Arquivo diários:14 de novembro de 2019

Lista de aplicativos para otimizar o tempo dos engenheiros

Lista de aplicativos para otimizar o tempo dos engenheiros
o setor da construção civil ainda sofre com a falta de familiaridade com sistemas que necessitam de conhecimentos relacionados às novas tecnologias.Créditos: Shutterstock

 

Conheça os aplicativos que podem ajudar no dia a dia de profissionais da construção civil

Apesar do surgimento das novas tecnologias em diversos setores como saúde, educação e financeiro, o setor da construção civil ainda sofre para se desenvolver tecnologicamente. Por se tratar de uma área muito tradicional, existe resistência para implementação do novo – o que acaba contribuindo para problemas como falta de produtividade em canteiro de obras.

Para Luiz Henrique, sócio-fundador da Inovatech Engenharia e um dos idealizadores da Casa 24h, o setor da construção é o segundo ambiente menos promissor do mundo quando o assunto é inovação, perdendo somente para caça e pesca. “Todos os outros setores estão mais abertos à inovação, e isso se reflete no aumento gigantesco da produtividade nestes setores, com destaque para a área de mobilidade urbana e hospedagem”, salienta.

Em entrevista recente ao Mapa da Obra, Tiago Ricotta, membro da Comissão de Estudo Especial de Modelagem de Informação da Construção (ABNT/CEE-134), também falou sobre a importância de tecnologias como o BIM e salientou que é fundamental estar disposto a se adaptar aos novos tempos e ser mais receptivo ao uso da tecnologia. “O principal ponto é a receptividade da tecnologia porque hoje é 8 ou 80, ou ele aceita, ou ele se mantém no que sempre fez”, destaca Ricotta.

Pensando nisso, separamos alguns aplicativos essenciais para construção civil que auxiliam no dia a dia de engenheiros, arquitetos ou profissionais da área que desejam aumentar a produtividade e também impulsionar a criatividade no trabalho. Confira:

 

Construct:

Facilita e organiza informações, promovendo a colaboração entre engenheiros civis, mestres de obras, empreiteiros, arquitetos, fornecedores, suprimentos, compras, projetos e todos os profissionais envolvidos. Fornece relatórios diários de obra com atualização on-line bem como todos os demais documentos da construção civil.

 

Conversor de medidas

Esse aplicativo pode ser utilizado tanto para profissionais da obra e da construção quanto para leigos que desejam converter unidades de medidas em diferentes categorias. A interface é muito intuitiva, simples de ser utilizada e também apresenta gráficos para exemplificar a sua utilização.

 

ConstruCalc

O cálculo de material de construção é muito utilizado no controle de orçamento e  custos de obra para saber, por exemplo, a quantidade de material necessária para fazer uma parede, um piso, assentar azulejo, construir uma escada etc.

 

AutoCAD 360 – Versão Mobile

O AutoCAD já é um programa muito conhecido e utilizado por engenheiros e arquitetos. Já a versão mobile é um aplicativo que possui visualização de DWG com algumas ferramentas de desenho bem simples de usar. Com ele, é possível visualizar, criar e editar desenhos do AutoCAD a qualquer hora, em qualquer lugar, por meio de dispositivos móveis.

 

BIM 360

O software de construção BIM 360 contribui para a otimização do projeto fazendo com que ele esteja sempre dentro do prazo e de acordo com o orçamento pré-determinado. Nele, toda a equipe envolvida no processo de desenvolvimento do empreendimento tem  acesso à versão mais recente dos projetos, documentos e modelos dentro de único aplicativo tornando-o ainda mais eficiente.

https://apkpure.com/br/bim-360/com.autodesk.bim360.docs

Engemix Online

Com o aplicativo da Engemix, os gestores das construtoras, engenheiros e mestres de obras possuem maior controle dos serviços de concretagem e, consequentemente, agilidade nas tomadas de decisões. O aplicativo é capaz de fazer um acompanhamento em tempo real e disponibilizar informações de logística para os clientes do concreto com o objetivo de transformar o relacionamento com eles, pois permite que o cliente faça sugestões e recomendações sobre o serviço prestado.

Para Luiz Henrique, o setor da construção optou por um caminho de total fragmentação, onde os diversos entes da cadeia produtiva optaram por não conversar entre si, ou seja, o fabricante de cerâmica não conversa com o projetista de estrutura, que, por sua vez, não conversa com o usuário final do edifício para saber se está tudo conforme planejado. “Este ambiente de fragmentação aliado a um mercado extremamente regulado com legislações locais, certamente, é um freio para a inovação. Porém, vejo com otimismo a aceitação que tivemos na Casa 24h, demonstrando que existe sim um espaço para inovação no setor da construção civil”, finaliza.

Quer saber como a aplicação da tecnologia da Indústria 4.0 pode otimizar processos e serviços? Acesse: startups da construção ou construtechs

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Por Carla Rocha

‘As empresas estão retomando seus projetos’, diz presidente do Itaú BBA

Um dos maiores bancos de investimento do País, o Itaú BBA vê um novo ciclo de investimentos das empresas para 2020. “A maior demanda por crédito e o movimento no mercado de capitais são duas variáveis que acompanhamos de perto”, disse Caio David, em sua primeira entrevista desde que assumiu a presidência do Itaú BBA, em janeiro deste ano.

Para David, esse movimento já é nítido nos setores de energia e óleo e gás. No mercado imobiliário, embora a expansão ainda esteja concentrada em São Paulo, há sinais claros de retomada. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual o balanço que o sr. faz de 2019 e o que espera para 2020?

O ambiente econômico mudou. A gente tem uma perspectiva de crescimento da economia, principalmente para o próximo ano, que não se via há um bom tempo. Isso tem trazido um pouco mais de motivação, não só para os entes financeiros, mas também para os nossos clientes. As empresas estão, de fato, com uma agenda de desenvolvimento de seus negócios e mais projetos.

Quais os sinais que o banco vê de retomada desses projetos?

São duas variáveis que acompanhamos de perto. Primeiro, a demanda por crédito. Ela vem bem forte nas médias empresas e também no segmento corporate. Esses dois segmentos têm crescimento de dois dígitos. Quando a gente olha somente a originação (novas operações de crédito), ela vem ainda mais forte, um belo sinal de que a economia está ganhando tração. Quando se olha o mercado de capitais, a gente vê um pipeline crescente em renda fixa e variável, além de fusões e aquisições (M&A). Para o ano que vem, essa agenda de M&A pode ficar mais animadora.

Na divulgação do balanço do terceiro trimestre, o Itaú Unibanco afirmou que a demanda por crédito de grandes empresas também cresceu.

As grandes empresas vinham se financiando pelo mercado de capitais. Mas a gente viu também, neste último trimestre, uma maior demanda no mercado de crédito. Claro que, depois de uma involução a gente percebe alguma tração, ainda em patamares inferiores do que tínhamos na carteira.

Nas operações de fusões e aquisições para 2020, o sr. coloca na conta as privatizações?

Não. São operações de mercado. Temos 50 possíveis transações para o próximo ano. Tem de lembrar que a taxa de mortalidade é grande, mas mostra um movimento positivo.

Investidores estrangeiros retornam ao País com força?

Estive em Washington, na reunião do FMI, e pude perceber que diversos investidores já têm uma posição no Brasil. Talvez agora estão esperando o melhor momento para buscar oportunidades. Tem uma agenda de investidores que vai participar de concessões e privatizações.

O sr. tem uma projeção de quanto as privatizações podem movimentar?

A agenda de desinvestimento (do governo) soma mais de R$ 400 bilhões, incluindo cessão onerosa. Bancos de investimentos estão sendo contratados para atender a essa demanda. Olhando para um passado recente, este ano foi intenso. Ano que vem pode ser ainda melhor.

Por que será melhor?

Quando se vê taxa de juros nos patamares mais baixos da história, isso faz com que investimentos sejam transferidos da renda fixa para variável. Além disso, tem a agenda de privatização que vem fomentando possíveis transações no mercado. Isso é bem positivo.

Mas a economia como todo não tem crescido no ritmo esperado…

Nos anos recentes, o País teve muita participação de investimentos públicos, que ajudaram a fomentar o crescimento do PIB nacional. Vejo agora uma maior participação do setor privado. Pode ser um fomentador do crescimento econômico acima dos 2,5% nos próximos anos.

Quais setores da indústria que já estão reagindo?

Nos últimos trimestres, o setor de energia foi um grande demandador de crédito e de operações de mercado de capitais. Há uma reação do segmento de óleo e gás. O setor imobiliário tem apresentado sinais de aceleração, mas ainda muito concentrado em São Paulo, mas já é um bom sinal. Várias empresas do setor foram a mercado para captar recursos para investimentos. Estamos redesenhando nossa área dedicada ao mercado imobiliário, assim como a de agronegócios.

Como será a reorganização do setor do agronegócio?

Até o ano passado, o banco tinha basicamente uma cobertura voltada para as usinas e para os produtores rurais, mas não tínhamos uma visão integrada de toda a cadeia do agronegócio. Temos uma equipe dedicada para cobrir todas as empresas, desde o insumo e a própria comercialização do produto. Queremos dobrar o número de clientes atendidos (hoje são 405 clientes).

Mas que oportunidades o banco está vendo no setor?

É um dos setores que têm uma pujança tanto para o mercado de crédito como para o de capitais. O segmento passa por mudanças e adota uma das melhores tecnologias do mundo. Estamos entendendo que a tecnologia está mudando o setor.

Passamos por uma recessão e muitas empresas se endividaram. Essa fase mais crítica já passou?

Vejo pela qualidade de nossa carteira de crédito. Durante a recessão, empresas de diversos setores tiveram oportunidade de reestruturar o seu passivo. A taxa de juros no atual patamar permite que as empresas acessem o mercado de capitais. Diria que hoje a saúde financeira das empresas está boa e percebemos isso nos movimentos que elas estão fazendo. É, sim, um novo ciclo de taxa de juros e inflação baixa e que dá mais liquidez para que as companhias façam mais investimentos.

Fonte: https://noticias.r7.com

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.