim.

“É preciso respeitar a construção e os objetivos do cliente. Muitas vezes, ideias do paisagista ou biólogo precisam ser abortadas por falta de estrutura adequada ou até mesmo entram com uma reforma no local, que poderia ter sido evitada”, conta.

A bióloga ainda comenta que o principal tipo de vegetação para este tipo de jardim são as forrações. “Grama Esmeralda é sempre indicada e todas as outras com cerda de 10 a 15 centímetros. Quem deseja cultivar uma horta no local precisa reforçar a estrutura e conversar com um arquiteto ou engenheiro.”

Benefícios de quem adotou o terraço

O líder de expedição e guia turístico Cassiano Zaparoli Zaniboni, morador de São José do Rio Preto (SP), conta com um amplo terraço verde no topo de casa, que foi projetada para receber o modelo.

Terraço verde ajuda a regular a temperatura da casa em dias de calos intenso — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

Terraço verde ajuda a regular a temperatura da casa em dias de calos intenso — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

“Na cidade em que moro faz muito calor. Como sempre amei a natureza, antes mesmo de construir a casa já pensava e estudava sobre o modelo de terraço para implementar. Conciliei a sustentabilidade com o bem estar de ter um jardim no topo de casa”, conta.

Cassiano comenta que os benefícios podem ser sentidos assim que se entra no local. “É como ficar embaixo de uma árvore. Comparando a temperatura dentro e fora da casa, podemos sentir a diferença de cinco graus a menos dentro do ambiente. Na maioria das vezes, é como estar com o ar-condicionado ligado.”

Para deixar o local mais funcional, o líder de expedição fez o uso do substrato tecnológico para aproveitar e desfrutar mais do ambiente. “A terra molhada encharca muito e pode pesar o telhado. Pensando nisso, comprei e implementei um substrato tecnológico enriquecido, que substitui a terra e me permite aproveitar melhor o espaço”, comenta.

Em um dia de chuva forte, um telhado feito de terra comum pode pesar cerca de 600 quilos por m². Já o substrato específico cerca de 5 quilos por m².

Com um telhado de extensivo, o calor é absorvido em dias de altas temperaturas e não é irradiado para as outras casas. “Além do telhado ajudar no escoamento da água da chuva, minha casa não irradia calor para os vizinhos e, sim, o absorve, trazendo benefícios para mim e para quem mora ao lado”, conta Cassiano.

Fonte: https://g1.globo.com

*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.

  Por Marília Moraes*, G1 Sorocaba e Jundiaí

Redes sociais já respondem por 44% das vendas de imóveis

Eduardo Berto: redes sociais se transformaram em ponto de partida para o consumidor comprar imóvel Crédito – ADEMI – PR

Para o mercado imobiliário, ferramentas se transformaram em filtros que ajudam a alcançar o público-alvo

Em seminário promovido recentemente pela ADEMI-PR, o gestor de estratégia de vendas e marketing para o mercado imobiliário, Eduardo Berto, apresentou números que mostram que as redes sociais já viraram o jogo quando o assunto é vender imóveis. Ele destaca que 44% das negociações têm como ponto de partida as ferramentas Facebook e Instagram. “As redes sociais se transformaram em ponto de partida para o consumidor comprar imóvel. Já, para o mercado imobiliário, elas (redes sociais) se transformaram em filtros para atingir o público-alvo e desenvolver um marketing assertivo”, diz Berto.

O estrategista afirma que as redes sociais, juntas com os softwares que decifram os dados de quem as frequenta, permitem definir estratégias de vendas com características próprias para cada empreendimento. “Os planos de ação nunca são os mesmos para cada produto. As redes sociais permitem traçar um perfil mais preciso do potencial comprador. Isso influencia o tipo de equipe de venda e toda a jornada de compra. Além disso, ajuda a criar gatilhos mentais, usando programação neurolinguística, para despertar no consumidor o que a gente chama de AIDA: Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Vender imóvel é usar cada vez mais a psicologia”, explica. 

Por outro lado, Berto destaca que o método tradicional de venda, que envolve montar um estande no local e esperar o cliente, está cada vez mais perdendo espaço. “É um processo que não atinge mais nem 10% do volume de vendas, principalmente nas grandes cidades brasileiras”, afirma o estrategista. Ele salienta ainda que, no Brasil, cada região tem uma cultura para comprar imóvel. “Curiosamente, em cidades do interior (com até 100 mil habitantes) funciona bem a venda porta a porta. É quando o corretor vai às empresas oferecer o produto imobiliário para os funcionários e os diretores. Em alguns casos, essa estratégia representa 30% das vendas”, revela.

Compra virtual cresce e, em alguns casos, já responde por 20% das vendas

Eduardo Berto alerta também que começa a crescer a compra virtual, ou seja, aquela em que o consumidor fecha o negócio sem ir ao local do empreendimento. “Para alguns tipos de lançamentos, a compra virtual já responde por 20% das vendas. Normalmente, são loteamentos ou edificações ainda na planta. A maioria desses compradores é formada por investidores”, cita. 

O palestrante ressalta ainda que as redes sociais também fazem com que as incorporadoras e construtoras tenham dados mais precisos para fazer o lançamento de suas obras. “As empresas hoje conseguem fazer o que a gente chama de represamento de clientes. Ela testa o produto, ouve os sinais do mercado e espera o equilíbrio para fazer o lançamento na hora certa. E qual a hora certa? É quando se percebe que tem um público interessado em comprar e outro que está em dúvida, mas disposto a ser convencido a comprar”, finaliza.    

Entrevistado
Reportagem com base na palestra do gestor de estratégia de vendas e marketing para o mercado imobiliário, Eduardo Berto, no seminário “Mercado Imobiliário em foco”, promovido pela ADEMI-PR

Contato: ademipr@ademipr.com.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br