Arquivo diários:19 de novembro de 2019

Descentralização de studios aponta o futuro do mercado imobiliário

Kelsen Fernandes/ Fotos PúblicasPrédios em São Paulo

Uma pesquisa feita pelo Datafolha revelou que a zona leste de São Paulo, segundo os próprios paulistanos, é a segunda melhor região para se morar na cidade. O bairro do Tatuapé, por exemplo, de acordo com um levantamento feito pelo Grupo Zap VivaReal, foi o bairro que mais cresceu e recebeu novos edifícios em 2018. 

Isso significa que a região está passando por um processo de transformação. A percepção dos moradores de São Paulo em relação ao Tatuapé e bairros vizinhos, como o Belém, mudou. Isso possibilitou o surgimento de imóveis acessíveis, uma vez que os bairros começaram a ser considerados ‘bem localizados’. 

Descentralização de studios 

Os estúdios ficaram populares no Brasil e no mundo por conta de seu conceito inicial: imóveis compactos e planejados, localizados nos centros das grandes cidades. Essa ideia, apesar de continuar forte, não é mais uma regra: studios estão passando por um processo de descentralização e ocupando lugares um pouco mais afastados, mas com fácil acesso aos centros comerciais.

Um bom termômetro para medir esse movimento de expansão é o bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. A região vive um momento de revitalização e registra um aumento significativo do surgimento de empreendimentos desse tipo. 

A explicação do sucesso desses studios em lugares fora do centro são as condições nas quais esse tipo de imóvel é inserido. Em entrevista ao InfoMoney, Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas e Professor de arquitetura do Mackenzie, disse que o mais importante para o sucesso de empreendimentos imobiliários é a integração com serviços importantes da cidade. “A moradia do futuro precisa ser integrada com todos os serviços existentes da cidade, como por exemplo: redes de saneamento básico e transporte público em massa.” explicou. “Os novos empreendimentos têm que deixar de olhar para passado e olhar para o futuro pensando no melhor para os novos e antigos moradores do bairro”, disse. 

Ou seja, mais do que morar em um imóvel planejado, a localização desse tipo de empreendimento e o fácil acesso aos principais pontos da cidade, como shoppings e parques, é o atrativo principal para quem busca um lugar para morar.

Com o ritmo corrido da vida da maioria dos paulistanos, é cada vez mais comum que a praticidade do imóvel, tanto na estrutura quanto na localização, seja um dos pontos mais valorizados pelos clientes. Assim, a qualidade de vida aumenta consideravelmente, uma vez que o morador das proximidades do metrô não enfrenta os estresses causados pelo trânsito, por exemplo. 

Essa nova preferência da população pode ser traduzida em números! Um levantamento desenvolvido pelo Secovi-SP revelou que, em São Paulo, 6 em cada 10 apartamentos vendidos têm menos de 45 metros quadrados. 

 

Oportunidade de investimento 

Por conta da localização privilegiada, com fácil acesso ao metrô e pontos estratégicos da cidade, os imóveis compactos são uma ótima oportunidade de investimento. Considerando a efervescência do lugar e a alta procura de futuros moradores, a locação desses imóveis pode ser uma alternativa bastante atrativa para quem deseja aumentar o rendimento de suas economias. 

Além do interesse do público, outro ponto reforça que este é o momento para investir em imóveis: os juros estão cada vez mais baixos no Brasil. Em questões práticas, a inflação controlada somada a baixa histórica da taxa Selic (5%) colaboram para criar um ambiente mais estável para o fechamento de negócios. 

Isso significa que a redução de cada ponto percentual da Selic representa um desconto de 7% a 8% na parcela de financiamento imobiliário. 

Sendo assim, investir em imóveis compactos é um bom negócio tanto para locadores, que buscam um rendimento melhor de sua renda, quanto para moradores, que almejam aumentar a qualidade de vida e minimizar as dificuldades vindas dos problemas de mobilidade e localização de quem tem a vida corrida. 

Pensando nisso, a Diálogo Engenharia anunciou três tipos de empreendimentos que podem tornar realidade o sonho do imóvel próprio: Linea Studios, Praça Studios Tatuapé e Blem Studios. Os imóveis são ofertados sem a comprovação de renda e custam a partir de R$ 199 mil – o financiamento é feito direto com a construtora em até 180 meses. Todas as opções são próximas do metrô. Saiba mais AQUI.

Fonte: https://jovempan.com.br/

Distratos despencam e vendas na planta voltam a crescer

Após publicação da lei, contratos rompidos caíram 34,1%, segundo dados apresentados pelas incorporadoras

 

Lei dos Distratos  já apresenta resultados positivos para o mercado imobiliário. No balanço parcial de 2019, os contratos rompidos despencaram 34,1%, segundo dados trazidos pelas incorporadoras e apresentados pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras e Imobiliárias). Comparativamente, em 2015 – no auge dos distratos no Brasil -, a agência de risco Fitch detectou que, de cada 100 apartamentos comprados na planta, 41 foram devolvidos. Atualmente, de cada 100, 27 são alvos de distratos.  

Como consequência desta mudança de cenário, o volume de vendas de unidades recém-lançadas, ou seja, compradas na planta, cresceu 11% no balanço parcial de 2019. De acordo com relatório de outra agência de risco, a J.P. Morgan, o percentual de vendas tende a crescer e o de distratos continuará caindo. “Os distratos devem seguir em queda, os preços dos imóveis estão acomodados há mais ou menos dois anos e o índice de desemprego começa a cair. Com isso, financiar volta a ser uma meta de quem conseguiu se manter no mercado de trabalho. Some-se a isso a demanda reprimida por casa própria que existe no país”, cita. 

Para o economista do Fipe-Zap e FGV, Eduardo Zylberstajn, o distrato, antes da aprovação da lei, era uma anomalia do mercado imobiliário brasileiro. “Ao adquirir um imóvel na planta, o dinheiro dado pelo comprador vai para a obra. Assim, o custo do distrato, quando reconhecido pela Justiça, sai do bolso da incorporadora. Com isso, vimos algumas empresas quebrarem, e isso virou um problema para o mercado e para os consumidores também”, avalia. No entender do Secovi-SP, a lei ajudou a mudar esse cenário. “O maior mérito da lei é o reforço do vínculo contratual e o estímulo à compra responsável, diz nota do sindicato. 

Juristas entendem que legislação tem pontos polêmicos e precisará de ajustes

Mesmo com os avanços, alguns juristas entendem que a Lei dos Distratos ainda suscita controvérsias. Os pontos polêmicos da legislação foram debatidos no 7º Congresso Jurídico do SindusCon-SP, realizado recentemente. Entre eles, o fato da lei não ser aplicada aos contratos anteriores à sua promulgação. Outra questão mal resolvida é que a legislação não diferencia o investidor que desiste do contrato do consumidor que ficou sem condições financeiras de cumpri-lo. Por isso, o advogado Olivar Vitale, membro do conselho-jurídico do SindusCon-SP considera a lei tecnicamente ruim. “Ela ainda gera insegurança e ficou longe de afastar todos os pontos polêmicos”, diz.

Uma recomendação que os advogados têm passado para as incorporadoras é que os corretores sejam treinados e que os contratos possuam uma redação clara, contendo quadros-resumo completos e assinatura dos adquirentes ao lado das cláusulas mais relevantes. No 7º Congresso Jurídico do SindusCon-SP, os especialistas também recomendaram que as empresas estipulem em seus contratos cláusulas com penalidades escalonadas de acordo com o valor da entrada paga pelos consumidores. No entender deles, a Lei dos Distratos, apesar de já impactar positivamente o mercado imobiliário, precisará de pelo menos mais três anos para se consolidar e ter seus pontos frágeis corrigidos.

Entrevistados
ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras e Imobiliárias), SindusCon-SP e Secovi-SP (via assessoria de imprensa)

Contatos
aspress@secovi.com.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br
comunicacao@abrainc.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/