Arquivo mensais:novembro 2019

Concreto autoadensável no Cidade Matarazzo

 A região central de São Paulo está recebendo uma das obras de mais destaque no país atualmente: o badalado Cidade Matarazzo. O empreendimento se trata de um retrofit: onde antes havia o Hospital Matarazzo, agora está sendo construído o complexo Cidade Matarazzo, que se tornará um hotel de alto padrão/luxo de 6 estrelas e dará vida ao patrimônio tombado que habita ali, como a Capela Santa Luzia.

“A obra principal do Hospital Matarazzo é uma edificação de 1904. Já a capela, de 1922, ou seja, são edificações muito antigas”

A complexidade desta obra ultrapassou os aspectos construtivos. No primeiro momento, o desafio foi a realização do grande investimento para comprar o terreno e, posteriormente, lidar com as burocracias para a preservação dos patrimônios tombados. No entanto, o Group Allard – responsável pela obra – conseguiu dispor dos recursos necessários para essa construção e, de quebra, projetar uma obra de alto luxo, que cuidou de cada um dos detalhes e trouxe a participação de profissionais de reconhecimento internacional, como o arquiteto vencedor do Pritzker, Jean Nouvel, responsável pelo desenho da torre e pelo direcionamento da coloração do concreto aparente na obra.

DESAFIOS:
FORMULAÇÃO DO CONCRETO

Os cuidados com a preservação das estruturas dos patrimônios tombados, como a Capela Santa Luzia, exigiram estudos significativos para a realização da concretagem – além de se considerar os vizinhos do terreno. Para responder essa necessidade de segurança e também superioridade do acabamento, o grupo responsável pela obra decidiu utilizar concreto autoadensável em toda a sua estrutura.

O concreto autoadensável tem como característica principal a sua fluidez, que permite o preenchimento das formas sem a utilização de vibradores – o que diminui os ruídos e auxilia na preservação das estruturas vizinhas.

Além disso, seu acabamento é mais liso, o que o torna perfeito para a sua aplicação como concreto aparente.

“A Torre Mata Atlântica [uma das torres hoteleiras do empreendimento] tem dezenas de faces onde o concreto é aparente. O concreto autoadensável atua de forma importante para resolver essa situação”, ressalta João Francisco Cavalcanti, engenheiro operacional da obra Cidade Matarazzo.

A coloração específica do concreto aplicado foi determinada pelo arquiteto francês Jean Nouvel. Foram feitos estudos dentro da central da Engemix, em Jaguaré, e estudos na própria obra também para que a cor do concreto ficasse realmente conforme projetado pelo arquiteto. Na prática, também foram estudados diversos traços para atender a resistência necessária, que chegou a 60 Mpa – o que torna este tipo de concreto de alto desempenho (CAD) – e as condições de fluidez. “Se tornou um concreto colorido, autoadensável e de alta resistência, que trabalha com várias adições”, complementa Maurecir Almeida.

O representante da Votorantim Cimentos destaca também a preocupação com a sustentabilidade. “Com o concreto autoadensável se ganha produtividade. Tendo produtividade, o caminhão-betoneira fica menos tempo na obra, ou seja, emite menos CO²”, complementa.

 

DESAFIOS: LOGÍSTICA EM CANTEIRO DE OBRAS

Depois de resolver as questões voltadas à formulação do concreto, a logística também foi desafiadora. De acordo com o engenheiro operacional da obra, a Torre Mata Atlântica tem cerca de 32 pavimentos e as lajes abaixo do térreo (-3 até -8), são lajes enormes, com cerca de 3.500 m², que exigiram concretagens de 600 a 700 m³.

“Isso significa, algumas vezes, 20 caminhões-betoneiras encostados na frente da obra ao mesmo tempo”, conta João Francisco Cavalcanti.

Além disto, a obra está localizada em uma área chamada Zona Máxima de Restrição, que permite que o trabalho seja feito até às 16h, apenas. Esse foi um desafio: descarregar um grande volume de concreto e acabar o serviço até esse horário”, ressalta Maurecir. Para aumentar a produtividade neste processo, a obra está utilizando mastro de concretagem e spiders.

 

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Casarões históricos em São Paulo: descubra curiosidades e saiba o que fazer em cada um deles

Conheça a história e os atrativos atuais de sete casarões que ganharam novos usos em São Paulo – tombados, os imóveis incorporaram desde museus até cafeterias e espaços literários

MUSEU DA ENERGIA

Foto: Marcelo Donatelli

+ A casa que hoje abriga o Museu da Energia, construída entre 1890 e 1894 a partir de projeto do escritório de Ramos de Azevedo, pertencia a Henrique Santos Dumont, irmão do famoso aviador. Na época, o bairro de Campos Elísios era uma região sofisticada e requisitada por membros da elite. Depois que os primeiros moradores deixaram o local, o casarão, ao longo dos anos, tornou-se sede de instituições como um internato feminino. Em 2001, foi incorporado pelo governo do Estado.

Restaurado, o local abriga o atual museu desde 2005. Lá, é possível conhecer a história da iluminação de São Paulo, por meio de vídeos, fotos e objetos históricos, além de equipamentos interativos voltados às crianças. Há, também, uma série de exposições temporárias. Até março de 2020, ‘São Paulo pelas Lentes de Gaensly’ revela as transformações da capital, entre 1899 e 1925, pelo olhar do fotógrafo suíço.

Al. Cleveland, 601, Campos Elísios, 3224-1499. 10h/17h (fecha dom. e 2ª). Grátis.

CASARÃO

Foto: Cris Vieira

+ Atrás de um portão cercado de árvores na Rua Pamplona, fica um charmoso casarão reconhecido como patrimônio histórico e que contrasta com as altas edificações que, cada vez mais, dominam seu entorno. Erguido nos anos 1930, o imóvel tornou-se, em 1952, sede da Fundação Instituto de Física Teórica, conhecida hoje como Instituto Principia, que ainda ocupa parte do terreno. Se, na época de sua construção, ele representava a riqueza da era do café, o local remete, agora, a parte de suas origens. Isso porque o imóvel passou, em 2018, por uma restauração e, desde então, funciona como o complexo Casarão – espaço aberto ao público com cafeteria e livraria.

Comandado pelo empresário Lauro Megale, o Zel Café conta com grãos especiais, produzidos em sua fazenda no sul de Minas Gerais. O expresso sai por R$ 6 e, com a proximidade do verão, vale apostar em opções geladas, como o ‘Frappé de Café’ (R$ 16). Do cardápio assinado pelo chef Shaun Dowling, prove, pela manhã, o ‘Breakfast Combo’ (R$ 28), com minipão integral, granola com frutas vermelhas e iogurte, pão de queijo, fruta da estação, ovos mexidos, suco de laranja e um café à escolha. Há também saladas (R$ 29/R$ 39), risotos (R$ 42/R$ 65) e, para adoçar, brownie de caramelo com sorvete de baunilha (R$ 16).

No subsolo, a Livraria do Comendador conta com livros de vários gêneros, incluindo especialidades como ciência e gastronomia, e também promove eventos. Neste domingo (24), das 14h às 15h, atrizes trajadas como as personagens de ‘The Handmaid’s Tale’ promovem o lançamento da continuação do livro de Margaret Atwood, que inspirou a série televisiva.

R. Pamplona, 145, Jd. Paulista, 3283-3500. Café: 7h30/22h30 (dom., 8h/17h; 2ª, 7h30/19h). Livraria: 8h/20h (sáb., dom. e fer., 8h/16h; fecha 2ª).

LE PAIN QUOTIDIEN

Foto: Eduardo Godoi

+ A rede belga Le Pain Quotidien inaugurou, em 2017, uma unidade em um antigo casarão da Avenida Higienópolis. Registros e alguns relatos indicam que o imóvel foi construído em 1904 e chegou a abrigar uma escola, sendo tombado, na esfera municipal, em 2014. Ao lado do movimentado shopping Pátio Higienópolis, a padaria é uma ótima opção para um passeio tranquilo – a casa é cercada de árvores e dispõe de mesinhas e guarda-sóis na área externa. Do lado de dentro, os ambientes também são agradáveis, e incluem mesa coletiva e até uma estante com livros.

Além dos tradicionais pães – a cesta com fatias artesanais sai por R$ 24 –, vale provar os itens do cardápio ‘Primavera-verão’, que acaba de ser lançado pela casa. Entre eles, a ótima focaccia com queijo de cabra, tomate confit e molho pesto (R$ 15), que vai bem com sucos como o de uva com água de coco (R$ 12). O pão de chocolate (R$ 9) está entre os doces mais populares. Vale prová-lo com o cappuccino tradicional, bem cremoso (R$ 8,50/R$ 11,50).

Av. Higienópolis, 698, Higienópolis, 3562-2344. 8h30/22h (dom., 8h30/21h).

CASA DAS ROSAS

Foto: André Hoff

+ A Casa das Rosas foi projetada, a partir de 1928, pelo escritório de Ramos de Azevedo – o mesmo de construções icônicas como o Teatro Municipal e a Pinacoteca. Por muito tempo, serviu de residência para os herdeiros do arquiteto. Nada menos do que 30 cômodos compunham a mansão em estilo clássico francês, sempre lembrada por seu belo jardim. Em 1991, após ter sido reformada pelo governo estadual, foi transformada em centro cultural e, em 2004, reinaugurada como Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Lá, as letras ganham destaque em diversos eventos e exposições. Acaba de ser inaugurada, por exemplo, a mostra ‘William Blake: Portas da Imaginação’, que reúne, até 19/1/2020, materiais raros e inéditos do poeta inglês. Vale aproveitar e fazer uma pausa no Caffè Ristoro, nos fundos da casa, que serve expresso (R$ 5,50) e tem como carro-chefe o bolo de doce de leite com lascas de amêndoa (R$ 14,50).

Av. Paulista, 37, metrô Brigadeiro. 10h/22h (dom. e fer., 10h/18h; fecha 2ª). Grátis. Café: 9h/22h (sáb., 10h/22h; dom., 10h/19h; 2ª, 9h/19h).

INSTITUTO ITALIANO DE CULTURA

Foto: JF Diorio/Estadão

+ Também originário da expansão urbana ligada ao café em São Paulo, o casarão que hoje abriga o Instituto Italiano de Cultura foi construído em 1922. De estilo neoclássico, remetendo ao Petit Trianon do Palácio de Versailles, o imóvel pertencia a Oscar Rodrigues Alves, filho do ex-presidente Rodrigues Alves. Após alguns anos sendo habitado por sua família, foi comprado, em 1958, pelo governo italiano. Do Circolo Italiano di San Paolo ao Consulado Geral da Itália, o local teve diferentes usos até 2006, quando se tornou a sede do atual instituto, que busca promover intercâmbio entre Brasil e Itália.

Hoje, há diversas atividades abertas ao público, que pode ainda consultar os mais de 23 mil títulos pertencentes à biblioteca – a maioria em língua italiana. Entre as próximas atrações, na 5ª (28), às 19h, dentro do ciclo ‘Decifrando Da Vinci’, haverá a exibição gratuita do documentário ‘Leonardo 500’ (91 min.; livre), que destaca a genialidade do mestre italiano.

Av. Higienópolis, 436, Higienópolis, 3660-8888. 9h/13h e 15h/17h (6ª, 9h30/13h; fecha sáb. e dom.). Grátis.

SOLAR DA MARQUESA

Foto: Silvia Masini

+ Quando foi incorporado pela Prefeitura, em 1975, algumas dificuldades se impunham à recuperação do Solar da Marquesa. É que, desde sua construção, por volta de 1750, o casarão passou por várias modificações. Residência de um importante brigadeiro; moradia da Marquesa de Santos; Palácio Episcopal; sede de uma companhia de gás… Com diferentes ocupações ao longo dos anos, o local, surgido como uma mera junção de duas casas de taipa, foi adaptado para receber uma capela, ganhando fachada neoclássica, e viu suas portas e janelas serem transformadas em vitrines. Em 1991, uma reforma buscou preservar elementos dessas várias fases, corrigindo a descaracterização do local.

Hoje, encontram-se ali diferentes atividades do Museu da Cidade. Assim, além de apreciar a arquitetura, que permite uma viagem ao tempo, é possível visitar boas exposições. Até 5/1/2020, uma mostra de Paulo von Poser entrelaça, em desenhos, gravuras, pinturas e fotografias, o passado e o presente da região central.

R. Roberto Simonsen, 136, Centro, 3241-1081. 9h/17h (fecha 2ª). Grátis.

CASA DA IMAGEM

Foto: Nelson Kon

+ Separada do Solar da Marquesa pelo Beco do Pinto – passagem que abriga, atualmente, projetos de arte contemporânea –, a Casa da Imagem, também conhecida como Casa Número Um, tem seus primeiros registros datados de 1689. Foi no século 19, no entanto, que ganhou a aparência eclética que remete a chalés europeus do período. De lá para cá, o imóvel já foi residência, colégio, casa de saúde, hotel, sede de escritórios e até de companhia teatral. Tombado pelo município em 1992, foi restaurado entre 2008 e 2011, quando tornou-se o espaço que guarda o acervo iconográfico da cidade, pertencente à rede Museu da Cidade.

De um arquivo de milhares de fotografias, originam-se as exposições abertas ao público. Em cartaz até 15/3/2020, a mostra ‘Não Oficial’, de Paulo D’Alessandro, reúne 42 obras que retratam festividades da alta sociedade nos anos 1990. Há, ainda, uma série de atividades ligadas às imagens. No dia 30/11, das 14h às 17h, a artista Paula Braggion conduz oficina gratuita de bordado em fotografia (com inscrições 1h antes).

R. Roberto Simonsen, 136B, Centro, 3106-5122. 9h/17h (fecha 2ª). Grátis.

Fonte: https://cultura.estadao.com.br/

Júlia Corrêa

O mercado imobiliário para as próximas gerações

O mercado muda o tempo todo, as pessoas também mudam o tempo todo, e é claro, o jeito que elas compram muda junto. E essas mudanças do comportamento de consumo atinge principalmente o mercado imobiliário. As novas gerações possuem prioridades e pré-requisitos bastante específicos para fazer a aquisição de qualquer bem material. Por isso, hoje trouxemos esse artigo que vai te mostrar como se comporta a geração millennial no mercado imobiliário. Boa Leitura!

Entendendo as gerações

Antes de tudo, é fundamental que saibamos quais as características de cada geração:

●Geração Baby Boomer: pessoas que nasceram entre os anos de 1940 e 1960;

●Geração X: pessoas que nasceram entre os anos de 1960 e 1980;

●Geração Y: pessoas que nasceram entre os anos de 1980 e 2000;

Sabendo disso, falaremos com mais ênfase no comportamento de compra de imóveis da geração Y, também conhecida como Millennial, ou, geração do milênio.

Os Millennials possuem no máximo 40 anos, são uma grande parte do mercado de trabalho atualmente, e, são uma geração bastante conectada, agitada, que pesquisa antes de qualquer tipo de compra. Por isso, o público que mais busca por novas moradias e possibilidades imobiliárias na internet são as pessoas da Geração Y. Agora, vamos conhecer os requisitos necessários para o imóvel ideal desses consumidores.

 

O imóvel ideal

Com a urbanização e a mobilidade das cidades, os apartamentos se tornaram o grande ponto de atenção dos millennials que desejam comprar, ou até mesmo alugar um imóvel. A localização é um fator chave no momento da compra. Geralmente opta-se por apartamentos em localizações estratégicas, como no centro, aumentando a praticidade do dia a dia, perto do trabalho ou em áreas residenciais positivamente reconhecidas.

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

 
Diferenciais exigidos

Além da localização citada acima, os requisitos também se estendem na parte da estrutura do imóvel: Funcionalidade, tecnologia, qualidade e estilo.

Funcionalidade

Antes os maiores apartamentos eram os mais cobiçados pelos clientes, em grande parte, essa característica ainda se mantém. Porém a Geração Millennial comporta-se de maneira diferente, abrindo mão de apartamentos supergrandes e espaçosos e optando por configurações com metragem reduzida, mas com muita otimização de espaço e funcionalidade aplicada em cada cômodo.

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

Tecnologia

Pela sua cultura, essa geração é muito engajada com comportamentos éticos, sustentáveis e tecnológicos, por isso, o wi-fi nas áreas comuns, tomadas USB, tecnologia construtiva BIM, sustentabilidade elétrica e hidráulica… Todos os diferenciais que envolvem tecnologia são atrativos que fazem a diferença na decisão de compra dos Millennials.

Qualidade

Como citado no início desta matéria, a geração Y é especialista na hora da pesquisa em qualquer tipo de compra, por isso, todas suas aquisições são altamente analisadas antes de concretizadas. Optando por imóveis novos ou na planta, buscando referências de vizinhança, conhecendo as empresas construtoras, e com muita pesquisa de preços e condições diferenciadas de pagamento.

Estilo

Com as mudanças de comportamento de consumo desta geração, os millennials preferem por fazer compras que proporcionem experiências positivas, do que compras que simplesmente entregam um produto sem propósito. Então, além todos os diferenciais acima, o estilo também é um grande decisório de compra, pois, assim como uma peça de roupa, ou um carro, um imóvel também é o reflexo da personalidade do indivíduo.

Com toda certeza, as mudanças nos comportamentos de consumo de todas as pessoas só tende a aumentar. A busca por produtos cada vez mais personalizados e únicos estão se tornando muito mais frequentes e comuns em diversas faixas etárias, portanto, se você for da geração millennial e busca todos os diferenciais acima para seu imóvel, a Construtora Catarinense têm o empreendimento residencial perfeito para você. Entre em contato conosco e conheça o Residencial Felicità.

Acesse construtoracatarinense.com.br ou ligue para 3323-2002.

Fonte: https://g1.globo.com/

 

Novas tecnologias facilitam o sonho da casa própria

Uma vez escolhidas as possíveis opções, chegava o momento de entrar em contato com o proprietário ou com o corretor para continuar a conversa. Uma outra forma de encontrar o espaço ideal era escolher o bairro onde se pretendia morar e prestar atenção às placas de “vende-se” e “aluga-se” fixadas na porta dos edifícios. 

Uma das formas mais usadas na procura da casa própria era procurar no jornal
Uma das formas mais usadas na procura da casa própria era procurar no jornal

A chegada da internet começou a deixar tudo mais fácil

Com a popularização dos meios digitais, essa procura ficou mais dinâmica, já que o que separava possíveis investidores de proprietários eram somente algumas palavras-chave bem colocadas em um mecanismo de busca. Mesmo os classificados do jornal foram digitalizados e o tempo para se fechar negócio foi aos poucos diminuindo, mas essa forma de trabalhar o mercado imobiliário ainda não era a melhor possível. 

Com a chegada da tecnologia, todo o processo de procura foi facilitado
Com a democratização da tecnologia, todo o processo de procura foi facilitado

Sites especializados em mercado imobiliário

O lançamento da web 2.0, em meados dos anos 2000 e a sua popularização a partir da década, seguinte trouxe a possibilidade de geração de conteúdo por parte do público que antes era só espectador. Com isso, a forma de se fazer negócios em todas as áreas sofreu uma verdadeira revolução bastante absorvida pelo setor imobiliário.

Plataformas em todo o mundo começaram a surgir com a proposta de permitir a qualquer um anunciar imóveis, e com isso as ofertas aumentaram como nunca. Uma vez dentro dessas plataformas, bastava definir os parâmetros da sua busca, de bairros até o número de dormitórios, para encontrar a casa ou apartamento ideal para você e para a sua família. 

Atualmente, o Classificados no jornal foi passado para o smartphone
Atualmente, o Classificados no jornal foi passado para o smartphone

A tecnologia a favor da corretagem

Com o novo formato criado, era preciso que os profissionais da área se atualizassem. Desde a forma de se fazer publicidade com anúncios direcionados para públicos específicos em redes sociais e mecanismos de busca, até a construção de portfólios digitais com os imóveis oferecidos e a implantação de tours virtuais em suas abordagens, a tecnologia trouxe novas ferramentas para o arsenal do corretor.

Essa movimentação trouxe muitos benefícios para a relação com os compradores que passaram a encontrar muito mais rápido a casa ou imóvel dos seus sonhos e também com os proprietários que reduziram drasticamente o tempo entre o anúncio e a venda de suas casas e apartamentos.

As novas tecnologias aproximaram os compradores dos corretores
As novas tecnologias aproximaram os compradores dos corretores

A experiência do usuário em primeiro lugar

Tendência tecnológica nos últimos anos, a experiência do usuário (user experience ou simplesmente UX) é um conceito bastante utilizado pela nova geração que move o setor. Trata-se de uma filosofia onde as emoções e sensações causadas por uma relação comercial assumem grande importância durante a jornada do consumidor.

Dessa forma, comprar ou vender um imóvel vai muito além disso – trata-se de seu significado e é nisso que muitos sites de compra e venda de imóveis estão de olho para reforçar suas marcas. Uma plataforma intuitiva, um serviço de atendimento eficiente, conteúdos relevantes para quem quer comprar e a facilidade de desenvolver anúncios para quem busca vender são alguns dos pontos trabalhados pela UX. Tudo para tornar a experiência de negócios imobiliários mais agradável.

Presente em tudo que fazemos e expressamos, a tecnologia facilita e torna mais agradável e produtivo o dia a dia de profissionais não só do mercado imobiliário, mas também de muitas outras áreas.

Fonte: https://www.showmetech.com.br

Por: Diego Sousa

Descentralização de studios aponta o futuro do mercado imobiliário

Kelsen Fernandes/ Fotos PúblicasPrédios em São Paulo

Uma pesquisa feita pelo Datafolha revelou que a zona leste de São Paulo, segundo os próprios paulistanos, é a segunda melhor região para se morar na cidade. O bairro do Tatuapé, por exemplo, de acordo com um levantamento feito pelo Grupo Zap VivaReal, foi o bairro que mais cresceu e recebeu novos edifícios em 2018. 

Isso significa que a região está passando por um processo de transformação. A percepção dos moradores de São Paulo em relação ao Tatuapé e bairros vizinhos, como o Belém, mudou. Isso possibilitou o surgimento de imóveis acessíveis, uma vez que os bairros começaram a ser considerados ‘bem localizados’. 

Descentralização de studios 

Os estúdios ficaram populares no Brasil e no mundo por conta de seu conceito inicial: imóveis compactos e planejados, localizados nos centros das grandes cidades. Essa ideia, apesar de continuar forte, não é mais uma regra: studios estão passando por um processo de descentralização e ocupando lugares um pouco mais afastados, mas com fácil acesso aos centros comerciais.

Um bom termômetro para medir esse movimento de expansão é o bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. A região vive um momento de revitalização e registra um aumento significativo do surgimento de empreendimentos desse tipo. 

A explicação do sucesso desses studios em lugares fora do centro são as condições nas quais esse tipo de imóvel é inserido. Em entrevista ao InfoMoney, Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas e Professor de arquitetura do Mackenzie, disse que o mais importante para o sucesso de empreendimentos imobiliários é a integração com serviços importantes da cidade. “A moradia do futuro precisa ser integrada com todos os serviços existentes da cidade, como por exemplo: redes de saneamento básico e transporte público em massa.” explicou. “Os novos empreendimentos têm que deixar de olhar para passado e olhar para o futuro pensando no melhor para os novos e antigos moradores do bairro”, disse. 

Ou seja, mais do que morar em um imóvel planejado, a localização desse tipo de empreendimento e o fácil acesso aos principais pontos da cidade, como shoppings e parques, é o atrativo principal para quem busca um lugar para morar.

Com o ritmo corrido da vida da maioria dos paulistanos, é cada vez mais comum que a praticidade do imóvel, tanto na estrutura quanto na localização, seja um dos pontos mais valorizados pelos clientes. Assim, a qualidade de vida aumenta consideravelmente, uma vez que o morador das proximidades do metrô não enfrenta os estresses causados pelo trânsito, por exemplo. 

Essa nova preferência da população pode ser traduzida em números! Um levantamento desenvolvido pelo Secovi-SP revelou que, em São Paulo, 6 em cada 10 apartamentos vendidos têm menos de 45 metros quadrados. 

 

Oportunidade de investimento 

Por conta da localização privilegiada, com fácil acesso ao metrô e pontos estratégicos da cidade, os imóveis compactos são uma ótima oportunidade de investimento. Considerando a efervescência do lugar e a alta procura de futuros moradores, a locação desses imóveis pode ser uma alternativa bastante atrativa para quem deseja aumentar o rendimento de suas economias. 

Além do interesse do público, outro ponto reforça que este é o momento para investir em imóveis: os juros estão cada vez mais baixos no Brasil. Em questões práticas, a inflação controlada somada a baixa histórica da taxa Selic (5%) colaboram para criar um ambiente mais estável para o fechamento de negócios. 

Isso significa que a redução de cada ponto percentual da Selic representa um desconto de 7% a 8% na parcela de financiamento imobiliário. 

Sendo assim, investir em imóveis compactos é um bom negócio tanto para locadores, que buscam um rendimento melhor de sua renda, quanto para moradores, que almejam aumentar a qualidade de vida e minimizar as dificuldades vindas dos problemas de mobilidade e localização de quem tem a vida corrida. 

Pensando nisso, a Diálogo Engenharia anunciou três tipos de empreendimentos que podem tornar realidade o sonho do imóvel próprio: Linea Studios, Praça Studios Tatuapé e Blem Studios. Os imóveis são ofertados sem a comprovação de renda e custam a partir de R$ 199 mil – o financiamento é feito direto com a construtora em até 180 meses. Todas as opções são próximas do metrô. Saiba mais AQUI.

Fonte: https://jovempan.com.br/

Distratos despencam e vendas na planta voltam a crescer

Após publicação da lei, contratos rompidos caíram 34,1%, segundo dados apresentados pelas incorporadoras

 

Lei dos Distratos  já apresenta resultados positivos para o mercado imobiliário. No balanço parcial de 2019, os contratos rompidos despencaram 34,1%, segundo dados trazidos pelas incorporadoras e apresentados pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras e Imobiliárias). Comparativamente, em 2015 – no auge dos distratos no Brasil -, a agência de risco Fitch detectou que, de cada 100 apartamentos comprados na planta, 41 foram devolvidos. Atualmente, de cada 100, 27 são alvos de distratos.  

Como consequência desta mudança de cenário, o volume de vendas de unidades recém-lançadas, ou seja, compradas na planta, cresceu 11% no balanço parcial de 2019. De acordo com relatório de outra agência de risco, a J.P. Morgan, o percentual de vendas tende a crescer e o de distratos continuará caindo. “Os distratos devem seguir em queda, os preços dos imóveis estão acomodados há mais ou menos dois anos e o índice de desemprego começa a cair. Com isso, financiar volta a ser uma meta de quem conseguiu se manter no mercado de trabalho. Some-se a isso a demanda reprimida por casa própria que existe no país”, cita. 

Para o economista do Fipe-Zap e FGV, Eduardo Zylberstajn, o distrato, antes da aprovação da lei, era uma anomalia do mercado imobiliário brasileiro. “Ao adquirir um imóvel na planta, o dinheiro dado pelo comprador vai para a obra. Assim, o custo do distrato, quando reconhecido pela Justiça, sai do bolso da incorporadora. Com isso, vimos algumas empresas quebrarem, e isso virou um problema para o mercado e para os consumidores também”, avalia. No entender do Secovi-SP, a lei ajudou a mudar esse cenário. “O maior mérito da lei é o reforço do vínculo contratual e o estímulo à compra responsável, diz nota do sindicato. 

Juristas entendem que legislação tem pontos polêmicos e precisará de ajustes

Mesmo com os avanços, alguns juristas entendem que a Lei dos Distratos ainda suscita controvérsias. Os pontos polêmicos da legislação foram debatidos no 7º Congresso Jurídico do SindusCon-SP, realizado recentemente. Entre eles, o fato da lei não ser aplicada aos contratos anteriores à sua promulgação. Outra questão mal resolvida é que a legislação não diferencia o investidor que desiste do contrato do consumidor que ficou sem condições financeiras de cumpri-lo. Por isso, o advogado Olivar Vitale, membro do conselho-jurídico do SindusCon-SP considera a lei tecnicamente ruim. “Ela ainda gera insegurança e ficou longe de afastar todos os pontos polêmicos”, diz.

Uma recomendação que os advogados têm passado para as incorporadoras é que os corretores sejam treinados e que os contratos possuam uma redação clara, contendo quadros-resumo completos e assinatura dos adquirentes ao lado das cláusulas mais relevantes. No 7º Congresso Jurídico do SindusCon-SP, os especialistas também recomendaram que as empresas estipulem em seus contratos cláusulas com penalidades escalonadas de acordo com o valor da entrada paga pelos consumidores. No entender deles, a Lei dos Distratos, apesar de já impactar positivamente o mercado imobiliário, precisará de pelo menos mais três anos para se consolidar e ter seus pontos frágeis corrigidos.

Entrevistados
ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras e Imobiliárias), SindusCon-SP e Secovi-SP (via assessoria de imprensa)

Contatos
aspress@secovi.com.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br
comunicacao@abrainc.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

O papel da construção para garantir a sustentabilidade

É fundamental ter um bom projeto elétrico e hidráulico, com propostas sustentáveis, consciência sobre uso racional e materiais certificados

Painéis solares com placas fotovoltaicas, utilização de sistemas de reuso de água e sistemas construtivos com menos desperdício em canteiro, são algumas das ações que as companhias têm realizado.
Créditos: Shutterstock

A preocupação com a sustentabilidade não é mais um diferencial em uma organização e, sim, uma ação primordial para garantir a vida útil e o crescimento da empresa. Pensando nisto, estão surgindo diversas soluções que tem como objetivo diminuir os impactos ao meio ambiente e podem ser incorporadas pelas construtoras, tanto em obras comerciais quanto residenciais.

Preocupadas com o meio ambiente e com a implantação da sustentabilidade, as incorporadoras têm investido cada vez mais na projeção de empreendimentos sustentáveis, com painéis solares com placas fotovoltaicas, utilização de sistemas de reuso de água, jardins suspensos e sistemas construtivos com menos desperdício de materiais em canteiro.

Na questão relacionada ao desenvolvimento sustentável, o Brasil ficou na posição 56º (entre 156 países) com 69,7 pontos. Os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODSs) em que o Brasil obteve piores desempenhos foram: redução da desigualdade (25,7 pontos); indústria, inovação e infraestrutura (45,3 pontos); e paz, justiça e instituições fortes (47,3 pontos). O melhor desempenho do Brasil foi no objetivo Água Limpa e Saneamento foram de 98,3 pontos. No quesito desenvolvimento sustentável definido pelos ODSs, o Brasil ficou 5,6% acima da média dos países da América Latina e Caribe, mas, ainda assim, muito aquém do desejável. Com relação a todos os países analisados, o Brasil ficou um pouco acima dos 66 pontos, que foi a  média mundial.

De acordo com o Prof. Wilson Levy, diretor do Programa de Mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis da UNINOVE, a palavra “sustentabilidade” tem muitos significados. Um projeto sustentável, neste sentido, deve primeiro obedecer às normas técnicas que dispõem sobre o impacto ambiental de empreendimentos. Isso, porém, não exime o projeto de ter uma relação sustentável com seu entorno. “Vale dizer, a sustentabilidade tem também uma dimensão urbana intrínseca: um projeto será sustentável se, também, se relacionar de forma harmoniosa com o ambiente construído ao redor e com a própria cidade que o abriga. Isso abrange a adequação às normas de zoneamento e às diretrizes do Plano Diretor e, numa perspectiva mais particular, os conceitos de gentileza urbana, relativas à funcionalidade e à beleza do projeto”, destaca. Por fim, não se pode esquecer que a sustentabilidade tem uma vertente social muito clara, a envolver, inclusive, aspectos do processo construtivo, da segurança do trabalho e do cuidado com o bem-estar dos trabalhadores da construção civil.

Educação e implantação de projetos sustentáveis

implantação da sustentabilidade em empresas de construção civil no Brasil tem sido um desafio muito grande para os profissionais de engenharia, por se tratar de uma área extremamente tradicional que sente dificuldade em implantar as novas tecnologias no mercado e também alguns dos métodos construtivos que ainda não foram comprovados por testes e normas. Porém, esta tem sido uma demanda cada vez mais buscada tanto por quem irá comprar um empreendimento quanto por empresas de diversos setores e, por isso, é extremamente necessário que o profissional de tais áreas se adapte antes que seja tarde. Em matéria recente do Mapa da Obra, falamos sobre a importância da escolha dos materiais e também dos selos de certificação para que um empreendimento seja considerado realmente sustentável.

Para o docente da Uninove, um projeto sustentável só será bem-sucedido se for produto de muitos olhares e visões, numa perspectiva interdisciplinar que considere, além de engenheiros civis e arquitetos, assistentes sociais, profissionais ligados ao meio ambiente e também técnicos de segurança do trabalho. Além, é claro, de consultores de regulação que analisem a sua aderência ao conjunto de normas que disciplinam o território. Os campus da Uninove, sediados na cidade de São Paulo, foram projetados nos conceitos da ecoeficiência e tem por objetivo proporcionar aos seus milhares de estudantes e profissionais da educação, salas de aulas mais claras e, com isto, colaborar para eficiência energética e hídrica, além de conforto térmico.

Para Levy, o primeiro passo para economizar energia é ter um bom projeto elétrico. A instalação de painéis solares também é medida adequada a essa proposta. E, claro, é fundamental observar os selos de classificação dos eletrodomésticos, para escolher aqueles mais eficientes. Quanto à economia de água, válvulas de descarga a vácuo, redutores de pressão e muita educação quanto ao uso racional deste bem cada vez mais escasso, são medidas indispensáveis. Os materiais também têm extrema importância durante o processo: “os materiais que têm certificações de sustentabilidade e que, uma vez descartados, geram menos impacto ao meio ambiente, são os que melhor se adequam à perspectiva de uma obra sustentável”, orienta.

Startups e novos modelos de negócios sustentáveis

Por isso, a adoção de projetos sustentáveis em empreendimentos novos e a adaptação de edificações antigas a padrões mais elevados de sustentabilidade, por meio de retrofit, são medidas cada vez mais importantes. Além de darem concretude a um apelo cada vez maior de soluções sustentáveis, tais medidas proporcionam, a um só tempo, menor impacto ao meio ambiente, mais economia de dinheiro e recursos naturais, e maior preocupação social.

A preocupação com materiais mais sustentáveis e métodos construtivos deve partir, principalmente, dos engenheiros e arquitetos responsáveis pelo projeto, e também por quem faz a compra de materiais, pensando em materiais que sejam resistentes e ao mesmo tempo duráveis, e que não causem danos ao meio ambiente. Pensando nisso, surgiu a Formação de Jovens Líderes Climáticos da Youth Climate Leaders, que é um curso que promove uma experiência imersiva de oito semanas, na qual os participantes aprendem sobre mudanças climáticas na teoria e na prática, além de ter a oportunidade de trabalhar com jovens de outros países em torno de questões ambientais. “Sem dúvida alguma, as pessoas que querem seguir por esse caminho precisam de força de vontade e proatividade para sair da zona de conforto, liderança para engajar cada vez mais pessoas sobre o tema e liderar em suas regiões iniciativas e projetos que abordem as questões climáticas”, destaca Felipe Isaac, que é engenheiro ambiental e participou do programa.

Observando também novos modelos sustentáveis, Isaac também lançou a Compost, com intuito de abordar diversas temáticas e lançar no mercado uma startup que lide com um grande problema que a maioria das cidades brasileiras enfrentam: a má-gestão dos seus resíduos orgânicos, que representa cerca de 50% de resíduos sólidos. “Oferecemos um serviço que leva benefícios para os clientes que realizam a separação dos resíduos orgânicos”, destaca. “Através da coleta e transformação por meio da compostagem em adubo, inserimos esse composto em uma cadeia de produção de alimentos que retorna posteriormente ao cliente, entidades carentes ou escolas municipais”, conta Felipe Isaac.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/
Por Carla Rocha

Shopping valoriza imóveis mais do que parque e metrô em São Paulo

No Rio de Janeiro, metro quadrado fica mais caro quando imóvel está mais próximo de áreas verdes, mostra pesquisa

Comprar um lançamento imobiliário perto de um shopping em São Paulo custa até 75% mais do que perto de um centro comercial no Rio de Janeiro. Em contrapartida, morar a alguns passos de uma área verde na capital fluminense pode sair até 62% mais caro do que na capital paulista.

Levantamento do Grupo ZAP a pedido do Estado comparou o preço do metro quadrado em empreendimentos localizados a 300 metros de distância de metrôs, parques e shoppings nas duas maiores capitais do País. A pesquisa foi feita a partir de dados da Geoimovel, plataforma do ZAP que monitora o preço de lançamentos no mercado imobiliário, considerando o valor atual de unidades lançadas a partir de agosto de 2014.

Conforme a amostragem, enquanto em São Paulo o valor médio do metro quadrado de um apartamento novo próximo a um shopping é R$ 13 mil, no Rio é R$ 7.398. No restante da cidade, fora do raio de 300 metros a partir de um shopping, o valor cai para R$ 9.047 em São Paulo, e fica em R$ 7.627 no Rio.

Quando a escolha é ter uma paisagem natural à vista do apartamento, os preços no Rio se sobressaem. Enquanto na capital paulista a média do metro quadrado circunvizinho a parques custa R$ 8.039, para os cariocas o preço vai a R$ 13.073.

Vista aérea do shopping Ibirapuera, à frente de cordilheira de prédios na região de Moema, zona sul de São Paulo. Foto: Felipe Rau/Estadão

Para a economista do Grupo ZAP responsável pela pesquisa, Deborah Seabra, o impacto de shoppings na valorização de imóveis na maior capital do País pode estar ligado, além da preferência do consumidor, à falta de terreno e à alta procura no mercado.

“O preço é um equilíbrio de oferta e demanda. Existem dois fatores que podem estar impulsionando o preço próximo de shopping. Primeiro, a escassez de terreno. Quando eu tenho pouco terreno, fica mais caro construir. O segundo é a alta demanda. A gente sabe que São Paulo é um centro comercial e as pessoas valorizam muito esse tipo de ambiente. Se valorizam muito, vai haver um reflexo no mercado”, explica Seabra.

O professor Eduardo Nobre, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), destaca que existe também um fator cultural na valorização de shoppings na capital paulista. “Tem muito a ver com essa opção de lazer e de consumo que foi criada aqui a partir dos anos 1970. A população de São Paulo gosta de ir ao shopping. Usa-o como espaço de lazer”, diz Nobre.

Já no Rio, a valorização de imóveis próximos a áreas verdes está ligada, em partes, ao perfil carioca de “vida ao ar livre”, explica Ethel Pinheiro, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU/UFRJ). Outro fator de destaque, segundo ela, é a segurança de espaços públicos, como parques.

A localização de imóveis perto de locais considerados seguros, que são mais vigiados, acaba pesando. Os parques públicos, hoje, são lugares muito vigiados. Os shoppings não pesam tanto porque a gente gosta da vida na rua. Então, onde a rua estiver policiada e segura, isso vai pesar um pouco mais (no preço)”, avalia a urbanista.

mobilidade é outra amenidade que influencia no momento de se atribuir valor a um imóvel. Na comparação com shoppings e áreas verdes, a proximidade com o transporte público ficou em segundo lugar como fator de valorização tanto no Rio quanto em São Paulo.

Perfil econômico do comprador

Para o publicitário Alexandre Tagawa, que atua nos estudos de inteligência de mercado da incorporadora EZTec, a preferência de imóveis pela proximidade com algumas amenidades (como shopping, metrô e parques) varia de acordo com o perfil socioeconômico dos compradores. Lazer, trabalho e deslocamento pesam na escolha pelo imóvel mais adequado às necessidades dos clientes.

“Quando vamos desenvolver uma campanha publicitária, esses são motes que agregam valor ao produto: poder acessar um shopping, um parque ou uma estação de metrô a poucos passos. Como a EZTec atua em todas as faixas de consumo, desde o Minha Casa Minha Vida até o altíssimo padrão, cada um desses itens importa mais para um determinado público.”

Empreendimentos vistos a partir do Parque do Povo, na zona sul de São Paulo. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Segundo Tagawa, para um imóvel de padrão mais acessível da incorporadora localizado num bairro como o Brás, no centro de São Paulo (com o metro quadrado a cerca de R$ 5 mil), o fácil acesso a estações de metrô e trem tem prioridade. Nas faixas de médio padrão, como o metro quadrado a R$ 8 mil no Tatuapé, zona leste, o transporte divide a preferência com os shoppings. Já na linha de alto padrão, em bairros como Moema, na zona sul, os parques são o foco dos compradores.

De acordo com a professora Ethel Pinheiro, além das amenidades citadas, o valor venal do imóvel leva em conta outros fatores, como área do terreno, idade do imóvel, posição em relação à rua etc. Para se chegar ao valor, ressalta ela, é importante realizar um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que se pauta na Constituição e no Estatuto das Cidades e visa a qualidade de vida nas cidades.

“Ele leva em consideração, por exemplo, o adensamento, os equipamentos urbanos, o uso e a ocupação do solo ao redor do imóvel, como ele é ventilado, como é a mobilidade, o transporte público, quais são os patrimônios ao redor”, esclarece Ethel.

Fonte: https://economia.estadao.com.br/

Isaac de Oliveira

Colaborou Luísa Laval, Especial para o Estado

 

Lista de aplicativos para otimizar o tempo dos engenheiros

Lista de aplicativos para otimizar o tempo dos engenheiros
o setor da construção civil ainda sofre com a falta de familiaridade com sistemas que necessitam de conhecimentos relacionados às novas tecnologias.Créditos: Shutterstock

 

Conheça os aplicativos que podem ajudar no dia a dia de profissionais da construção civil

Apesar do surgimento das novas tecnologias em diversos setores como saúde, educação e financeiro, o setor da construção civil ainda sofre para se desenvolver tecnologicamente. Por se tratar de uma área muito tradicional, existe resistência para implementação do novo – o que acaba contribuindo para problemas como falta de produtividade em canteiro de obras.

Para Luiz Henrique, sócio-fundador da Inovatech Engenharia e um dos idealizadores da Casa 24h, o setor da construção é o segundo ambiente menos promissor do mundo quando o assunto é inovação, perdendo somente para caça e pesca. “Todos os outros setores estão mais abertos à inovação, e isso se reflete no aumento gigantesco da produtividade nestes setores, com destaque para a área de mobilidade urbana e hospedagem”, salienta.

Em entrevista recente ao Mapa da Obra, Tiago Ricotta, membro da Comissão de Estudo Especial de Modelagem de Informação da Construção (ABNT/CEE-134), também falou sobre a importância de tecnologias como o BIM e salientou que é fundamental estar disposto a se adaptar aos novos tempos e ser mais receptivo ao uso da tecnologia. “O principal ponto é a receptividade da tecnologia porque hoje é 8 ou 80, ou ele aceita, ou ele se mantém no que sempre fez”, destaca Ricotta.

Pensando nisso, separamos alguns aplicativos essenciais para construção civil que auxiliam no dia a dia de engenheiros, arquitetos ou profissionais da área que desejam aumentar a produtividade e também impulsionar a criatividade no trabalho. Confira:

 

Construct:

Facilita e organiza informações, promovendo a colaboração entre engenheiros civis, mestres de obras, empreiteiros, arquitetos, fornecedores, suprimentos, compras, projetos e todos os profissionais envolvidos. Fornece relatórios diários de obra com atualização on-line bem como todos os demais documentos da construção civil.

 

Conversor de medidas

Esse aplicativo pode ser utilizado tanto para profissionais da obra e da construção quanto para leigos que desejam converter unidades de medidas em diferentes categorias. A interface é muito intuitiva, simples de ser utilizada e também apresenta gráficos para exemplificar a sua utilização.

 

ConstruCalc

O cálculo de material de construção é muito utilizado no controle de orçamento e  custos de obra para saber, por exemplo, a quantidade de material necessária para fazer uma parede, um piso, assentar azulejo, construir uma escada etc.

 

AutoCAD 360 – Versão Mobile

O AutoCAD já é um programa muito conhecido e utilizado por engenheiros e arquitetos. Já a versão mobile é um aplicativo que possui visualização de DWG com algumas ferramentas de desenho bem simples de usar. Com ele, é possível visualizar, criar e editar desenhos do AutoCAD a qualquer hora, em qualquer lugar, por meio de dispositivos móveis.

 

BIM 360

O software de construção BIM 360 contribui para a otimização do projeto fazendo com que ele esteja sempre dentro do prazo e de acordo com o orçamento pré-determinado. Nele, toda a equipe envolvida no processo de desenvolvimento do empreendimento tem  acesso à versão mais recente dos projetos, documentos e modelos dentro de único aplicativo tornando-o ainda mais eficiente.

https://apkpure.com/br/bim-360/com.autodesk.bim360.docs

Engemix Online

Com o aplicativo da Engemix, os gestores das construtoras, engenheiros e mestres de obras possuem maior controle dos serviços de concretagem e, consequentemente, agilidade nas tomadas de decisões. O aplicativo é capaz de fazer um acompanhamento em tempo real e disponibilizar informações de logística para os clientes do concreto com o objetivo de transformar o relacionamento com eles, pois permite que o cliente faça sugestões e recomendações sobre o serviço prestado.

Para Luiz Henrique, o setor da construção optou por um caminho de total fragmentação, onde os diversos entes da cadeia produtiva optaram por não conversar entre si, ou seja, o fabricante de cerâmica não conversa com o projetista de estrutura, que, por sua vez, não conversa com o usuário final do edifício para saber se está tudo conforme planejado. “Este ambiente de fragmentação aliado a um mercado extremamente regulado com legislações locais, certamente, é um freio para a inovação. Porém, vejo com otimismo a aceitação que tivemos na Casa 24h, demonstrando que existe sim um espaço para inovação no setor da construção civil”, finaliza.

Quer saber como a aplicação da tecnologia da Indústria 4.0 pode otimizar processos e serviços? Acesse: startups da construção ou construtechs

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Por Carla Rocha

‘As empresas estão retomando seus projetos’, diz presidente do Itaú BBA

Um dos maiores bancos de investimento do País, o Itaú BBA vê um novo ciclo de investimentos das empresas para 2020. “A maior demanda por crédito e o movimento no mercado de capitais são duas variáveis que acompanhamos de perto”, disse Caio David, em sua primeira entrevista desde que assumiu a presidência do Itaú BBA, em janeiro deste ano.

Para David, esse movimento já é nítido nos setores de energia e óleo e gás. No mercado imobiliário, embora a expansão ainda esteja concentrada em São Paulo, há sinais claros de retomada. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual o balanço que o sr. faz de 2019 e o que espera para 2020?

O ambiente econômico mudou. A gente tem uma perspectiva de crescimento da economia, principalmente para o próximo ano, que não se via há um bom tempo. Isso tem trazido um pouco mais de motivação, não só para os entes financeiros, mas também para os nossos clientes. As empresas estão, de fato, com uma agenda de desenvolvimento de seus negócios e mais projetos.

Quais os sinais que o banco vê de retomada desses projetos?

São duas variáveis que acompanhamos de perto. Primeiro, a demanda por crédito. Ela vem bem forte nas médias empresas e também no segmento corporate. Esses dois segmentos têm crescimento de dois dígitos. Quando a gente olha somente a originação (novas operações de crédito), ela vem ainda mais forte, um belo sinal de que a economia está ganhando tração. Quando se olha o mercado de capitais, a gente vê um pipeline crescente em renda fixa e variável, além de fusões e aquisições (M&A). Para o ano que vem, essa agenda de M&A pode ficar mais animadora.

Na divulgação do balanço do terceiro trimestre, o Itaú Unibanco afirmou que a demanda por crédito de grandes empresas também cresceu.

As grandes empresas vinham se financiando pelo mercado de capitais. Mas a gente viu também, neste último trimestre, uma maior demanda no mercado de crédito. Claro que, depois de uma involução a gente percebe alguma tração, ainda em patamares inferiores do que tínhamos na carteira.

Nas operações de fusões e aquisições para 2020, o sr. coloca na conta as privatizações?

Não. São operações de mercado. Temos 50 possíveis transações para o próximo ano. Tem de lembrar que a taxa de mortalidade é grande, mas mostra um movimento positivo.

Investidores estrangeiros retornam ao País com força?

Estive em Washington, na reunião do FMI, e pude perceber que diversos investidores já têm uma posição no Brasil. Talvez agora estão esperando o melhor momento para buscar oportunidades. Tem uma agenda de investidores que vai participar de concessões e privatizações.

O sr. tem uma projeção de quanto as privatizações podem movimentar?

A agenda de desinvestimento (do governo) soma mais de R$ 400 bilhões, incluindo cessão onerosa. Bancos de investimentos estão sendo contratados para atender a essa demanda. Olhando para um passado recente, este ano foi intenso. Ano que vem pode ser ainda melhor.

Por que será melhor?

Quando se vê taxa de juros nos patamares mais baixos da história, isso faz com que investimentos sejam transferidos da renda fixa para variável. Além disso, tem a agenda de privatização que vem fomentando possíveis transações no mercado. Isso é bem positivo.

Mas a economia como todo não tem crescido no ritmo esperado…

Nos anos recentes, o País teve muita participação de investimentos públicos, que ajudaram a fomentar o crescimento do PIB nacional. Vejo agora uma maior participação do setor privado. Pode ser um fomentador do crescimento econômico acima dos 2,5% nos próximos anos.

Quais setores da indústria que já estão reagindo?

Nos últimos trimestres, o setor de energia foi um grande demandador de crédito e de operações de mercado de capitais. Há uma reação do segmento de óleo e gás. O setor imobiliário tem apresentado sinais de aceleração, mas ainda muito concentrado em São Paulo, mas já é um bom sinal. Várias empresas do setor foram a mercado para captar recursos para investimentos. Estamos redesenhando nossa área dedicada ao mercado imobiliário, assim como a de agronegócios.

Como será a reorganização do setor do agronegócio?

Até o ano passado, o banco tinha basicamente uma cobertura voltada para as usinas e para os produtores rurais, mas não tínhamos uma visão integrada de toda a cadeia do agronegócio. Temos uma equipe dedicada para cobrir todas as empresas, desde o insumo e a própria comercialização do produto. Queremos dobrar o número de clientes atendidos (hoje são 405 clientes).

Mas que oportunidades o banco está vendo no setor?

É um dos setores que têm uma pujança tanto para o mercado de crédito como para o de capitais. O segmento passa por mudanças e adota uma das melhores tecnologias do mundo. Estamos entendendo que a tecnologia está mudando o setor.

Passamos por uma recessão e muitas empresas se endividaram. Essa fase mais crítica já passou?

Vejo pela qualidade de nossa carteira de crédito. Durante a recessão, empresas de diversos setores tiveram oportunidade de reestruturar o seu passivo. A taxa de juros no atual patamar permite que as empresas acessem o mercado de capitais. Diria que hoje a saúde financeira das empresas está boa e percebemos isso nos movimentos que elas estão fazendo. É, sim, um novo ciclo de taxa de juros e inflação baixa e que dá mais liquidez para que as companhias façam mais investimentos.

Fonte: https://noticias.r7.com

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.