Arquivo mensais:janeiro 2020

Queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento aquecem venda de imóveis

A queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento brasileiro têm incentivado a compra e a construção de imóveis no país.
 
Segundo os economistas, a diminuição da taxa Selic, que é o índice que o Governo Federal paga para quem compra títulos da dívida pública, pelo Banco Central aqueceu o mercado imobiliário.
 
Com isso, segundo a economista Naiara Fracaroli, quando a Selic cai, as outras taxas também tendem a diminuir por efeito cascata.
 
Há alguns anos, a taxa estava com juros de 10% ao ano. Agora, a diminuição é uma estratégia do governo para aquecer o setor de construção e habitação, o que deixa o momento favorável para quem pretende comprar um imóvel.
 
“É uma excelente oportunidade por conta da redução dos juros, é um custo de financiamento menor”, garante a economista.
 
Por outro lado, Naiara explica que quem já tem contratos firmados com a taxa anterior que era mais alta, tem a chance de renegociar o financiamento ou pedir a portabilidade para outro banco que ofereça algum tipo de benefício.
 
De acordo com o gestor comercial de uma empresa que comercializa apartamentos uma das explicações para a melhora no mercado imobiliário também está na política de financiamento habitacional.
 
A partir de agora, segundo ele, os clientes com renda mensal entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil estão conseguindo condições interessantes de financiamento. “Dentro da primeira semana que teve essa redução, a gente já conseguiu finalizar 88 contratos”, comemora Rafael Menezes.
 
Pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por exemplo, é possível pleitear cálculos com juros de 6,5% ao ano. Antes, o índice para esta faixa de rendimento era de 9,5%.
 
Nessa modalidade de crédito, as instituições financeiras captam recursos por meio da poupança. Além disso, a correção não é feita pelo IPCA. Em síntese, o reajuste também tende a ser menor.
 
O designer gráfico André Mucheroni, por exemplo, optou pela compra de um apartamento em Bauru, em vez de pagar aluguel. O futuro morador conseguiu um financiamento em 260 meses, com parcelas de R$ 560.
 
“Seria praticamente o dinheiro de um aluguel, mas é um imóvel que eu estou adquirindo. Então é um dinheiro que estou guardando na verdade, além do principal que é ter um lugar para recomeçar minha vida”, se empolga André.
 
Construção civil
 
O clima também está bom no setor de construção civil. Diretor regional de uma construtora de Bauru, Mauri Leite espera um aquecimento do setor, já que clientes com rendimento maior do que os contemplados por programas sociais podem conseguir financiamentos com taxas mais em conta.
 
A empresa de Mauri comercializa apartamentos com preços que variam de R$ 200 mil até R$ 1 milhão. Neste contexto, investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma mais interessante de rendimento do que só as aplicações financeiras.
 
“Os investimentos hoje pré-fixados tem um rendimento menor e deslumbram no mercado imobiliário com ganho de valorização, ou trocar por renda de aluguéis, ou outro investimento”, completa o diretor.
 

Construção sustentável: 5 dicas para melhorar a eficiência

A busca por soluções sustentáveis tem crescido exponencialmente na construção civil Créditos: Shutterstock

Os cuidados com a sustentabilidade vão desde economia de água à responsabilidade social

A sustentabilidade tem sido tema importante na realidade de várias indústrias da construção civil e também das construtoras. Exemplo disso é o crescimento de construtoras consideradas AQUAs, em que todos os seus empreendimentos são feitos de acordo com a certificação Alta Qualidade Ambiental, fornecida pela Fundação Vanzolini.

“A Certificação AQUA-HQE propõe uma série de medidas que visam à melhoria do desempenho ambiental da edificação ao longo de todo o seu ciclo de vida, tanto em sua execução quanto durante sua vida útil quando estiver em uso e operação”, explica Gabriel Novaes, analista técnico da Fundação Vanzolini.

Ainda segundo Gabriel, para que seja certificado, o empreendimento deve levar em conta as condições ideais de conforto térmico, acústico, economia de energia e de água, bem como outros diversos elementos do desempenho que o edifício terá quando estiver sendo utilizado.

Os cuidados com a sustentabilidade do edifício, no entanto, começam logo no canteiro-de-obras. Confira 5 dicas de como melhorar a eficiência das construções e, consequentemente, reduzir custos e resíduos.

 Construção sustentável: 5 dicas para adequar seus processos na obra 

  1. Economia de energia e água

Obras de grande porte geram, naturalmente, muitos gastos com água e energia. Entretanto, há possibilidade de reduzir esses gastos com algumas iniciativas simples. “A água utilizada no dia a dia das áreas administrativas do canteiro-de-obras, como lavagem de rodas de caminhão, de pisos, vasos sanitários e mictórios, por exemplo, pode ser servida de aproveitamento de águas pluviais para usos não-potáveis”, indica o analista..

Ele também indica o uso de equipamentos com dispositivos economizadores, como torneiras com arejadores e/ou com temporizador, bacias com descargas de duplo fluxo e caixa acoplada, entre outros.

Para economia de energia o ideal é optar por equipamentos mais eficientes nas áreas administrativas, como luminárias e condicionadores de ar com uso de sensores de presença e iluminação intermitente nestas áreas. “Há também o uso de equipamentos com etiquetagem de eficiência energética, do Inmetro, Selo Procel, da Eletrobras”.

  1. Gestão dos resíduos

Uma das etapas mais trabalhosas para quem gerencia obras é assegurar a correta gestão e destinação dos resíduos da construção e demolição, garantindo a destinação correta.

Gabriel recomenda fazer esse trabalho de forma controlada e, claro, dentro de todas as exigências legais de transportadoras e de destino final. “É fundamental buscar a maior taxa de valorização possível dos resíduos, por meio de reciclagem, reaproveitamento ou reutilização, ou por meio da reinserção do resíduo da cadeira produtiva”.

  1. Uso de materiais regularizados

A escolha de fornecedores com materiais regularizados faz toda diferença. Além desse produto ter maior garantia, ele certifica o fornecedor como responsável ambiental.  “Deve-se conhecer suas procedências e a regularidade de seus fornecedores, adotando sempre materiais e componentes que possuam os respectivos selos ou certificações de controle de qualidade”.

Além disso, Novaes recomenda buscar conhecimento dos aspectos ambientais dos produtos utilizados e de seus respectivos impactos no processo produtivo e ao longo do ciclo de vida, por meio da busca de informações junto aos fornecedores e por meio das Declarações Ambientais de Produto (EPDs). A Votorantim Cimentos, por exemplo, possui EPDs para seus produtos. Confira aqui!

  1. Redução de impactos sobre o espaço urbano

Reduzir os impactos que a obra causa sobre o espaço urbano também diz respeito a sustentabilidade, já que uma obra causa muitos resíduos o tempo inteiro e outras sujidades decorrente do frequente tráfego de veículos de grande porte.

“Lavar as ruas em torno do canteiro-de-obras para evitar o acúmulo de terra, planejamento e controle dos horários de tráfego de caminhões, entregas, carga e descarga respeitando legislações locais também são atitudes sustentáveis”.

  1. Responsabilidade social

O último item – e que casa perfeitamente com o tópico acima – é assegurar a formalidade fiscal e trabalhista de todos os envolvidos na obra, incluindo fornecedores e subcontratados.

“Afinal, a sustentabilidade também diz respeito à responsabilidade social da empresa e de seus intervenientes. Isto deve ser feito por meio do controle de qualificação e avaliação de fornecedores e prestadores de serviços”, comenta.

O Papo Construtivo fez uma edição especial sobre o empreendimento que recebeu a primeira certificação AQUA Social. Quer saber quais foram as suas iniciativas? Confira:

https://www.mapadaobra.com.br/papoconstrutivo/primeiro-residencial-minha-casa-minha-vida-com-certificacao-aqua-social/

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

Por: Carla Rocha

Novas regras para ter acesso ao Minha Casa Minha Vida

Novas regras para ter acesso ao Minha Casa Minha Vida. O governo federal anuncia neste mês a reformulação do programa habitacional “Minha casa, minha vida”, que passa a ter como prioridade municípios com até 50 mil habitantes. Uma das principais novidades é que os beneficiários terão mais liberdade para definir como será o imóvel,pois haverá três tipos de vouchers: para comprar, para construir ou para reformar. As informações são da Agência Brasil.

No atual formato, o beneficiário recebe a casa pronta da construtora. Com o novo programa, que ainda não teve o nome definido, o beneficiário receberá um voucher (documento fornecido para comprovar um pagamento ou comprovante que dá direito a um produto) para definir como a obra será tocada, o que inclui a escolha do engenheiro e a própria arquitetura do imóvel.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a disponibilização do voucher permitira àquele que vai receber a unidade habitacional participar da construção, escolher onde a casa será feita e até mesmo o projeto da casa.

“Muitas vezes a família precisa ou quer uma casa mais simples e maior. Outra, com cômodos menores e mais qualidade de acabamento. A gente quer deixar isso a critério do beneficiário”, afirmou.

Valor médio

O ministro disse que o valor do voucher dependerá dos preços correntes no mercado imobiliário no local onde o imóvel será construído. O programa trabalha com valor médio de R$ 60 mil por beneficiário, em três tipos de voucher: o de aquisição, para comprar o imóvel já pronto; o de construção, para começar a casa do zero; e o de reforma, para melhorar ou ampliar a casa já existente.

A princípio, o governo pretende oferecer vouchers a famílias com renda mensal de até R$ 1.200. Já as famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 5 mil mensais entrarão no programa de financiamento do programa.

Juros podem ser menores

Segundo Canuto, a ideia é oferecer também juros abaixo dos cobrados atualmente.

“Hoje a faixa é de 5% (ao ano). A gente quer baixar isso para 4,5% ou 4% para ficar mais competitivo. Essa é a premissa base”, ressaltou.

A expectativa do governo é que o novo programa resulte na construção de 400 mil unidades já em 2020. De acordo com a pasta, em 2019, foram entregues 245 mil residências pelo modelo atual, e 233 mil estão em construção

Fonte: https://www.mixvale.com.br/

Mercado imobiliário deve crescer mais que o PIB Brasileiro em 2020

A falta da garantia de empregos e as taxas altas que a crise econômica gerou levou com que as pessoas deixassem de investir em imóveis, paralisando o segmento. No entanto, assim como falamos nas últimas edições, cada vez mais o mercado imobiliário vem ganhando destaque, deixando para trás a crise que assola o país desde 2014.

Graças aos sinais de recuperação do mercado imobiliário registrados nos últimos dois anos, aliado ao crédito imobiliário que o governo federal promoveu, o ano de 2020 tenha tudo para retomar o ciclo de alta.

Isso fica claro quando observamos os dados divulgados no Raio-X do 3º trimestre pelo FipeZap, no qual 38% dos entrevistados admitiram querer comprar um imóvel nos próximos três meses. Desses, 88% desejam adquirir para moradia própria e 12% buscam investir.

Esse otimismo não é só do comprador ou investidor, mas também dos especialistas, que destacaram que de novembro de 2018 a novembro de 2019 foram construídos 290 mil imóveis, registrando uma alta de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Vale mencionar que, graças a redução da taxa selic (4,5%), considerada a menor da história, os bancos foram obrigados a reduzir suas taxas. Segundo presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), o valor das parcelas do financiamento de 2020 podem ser cerca de 30% menor se comparado ao do inicio de 2019.

Vale lembrar que tanto a Caixa Econômica Federal como o Banco do Brasil abriram linhas de créditos especiais para o investimentos imobiliários, entre elas está a linhas de crédito corrigidas pelo IPCA, que privilegia a pessoa que é boa consumidora, ou seja, quem têm boas relações com o banco pagará taxas menores.

Outro fator que aponta o aquecimento do mercado imobiliário é a alta dos preços dos lançamentos dos imóveis. Segundo dados do Secovi, nos 10 primeiros meses de 2019 a média do metro quadrado dos imóveis novos de São Paulo ficou em R$ 8.862, contra R$ 8.029 em 2018, uma valorização de 10%. No entanto, mesmo com as expectativas positivas, não há unanimidade entre os especialistas se os preços dos imóveis irão subir.

Como estratégia do comprador ou investidor, vale a pena investir em um imóvel neste momento ainda quando não existe uma alta considerável em relação aos preços.

Levando em conta todos esses fatores, especialistas apontam que o PIB da construção civil será maior que os  2,30% esperados pelo mercado para o PIB do Brasil para 2020.

Fonte: https://www.jornalspnorte.com.br/

Como investir em imóveis sem comprar um

Diego Siqueira, da TG Core Asset Management, explica como funcionam os fundos imobiliários

O ano está começando e muita gente se pergunta como fazer o dinheiro render para ter mais estabilidade financeira. Com a poupança em baixa, uma alternativa é começar a investir. A compra de imóveis é um grande desejo dos brasileiros em busca de aumentar a fonte de renda, mas exige uma grande quantidade de dinheiro – o que a maioria das pessoas não tem para aplicar.

Com o aquecimento do mercado imobiliário no último ano, esse desejo se torna ainda maior. A recente alta chama cada vez mais atenção para o setor e muita gente se pergunta como investir em imóveis mesmo sem ter como comprar um. A boa notícia é que qualquer pessoa pode investir no setor imobiliário sem precisar aplicar rios de dinheiro. Com pouco mais de R﹩ 100, você já pode se tornar um investidor do setor.

Fundos imobiliários

Opção que tem atraído a muitos, o fundo imobiliário funciona como uma reunião de investidores interessados no mercado de imóveis. A grande diferença é que eles se juntam para adquiri-los, de modo que cada participante pode comprar a quantidade de cotas que desejar. Dessa forma, é possível que qualquer pessoa tenha participação nos resultados de diversos imóveis e até grandes empreendimentos, como shopping centers e prédios comerciais.

Na prática, os fundos imobiliários contam com uma gestão profissional, que é responsável por selecionar os imóveis com boas condições de rentabilidade para direcionar os recursos dos investidores. Assim, os fundos imobiliários – ou FIIs – são uma maneira muito mais simples e acessível de investir e conseguir ótimos retornos nesse mercado. A partir de valores bem menores, é possível ter participação em vários imóveis, sem precisar lidar com as responsabilidades de um proprietário.

O investidor também conta com muita flexibilidade no investimento, já que as cotas podem ser negociadas na bolsa, com maior liquidez, e é possível obter isenção de Imposto de Renda na distribuição de dividendo. Mas por onde começar? Contratar uma boa gestora de investimentos é fundamental. Isso permitirá que você conte com o auxílio de profissionais especializados que, além de intermediar as operações, poderão prestar uma consultoria específica e de qualidade.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Oportunidade ou dor de cabeça?

Especialistas afirmam que adquirir imóveis por meio de leilão pode ser mais vantajoso para investidores do que para pessoas em busca da casa própria.

Pagar pelo imóvel dos sonhos apenas metade do valor de mercado é algo tentador — e que por isso mesmo já deixou de ser um privilégio de quem só quer investir. “Mais da metade da minha carteira de clientes hoje é de pessoa física com a finalidade de moradia”, afirma Cláudia Frazão, leiloeira da Frazão Leilões. Ela prepara o leilão presencial de 32 imóveis ofertados pelo Itaú Unibanco para o dia 31 deste mês. “É um mercado cíclico: na crise, com o aumento da inadimplência, os bancos adotam a alienação fiduciária, alimentando a carteira para os leilões. Já com economia aquecida aparece o comprador pessoa física em busca de oportunidades”, diz Cláudia. Os lotes oferecidos no leilão do final do mês estão distribuídos em sete estados brasileiros: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe e São Paulo.

Antes de dar um lance é bom saber que esse mercado envolve questões delicadas. A principal: saber se o imóvel está ocupado. Os leiloeiros dizem que é comum a situação ser resolvida amigavelmente, mas, como há custos processuais, o interessado deve prever gastos com advogados. Além do custo, ações de desocupação podem demorar meses — ou anos.

Outro complicador é quando o banco leiloa uma propriedade antes de notificar o inadimplente, o que pode pedir a anulação do leilão, como alerta a advogada Paula Farias, especialista em negócios imobiliários. “Se o devedor comprovar que não foi intimado, o juiz pode anular o leilão e dar novo prazo de pagamento. Se for pago, o imóvel volta para o dono inicial”. Existe a possibilidade de reaver os valores judicialmente, mas não é a dor de cabeça que as pessoas desejam ter. A advogada orienta que o interessado deve ler o edital do leilão, já que nele estão todas as informações sobre o imóvel. “Além disso, como o endereço está disponível, vale visitar a vizinhança, o imóvel (se estiver desocupado) e conversar com o síndico (em caso de condomínio), uma vez que o bem pode constar como ocupado no edital, mas já estar desocupado”, afirma Paula Farias.

Movimento cíclico: Para a leiloeira Claúdia Frazão, a recuperação da economia atrai novos interessados em imóveis. (Crédito:Divulgação)

ALUGAR OU REVENDER

Outra recomendação: verificar a matrícula do imóvel para conferir se há débitos com a prefeitura. O investidor visa o lucro com a venda ou com aluguéis, enquanto o comprador pessoa física procura por moradia e imagina que vai se mudar em pouco tempo. O leilão pode ser uma ótima oportunidade para o investidor, mas não é tão indicado para famílias que desejam realizar o sonho da casa própria. “De forma geral, essa não é uma boa forma de compra para quem tem pressa”, diz. Segundo ela, há vários casos em que os leilões abrem brechas jurídicas que podem levar à anulação. Até que haja uma definição na Justiça, o dinheiro pago pela propriedade fica em poder do banco. A correção, diz Paula, é irrisória, menor que o rendimento da poupança. Para evitar esse tipo de situação, a advogada recomenda contratar um consultor. “Ele pode ajudar na melhor escolha com a avaliação do imóvel antes de o interessado dar o primeiro lance”. Esse tipo de trabalho é realizado por advogados e custa entre 3 a 5% do valor do imóvel. Os custos e aborrecimentos que tendem a frustrar quem procura imóvel para moradia entram na conta do investidor como parte do risco envolvido, em geral compensado pelo alto desconto em relação ao valor de mercado. O retorno sobre o investimento pode vir na forma de aluguel ou na revenda. O investidor compra pela metade do preço, resolve as pendências e coloca de volta à venda pelo valor cheio. “Com os imóveis de leilão, tudo tem que ir para a ponta do lápis, afinal pode acontecer de o desconto não compensar”, afirma a especialista em direito imobiliário.

Além de atrair pelo preço, o mercado de leilões também chama a atenção de investidores pelas facilidades de negócio. Antes, eles eram apenas presenciais. Hoje, grande parte ocorre pela internet. Basta um cadastro, com um processo simples de envio de documentos. Os imóveis ficam listados no site do leiloeiro, com fotos e informações como o endereço e o valor inicial. Durante um período (em geral de 20 a 30 dias), os interessados podem dar ofertas — e o lance mais alto leva a propriedade. Além do valor dado pelo imóvel, quem arremata é quem paga os 5% de comissão ao leiloeiro, uma taxa estabelecida por decreto federal de 1932.

Por fim, vale lembrar que leilões oferecem tanto imóveis em bom estado quanto caindo aos pedaços. Quando se tem a sorte de encontrar um que está bem conservado e com preço baixo, o potencial de lucro costuma compensar o investimento.

Área de lazer para pets vira item obrigatório em novos prédios de São Paulo

O mercado de animais de estimação invadiu de vez o setor imobiliário de São Paulo. A área de lazer para os bichinhos, o pet place, que surgiu há cerca de uma década como diferencial nos condomínios, agora é item básico nos lançamentos na cidade.

Em alguns deles, há ainda espaços de uso coletivo para dar banho nos bichinhos, atividade impensável de se fazer dentro da área compacta dos estúdios que dominam os novos empreendimentos paulistanos.

Com o boom imobiliário iniciado em 2007, as incorporadoras paulistanas foram atrás de terrenos maiores. Foi quando cresceu o conceito de condomínio-clube, aliado a atrativos como o pet place, diz Ricardo Grimone, diretor de incorporação da Gamaro Desenvolvimento Imobiliário.

O movimento das incorporadoras surfa nos números do mercado. São 139,3 milhões de animais de estimação no Brasil, segundo projeção do Instituto Pet Brasil. Só em São Paulo, de acordo com dados da prefeitura, 28,6% dos domicílios possuem cães, 7,7% têm gatos e 6,7% reúnem os dois.

Uma pesquisa realizada pelo Grupo ZAP com 30 mil usuários de seu portal aponta que 48% dos brasileiros pretendem criar animais de estimação no imóvel que estão procurando. Ainda, 60% relataram ser desejável ou fundamental que o imóvel buscado possibilite a presença de pets.

“Os animais de estimação ganharam status de filhos nas famílias das gerações mais novas”, afirma a economista Deborah Seabra, do Grupo Zap. É de esperar, portanto, que infraestrutura voltada aos animais seja pré-requisito dos compradores de imóveis.

Nos projetos da construtora Gamaro, o playground dos pets fica em área de fácil acesso e inclui bebedouro e brinquedos para que o animal possa se exercitar ou até mesmo fazer aulas com um adestrador.

Na Vila Madalena, o empreendimento Seed tem uma área destinada aos animais que ocupa 87 m² pouco mais que os 82 m² da planta de cada um de seus 80 apartamentos, vendidos a R$ 1,6 milhão cada.

Ali, fica um piso permeável, que ajuda a reduzir os odores da urina dos animais. A área conta ainda com um espaço cercado, com torneira, para o banho dos bichinhos.

No mesmo bairro, a construtora Even ergue o Misce Vila Madalena, com apartamentos de 70 a 111 m² e um espaço na área comum dedicado aos cães. Batizada de Pet Play, a estrutura inclui área verde e brinquedos.

É um empreendimento projetado para o cliente que quer reunir lazer, conforto e conveniência em um só lugar, define Marcelo Dzik, diretor comercial da Even. A incorporadora conta mais dois lançamentos com pet place na área de lazer: o Stella Campo Belo, no Campo Belo, e o VM 303, na Vila Mariana.

Em Osasco, na região metropolitana da capital, a Gamaro também apostou no projeto de pet place para o Piscine, empreendimento de 900 unidades, com aptos de 40 a 70 m², vendidos por preços a partir de R$ 450 mil. O espaço conta com brinquedos que visam a estimular a agilidade dos cães, como rampa e pneu para salto.

O pet place tem peso como atrativo de venda, também pela segurança, evitando que os moradores tenham de circular na rua à noite com seus cães, afirma Grimone, da construtora.

Já a construtora MAC reservou 166 m² da área comum do empreendimento Conviva, no Parque São Domingos, para os animais de estimação que habitarão os apartamentos de 59 e 71 m². Com direito a obstáculos para salto, pneu recreativo e slalom.

No Raiz São Paulo Parque Resort, no Alto da Boa Vista, o playground canino é ainda maior, com 298 m², uma rampa dupla, slalom e salto com pneu. Os animais podem ainda aproveitar os 18 mil m² de parque privativo que farão parte do empreendimento. O preço das unidades é de R$ 489 mil.

“É um projeto que vem de encontro com o desejo do consumidor paulistano, de ficar a maior parte do tempo com a família e o contato com a natureza”, diz Andrea Possi, diretora de incorporação da MAC.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

Sem custo extra, acessibilidade vira item obrigatório em novos apartamentos

Os novos projetos deverão considerar, por exemplo, largura de portas e corredores, desníveis e altura de janelas

Heloísa Rocha, de 35 anos, convive com a osteogênese imperfeita desde que nasceu — uma doença mais conhecida como ossos de vidro. É uma condição rara que tem como principal característica a fragilidade dos ossos.

Por conta disso, Heloísa se depara com dificuldades até mesmo dentro de casa. “O meu apartamento, onde eu moro, é plano, então facilita minha locomoção. Entretanto meu canheiro é muito estreito, então não consigo entrar com a cadeira. Por ter baixa estatura, preciso utilizar o banheiro sendo carregada.”

Um decreto que entra em vigor neste mês promete mudar esse cenário. A partir do dia 27 de janeiro, as construtoras e incorporadoras serão obrigadas a construir apartamentos que possam ser adaptados às pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

A norma faz parte da nova Lei de Inclusão. Os projetos deverão considerar, por exemplo, largura de portas e corredores, desníveis e altura de janelas.

O vice-presidente de Tecnologia do Sindicato da Habitação de São Paulo, Carlos Borges, afirma que a nova regulamentação vai beneficiar toda a população e não só pessoas com deficiência. 

Segundo a advogada especialista em direito imobiliário, Jéssica Wiedtheuper, do Mota Kalume Advogados, os proprietários poderão solicitar as adaptações antes mesmo do prédio ficar pronto. 

“Outro ponto importante do decreto é a previsão da compra na planta já com as alterações necessárias. O consumidor deve fazer um requerimento escrito a construtora indicando as adequações necessárias.”

A Heloisa mora em um condomínio antigo na região central de São Paulo e diz que mudança nos novos prédios residenciais vai dar mais autonomia para pessoas com deficiência.

“Para mim, como pessoa com deficiência, essa Lei é muito positiva porque ela vai além do senso comum. Vai além da rampa e do elevador. Vai pensando em como incluir o deficiente em todos os setores.”

A nova Lei de Inclusão também prevê áreas externas acessíveis e 2% das vagas de garagens reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As construtoras estão proibidas de cobrar valores adicionais pelos serviços.