Arquivo diários:5 de novembro de 2019

Setor de imóveis de luxo e superluxo é ponto fora da curva

Para esse segmento não existe a palavra crise e expectativa de crescimento em 2019 deve se aproximar dos 20%

 

Prédio superluxo tem como característica oferecer apartamento com jeito de mansão Crédito: Banco de Imagens

Apartamentos que variam de 2 milhões a 25 milhões de reais, dependendo da região do país, pertencem a um segmento do mercado imobiliário que é considerado um ponto fora da curva. Para ele, não existe a palavra crise.

Lançamentos e vendas de unidades em edifícios de luxo e superluxo devem fechar 2019 com crescimento próximo de 20%, na comparação com 2018. Segundo pesquisa da Brain Inteligência Corporativa, o sucesso dos prédios de alto padrão está diretamente relacionado com o perfil de seus compradores. São empresários, agricultores, profissionais liberais, advogados, médicos, profissionais de TI, exportadores, atletas de ponta, artistas e agentes públicos (políticos, ocupantes de cargos comissionados e funcionários públicos com chefia).

Quando a análise é estratificada, o potencial de venda do segmento de edifícios de luxo e superluxo se mostra ainda mais impressionante. São os casos de cidades como Curitiba-PR e São Paulo-SP, onde esse mercado promete encerrar 2019 com as vendas crescendo entre 70% e 90%, respectivamente, e com o preço do metro quadrado experimentando alta de 40% – ambos na comparação com 2018.

Uma explicação para essa valorização do mercado imobiliário de alto padrão está na política de juros adotada pelo governo, que vem derrubando a taxa Selic mês a mês. Com o fim dos rendimentos de dois dígitos ao ano, os investidores migram para outros “portos seguros”. “O segmento de imóveis de luxo e superluxo no Brasil é um desses portos seguros”, avalia a Bloomberg Consultoria.

Dados das ADEMI (Associações dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e de outros analistas confirmam que, para o setor de imóveis de luxo e superluxo, 2019 já é o melhor ano desde 2014. As perspectivas são ainda mais otimistas para os próximos anos e devem preservar o viés de alta até 2022, pelo menos.

A aposta é que o Brasil torne seu mercado imobiliário de alto padrão interessante para investidores estrangeiros. Esse cenário já é realidade nos Estados Unidos, aponta a Forbes. Desde a crise financeira de 2008, 65% das unidades de luxo e superluxo no país foram compradas pelos novos ricos chineses e pelos magnatas do petróleo do Oriente Médio.

Saiba o que caracteriza um imóvel de luxo ou superluxo

Localização
Endereço do imóvel precisa ser reconhecido como nobre.
Área de lazer
Inclui desde piscina, academia, spa e cinemas, até marinas.
Infraestrutura
De  heliporto a centro comercial dentro do condomínio.
Tecnologia
Portarias e elevadores com biometria, piso aquecido, uso de energia solar, lareiras com acendimento automático, luzes reguladas de acordo com a iluminação do dia, sistema de aquecimento e refrigeração controlado por meio de dispositivo eletrônico, persianas que abrem sozinhas e banheiras que se enchem com água na temperatura ideal.
Arquitetura
Prédio tem a assinatura de um renomado arquiteto.
Preço
Varia de R$ 2 milhões a R$ 25 milhões a unidade, dependendo do município.

Entrevistado
Reportagem com base em análise de mercado feita por consultorias como Brain Inteligência Corporativa, Bloomberg e organizações como ADEMI (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário)

Contatos
release@bloomberg.net
pesquisa@ademi.org.br
brain@brain.srv.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Lançamento e venda de imóveis batem recorde em São Paulo

Lançamento e venda de imóveis batem recorde em São Paulo

A retomada gradual da economia já tem reflexos na venda e no lançamento de imóveis da cidade de São Paulo, o principal mercado do País. Até setembro tanto a quantidade de imóveis novos vendidos como lançados foram recordes para o período na capital paulista desde que o Secovi, sindicato que reúne entidades do setor da habitação, iniciou a pesquisa do mercado imobiliário em 2004.

De janeiro a setembro, foram comercializadas 30,5 mil unidades, mais do que as 29.929 vendidas em São Paulo no ano inteiro de 2018. É um volume quase 70% maior do que no mesmo período do ano passado. De acordo com a pesquisa obtida pelo Estado, só em setembro foram comercializados 4.055 imóveis a maior marca para o mês e um volume cerca de 50% maior do que a média histórica para o período.

Na tentativa de conquistar novos consumidores, o ritmo de lançamentos das construtoras está acelerado. Até setembro, elas ofertaram 32 mil unidades neste ano, quase o dobro dos lançamentos feitos nos mesmos meses de 2018.

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi, observa que o ritmo mais acelerado de vendas e lançamentos que ocorre desde meados do ano atingiu todos os tipos de imóveis em setembro. No mês passado, por exemplo, os lançamentos foram concentrados em imóveis de um dormitório, enquanto os apartamentos de dois quartos lideraram vendas. As unidades de três e quarto dormitórios, por sua vez se destacaram com maior velocidade de vendas sobre a oferta e no Valor Geral de Vendas, respectivamente.

“A economia começa a andar e nós somos o reflexo do momento que o País está entrando, com queda dos juros, redução do desemprego e aprovação de reformas”, afirma Petrucci.

Pelo desempenho alcançado até agora e como normalmente os últimos meses do ano recebem um injeção extra de recursos com o pagamento do 13º salário, férias, ele acredita que o ano de 2018 será recorde de vendas. “Não tenho bola de cristal, mas essa é a expectativa.”

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/