Arquivo mensais:fevereiro 2020

Cidade de São Paulo volta a despertar para prédios altos

Maior metrópole da América Latina ficou quase 4 décadas sem construir edifícios com mais de 100 metros de altura

Figueira Altos do Tatuapé é um marco para a região

As tragédias desencadeadas pelos incêndios nos edifícios Andraus, em 1972, e Joelma, em 1974, inibiram a construção de edifícios altos em São Paulo-SP. A maior cidade da América Latina ficou praticamente 4 décadas sem construir prédios com mais de 30 pavimentos ou que ultrapassassem os 100 metros de altura – sobretudo, os residenciais. Porém, a escassez de terrenos e a necessidade de renovar o estoque de imóveis – sejam residenciais ou corporativos – recolocam o território paulistano na rota dos projetos de grandes arranha-céus.

Em 2019, planos de construir edifícios altos foram desengavetados, principalmente em bairros das regiões sul e leste da cidade. A expectativa é de que para 2020 projetos semelhantes ganhem corpo em São Paulo-SP. Dados do Secovi-SP mostram que, em 2019, 36 mil unidades começaram a ser construídas em futuros prédios residenciais da cidade. O organismo diz ser o maior número desde 2004. Boa parte destas edificações terá mais de 100 metros de altura quando concluídas. Um exemplo está na zona leste, no bairro Tatuapé: o Figueira Altos, com 52 pavimentos, 170 metros de altura e que será entregue em 2021.

Quando pronto, o prédio se tornará o mais alto residencial da cidade de São Paulo, se igualando ao mais alto comercial, que é o Palácio W. Zarzur – popularmente chamado de Mirante do Vale. Para o engenheiro civil e professor da Universidade Secovi-SP, Hamilton de França Leite Júnior, ainda falta uma legislação que possibilite a São Paulo crescer verticalmente. “São necessárias legislações urbanísticas baseadas em critérios técnicos sem preceitos ideológicos, que permitam construir edifícios superaltos em algumas regiões, localizadas fora dos corredores de tráfego aéreo”, salienta.

Região próxima da Radial Leste vai concentrar novos edifícios altos de São Paulo-SP

Para o professor, o governo municipal erra ao não incentivar edifícios superaltos em São Paulo-SP. “A cidade deseja esse tipo de edificação, tem recursos financeiros e capacidade técnica e empresarial. Talvez falte visão, no sentido de aprovar legislações que permitam a verticalização. Deveria haver incentivos e parcerias público-privadas, com o objetivo de suplantar os custos adicionais inerentes a este tipo de empreendimento. Os prédios superaltos são, hoje, símbolos urbanos contemporâneos”, reforça. 

Por enquanto, para conseguir transpor as barreiras impostas pelo município, as construtoras têm recorrido a projetos antigos que já haviam sido aprovados na prefeitura paulistana, a alvarás especiais e, em alguns casos, a decisões judiciais favoráveis à construção de prédios altos. A Porte Engenharia, por exemplo, se vale de projetos legalizados antes da entrada em vigor do plano-diretor da cidade de São Paulo, que ocorreu em 2014. O Figueira Altos é de 2013. Já o Platina 220, que pertence à mesma construtora, é um empreendimento em uma área especial da cidade – o chamado Eixo Platina -, que é uma faixa paralela à Radial Leste onde estão autorizadas as construções de edifícios altos. 

O Platina 220 terá 46 andares de salas corporativas e, contando com outros pavimentos para abrigar hotel, cinemas e teatro,  sua altura vai ultrapassar os 170 metros e superar o Mirante do Vale, tornando-se o edifício comercial mais alto de São Paulo-SP. A previsão é que fique pronto em 2022, a um custo de 1,9 bilhão de reais.

Veja quais são os prédios mais altos em cada estado do Brasil

Entrevistados
Engenheiro civil e professor da Universidade Secovi-SP, Hamilton de França Leite Júnior
Porte Engenharia e Urbanismo (via assessoria de imprensa)

Contato
hl@hamiltonleite.com.br
marketing@porte.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Saiba quais são as 10 maiores obras em execução no mundo

Aereoporto Internacional de Dubai

Lista inclui aeroportos, linhas de trem, cidade industrial, parque, canais de irrigação e estação espacial

Os países árabes e a China são atualmente as regiões do mundo que mais concentram grandes obras, juntamente com Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Líbia. Essas nações empreendem atualmente os 10 maiores megaprojetos de engenharia civil em execução no mundo. São construções que, somadas, têm orçamentos que passam de 400 bilhões de dólares.

A expansão do aeroporto internacional Al Maktoum, em Dubai, prevista para ser concluída em 2030, está entre as 10 maiores obras de infraestrutura do mundo. O aeroporto poderá receber 130 milhões de passageiros por ano e 200 aeronaves por hora. As obras envolvem uma área de 34 km², a um custo de 36 bilhões de dólares.

O tamanho da obra do Al Maktoum só é inferior à do aeroporto internacional de Pequim. A primeira fase foi concluída para as Olimpíadas de 2008. A etapa de expansão, programada para ser concluída em 2025, está estimada em 17,47 bilhões de dólares. O projeto é da arquiteta Zaha Hadid, que morreu em 2016.  

Outra obra em Dubai que também surge na lista de grandes construções globais é a Dubailand – o parque temático da Walt Disney nos Emirados Árabes. Trata-se de um empreendimento com 1.393 hectares de área construída (13.930.000 m²) ao custo de 64 bilhões de dólares. A construção inclui o projeto do maior hotel do mundo, com 6.500 quartos, e um shopping de 929 milm². A conclusão está prevista para 2025.

Também entra na lista a Jubail II, que começou a ser construída em 2014 e será a nova cidade industrial da Arábia Saudita, com capacidade para receber 100 plantas industriais. A obra, calculada em 11 bilhões de dólares, será autossuficiente em energia e abastecimento de água, graças a uma usina capaz de dessalinizar 800 mil m³ de água do mar por dia e uma refinaria de petróleo com capacidade para 350 mil barris por dia. A obra estará acoplada a um amplo complexo rodoviário e ferroviário e deve ser concluída em 2024.

Expansão da estação espacial internacional é a obra mais cara do planeta

A expansão da estação espacial internacional também aparece entre as 10 maiores obras do mundo, e com uma peculiaridade: é a mais cara do planeta, com custo estimado de 66 bilhões de dólares. O orçamento é rateado por um consórcio de 15 países e gerenciado por 5 agências espaciais. A expansão é necessária para que novas viagens à Lua e a planejada missão Marte possam se tornar realidade.

A estação espacial internacional pode perder o título de obra mais cara conforme o canal de transferência de água sul-norte, na China, avança. A primeira fase, concluída em 2014, já consumiu 17,5 bilhões de dólares. Ao todo são quatro canais, sendo que o de menor extensão, e que foi concluído há 6 anos,  percorre 965 quilômetros. O mais longo alcançará quase 2 mil quilômetros. Quando a obra estiver 100% concluída, em 2050, poderá ter consumido 80 bilhões de dólares. O objetivo é transferir 44,8 bilhões de m³ de água por ano dos rios Yangtsé, Amarelo, Huaihu e Haihe, para abastecer as regiões sem recursos hídricos do país.

Outro projeto de irrigação que aparece na lista das maiores obras do mundo em execução é o que está em curso na Líbia. Batizado de “Great Man-Made River” (grande rio feito pelo homem), o projeto se propõe a irrigar mais de 350.000 acres de terra arável e aumentar o fornecimento de água potável para os centros urbanos do país. A construção industrializada do concreto é que viabiliza a obra, que se estende por quase 4 mil quilômetros e se propõe a transportar 2 milhões de m³ de água por dia. A fonte é o aquífero subterrâneo de Núbio. O projeto está programado para ser concluído em 2030, a um custo de 26,5 bilhões de dólares.

Inglaterra, Estados Unidos e Japão investem em linhas férreas urbanas

Na Europa, destaca-se o Crossrail. Trata-se de um trem que percorrerá 108 quilômetros, dos quais 21 de forma subterrânea, sob túneis de concreto. O plano é ligar o leste de Londres com a região oeste da capital inglesa. A obra está atrasada. Deveria entrar completamente em funcionamento em 2019, mas foi adiada para 2021. O orçamento também estourou. Já se aproxima dos 30 bilhões de dólares, dos 23 bilhões previstos inicialmente. 

Outra linha férrea inclusa na relação das grandes obras é a que será inaugurada em 2029, na Califórnia-EUA, e que conectará as 10 maiores cidades do estado norte-americano. O projeto em construção é o de um trem de alta-velocidade, batizado de California High-Speed Rail Authority. Orçada inicialmente em 64 bilhões de dólares, a obra já está em 80,3 bilhões de dólares. O plano é inaugurar o principal trecho, de Los Angeles a São Francisco, em 2022. 

Mais uma linha de trem-bala em construção é a que ligará Tóquio a Nagoya, no Japão, com percurso de 286 quilômetros. Essa primeira fase da Chuo Shinkansen será concluída em 2027. Outra etapa da obra será estendida até Osaka. O equipamento usará a tecnologia de levitação magnética (também conhecido como maglev) e promete ser o trem mais rápido do mundo. O trajeto Tóquio-Nagoya está projetado para ser percorrido em 40 minutos. O trem-bala terá 86% de sua linha em túneis subterrâneos. O custo da obra é estimado em 27,2 bilhões de dólares. 

Entrevistados
Departamentos de comunicação dos gestores das obras

Contato
communications@dubaiairports.ae
info@daxing-pkx-airport.com
info@dubailand.gov.ae
bremb@mofa.gov.sa
gary.j.jordan@nasa.gov
cesc@cppcc.gov.cn
emblibia@terra.com.br
pressoffice@crossrail.tfl.gov.uk
info@hsr.ca.gov
intnldiv@jftc.go.jp 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Japoneses anunciam construção de ‘cidade do futuro’ sustentável

Na base de um dos cartões-postais do Japão, o Monte Fuji, nascerá a Woven City, a “Cidade Entrelaçada”, um protótipo de um centro urbano futurístico e sustentável. O projeto foi divulgado pela Toyota Motor Corporation, durante o principal evento de tecnologia e inovação do mundo, realizado recentemente em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A intenção dos arquitetos e engenheiros do projeto é que a cidade seja um “laboratório vivo”, em que novas soluções e tecnologias sejam testadas. Pra começar, ela funcionará totalmente à base de hidrogênio.

A cidade, que deverá ser inaugurada no início de 2021, terá inicialmente cerca de 2 mil moradores, entre residentes e pesquisadores. A empresa está fazendo um convite para parceiros comerciais e acadêmicos, cientistas de todo o mundo, para que esses profissionais possam trabalhar nessa incubadora do mundo real.

O responsável pelo projeto arquitetônico da Cidade Entrelaçada será o dinamarquês Bjarke Ingels, famoso por obras como o novo World Trade Center (Nova York), a Casa do Lego (Dinamarca), o Google’s Mountain View e a sede do Google, em Londres.

“Soluções de mobilidade conectadas, autônomas, sem emissão de carbono e compartilhadas abrirão um leque de novas formas de vida urbana. Acreditamos que temos uma chance única para explorar novas formas de urbanidade com a Woven City, que pode oferecer caminhos para outros projetos similares”, destacou Ingels.

 

Inovações da cidade do futuro

Entre as tecnologias que serão utilizadas na Cidade Entrelaçada estão, por exemplo, o uso de apenas veículos autônomos e sem emissão de carbono nas vias principais.

Prédios e outras edificações serão construídos com a madeira tradicional japonesa, levando em conta o estilo local. Os telhados serão cobertos por painéis fotovoltaicos que gerarão energia solar, além da eletricidade produzida por células de hidrogênio.

O design de Bjarke Ingles privilegia ambientes a céu aberto, em diversas partes da cidade, com vegetação nativa e cultivo de alimentos usando a técnica da hidroponia (com água e sem terra). A ideia é estimular, ao máximo, o convívio entre seus moradores.

Dentro de casa, os futuros habitantes da Woven City terão à sua disposição tecnologia de ponta, como sensores de inteligência artificial, que ajudarão a monitorar sua saúde e ajudar no cuidado de suas tarefas diárias.

Fonte: https://cbic.org.br/

Compra e venda de imóveis cresce quase 10% em São Paulo e no Rio

Crédito: Divulgação

Transações crescem com a estagnação do setor, mas preços seguem iguais

O número de registros de compra e venda de imóveis novos e usados subiu 9,7% em São Paulo e 9,2% no Rio de Janeiro no acumulado de 2019 em comparação com o ano anterior, de acordo com levantamento realizado pelo Registro de Imóveis do Brasil.

Na capital paulista, foram registradas a compra e a venda de 116.060 imóveis em 2018, contra 126.155 nos 12 meses do ano seguinte. A contabilização foi realizada de dezembro de 2018 a novembro de 2019.

Apesar de ter os bairros mais caros para moradia no país, o Rio de Janeiro sofre com a constante desvalorização de seus imóveis, e, sendo assim, não apresentou números expressivos como São Paulo. A capital fluminense teve 50.470 transações em 2019 e 46.635 em 2018.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e com o Grupo Zap, a melhora pode ser relacionada à diminuição dos juros, ao estoque disponível e à confiança no setor civil que os consumidores voltam a demonstrar. No entanto, os valores estão menores do que nos anos anteriores, como em São Paulo, que apresenta imóveis 20% abaixo da média, enquanto no Rio a desvalorização chega a 33%.

Para 2020

O número de possíveis compradores subiu de 26% para 38% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2019, segundo pesquisa realizada pela FipeZap. Ela demonstrou a tendência de crescimento da intenção de compra para 2020.

Entre os participantes, 33% esperam que os preços se mantenham estáveis, enquanto 15% acham que eles irão cair e 30% acreditam que haverá alta nos próximos 12 meses. Em 2019, o valor da locação residencial aumentou 5,03% e a inflação, 3,27%. O aumento real foi equivalente a 1,70%.

“Vemos uma retomada da demanda para locação, que resulta em um aumento de preço ainda tímido, e esperamos uma retomada na alta do preço para venda neste ano alinhada com a inflação”, diz Bruno Oliva, economista da Fipe e pesquisador do Índice FipeZap.

Logo, comprar um imóvel pode ser mais vantajoso em determinados períodos. Para tomar a decisão, é importante analisar o setor imobiliário e as alternativas de compras, como um leilão de imóveis, por exemplo.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Tatuapé ganha jardins de chuva para melhorar a drenagem da água da chuva e reduzir o risco de enchentes

A técnica que está sendo implantada no Eixo Platina é a mesma usada em projetos de sustentabilidade nos Estados Unidos e na Austrália.

A falta de permeabilidade do solo é um problema recorrente em São Paulo, prejudica a drenagem urbana e aumenta o risco de enchentes. Para lidar com esse tipo de problema, a Região Leste está ganhando jardins de chuva, assim como acontece em grandes cidades do mundo como Nova York, nos Estados Unidos, e Sydney, na Austrália.

Jardins de chuva são canteiros projetados para acolher as águas de chuva contribuindo no combate a enchentes, reduzindo inundações e alimentando o lençol freático. Na prática, o solo é levemente rebaixado e assim acumulam água que naturalmente é absorvida pelo solo.  No Tatuapé, os jardins de chuva integram o projeto Eixo Platina, um pólo de desenvolvimento socioeconômico, desenvolvido pela Porte Engenharia e Urbanismo. Os jardins de chuva, até o momento, foram absorvidos no projeto Geon 652, o primeiro empreendimento entregue do Eixo, localizado na rua Vilela.

“O jardim de chuva é uma das estruturas mais eficientes para lidar com as águas urbanas, sendo capaz de diminuir alagamentos. O papel desse canteiro colocado ao redor do empreendimento é reduzir esse problema, inserindo, ao mesmo tempo, a água dentro do paisagismo, melhorando a infraestrutura verde”, disse Nik Sabey, idealizador do projeto paisagístico do Eixo Platina.

A maior parte desses jardins são colocados acima dos níveis do asfalto, e assim podem ser vistos pelas ruas. Segundo Sabey, trata-se de um desenho pensado conforme o relevo do terreno e do canteiro. Nos jardins projetados no Geon 652, a ideia é que eles absorvam a água da chuva em menos de três dias para não gerar desconforto quanto às vulnerabilidades do mosquito Aedes Aegypti. Outra curiosidade é que as plantas utilizadas no paisagismo são nativas, capazes de se adaptarem às variações climáticas, contribuindo também com a avifauna que está acostumada e depende dessas plantas.

O paisagista ressalta outro grande benefício para a natureza. “Com os jardins de chuva, a água chega mais limpa ao lençol freático, pois as plantas servem como uma espécie de filtro, já que muitas vezes a água que segue para o subsolo está poluída”, diz. Além disso, as calçadas também contam com piso drenante, mandando a água para o lençol ao invés de jogá-la para a via pública.

Sobre a Porte Engenharia e Urbanismo

Desde 1986, a Porte faz uso da Engenharia, do Urbanismo e da Ciência Urbana a serviço do desenvolvimento humano, criando e entregando soluções urbanas. Com mais de 40 projetos entregues, grande parte, na região do Tatuapé e Anália Franco, a Porte é a primeira empresa de São Paulo a implantar o departamento de Ciência Urbana, que utiliza a inteligência artificial, a arquitetura e o seu conhecimento sobre a vida nas cidades para definir os seus projetos e ações, a fim de desenvolver a região e melhorar a vida das pessoas que estão aqui.

Fonte: https://revistabusiness.com.br/

Arquitetura sustentável e meios de transportes limpos interferem na saúde e economia

É hora de mudar o jeito de pensar a arquitetura de nossas casas e os meios de locomoção. De acordo com o Sistema Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido, melhorar a instalação dos aparelhos em casa, optando por versões sustentáveis, e encorajar as pessoas a trocarem os carros por biclicletas ou caminhadas economizaria 3,7 bilhões de libras por ano, cerca de 20,8 bilhões de reais.

Isso porque reduzir a energia demandada pelo transporte, pelas construções e pela fabricação de artigos para casa reduziria, significamente, problemas de saúde relacionados à poluição, como pneumonia e até mortes precoces. E estas mudanças interferem na nossa rotina corriqueira e até na arquitetura das casas, uma vez que o órgão sugere mudanças como o uso da eletricidade solar e opção por meios de transporte não poluentes.

Dentre as intervenções, a mais impactante é a troca dos carros por bicicletas e caminhadas. No Reino Unido, o uso de veículos corresponde à atividade com maior emissão de gases poluentes. Apesar disso, o NHS não sugere o abandono dos carros por completo, mas uma redução de apenas 1,7% das viagens, o que poderia economizar 2,5 bilhões de libras, ou cerca de 13,7 bilhões de reais, na área da saúde, uma vez que resultaria em menos casos de diabetes e doenças cardiovasculares. Ainda mais, o órgão estima que cerca de 65 mil mortes precoces seriam evitadas com a ação, devido à melhor qualidade do ar

Partindo para a construção civil, o corte nas emissões de carbono deveria ser de 35 milhões de toneladas até 2032. Porém, se não forem feitas novas políticas, essa redução não passará de 5 milhões de toneladas. Isso porque a construção de casas autossuficientes em energia e climatização economizaria 1,2 bilhão de libras por ano ou 6,7 bilhões de reais. Aqui, entra em pauta a importância da arquitetura sustentável, com aplicações para reaproveitamento da água, uso de energia solar e até separação e reciclagem do lixo.

Se, ao todo, a população britânica investisse 1 bilhão de libras por ano até 2035 em casas sustentáveis, as contas domésticas, geralmente mensais, seriam reduzidas em 270 libras por lar, ou quase 1.500 reais. Ainda mais, a mudança preveniria 10 mil mortes precoces por ano. 

O estudo foi baseado em uma pesquisa do Centre for Research into Energy Demand Solutions, realizada por acadêmicos de 15 universidades britânicas. Os resultados foram reportados pelo grupo Green Alliance.

No Brasil
Não temos pesquisas tão precisas ou projetos de redução dos impactos nas reduções de carbono como o do NHS. Porém, em 2017, um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) apontou que os carros representavam 72,6% da emissão de gases efeito estufa apenas no estado de São Paulo. Mais regionalmente, na região de Sorocaba, uma pesquisa de 2019 do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) afirma que, se todos os habitantes da cidade deixassem de sair de carro em apenas um dia, 820 toneladas de CO2 seriam poupadas de irem para atmosfera. 

Já na construção civil, segundo uma pesquisa publicada na Revista da Universidade Vale do Rio Verde em 2018, a cada metro quadrado de obra, 82,56 quilos de CO2 são liberados. O estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Maringá ainda sugere que é importante para reduzir as emissões “o uso de divisórias internas de gesso acartonado e grande quantidade de painéis de Structural Glazing (envidraçamento estrutural com pouca ou nenhuma estrutura de aço ou alumínio), em substituição à alvenaria tradicional, comprovando a importância da elaboração de projetos que primem pela sustentabilidade econômica e ambiental”.

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com/

Itaim Bibi deve ganhar shopping de luxo e novas torres de escritório

Os novos empreendimentos serão erguidos na Rua Leopoldo Couto de Magalhães e arredores

Outro empreendimento de 40 000 metros quadrados, com lojas, apartamentos, além de escritórios e um hotel, deve surgir próximo à Avenida Juscelino Kubitschek, na região das ruas Tenente Negrão e Joaquim Floriano.

Fonte: https://vejasp.abril.com.br/

É hora da casa própria?

 

Juros baixos animam quem pretende comprar imóvel, mas financiamento dura anos e requer cuidados

A queda da taxa básica de juros (Selic) para patamares historicamente baixos no Brasil fez reacender na cabeça do brasileiro um sonho que parecia um pouco esquecido: o de financiar a casa própria.

O custo do financiamento nunca esteve tão baixo no país. Com a Selic a 4,25% ao ano, os bancos já oferecem linhas de crédito na casa dos 7% ao ano —bem diferente dos dois dígitos, em média, de quatro anos atrás, quando a Selic atingiu 14,25%.

Repensando o aluguel

O dentista André Carvalho, 32, mora na cidade de São Paulo há cerca de dez anos e sempre optou pelo aluguel. De um ano para cá, porém, passou a reconsiderar a decisão.

“O preço do financiamento era bem maior que o do aluguel, o que praticamente tornava inviável essa opção para mim. Agora, o preço do financiamento com os juros e as taxas está pouco acima do que eu pago. Então, para mim, começou a valer a pena eu comprar um apartamento financiado em vez de deixar meu dinheiro no aluguel.”
André Carvalho, dentista

Mais gente financiando

Carvalho faz parte de um mercado que vem crescendo desde que os juros começaram a cair, em 2016.

Segundo dados da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a cada redução de um ponto percentual nos juros do financiamento de um imóvel, o número de famílias que conseguiriam comprá-lo sobe até 20%.

Não à toa, o financiamento imobiliário cresceu 15% em 2019, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), que espera um 2020 também positivo.

A associação entre juros baixos, novos produtos de financiamento, com taxas que seguem a inflação, e a diminuição do programa Minha Casa Minha Vida fez com que muita gente procurasse novamente os bancos para analisar um financiamento imobiliário. Mas, afinal, vale a pena?

Mariana Coan

Juros estão baixos, mas você está preparado?

O mercado imobiliário passa por um momento positivo, com juros baixos e preços ainda começando a se recuperar após a crise.

“Hoje temos juros baixos como nunca, e o crédito imobiliário é o que acompanha mais de perto a Selic. No quesito custo do dinheiro, nunca esteve tão baixo. Nesse sentido, sim, é hora de comprar”
Alberto Ajzental, coordenador do curso de desenvolvimento de negócios imobiliários da FGV

Os juros, porém, são apenas 10% de tudo o que o interessado na aquisição da casa própria deve olhar, segundo Ajzental. Para ele, o comprador precisa, antes de tudo, fazer uma análise sobre sua estabilidade financeira.

“O mais importante é saber como você está. Não há nada comparável a uma compra de imóvel em questão de comprometimento de renda e prazo. Você destina 20%, 25% da renda por 20, 30 anos. A compra do imóvel é muito menos de olhar para fora e, sim, 90% olhar para você e ver se você tem condições de assumir isso.”
Alberto Ajzental, da FGV

O que observar, além das taxas do banco

Para Daniel Carrasqueira de Moraes, professor de Finanças do Ibmec-SP, quem deseja comprar um imóvel também tem que ficar atento aos custos e negociar valores.

“Eu tenho um momento de crédito muito positivo para adquirir um imóvel. O fato de eu ter cartucho, contudo, não significa que eu deva atirar em tudo. O mercado ainda demanda atenção de um comprador, com tempo para garimpar”, disse Moraes.

“Nunca deixe de prestar atenção no valor do IPTU e do condomínio, pois são custos fixos e tem muito imóvel que perde liquidez para isso. São contas que você sempre precisará pagar.”
Daniel Carrasqueira de Moraes, professor de Finanças do Ibmec-SP

Além das taxas, o comprador também deve ficar atento aos detalhes da operação, principalmente ao CET (Custo Efetivo Total), que engloba todos os custos, como seguro, taxas e encargos, e optar pelo sistema de amortização da dívida, que pode ser pelo SAC (Sistema de Amortização Constante) ou Tabela Price.

A maioria dos bancos no país permite financiamento de até 80% do valor do imóvel, com prazos de até 35 anos e parcelas que comprometem até 30% da renda familiar.

Mariana CoanMariana Coan

Financiamento que acompanha a inflação é uma boa?

Além das já tradicionais formas de financiamento, com taxa de juros mais a TR (Taxa Referencial, hoje zerada) há atualmente uma nova forma de empréstimo, com juros menores e indexação à inflação. Atualmente, a Caixa possui taxa inicial de 2,95% ao ano mais IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no Brasil.

Especialistas ouvidos pelo UOL, contudo, afirmam que a opção só é válida para quem quitar o financiamento de forma relativamente rápida, em menos de dez anos, dado que a exposição ao risco será menor.

“Quando são juros mais IPCA, o problema é que você não sabe a inflação dos próximos anos. Nos juros fixos, são pré-fixados, você sabe o quanto vai pagar. Então, é algo previsível, você pode ter vantagem e desvantagens, mas sabe. No pós-fixado IPCA, de 25 anos, você não sabe para onde isso vai”, disse Johnny Silva Mendes, professor do curso de Economia da FAAP (Faculdade Armando Álvares Penteado).

Dessa forma, o financiamento tradicional, de até 35 anos, traz riscos elevados ao cliente, dada a possibilidade de a inflação aumentar no país e o financiamento ficar mais caro do que o previsto.

Caixa estuda taxas fixas

Além disso, outra possibilidade que deverá ser lançada em março pela Caixa é um financiamento totalmente pré-fixado, onde as taxas deverão ser as mesmas durante todo o período do contrato. “Você vai poder contratar crédito de 30 a 35 anos e saber quanto vai pagar neste período”, afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, no início do ano.

Apesar de não ter os detalhes divulgados oficialmente, a opção é vista como positiva pelos analistas. “Ainda não sabemos tudo sobre como será, mas, se você pagar um juro pré-acordado agora pelos próximos 30 anos, será uma das melhores opções”, disse Silva Mendes.

‘Minha Casa’ em xeque

Para além da melhora no cenário de crédito e das novidades no financiamento, a indefinição sobre o principal programa de financiamento de moradia no país também faz com que as pessoas voltem às portas dos bancos.

O governo estuda uma ampla reformulação no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que vem sofrendo com o orçamento reduzido.

A auxiliar de escritório Renata Silva, 44, esperava financiar seu primeiro imóvel pela faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, que comporta imóveis de até R$ 240 mil, mas já vê a possibilidade de ir aos bancos tradicionais para tentar um financiamento ao apartamento recém-construído que pretende comprar.

A gente lê que o programa está menor. Em compensação, se os juros estão mais baratos, para a gente, talvez valha a pena optar por financiar no banco mesmo.
Renata Silva, auxiliar de escritório

Mariana CoanMariana Coan

Lançamentos e vendas de imóveis em SP crescem quase 50% em 2019; estoque dispara

Crédito: Itaci Batista / AE
 

O mercado imobiliário da capital paulista confirmou o movimento de recuperação iniciado há cerca de dois anos e encerrou 2019 com recorde de lançamentos e vendas, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13, pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O levantamento considera apenas os imóveis residenciais novos.

Os lançamentos no ano passado cresceram 49,6% em comparação com o ano anterior, totalizando 55,5 mil unidades. As vendas subiram 49,5% no mesmo período, chegando a 44,7 mil unidades. Tanto os lançamentos quanto as vendas foram os maiores já registrados desde 2004 na capital paulista.

Em 2016, o mercado havia registrado o recorde de baixa, com menor volume de lançamentos e vendas da série histórica, em decorrência da crise econômica nacional.

“Saímos do fundo do poço em 2016, melhoramos em 2017, tivemos crescimento significativo em 2018 e chegamos a uma expansão também relevante em 2019”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Volume financeiro

Em termos de volume financeiro, os empreendimentos lançados em 2019 tem valor geral de vendas (VGV) avaliado em R$ 27,9 bilhões em 2019, 46,8% mais do que em 2018. Já as vendas efetivadas movimentaram R$ 22,3 bilhões, crescimento de 43,8%.

MCVM

A pesquisa mostrou que os empreendimentos do tipo ‘econômicos’, enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), puxaram a expansão do mercado na cidade de São Paulo nos últimos anos, representando 49,2% das unidades lançadas em 2019, ante 43,9% em 2018, 36,6% em 2017 e 18,5% em 2016.

Estoques

Com a euforia em torno de crescimento do mercado imobiliário na cidade de São Paulo e a retomada dos lançamentos pelas incorporadoras, o estoque de imóveis residenciais disparou.

As unidades na planta, em obras e recém-construídas somavam 34 mil unidades no fim de 2019, montante 52,4% maior do que no mesmo período de 2018, quando estava em 22,3 mil.

O estoque do fim de 2019 também chegou a um patamar 79,6% acima da média histórica na capital paulista, que é de 18,9 mil unidades, conforme dados do Secovi-SP.

A pesquisa mostrou também que 58,8% desse estoque correspondia a imóveis na planta, enquanto 37,5% estão em fase de obras. Apenas 3,7% são apartamentos prontos – que geram gastos de condomínio e manutenção para as construtoras.

“A oferta final de imóveis atingiu um pico, de fato. Mas nunca tivemos um trimestre com tantos lançamentos quanto no fim de 2019”, disse Petrucci, durante entrevista coletiva à imprensa.

Apesar da disparada no volume dos estoques, Petrucci afirmou que esse pico não representa um problema para as empresas. “Essa oferta não nos preocupa. Grande parte ainda está na planta ou em fase de construção. São poucos os imóveis prontos. O mercado está muito mais saudável do que anos atrás”, disse.

Ele afirmou ainda que a velocidade de vendas na capital paulista está em 57,9%. Na prática, o indicador mostra que foram vendidas 57,9% de todas as unidades disponíveis no mercado nos últimos 12 meses. A velocidade é superior que a dos últimos cinco anos, quando ficou abaixo de 50%.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

Caixa lança crédito imobiliário prefixado dia 20 em cerimônia com Bolsonaro

Presidente já havia afirmado que taxa prefixada deverá ser menor que 10% ao ano

Foto: Agência Brasil/EBC

A Caixa fará na próxima semana o lançamento do crédito imobiliário com taxas prefixadas, que devem começar com valores abaixo de 10% ao ano. A cerimônia, com participação do presidente Jair Bolsonaro, está marcada para quinta-feira, dia 20, no Palácio do Planalto.

O financiamento prefixado representa um novo passo na estratégia do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de depender menos do funding da poupança. O objetivo é originar operações nessa modalidade e securitizá-las para venda da carteira no mercado.

Na nova linha, as taxas serão um pouco superiores às do crédito corrigido pela TR para que o banco possa cobrir o risco da operação, disse Guimarães em entrevista ao Valor no fim de janeiro. Na Caixa, o financiamento atrelado à TR (hoje, zerada) começa com um adicional de 6,5% ao ano.

Em contrapartida, o tomador de uma linha prefixada ficará com uma taxa travada por toda a vigência do financiamento, que pode se estender por 30 anos, independentemente das oscilações inflacionárias e da Selic no período.

O banco não prevê colocar cláusulas de repactuação periódica da taxa de juros, apurou o Valor. Essa revisão é praxe em outros países, mas a preferência da Caixa é embutir um prêmio de risco na taxa desde o início da operação, conforme fonte a par do assunto.

Guimarães tem defendido a adoção de novos modelos no crédito imobiliário porque o funding da poupança é escasso e tem riscos. Os principais, segundo ele, são o descasamento de prazos entre a captação e a duração dos contratos de crédito e a inexistência de hedge para ativos baseados na TR, o que dificulta a securitização dessas carteiras.

A Caixa já fez um primeiro movimento para diversificar suas fontes de recursos no crédito imobiliário em agosto do ano passado, quando lançou as linhas imobiliárias corrigidas pelo IPCA. A modalidade representa atualmente cerca de 30% da originação de crédito habitacional do banco (excluídas da conta as operações que têm funding no FGTS).

A diferença é que as linhas corrigidas pela inflação são mais baratas — começam em IPCA mais 2,95% ao ano —, só que o risco de oscilação de preços fica com o cliente.

Por isso, as modalidades atreladas à TR, ao IPCA e prefixadas vão coexistir na oferta da Caixa, embora o banco prefira as duas últimas. A ideia é que o tomador do crédito possa escolher levando em conta o tamanho da parcela e o prazo de pagamento.

(Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor Econômico)

Fonte: https://valorinveste.globo.com/