Arquivo diários:30 de janeiro de 2020

Queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento aquecem venda de imóveis

A queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento brasileiro têm incentivado a compra e a construção de imóveis no país.
 
Segundo os economistas, a diminuição da taxa Selic, que é o índice que o Governo Federal paga para quem compra títulos da dívida pública, pelo Banco Central aqueceu o mercado imobiliário.
 
Com isso, segundo a economista Naiara Fracaroli, quando a Selic cai, as outras taxas também tendem a diminuir por efeito cascata.
 
Há alguns anos, a taxa estava com juros de 10% ao ano. Agora, a diminuição é uma estratégia do governo para aquecer o setor de construção e habitação, o que deixa o momento favorável para quem pretende comprar um imóvel.
 
“É uma excelente oportunidade por conta da redução dos juros, é um custo de financiamento menor”, garante a economista.
 
Por outro lado, Naiara explica que quem já tem contratos firmados com a taxa anterior que era mais alta, tem a chance de renegociar o financiamento ou pedir a portabilidade para outro banco que ofereça algum tipo de benefício.
 
De acordo com o gestor comercial de uma empresa que comercializa apartamentos uma das explicações para a melhora no mercado imobiliário também está na política de financiamento habitacional.
 
A partir de agora, segundo ele, os clientes com renda mensal entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil estão conseguindo condições interessantes de financiamento. “Dentro da primeira semana que teve essa redução, a gente já conseguiu finalizar 88 contratos”, comemora Rafael Menezes.
 
Pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por exemplo, é possível pleitear cálculos com juros de 6,5% ao ano. Antes, o índice para esta faixa de rendimento era de 9,5%.
 
Nessa modalidade de crédito, as instituições financeiras captam recursos por meio da poupança. Além disso, a correção não é feita pelo IPCA. Em síntese, o reajuste também tende a ser menor.
 
O designer gráfico André Mucheroni, por exemplo, optou pela compra de um apartamento em Bauru, em vez de pagar aluguel. O futuro morador conseguiu um financiamento em 260 meses, com parcelas de R$ 560.
 
“Seria praticamente o dinheiro de um aluguel, mas é um imóvel que eu estou adquirindo. Então é um dinheiro que estou guardando na verdade, além do principal que é ter um lugar para recomeçar minha vida”, se empolga André.
 
Construção civil
 
O clima também está bom no setor de construção civil. Diretor regional de uma construtora de Bauru, Mauri Leite espera um aquecimento do setor, já que clientes com rendimento maior do que os contemplados por programas sociais podem conseguir financiamentos com taxas mais em conta.
 
A empresa de Mauri comercializa apartamentos com preços que variam de R$ 200 mil até R$ 1 milhão. Neste contexto, investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma mais interessante de rendimento do que só as aplicações financeiras.
 
“Os investimentos hoje pré-fixados tem um rendimento menor e deslumbram no mercado imobiliário com ganho de valorização, ou trocar por renda de aluguéis, ou outro investimento”, completa o diretor.
 

Construção sustentável: 5 dicas para melhorar a eficiência

A busca por soluções sustentáveis tem crescido exponencialmente na construção civil Créditos: Shutterstock

Os cuidados com a sustentabilidade vão desde economia de água à responsabilidade social

A sustentabilidade tem sido tema importante na realidade de várias indústrias da construção civil e também das construtoras. Exemplo disso é o crescimento de construtoras consideradas AQUAs, em que todos os seus empreendimentos são feitos de acordo com a certificação Alta Qualidade Ambiental, fornecida pela Fundação Vanzolini.

“A Certificação AQUA-HQE propõe uma série de medidas que visam à melhoria do desempenho ambiental da edificação ao longo de todo o seu ciclo de vida, tanto em sua execução quanto durante sua vida útil quando estiver em uso e operação”, explica Gabriel Novaes, analista técnico da Fundação Vanzolini.

Ainda segundo Gabriel, para que seja certificado, o empreendimento deve levar em conta as condições ideais de conforto térmico, acústico, economia de energia e de água, bem como outros diversos elementos do desempenho que o edifício terá quando estiver sendo utilizado.

Os cuidados com a sustentabilidade do edifício, no entanto, começam logo no canteiro-de-obras. Confira 5 dicas de como melhorar a eficiência das construções e, consequentemente, reduzir custos e resíduos.

 Construção sustentável: 5 dicas para adequar seus processos na obra 

  1. Economia de energia e água

Obras de grande porte geram, naturalmente, muitos gastos com água e energia. Entretanto, há possibilidade de reduzir esses gastos com algumas iniciativas simples. “A água utilizada no dia a dia das áreas administrativas do canteiro-de-obras, como lavagem de rodas de caminhão, de pisos, vasos sanitários e mictórios, por exemplo, pode ser servida de aproveitamento de águas pluviais para usos não-potáveis”, indica o analista..

Ele também indica o uso de equipamentos com dispositivos economizadores, como torneiras com arejadores e/ou com temporizador, bacias com descargas de duplo fluxo e caixa acoplada, entre outros.

Para economia de energia o ideal é optar por equipamentos mais eficientes nas áreas administrativas, como luminárias e condicionadores de ar com uso de sensores de presença e iluminação intermitente nestas áreas. “Há também o uso de equipamentos com etiquetagem de eficiência energética, do Inmetro, Selo Procel, da Eletrobras”.

  1. Gestão dos resíduos

Uma das etapas mais trabalhosas para quem gerencia obras é assegurar a correta gestão e destinação dos resíduos da construção e demolição, garantindo a destinação correta.

Gabriel recomenda fazer esse trabalho de forma controlada e, claro, dentro de todas as exigências legais de transportadoras e de destino final. “É fundamental buscar a maior taxa de valorização possível dos resíduos, por meio de reciclagem, reaproveitamento ou reutilização, ou por meio da reinserção do resíduo da cadeira produtiva”.

  1. Uso de materiais regularizados

A escolha de fornecedores com materiais regularizados faz toda diferença. Além desse produto ter maior garantia, ele certifica o fornecedor como responsável ambiental.  “Deve-se conhecer suas procedências e a regularidade de seus fornecedores, adotando sempre materiais e componentes que possuam os respectivos selos ou certificações de controle de qualidade”.

Além disso, Novaes recomenda buscar conhecimento dos aspectos ambientais dos produtos utilizados e de seus respectivos impactos no processo produtivo e ao longo do ciclo de vida, por meio da busca de informações junto aos fornecedores e por meio das Declarações Ambientais de Produto (EPDs). A Votorantim Cimentos, por exemplo, possui EPDs para seus produtos. Confira aqui!

  1. Redução de impactos sobre o espaço urbano

Reduzir os impactos que a obra causa sobre o espaço urbano também diz respeito a sustentabilidade, já que uma obra causa muitos resíduos o tempo inteiro e outras sujidades decorrente do frequente tráfego de veículos de grande porte.

“Lavar as ruas em torno do canteiro-de-obras para evitar o acúmulo de terra, planejamento e controle dos horários de tráfego de caminhões, entregas, carga e descarga respeitando legislações locais também são atitudes sustentáveis”.

  1. Responsabilidade social

O último item – e que casa perfeitamente com o tópico acima – é assegurar a formalidade fiscal e trabalhista de todos os envolvidos na obra, incluindo fornecedores e subcontratados.

“Afinal, a sustentabilidade também diz respeito à responsabilidade social da empresa e de seus intervenientes. Isto deve ser feito por meio do controle de qualificação e avaliação de fornecedores e prestadores de serviços”, comenta.

O Papo Construtivo fez uma edição especial sobre o empreendimento que recebeu a primeira certificação AQUA Social. Quer saber quais foram as suas iniciativas? Confira:

https://www.mapadaobra.com.br/papoconstrutivo/primeiro-residencial-minha-casa-minha-vida-com-certificacao-aqua-social/

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

Por: Carla Rocha