Arquivo mensais:dezembro 2019

Construção civil tem melhor desempenho desde o 1º trimestre de 2014

Créditos: Shutterstock

Setor considerado termômetro para investimentos e emprego acumula alta de 4,4% no ano

O setor da construção civil apresentou no terceiro trimestre de 2019 o melhor desempenho para o setor desde o primeiro trimestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O segmento cresceu 4,4% ante o resultado do terceiro trimestre de 2018. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. 

O resultado foi impulsionado pelo setor imobiliário e pelo aumento da ocupação de 1,3% segundo dados da Pnad Contínua. A economia brasileira avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses anteriores.

Análise: Consumo das famílias lidera a alta do PIB, sustentado por emprego informal A construção civil é apontada como um bom termômetro para investimentos e emprego, pois mobiliza muita mão de obra. O motor desse segmento costuma ser um misto de ganho de renda da população, confiança do empresariado e das famílias de que dias melhores virão e investimento público, cada vez mais restrito.

“É um crescimento puxado principalmente pela construção imobiliária, não pela infraestrutura. A construção cresceu esses dois trimestres, mas ainda está 30% abaixo do maior dado, que foi no primeiro trimestre de 2014 — ressalta Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais.

José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), destaca que o setor vai manter o crescimento:

“O crescimento da construção civil é uma boa notícia para a economia do país. É movimento já consistente em São Paulo, mas com força também no Centro-Oeste, puxado pela renda gerada pelo agronegócio. Tradicionalmente, a recuperação começa por São Paulo e, depois, chega aos demais estados. Por ora, contudo, a retomada na construção está restrita ao segmento residencial do mercado imobiliário, que representa apenas uma pequena fatia do potencial do setor”, explica Martins.

A construção civil, continua ele, conta com quatro grandes pilares. Um deles é o de obras públicas, parado pela falta de capacidade de investimento do governo. Há ainda o vetor de obras de infraestrutura realizadas pelo modelo de parceria público-privada, como o usado nas grandes concessões sendo feitas em rodovias, aeroportos e outras. Existem as obras de projetos industriais e corporativos e, por fim, o imobiliário residencial.

“O governo aposta em grandes PPPs, mas são projetos que demandam maior prazo de maturação, licenciamento, até acontecerem. Na indústria e no corporativo ainda há grande capacidade ociosa. É um pilar forte em investimento, mas só virá com a recuperação econômica mais forte”,  diz o executivo. “O imobiliário residencial está indo, mas com um fator preocupante: ancorado nas classes média e média alta. Na moradia popular, onde o mercado é maior, faltam recursos e política de habitação definida”.

Apesar do resultado positivo, o nível de desempenho da construção ainda está 30% abaixo do maior nível registrado para atividade econômica, no primeiro de 2014.

O resultado para o trimestre acompanha a alta registrada no segundo trimestre de 2019, quando foi interrompida a série de 20 trimestres consecutivos, na comparação anual, de retração do setor. Além disso, acumula o segundo trimestre consecutivo de avanço da atividade econômica, tanto na comparação anual quanto na trimestral. Nessa última, apresenta alta de 1,3%

Carne: Com apetite chinês, preços da carne podem ficar altos por Segundo dados divulgados pelo IBGE, a economia brasileira avançou 0,6 % no terceiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses anteriores, divulgou o IBGE nesta terça-feira. Analistas projetavam que o Produto Interno Bruto ( PIB ) do país registrasse alta de 0,4%, de acordo com a mediana das projeções compiladas pela agência Bloomberg. Apesar da recuperação, a economia brasileira está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2012 e 3,6% abaixo do pico de produção anterior à crise, registrado no primeiro trimestre de 2014.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Este é o primeiro hotel do Mundo impresso em 3D

Kisawa Sanctuary deve abrir no verão de 2020 na costa de Moçambique.

Este é o primeiro hotel do mundo impresso em 3D
 

Kisawa Sanctuary está localizado na costa leste de Moçambique, nas praias de areia branca da Ilha de Benguerra e define um novo padrão para arquitetura sustentável.

Foi usada uma tecnologia inovadora e patenteada de impressão de areia em 3D, encomendada especificamente para este projeto e usada na sua construção, juntamente com o artesanato e materiais têxteis locais.  

A estrutura foi criada em computador e enviada para uma impressora 3D, onde foi dividida em várias camadas. A impressora ligou os materiais (areia e água do mar) para criar a estrutura.

As decorações do hotel são 100% locais, de forma a evitar as emissões de CO2 provenientes do transporte de materiais.

Kisawa Sanctuary tem 12 bungalows de um, dois ou três quartos distribuídos ao longo de 300 hectares de praia, floresta e dunas de areia na ilha.

Cada bungalow tem praia privada, uma piscina, uma cozinha ao ar livre, um espaço de massagem e transporte elétrico para passear pelo resort

Os bungalows de um quarto custam 5 mil euros por noite e os hóspedes têm acesso ao seu próprio chef de cozinha, staff, spa, instalações de mergulho e a um safari marinho.

A impressora 3D também será implantada no outro lado da ilha para imprimir recifes de coral em areia e habitats marinhos para a Bazaruto Center for Scientific Studies, uma organização sem fins lucrativos.

Fonte: https://viagens.sapo.pt/

A aceleração chegou? O que esperar do PIB do terceiro trimestre

Consumo das famílias deve protagonizar efeito positivo da economia no período. Por outro lado, crise na Argentina e desaceleração global limitam expansão

Na próxima terça-feira (03), o IBGE divulga o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, e a expectativa é de que o dado mostre uma continuidade da recuperação da economia brasileira protagonizada pelo consumo das famílias.

Por outro lado, a crise na Argentina, importante parceiro comercial do Brasil, e a tensão global ligada à desaceleração das principais economias do mundo devem ofuscar esse resultado, uma vez que afetam o desempenho das exportações.

“O terceiro trimestre foi um período de início de melhora das expectativas. De uma recuperação lenta, gradual e, o que é importante, sem grandes choques, como o que sofreu a indústria extrativa no primeiro trimestre por conta do rompimento de barragem em Brumadinho“, diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

A previsão da consultoria é que o PIB cresça 0,5% no terceiro trimestre sobre o trimestre anterior e 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A acalmada de ânimos, segundo o economista, tem muito a ver com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que aconteceu em primeiro turno em julho e o segundo turno em agosto.

“A questão toda era sobre o que poderia acontecer na Câmara. A conclusão dessa fase trouxe maior tranquilidade de que o texto passaria no Senado, como acabou acontecendo”, diz. 

Despesas previdenciárias representam mais da metade dos gastos do governo federal e a reforma do sistema de aposentadorias desacelera a escalada da dívida da União.

A partir daí, as expectativas em torno da inflação medida pelo IPCA tiveram uma queda acentuada. “Até o segundo trimestre, essas expectativas estavam subindo. A gente via inflação a 4% neste ano e, agora, a gente vê números próximos de 3%”, diz Vale. 

O cenário de reforma bem encaminhada e expectativas sobre inflação em queda ajudou a abrir espaço para que o Banco Central baixasse os juros.

O atual ciclo de afrouxamento monetário começou em julho. Desde lá, já houve três quedas consecutivas de 0,5 ponto percentual na taxa básica da economia (Selic), que deve chegar a 4,5% ao ano em dezembro, segundo sinalização do BC e expectativas de mercado.

Os juros em queda favoreceram tanto a expansão do consumo das famílias — que tem um peso grande no PIB, de 70% — como os investimentos privados, com destaque para o setor de construção civil.

“A taxa de juros reduz o custo dos financiamentos, então fica mais barato para as pessoas pegarem dinheiro emprestado para comprar imóveis e também reduz o custo de oportunidade, então em vez de manter o dinheiro num fundo de renda fixa, o investidor tem mais incentivo a não deixar o dinheiro parado”, diz José Carlos Faria, economista-chefe do BNP Paribas. O banco espera que o PIB do terceiro trimestre avançe 0,4% ante o trimestre anterior. Na comparação anual, a elevação prevista fica em 1%. 

A aprovação de novos saques do FGTS pelo governo, que começou a ser liberada em setembro, também deve ter algum impacto positivo no consumo das famílias, segundo Silvia Matos, coordenadora do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), embora esse efeito seja mais sentido no PIB do quarto trimestre.

“Setembro deve ter dado alguma contribuição para o crescimento dessa demanda, mas não foi só isso. Houve uma melhora gradual do mercado de trabalho, da renda, juros menores, inflação menor. Tudo isso tem ajudado a criar um consumo mais forte, embora muito gradual. Mas o consumo já mostra esse protagonismo no resultado do PIB”, diz.

A expectativa do Ibre é que o consumo das famílias mostre avanço de 0,6% no terceiro trimestre ante o período imediatamente anterior. Esse número é o dobro daqueles registrados nos dois primeiros trimestres do ano, de 0,3% na mesma base.

Em relação ao PIB, o Ibre espera um avanço no terceiro trimestre de 0,4% na comparação trimestral e 0,9% na comparação anual. 

A construção civil deve continuar crescendo, na esteira do mercado imobiliário, que mostra recuperação em algumas regiões, sobretudo no estado de São Paulo, que teve aceleração dos lançamentos imobiliários. “Mas ainda não vemos lançamentos em outros estados”, destaca Faria. 

O setor de construção vinha mostrando resultados negativos desde a recessão e veio positivo no segundo trimestre, na comparação anual, pela primeira vez depois de 20 recuos consecutivos. O Ibre espera que o setor cresça perto de 2% no ano e tenha seu primeiro resultado positivo em cinco anos.

O PIB da construção encolheu 28% entre os anos de 2014 e 2018, tendo sido um dos mais atingidos pela crise. Vale ressaltar que o setor é um grande empregador, principalmente em fases nas quais as obras estão aquecidas. 

Silva ressalta que o IBGE deve anunciar revisões dos resultados anteriores, o que é praxe e pode mudar um número ou outro da série, mas, no geral, “o histórico continua o mesmo”.

O fim do terceiro trimestre também marca uma reação dos principais indicadores da atividade econômica: indústria, comércio e serviços. O comércio varejista ampliado avançou 4,3% em setembro, na comparação anual. No mesmo mês, a indústria de transformação cresceu 1,6% nessa comparação, depois de cair por três meses seguidos.

Sobre as exportações brasileiras, Silvia Matos diz que a previsão é de que esse resultado venha “ruim”, como reflexo da tensão externa e da crise econômica da Argentina. “A crise na Argentina tem influenciado o PIB brasileiro o ano todo. É um parceiro importante para as manufaturas brasileiras. O país teve um choque no ano passado e, de lá para cá, a situação só piora”, diz.  

Entre janeiro e outubro deste ano, o volume das exportações brasileiras mostra queda de 1,9% ante o mesmo período de 2018. Na mesma comparação, as importações cresceram 3,6%, segundo dados do Ibre.

“É bom lembrar que, apesar do terceiro trimestre mostrar que foi melhor do que o anterior, estamos falando de uma economia que não vai mostrar nenhuma recuperação espetacular. Ainda cresce cerca de 1% ao ano”, diz Vale. 

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Mão de obra no canteiro de obras: menos pode ser mais

Construtoras que preferem a boa engenharia têm priorizado contratar trabalhadores compromissados com a qualidade

Créditos: Shutterstock

A estratégia é seguida por construtoras que tratam seus profissionais como investimento, ou seja, oferecem treinamento, ferramentas e materiais adequados. Empresas com esse perfil minimizaram o mito de que mão de obra especializada encarece a construção. Elas aprenderam que o custo se dilui em outros processos ao longo da execução da obra.

A produtividade eficaz reduz o risco de imprevistos, os quais geram retrabalho e desperdício. O tema é recorrente em congressos e seminários da construção civil, como o 1º Congresso Nacional da Produtividade na Construção Civil, onde (https://www.cimentoitambe.com.br/obra-sem-problemas-passa-por-recrutamento-correto/) foi dado o seguinte alerta: “Não é recomendável contratar observando apenas a redução de custos com a mão de obra. Também é importante não contratar em excesso. Existem ferramentas e empresas para fazer esse dimensionamento corretamente.”

Tudo passa pelo gerenciamento da obra. Quando a incorporadora e a construtora não se sentem seguras para fazer esse tipo de gestão, o recomendável é contratar empresas especializadas. Algumas chegam a garantir em contrato que conseguem reduzir o custo da obra entre 5% e 10%.

Mestres de obra qualificados influenciam positivamente na contratação da mão de obra

O gerenciamento abrange as seguintes gestões: projeto, compra e fornecimento de materiais, segurança no canteiro de obras, logística e supervisão da mão de obra. No que tange à aquisição de profissionais para a construção, mestres de obra (https://www.cimentoitambe.com.br/mestre-de-obras/) qualificados e com experiência podem dar uma excelente contribuição no momento da contratação. Com conhecimento necessário para avaliar o desempenho das equipes, eles são os mais indicados para ajudar no preenchimento das vagas.

No que se refere à escolha de mão de obra para a construção civil, toda a ajuda é possível. Pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup mostra que o setor tem uma das mais altas taxas de escassez de qualificação no Brasil. Segundo os dados apurados, 63% dos que trabalham em canteiros de obra são pouco especializados. O percentual representa quase o dobro da média mundial (36%).

A pesquisa também confirma dados de outros levantamentos: que trabalhadores da construção civil brasileira levam um dia para produzir o equivalente ao que um operário norte-americano faz em 5 horas; um alemão, em 6 horas, e um chinês em 8 horas. Estudo recentemente desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (https://www.cimentoitambe.com.br/veja-o-que-leva-a-baixa-produtividade-na-construcao-civil/) vai ao encontro dessa tese. Ele constatou que, além das correções estruturais necessárias para aumentar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos: melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) e investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas).

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Escassez de Talentos”, da multinacional de recrutamento ManpowerGroup

Contato: enquiry@manpowergroup.com

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/