Arquivo diários:12 de novembro de 2019

Mercado de imóveis novos apresenta bom desempenho na cidade de São Paulo

No mês de setembro, foram comercializadas na cidade de São Paulo 4.055 unidades residenciais novas, conforme apurado pela Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP. Apesar de ter sido 7,9% inferior ao total das vendas de agosto (4.405 unidades), o resultado superou em 108,7% a comercialização de setembro de 2018 (1.943 unidades).

Essas 4.055 unidades comercializadas ficaram acima da média histórica do mês (2.737 unidades) e contribuíram para o surpreendente desempenho que o mercado imobiliário da Capital vem apresentando desde junho.

No acumulado de 12 meses (outubro de 2018 a setembro de 2019), as 42.351 unidades vendidas representaram um aumento de 46,6% em relação ao período anterior (outubro de 2017 a setembro 2018), quando 28.886 unidades foram negociadas.

Lançamentos – Conforme dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou o lançamento de 4.026 unidades residenciais, volume 33,6% abaixo do apurado em agosto (6.064 unidades) e 54,5% acima do total de setembro do ano passado (2.605 unidades).

No período de 12 meses (outubro de 2018 a setembro de 2019), os lançamentos na capital paulista somaram 52.824 unidades, 51,4% acima das 34.895 unidades lançadas no mesmo período anterior (outubro de 2017 a setembro de 2018).

Conclusão“No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de 30,5 mil imóveis e os lançamentos de 32 mil unidades aumentaram 68,8% e 96,1%, respectivamente, em relação ao acumulado do mesmo período de 2018. É um recorde percebido pela Pesquisa do Mercado Imobiliário”, assinala Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Segundo ele, foram diversos os destaques do mês em termos de tipologia, demonstrando que o bom desempenho não está atrelado a apenas um segmento. Imóveis de 1 dormitório predominaram em lançamentos; unidades de 2 dormitórios lideraram em vendas e oferta, enquanto imóveis de 3 dormitórios tiveram melhor VSO. Imóveis de 4 ou mais dormitórios destacaram-se em VGV.

O ambiente econômico também apresenta indicadores positivos em termos de PIB (Produto Interno Bruto), geração de emprego, inflação e taxa de juros. O setor da construção civil destaca-se nesse cenário com crescimento de 1,9% no PIB no segundo trimestre (em relação ao primeiro trimestre do ano) e na geração de 117 mil novos postos de trabalhos formais.

Vale ressaltar que, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a construção civil é um setor com grande potencial de geração de emprego e renda: para cada R$ 1 milhão investido, são gerados 7,64 empregos diretos e 11,4 empregos indiretos.

Apesar de seu potencial e do momento positivo que atravessa, o mercado imobiliário enfrenta vários desafios. “A dificuldade na negociação de terrenos e a demora na calibragem na Lei de Zoneamento da cidade estão entre os fatores que podem travar o setor e inviabilizar, em breve, a produção imobiliária, com efeitos negativos na geração de empregos e no atendimento da demanda por moradias em São Paulo”, ressalta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade.

A insegurança jurídica e os riscos permanentes de mudanças de interpretação das leis vigentes afetam os empreendedores imobiliários de todo o País. “Como o setor tem um ciclo de produção de longo prazo, precisa de previsibilidade e de leis claras para poder investir e operar com segurança”, diz Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Outro aspecto preocupante destacado pelos especialistas do Sindicato da Habitação são os preços dos imóveis praticados em certas regiões da Capital. “Eles não cobrem nem mesmo o valor de reposição do produto imobiliário para o incorporador continuar empreendendo. Isso significa que, descontados todos os custos de produção, não se consegue comprar um novo terreno para se iniciar uma nova incorporação imobiliária”, destaca Kallas.

Para Basilio Jafet, São Paulo está perdendo em modernidade urbana em virtude, principalmente, das restrições legais impostas ao mercado imobiliário. “A cidade está ficando para trás na escala de produção imobiliária mundial, quando comparada com cidades que trabalham com índices de aproveitamento do terreno de até 40 vezes da área total. Com o reaquecimento econômico esperado para os próximos anos, em razão das mudanças na Previdência, das demais reformas que estão a caminho e com as privatizações, será inequívoca a necessidade de inserir a capital paulista entre as maiores e mais modernas metrópoles do mundo”, conclui.

Oferta – A capital paulista encerrou setembro com a oferta de 25.563 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados cresceu 1,0% em relação a agosto (25.321 unidades) e 53,0% em comparação a setembro de 2018 (16.707 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (outubro de 2016 a setembro de 2019).

Fonte: https://www.segs.com.br

Prefeitura de SP tomba Complexo do Carandiru e 29 imóveis na região central

A Prefeitura de São Paulo homologou o tombamento de 30 bens na cidade, cuja preservação havia sido aprovada em março de 2018. A lista inclui parte do antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, na zona norte, além de 13 imóveis na Santa Efigênia e outros 16 na Liberdade, ambos na região central da cidade.

Todos os tombamentos foram aprovados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) durante uma maratona de reuniões no início do ano passado. Com a decisão, restauros, reformas e outras intervenções nos imóveis precisarão ser analisadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) e aprovados pelo Conpresp.

O tombamento do antigo Complexo Penitenciário do Carandiru inclui o portal da penitenciária, na Avenida General Ataliba Leonel (datado da década de 20), os dois pavilhões restantes da Casa de Detenção (que deverão manter a configuração da década de 50) e os remanescentes das muralhas e arquitetônicos, além do antigo edifício da prisão-albergue (com características da década de 50).

A resolução do Conpresp destaca que o complexo é “fundamental para a preservação da história prisional no Brasil, ocupando lugar de destaque nesta trajetória”. Com obra iniciada em 1911 e inaugurada nove anos depois, a antiga Penitenciária do Estado teve a estrutura ampliada ao longo das décadas, tornando-se um complexo. O projeto foi liderado pelo escritório de Ramos de Azevedo, que se inspirou na arquitetura prisional francesa.

“Os ‘generosos cubos’, os pavilhões da Casa de Detenção, são referências urbanas há mais de meio século e representam para a população paulistana e brasileira a memória histórica, triste, mas não menos importante, conhecida como o ‘massacre do Carandiru’, e que têm a função de perpetuar às gerações futuras, o resultado desastroso dessa ação do homem e contribuir para que não se repita”, diz a resolução.

Com a implosão de parte dos pavilhões, o antigo complexo hoje reúne o Parque da Juventude, a Biblioteca São Paulo, a ETEC Parque da Juventude, onde foi instalado o Centro Memória Carandiru em 2018, e o Museu Penitenciário Paulista.

Agora oficialmente tombado, o Conjunto São Joaquim – Pirapitingui inclui 16 bens na região da Liberdade, além de incluir a preservação ambiental do Vale Córrego dos Lavapés. Dentre os imóveis, estão um grande sobrado na Rua Pirapitingui, 72, hoje cercado por edifícios e a sede da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil, e a sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.

A lista inclui tanto bens em bom quanto em mau estado de conservação, projetados por arquitetos como Ramos de Azevedo, Giovanni Battista Bianchi, Zenon Lotufo, Rino Levi, Vilanova Artigas, Carlos Cascaldi e Paulo Mendes da Rocha. Os imóveis têm influências italiana, alemã, japonesa e moderna.

A resolução de tombamento teve como base um levantamento do Caderno Igepac (Inventário Geral do Patrimônio Ambiental, Cultural e Urbano de São Paulo), elaborado pela gestão municipal em 1987. Ela destaca que o “conjunto edificado nas Ruas Pirapitingui, Taguá, São Joaquim e Dr. Siqueira Campos tem significância enquanto testemunho remanescente do parcelamento e ocupação originais daquela área do bairro da Liberdade no final do século XIX, mas que também comporta edificações modernas que representam outras fases de desenvolvimento do bairro”.

Homologação inclui tombamento de 13 imóveis na Santa Efigênia

Também foi oficializado o tombamento de 13 imóveis na Santa Efigênia, na região central de São Paulo. Hoje, a maioria deles têm comércio no térreo. A resolução do Conpresp destaca a “importância histórica e urbanística do bairro”, que considera “uma das primeiras cintas de expansão urbana em torno do núcleo central”, reunindo imóveis desde o final do século 19 até a década de 70.

Ressalta, ainda, “a pluralidade de usos registrados no bairro – residencial, comercial e de lazer – expressando novas formas de viver especificamente urbanas, percebidas do século 19 até o presente, bem como a diversidade social de seus moradores, configurando o espaço de ensaio da São Paulo pragmática e moderna, com palacetes unifamiliares dos primeiros fazendeiros citadinos; palacetes unifamiliares reunindo lojas, escritórios e moradias; oficinas diversas e moradias das camadas médias e pobres da cidade industrial”.

Confira a lista dos novos bens tombados de São Paulo:

01. Imóvel Rua Dr. Siqueira Campos, 152 (tombamento das características externas que garantem a compreensão do edifício moderno e da permeabilidade visual do desnível do terreno, considerando o vale no miolo da quadra);

02. Casa na Rua Dr. Siqueira Campos, 238 (preservação das características externas);

03. Imóvel na Rua Dr. Siqueira Campos, 42 e 54 (preservação das características externas);

04. Conjunto de 12 imóveis na Rua Dr. Siqueira Campos, 128, 126, 124, 122, 120, 118, 116, 114, 112, 110, 108 e 104 (preservação das características que permitem compreender as edificações enquanto conjunto e da sua relação com a rua);

05. Sobrado Pirapitingui, 72 (preservação das características arquitetônicas externas e elementos arquitetônicos internos, como halls, mosaicos, escadas de madeira, vitrais, forros, pisos e demais ornamentações que caracterizam a edificação principal);

06. Conjunto de três casas da Rua Pirapitingui, 44, 36 e 34 (preservação das características arquitetônicas externas que permitem a compreensão do conjunto);

07. Edifício Santa Clara, na Rua Pirapitingui, 152 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

08. Imóvel na Rua Pirapitingui, 75 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

09. Sobrado na Rua Taguá, 364 (preservação das características arquitetônicas externas);

10. Edifício Silvana, na Rua Pirapitingui, 179 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

11. Sede do Centro Comunitário Exército da Salvação, na Rua São Joaquim, 235 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

12. Casa na Rua Galvão Bueno, 516 (preservação das características arquitetônicas externas);

13. Sede do Instituto de Desenvolvimento de Educação e Saúde São Paulo, na Rua São Joaquim, 329 (preservação das características externas);

14. Sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, na Rua São Joaquim, 381 (preservação das características arquitetônicas externas, que garantem a compreensão do prédio moderno, bem como do grande auditório/teatro e seu hall de acesso principal);

15. Imóveis da Rua São Joaquim 262, 266, 256 e 260 (preservação das características externas);

16. Imóveis na Rua São Joaquim, 250 e 248 (preservação das características externas);

17. Complexo Penitenciário do Carandiru, confluência das avenidas Cruzeiro do Sul com General Ataliba Leonel e Zaki Narchi (preservação do portal, dos pavilhões, dos remanescentes da muralha, dos remanescentes arquitetônicos do complexo e do antigo edifício prisão-albergue);

18. Prédio da Rua General Osório, 22 – Santa Ifigênia (preservação da volumetria e características externas);

19. Palacete Lellis, na Rua Santa Ifigênia, 339 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

20. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 367 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

21. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 375 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

22. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 383 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

24. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 401 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

25. Imóvel na Palacete Helvetia, na Rua Santa Ifigênia, 338 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

26. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 364 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

27. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 370 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

28. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 378 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

29. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 382 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

30. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 390 – Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas).

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/