Arquivo diários:16 de outubro de 2019

Sem limites: Vitacon lança hotel cápsula com quarto de 2m²

A incorporadora lança studios a partir de 15 metros quadrados e tem até projetos de “co-living”, com espaços compartilhados

Os Pods, como são chamados os espaços, são inspirados em hotéis cápsula em Nova York e Washington e serão os menores da América Latina. O hotel On Pods Itaim será lançado nas próximas semanas na região da Vila Olímpia, em São Paulo. Há outro projeto em construção na região da Paulista, também em São Paulo, que deve ser inaugurado até o fim do ano. 

O hotel é voltado para pessoas de passagem na cidade, que viraram a noite no escritório trabalhando ou que precisam de um cochilo depois de uma festa, ou do almoço. O custo será de 25 reais por hora. Ou seja, para uma noite de sono de oito horas, será necessário desembolsar 200 reais. 

Sem restrições para horários de check in ou check out, as reservas são feitas pelo site e aplicativo da HOUSI, startup de moradia da Vitacon. Depois de fazer o check-in digital, os hóspedes deixam seus pertences em um armário privativo e recebem um kit com pijama, máscara de dormir, toalhas e chinelo. Itens de higiene, como shampoo, sabonete, escova e pasta de dentes serão opcionais.

De acordo com a empresa, as cápsulas são totalmente higienizadas a cada check-in e toda roupa de cama é substituída. Os vestiários, lockers e chuveiros também passarão por nova limpeza a cada uso.

O On Pod Itaim conta com lounge com WiFi para trabalhar, estudar ou apenas se manter conectado, conveniências como geladeira Grab and Go, cafeterias, armários e chuveiro privativo com vestiário. O empreendimento também terá à disposição vários modais de transporte, como carro compartilhado, patinete e bicicleta, que já existem em outros empreendimentos da Vitacon.

Mudança de comportamento

Criada em 2010 pelo engenheiro paulistano Alexandre Frankel, a Vitacon entregou 61 projetos e tem 46 lançamentos. Para a incorporadora, a tendência é morar em lugares menores, próximos ao trabalho, e se mudar com mais frequência. Por isso, acredita que comprar um apartamento é cada vez menos um sonho de consumo para jovens, solteiros ou famílias pequenas.

incorporadora lança studios a partir de 10 metros quadrados e tem até projetos de “co-living”, com apartamentos pequenos e espaços como lavanderias e sala de estar compartilhados entre todos os moradores. 

Em outubro do ano passado, a companhia lançou seu primeiro prédio voltado totalmente para a locação. Ergueu um prédio com 100 apartamentos, mas não irá vender nenhum deles, alugando os espaços por períodos de poucos dias até três anos.

Por meio do site e do app Housi, gerencia reservas, contratos, check in e check out e limpeza. A plataforma de moradia sob demanda Housi, spin-off da Vitacon, foi criada neste ano. Em maio, anunciou a conexão com a Rappi, aplicativo colombiano de delivery de tudo, para a locação dos espaços. 

Já são três prédios voltados exclusivamente para a locação. A empresa aposta tanto nesse modelo que, a partir de 2020, não deverá vender mais nenhum apartamento a moradores finais. 

“Não acredito no modelo em que a pessoa imobiliza seus ativos, financiando um imóvel por 30 anos. Ou vive indo ao cartório e enfrentando burocracias ao longo de sua vida de proprietário. Nosso objetivo é prover um estilo de vivência mais leve”, afirmou Frankel em entrevista a EXAME em julho de 2019.

Para a Vitacon, alugar os apartamentos é uma forma de manter a ocupação em seus lançamentos, o que ficou mais duro durante a crise econômica. A construção civil encolheu 20,5% de 2014 a 2018. A expectativa é que haja crescimento em 2019 — um tímido 1,3%.

A incorporadora está de olho em jovens desapegados e em busca de experiências mais leves e digitais. Para impulsionar seus hotéis cápsula, precisará convencê-los de que toda essa praticidade compensa a experiência de uma noite em apenas dois metros quadrados.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Por Karin Salomão

Cidades inteligentes: conheça quatro projetos incríveis pelo mundo

Só na América do Norte, mais de 81% das pessoas estão em áreas urbanas. A América Latina e Caribe praticamente igualam os EUA com 80% de urbanização, sendo a Europa a terceira colocada, com 74%. Na Ásia o índice está em (49%). Já na África, (41%).

O contexto incentiva a construção de megaprojetos de cidades inteligentes, construídas do zero e tendo por trás grandes companhias ou marcas. Conheça abaixo algumas dessas cidades fantásticas.

Japão – Fujisawa Sutainable Smart Town
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Idealizada pela Panasonic e outras sete empresas japonesas e uma norte-americana, a Fujisawa Sutainable Smart Town (Fujisawa SST) é totalmente sustentável, ecológica e muito humanizada. Com investimento estimado de R$ 1,3 bilhões, a cidade conta com rede elétrica inteligente, energia solar e baterias em cada casa, iluminação pública interconectada, além de vias públicas projetadas para bicicletas, pedestres e veículos elétricos. Os moradores ainda podem acompanhar os gastos gerados por aplicativo e identificar qual equipamento consome mais energia.

Carros movidos a combustível não são bem-vindos à cidade. Há smart spots, lugares onde os moradores podem alugar bicicletas e veículos elétricos. As reservas podem ser feitas por meio do aparelho televisor da sala, por exemplo.

Brasil – Smart City Laguna e Smart City Natal: bem-estar humano
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O Grupo Planet pretende implantar 10 cidades inteligentes no Brasil até 2022. Duas cidades já foram inauguradas: a Smart City Laguna, no Ceará, e a Smart City Natal, no Rio Grande do Norte. Com projeto que une inovação, tecnologia, sustentabilidade, planejamento urbano moderno e soluções de mobilidade, as cidades foram pensadas com alto padrão. Porém, os valores são acessíveis.

Há espaços com várias atividades gratuitas abertas também à comunidade residente no entorno da cidade. São oferecidos cursos de inglês e empreendedorismo, biblioteca e cinema, por exemplo.

Malásia – Forest City
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Projetada para abrigar 700 mil pessoas, a Forest City, da Malásia, terá 14 quilômetros quadrados, quatro vezes maior que o Central Park de Nova York. O empreendimento não terá carros. Arranha-céus cobertos de plantas buscam reduzir o ruído e a poluição do ar. A obra tem conclusão prevista para 2035 e poderá gerar 220 mil empregos.

Siri Lanka – Porto de Colombo
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A Cidade do Porto de Colombo será construída em terras recuperadas e estende artificialmente a costa do Sri Lanka em mais de 200 hectares no Oceano Índico, na rota de navegação mais movimentada do mundo. Ela está estrategicamente posicionada para se tornar um dos mais importantes centros de investimentos independentes. O empreendimento poderia impulsionar a posição econômica do Sri Lanka no mundo.

Os desenvolvedores, Belmont Brothers, afirmam que a cidade se concentrará na qualidade de vida e na conectividade à internet. São esperados 182 mil habitantes e a presença de carros autônomos e semáforos inteligentes para minimizar o congestionamento.

Fonte: https://portogente.com.br