Arquivo diários:12 de fevereiro de 2020

4 Dicas para aumentar a produtividade no trabalho

4 dicas para aumentar a produtividade no trabalho
O uso da tecnologia auxilia na melhora de produtividade no canteiro de obras Créditos: Shutterstock
 
Aumentar a produtividade no trabalho, principalmente, no canteiro de obras, sempre foi um desafio da construção civil brasileira.

 

Esse desafio se tornou mais evidente nos anos em que o mercado estava aquecido, mas agora, com a retomada do crescimento, para que ele seja sustentável, é preciso garantir que as equipes de obra sejam mais produtivas.  Em uma entrevista recente dada ao Mapa da Obra, Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), alertou que para correr atrás do gap de produtividade, o setor deve apostar em soluções inovadoras, sejam elas voltadas para materiais ou para os processos produtivos, como gestão de equipes.

Confira quatro dicas de simples implementação que vão te auxiliar na melhora da produtividade do trabalho:

Industrialização no canteiro de obras com o uso de pré-fabricados

Caso você ainda não utilize elementos construtivos pré-fabricados nas suas obras, é hora de começar a considerar essa opção. Como eles são fabricados de maneira industrializada, já chegam prontos para a instalação.

Além de proporcionar maior agilidade na obra, eles dispensam muito espaço no canteiro, geram menos resíduos que os elementos moldados in loco e precisam de menos mão-de-obra. O resultado é mais sustentável, limpo e ágil.

Utilização de sistemas de gerenciamento on-line

A utilização de softwares para gerenciamento de obras on-line se tornou uma necessidade no setor. Esses aplicativos permitem que todos os funcionários que possuem acesso a plataforma, acompanhem as etapas das obras em tempo real, além de possibilitar o gerenciamento a distância.

O engenheiro Gabriel Ribeiro Borges, consultor do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), comentou em recente entrevista ao Mapa da Obra o uso do sistema OROweb (Qualidade Real da Obra) para auxiliar na gestão.  O aplicativo é utilizado em tablets e smartphones e permite que as informações da obra sejam transferidas para a plataforma on-line, na qual são gerados indicadores de qualidade das estruturas, alvenarias, contrapisos e revestimentos cerâmicos.

Outra tecnologia que tem sido disseminada no setor é o Building Information Modelling (BIM) ou Modelagem da Informação da Construção. O BIM nada mais é uma forma de criar digitalmente um modelo virtual da construção, sendo este um suporte ao projeto durante as diversas etapas da obra.

Uso de drones para topografia

Os drones são aparelhos pequenos controlados à distância e que, aos poucos, estão ganhando espaços na construção civil quando o assunto é mapeamento de terreno.

Eles podem auxiliar no conjunto de imagens do lote, uma vez que o serviço de mapeamento topográfico terreno, como o Sistema RTK, possui algumas limitações por estar no solo. Além disso os equipamentos são simples de manusear e proporcionam agilidade nessa etapa do processo.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

Construtoras podem economizar R$ 470 milhões por ano com nova norma

Regras de saúde e segurança da construção civil foram simplificadas

A simplificação das normas de saúde e segurança do trabalho na construção civil resultará em economia de R$ 470 milhões por ano para as empresas do setor, informou a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia. A revisão da Norma Regulamentadora 18 (NR 18) foi anunciada no dia 10 pela Secretaria de Trabalho e Emprego da pasta.

Segundo a secretaria, a projeção leva em conta o cenário intermediário, considerado o mais provável. A redução anual de custos ficará entre R$ 280 milhões, no cenário mais conservador, e R$ 700 milhões, no mais otimista. As estimativas foram realizadas com base em informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) de 2017.

De acordo com os cálculos, a desburocratização da NR 18 reduzirá em 33% o custo do treinamento básico de segurança, por causa da redução da carga horária de seis para quatro horas. O orçamento das construtoras para saúde, segurança e meio ambiente no trabalho deverá cair em 5% ou 10%, dependendo da atividade. Atualmente, cerca de 3% do valor total das incorporações correspondem a essa rubrica.

Desburocratização

A principal mudança da NR 18 diz respeito à autonomia das empresas para executar as normas de segurança e saúde no trabalho. Antes, a norma descrevia exatamente como seria a estratégia de prevenção de acidentes. Segundo as construtoras, as regras engessavam a tarefa e inibiam o uso de novas tecnologias mais seguras que os equipamentos tradicionais.

Pela nova norma, as construtoras terão de elaborar um programa de gerenciamento de riscos. Para obras com mais de 7 metros de altura e 10 trabalhadores, as normas de prevenção terão de ser assinadas por um engenheiro responsável. Em empreendimentos menores, um técnico em segurança no trabalho pode elaborar as normas.

O programa será único, devendo considerar os riscos de todos os trabalhadores envolvidos na obra. Nas regras antigas, cada empresa que trabalhasse em uma obra precisava elaborar seu próprio plano de segurança, que nem sempre harmonizava com os demais. Embora a obrigação do programa de gerenciamento de riscos caiba às construtoras, os fornecedores terão de produzir um inventário de riscos de atividades para poder entrar no programa.

Segurança

As empresas terão 24 meses para abolir o uso do tubulão com ar comprimido, tarefa considerada de alto risco. As escavações manuais ficarão limitadas a 15 metros de profundidade.

Também se torna obrigatória a climatização em máquinas autopropelidas (com movimento próprio) com mais de 4,5 mil quilogramas e em equipamentos de guindaste. As empresas não poderão adaptar contêineres para áreas de vivência dos trabalhadores, como refeitórios, vestiários ou escritórios de obras. A norma traz novas regras mais seguras para a execução de escavações e para tarefas que envolvem calor, como soldagem e esmerilhamento.

Mais empregos

No evento de lançamento da Norma Regulamentadora 18, ontem (10) em São Paulo, o secretário de Trabalho e Emprego do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, disse que a nova norma é mais simples, objetiva e mais fácil de ser fiscalizada pelas autoridades. “No momento em que a construção civil vem liderando essa retomada do crescimento econômico, é preciso que nós tenhamos normas que, por um lado, sejam mais simples, mais desburocratizadas, mas que, ao mesmo tempo, garantam a saúde e a segurança do trabalhador”, declarou.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a desburocratização aumenta a rapidez nas obras. “A NR 18 agora diz o que deve ser feito, não como deve ser feito. Ou seja, a responsabilidade é do construtor, das pessoas que vão cuidar da saúde e da segurança do trabalho”, disse.

*Colaborou Fernanda Cruz, de São Paulo

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Edição: Nádia Franco