Arquivo diários:28 de janeiro de 2020

Novas regras para ter acesso ao Minha Casa Minha Vida

Novas regras para ter acesso ao Minha Casa Minha Vida. O governo federal anuncia neste mês a reformulação do programa habitacional “Minha casa, minha vida”, que passa a ter como prioridade municípios com até 50 mil habitantes. Uma das principais novidades é que os beneficiários terão mais liberdade para definir como será o imóvel,pois haverá três tipos de vouchers: para comprar, para construir ou para reformar. As informações são da Agência Brasil.

No atual formato, o beneficiário recebe a casa pronta da construtora. Com o novo programa, que ainda não teve o nome definido, o beneficiário receberá um voucher (documento fornecido para comprovar um pagamento ou comprovante que dá direito a um produto) para definir como a obra será tocada, o que inclui a escolha do engenheiro e a própria arquitetura do imóvel.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a disponibilização do voucher permitira àquele que vai receber a unidade habitacional participar da construção, escolher onde a casa será feita e até mesmo o projeto da casa.

“Muitas vezes a família precisa ou quer uma casa mais simples e maior. Outra, com cômodos menores e mais qualidade de acabamento. A gente quer deixar isso a critério do beneficiário”, afirmou.

Valor médio

O ministro disse que o valor do voucher dependerá dos preços correntes no mercado imobiliário no local onde o imóvel será construído. O programa trabalha com valor médio de R$ 60 mil por beneficiário, em três tipos de voucher: o de aquisição, para comprar o imóvel já pronto; o de construção, para começar a casa do zero; e o de reforma, para melhorar ou ampliar a casa já existente.

A princípio, o governo pretende oferecer vouchers a famílias com renda mensal de até R$ 1.200. Já as famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 5 mil mensais entrarão no programa de financiamento do programa.

Juros podem ser menores

Segundo Canuto, a ideia é oferecer também juros abaixo dos cobrados atualmente.

“Hoje a faixa é de 5% (ao ano). A gente quer baixar isso para 4,5% ou 4% para ficar mais competitivo. Essa é a premissa base”, ressaltou.

A expectativa do governo é que o novo programa resulte na construção de 400 mil unidades já em 2020. De acordo com a pasta, em 2019, foram entregues 245 mil residências pelo modelo atual, e 233 mil estão em construção

Fonte: https://www.mixvale.com.br/

Mercado imobiliário deve crescer mais que o PIB Brasileiro em 2020

A falta da garantia de empregos e as taxas altas que a crise econômica gerou levou com que as pessoas deixassem de investir em imóveis, paralisando o segmento. No entanto, assim como falamos nas últimas edições, cada vez mais o mercado imobiliário vem ganhando destaque, deixando para trás a crise que assola o país desde 2014.

Graças aos sinais de recuperação do mercado imobiliário registrados nos últimos dois anos, aliado ao crédito imobiliário que o governo federal promoveu, o ano de 2020 tenha tudo para retomar o ciclo de alta.

Isso fica claro quando observamos os dados divulgados no Raio-X do 3º trimestre pelo FipeZap, no qual 38% dos entrevistados admitiram querer comprar um imóvel nos próximos três meses. Desses, 88% desejam adquirir para moradia própria e 12% buscam investir.

Esse otimismo não é só do comprador ou investidor, mas também dos especialistas, que destacaram que de novembro de 2018 a novembro de 2019 foram construídos 290 mil imóveis, registrando uma alta de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Vale mencionar que, graças a redução da taxa selic (4,5%), considerada a menor da história, os bancos foram obrigados a reduzir suas taxas. Segundo presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), o valor das parcelas do financiamento de 2020 podem ser cerca de 30% menor se comparado ao do inicio de 2019.

Vale lembrar que tanto a Caixa Econômica Federal como o Banco do Brasil abriram linhas de créditos especiais para o investimentos imobiliários, entre elas está a linhas de crédito corrigidas pelo IPCA, que privilegia a pessoa que é boa consumidora, ou seja, quem têm boas relações com o banco pagará taxas menores.

Outro fator que aponta o aquecimento do mercado imobiliário é a alta dos preços dos lançamentos dos imóveis. Segundo dados do Secovi, nos 10 primeiros meses de 2019 a média do metro quadrado dos imóveis novos de São Paulo ficou em R$ 8.862, contra R$ 8.029 em 2018, uma valorização de 10%. No entanto, mesmo com as expectativas positivas, não há unanimidade entre os especialistas se os preços dos imóveis irão subir.

Como estratégia do comprador ou investidor, vale a pena investir em um imóvel neste momento ainda quando não existe uma alta considerável em relação aos preços.

Levando em conta todos esses fatores, especialistas apontam que o PIB da construção civil será maior que os  2,30% esperados pelo mercado para o PIB do Brasil para 2020.

Fonte: https://www.jornalspnorte.com.br/