Arquivo diários:18 de outubro de 2019

5 Tecnologias para melhorar o desempenho na construção.

5 tecnologias para melhorar o desempenho na construção
Inserção da tecnologia é fundamental para que a construção civil se torne mais produtiva Créditos: Shutterstock

 

Conheça as tendências e processos construtivos que estão transformando o setor

No Brasil, um dos principais métodos construtivos utilizados é o de estruturas de concreto armado com alvenaria de vedação e argamassa de assentamento – o que demanda mão-de-obra profissional e faz com que o setor da construção civil seja um dos que mais gera empregos e renda para a população e, ao mesmo tempo, gera um dos maiores desafios dos gestores de obra atualmente: aumentar a produtividade em canteiro de obras.

De acordo com Luiz Henrique Ferreira, sócio-fundador da Inovatech Engenharia, com a retomada do mercado imobiliário, em breve, é possível que comece a faltar mão-de-obra, inicialmente na área de projetos, seguida por todo o restante da cadeia. Desta forma, processos construtivos industrializados que dependam de menor quantidade de mão-de-obra certamente se despontarão num horizonte de quatro a cinco anos. “Hoje vejo que os principais sistemas serão aqueles que já possuem NBR ou DATEC em vigor, destacando placas de concreto, wood frame e steel frame, sendo que os dois últimos ainda estão com as NBR’s em processo de elaboração”, explica. Para o engenheiro, que apresentou a primeira casa fabricada em 24h durante a FEICON 2019, existem três caminhos que podem melhorar o desempenho de uma edificação:

  • Sistemas construtivos: quanto mais soluções forem incorporadas na fábrica, maior a chance de melhorar a performance de uma construção. Uma estrutura metálica de pilares e vigas pode ser considerada um sistema industrializado, porém, se todo o restante for construído em sistema convencional (lajes, alvenarias, etc.), provavelmente, o desempenho não será o mesmo. Por outro lado, se a estrutura for projetada em BIM e pensada para ser integrada a outros sistemas de fachadas prontas, banheiros prontos, etc. e tudo for somente encaixado na obra, a chance de melhora de desempenho é muito maior. No caso de sistemas em painéis de concreto pré-fabricados, light steel frame wood frame, existe a possibilidade da parede vir literalmente pronta de fábrica, e dependendo do sistema construtivo somente as ligações são feitas em obra. “Isso, se bem pensado, inevitavelmente levará a uma melhora da qualidade e do desempenho de uma edificação”, ressalta.
  • BIM: de acordo com Luiz, projetar de maneira fragmentada é algo que já deveria ter morrido há muito tempo. “É um absurdo pensar em desempenho e qualidade sem projetar e executar em BIM”.
  • Materiais: materiais inovadores surgem a todo o momento, porém, é importante pensar que estes materiais farão parte de um sistema, que por sua vez, será integrado a outros sistemas para que se torne uma construção. “Não adianta nada falar em desempenho de materiais desconectado do conceito de sistema”, ressalta o representante da Inovatech.

 

Com a implantação de tendências que estão em alta na construção civil como bioconcreto, BIM, drones, pré-fabricados, entre outras, muitos processos existentes podem ser melhorados – isso pode mudar a realidade do setor como é conhecida hoje quando se fala de produtividade. O surgimento de novas tecnologias da indústria 4.0 – que vem sendo implementado no setor por meio das construtechs – além do desenvolvimento de novos processos construtivos que ajudam no dia a dia dos profissionais envolvidos como engenheiros civis, arquitetos e profissionais da obra. Conheça um pouco mais como essas tendências podem auxiliar no aumento da produtividade em canteiro:

 

Bioconcreto: o bioconcreto é obtido a partir de uma combinação de bactérias e outros nutrientes, que são misturados à base de argamassa. As bactérias são ativadas apenas em contato com a água, permanecendo em estado latente durante quase todo o tempo. Assim – apenas quando chove – a água da chuva penetra nas fissuras e faz com que as bactérias sejam ativadas regenerando o concreto.

 

BIM: o Building Information Modelling (BIM) ou Modelagem da Informação da Construção é o conjunto de tecnologias e processos integrados que permite a criação, a utilização e a atualização de modelos digitais de uma construção, de forma colaborativa, o que auxilia todos os envolvidos na construção potencialmente durante todo o ciclo de vida útil do empreendimento. Entenda:

 

 

Pré-fabricados: a utilização de modelos pré-fabricados em obra está diretamente relacionada às novas formas de construção automatizada e a aplicação de novos materiais. A construção modular permite redução de resíduos, diminuição do tempo de construção, designs flexíveis e construções mais limpas e sustentáveis.

Sistemas robóticos: sistemas robóticos tais como impressão 3D e 4D permitem automatizar alguns processos e gerar, por exemplo, novas formulações e combinações do concreto que pode ser impresso diretamente em obra ou/e também a impressão de equipamentos e casas inteiras: a casa 24h é um exemplo que foi apresentado durante a FEICON de 2019.

Drones: os pequenos aparelhos controlados à distância podem ser utilizados em funções que ofereçam riscos aos funcionários e são programados para capturar imagens e dados que serão analisados e utilizados posteriormente para a melhoria de processos.

Pensar em construção civil sem cumprir normas técnicas é algo que precisa ser analisado com muita cautela. “O futuro é de mão-de-obra cada vez mais qualificada, com cada vez menos gente nos canteiros de obras e obras cada vez mais rápidas. Vejo que assim como na indústria automobilística, no futuro, as unidades habitacionais serão escolhidas não só pelo preço, mas por sua performance e custo operacional. Para mim, a industrialização na construção é uma questão de pouco tempo. É irreversível”, prevê Luiz.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Construção tem sexto mês com saldo positivo na geração de empregos

O setor da construção civil registrou em setembro de 2019 um saldo de 18.331 novas vagas com carteira assinada, segundo o mais recente relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Resultado da relação entre 126.439 admissões e 108.108 desligamentos, o número foi divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. A quantidade de trabalhadores formais no setor, em todo o País, passou de 2,073 milhões em agosto para 2,092 milhões em setembro, o que representou um crescimento de 0,89%.

Foi o sexto mês consecutivo de números positivos no mercado de trabalho formal do setor e o melhor resultado para um mês de setembro dos últimos seis anos. Nos primeiros nove meses do ano, a construção contabiliza um saldo de 116.530 vagas, o que representa uma expansão de 5,90% no número de trabalhadores e, em 12 meses, 50.122 vagas (aumento de 2,45%). O acompanhamento do tema tem interface com o projeto Banco de Dados da Construção, desenvolvido pela CBIC com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Apesar de ainda distantes do necessário para recuperar as vagas perdidas nos últimos anos, o resultado de setembro comprova, segundo Martins, uma reversão de sinais nas atividades da construção. “Estes números representam um certo alento para o setor, pois confirmam que a construção voltou a caminhar”, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Ampliação do uso do FGTS pode prejudicar emprego e moradia

Apesar do resultado, o setor continua preocupado com questões como o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Qualquer alteração no direcionamento dos recursos que garantem o financiamento da habitação popular pode trazer efeitos insatisfatórios do ponto de vista socioeconômico, tanto em termos de acesso à moradia como geração de postos de trabalho.

“O País vivencia um momento onde é necessária a união de esforços de todos os agentes para consolidar o crescimento econômico. Por isso, é preciso cuidar especialmente de setores tão importantes como a construção civil, para que os resultados positivos não sejam temporários, e sim, permanentes”, comentou o presidente da CBIC.

Nesta semana, José Carlos Martins defendeu a manutenção dos recursos do FGTS como fonte de recursos para financiamentos à casa própria, a saneamento e infraestrutura, durante entrevista a O Estado de São Paulo. O vídeo está disponível no perfil do jornal no Youtube

Fonte: https://cbic.org.br