Arquivo diários:4 de fevereiro de 2020

São Paulo mantém bom desempenho no mercado imobiliário

Quem hoje anda por São Paulo consegue observar a mudança do mercado imobiliário, isso porque a cidade vem se transformando em um canteiro de obras dada a quantidade de novos empreendimentos que estão sendo feitos em todas as regiões da capital paulista.

Isso é mostrado no levantamento da Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), no qual é revelado que em novembro de 2019 houve a comercialização de 4.974 unidades residenciais novas, ou seja, 43,5% maior do que o total comercializado em outubro de 2019 (3.467 unidades) e superior em 29,4% as vendas de novembro de 2018 (3.843 unidades).

Vale destacar que já no mês de outubro, a capital paulista havia conseguido um bom desempenho no mercado imobiliário, ou seja, é possível observar a retomada de crescimento de compras e vendas de imóveis, não só na cidade de São Paulo como em outras partes do país.

Segundo a sócia da Akamines Advogados e Negócios Imobiliários e especialista em Economia da Construção Civil, Daniele Akamine, “o mercado imobiliário depende de um tripé composto por taxa de juros baixas, confiança do consumidor e emprego em alta, além da segurança jurídica nas operações”.

Vale mencionar que os resultados de imóveis comercializados no mês de novembro atingiu um recorde, sendo considerado o melhor desempenho de toda a série histórica iniciada em 2004. Ao todo foram 4.974 unidades residenciais novas comercializadas e 8.131 unidades lançadas.

Se observarmos ao longo de 2019, o número de imóveis comercializados obteve o melhor desempenho desde 2005, é o que explica Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP: “Esse é o melhor resultado em 15 anos. Os 11 meses do ano passado superaram os recordes anteriores de 2007, quando foram vendidas 31.187 unidades, e de 2008, que registrou o lançamento de 31.812 imóveis”. Ao todo, o ano de 2019 comercializou 38.930 unidades novas e lançou 44.605 unidades.

Já para Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, apesar das medidas apresentadas pelo atual governo, para o mercado imobiliário continuar em alta é preciso que aconteça uma reação mais robusta da economia, com ampla geração de emprego, redução da burocracia na análise e aprovação de projetos, segurança jurídica nos processos imobiliários e simplificação tributária a partir da aprovação das reformas Tributária e Administrativa.

Fonte: https://www.jornalspnorte.com.br/

Como a queda da inflação e dos juros no Brasil abriu espaço para o mercado imobiliário

Impactos vão desde o financiamento, para a aquisição de novas unidades, até o retorno do investimento, com o aluguel

 

Em tempos nos quais o país enfrenta a menor taxa de juros de sua história, alguns setores econômicos acabam tendo maior ou menor estímulo. Cada vez menos atrativos, os investimentos de renda fixa têm perdido rendimento nos últimos anos, acirrando a disputa por produtos do mercado financeiro que garantam maiores retornos.

Entre as opções disponíveis está o mercado imobiliário. O setor tem sido diretamente afetado pela queda da taxa de juros e da inflação, com impactos que vão do financiamento para a aquisição de novas unidades até o retorno com o aluguel. A taxa de juros média de 0,38% ao mês, observada na locação residencial, já supera tanto o CDI quanto os juros pagos pelo Tesouro Direto de médio prazo, como o IPCA+.

Outro setor que tem sido diretamente impactado pelos cortes na taxa de juros é o mercado de crédito imobiliário. Com as mudanças na economia, os pedidos de portabilidade junto às instituições financeiras disparou. Segundo dados do Banco Central, de janeiro a novembro do ano passado, a movimentação em transferências de dívida imobiliária  entre bancos somou R$ 1,46 bilhão, aumento de 175,43% ante o mesmo período do ano anterior.

De acordo com especialistas, os juros mais baixos têm permitido reduzir o custo das parcelas de financiamentos mais antigos, contraídos quando a taxa Selic encontrava-se acima de 10% ao ano. A transação é permitida pelo Banco Central justamente como uma forma de garantir a competitividade no mercado de crédito do país, o que tem surtido efeito, já que a agressividade dos bancos para captar novos clientes também tem sido apontada como agente catalisador do aumento nos pedidos de portabilidade.

Financiamento

Se as condições são favoráveis para renegociar dívidas, o mesmo vale para a contratação de novos financiamentos. De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), entre dezembro de 2018 e novembro de 2019, foram vendidos 44,1 mil imóveis em São Paulo, um recorde para o período.

Só em novembro, foram 5 mil unidades vendidas, o que representou um valor de R$ 2,9 bilhões — avanço de 29,4% ante igual mês de 2018 e o segundo melhor resultado de 2019. Do lado da oferta, contudo, foram lançadas 8,1 mil novas unidades no mesmo período, segundo informações da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Avaliação pessoal

Antes de investir em imóveis, contudo, é preciso avaliar se a opção se encaixa ou não no seu perfil, além de riscos e custos envolvidos que passam despercebidos na hora da aquisição. É o caso do Imposto de Renda, que incide sobre ganhos com aluguéis.

Outro risco é a possibilidade de o imóvel ficar vago por muito tempo. Nesses casos, os encargos tributários e de condomínio passam a ser de responsabilidade do proprietário, o que pode corroer ganhos. Uma saída é avaliar a taxa de vacância na região e no perfil de imóvel no qual se pretende investir, para, assim, evitar ficar muito tempo sem receber o tão esperado aluguel.

Um conselho dado por consultores financeiros tem sido o de optar por fundos imobiliários que investem no ramo de aluguéis. Nesses casos, os ganhos e dividendos são isentos de Imposto de Renda, além de apresentarem risco de inadimplência mais diluído. Além do investidor ter retorno mais garantido do que alugando imóveis por conta própria, pode lidar com um investimento inicial bem menor do que o necessário para adquirir uma casa ou apartamento sozinho.

Fonte: https://www.horabrasil.com.br/