Arquivo diários:18 de fevereiro de 2020

Lançamentos e vendas de imóveis em SP crescem quase 50% em 2019; estoque dispara

Crédito: Itaci Batista / AE
 

O mercado imobiliário da capital paulista confirmou o movimento de recuperação iniciado há cerca de dois anos e encerrou 2019 com recorde de lançamentos e vendas, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13, pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O levantamento considera apenas os imóveis residenciais novos.

Os lançamentos no ano passado cresceram 49,6% em comparação com o ano anterior, totalizando 55,5 mil unidades. As vendas subiram 49,5% no mesmo período, chegando a 44,7 mil unidades. Tanto os lançamentos quanto as vendas foram os maiores já registrados desde 2004 na capital paulista.

Em 2016, o mercado havia registrado o recorde de baixa, com menor volume de lançamentos e vendas da série histórica, em decorrência da crise econômica nacional.

“Saímos do fundo do poço em 2016, melhoramos em 2017, tivemos crescimento significativo em 2018 e chegamos a uma expansão também relevante em 2019”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Volume financeiro

Em termos de volume financeiro, os empreendimentos lançados em 2019 tem valor geral de vendas (VGV) avaliado em R$ 27,9 bilhões em 2019, 46,8% mais do que em 2018. Já as vendas efetivadas movimentaram R$ 22,3 bilhões, crescimento de 43,8%.

MCVM

A pesquisa mostrou que os empreendimentos do tipo ‘econômicos’, enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), puxaram a expansão do mercado na cidade de São Paulo nos últimos anos, representando 49,2% das unidades lançadas em 2019, ante 43,9% em 2018, 36,6% em 2017 e 18,5% em 2016.

Estoques

Com a euforia em torno de crescimento do mercado imobiliário na cidade de São Paulo e a retomada dos lançamentos pelas incorporadoras, o estoque de imóveis residenciais disparou.

As unidades na planta, em obras e recém-construídas somavam 34 mil unidades no fim de 2019, montante 52,4% maior do que no mesmo período de 2018, quando estava em 22,3 mil.

O estoque do fim de 2019 também chegou a um patamar 79,6% acima da média histórica na capital paulista, que é de 18,9 mil unidades, conforme dados do Secovi-SP.

A pesquisa mostrou também que 58,8% desse estoque correspondia a imóveis na planta, enquanto 37,5% estão em fase de obras. Apenas 3,7% são apartamentos prontos – que geram gastos de condomínio e manutenção para as construtoras.

“A oferta final de imóveis atingiu um pico, de fato. Mas nunca tivemos um trimestre com tantos lançamentos quanto no fim de 2019”, disse Petrucci, durante entrevista coletiva à imprensa.

Apesar da disparada no volume dos estoques, Petrucci afirmou que esse pico não representa um problema para as empresas. “Essa oferta não nos preocupa. Grande parte ainda está na planta ou em fase de construção. São poucos os imóveis prontos. O mercado está muito mais saudável do que anos atrás”, disse.

Ele afirmou ainda que a velocidade de vendas na capital paulista está em 57,9%. Na prática, o indicador mostra que foram vendidas 57,9% de todas as unidades disponíveis no mercado nos últimos 12 meses. A velocidade é superior que a dos últimos cinco anos, quando ficou abaixo de 50%.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

Caixa lança crédito imobiliário prefixado dia 20 em cerimônia com Bolsonaro

Presidente já havia afirmado que taxa prefixada deverá ser menor que 10% ao ano

Foto: Agência Brasil/EBC

A Caixa fará na próxima semana o lançamento do crédito imobiliário com taxas prefixadas, que devem começar com valores abaixo de 10% ao ano. A cerimônia, com participação do presidente Jair Bolsonaro, está marcada para quinta-feira, dia 20, no Palácio do Planalto.

O financiamento prefixado representa um novo passo na estratégia do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de depender menos do funding da poupança. O objetivo é originar operações nessa modalidade e securitizá-las para venda da carteira no mercado.

Na nova linha, as taxas serão um pouco superiores às do crédito corrigido pela TR para que o banco possa cobrir o risco da operação, disse Guimarães em entrevista ao Valor no fim de janeiro. Na Caixa, o financiamento atrelado à TR (hoje, zerada) começa com um adicional de 6,5% ao ano.

Em contrapartida, o tomador de uma linha prefixada ficará com uma taxa travada por toda a vigência do financiamento, que pode se estender por 30 anos, independentemente das oscilações inflacionárias e da Selic no período.

O banco não prevê colocar cláusulas de repactuação periódica da taxa de juros, apurou o Valor. Essa revisão é praxe em outros países, mas a preferência da Caixa é embutir um prêmio de risco na taxa desde o início da operação, conforme fonte a par do assunto.

Guimarães tem defendido a adoção de novos modelos no crédito imobiliário porque o funding da poupança é escasso e tem riscos. Os principais, segundo ele, são o descasamento de prazos entre a captação e a duração dos contratos de crédito e a inexistência de hedge para ativos baseados na TR, o que dificulta a securitização dessas carteiras.

A Caixa já fez um primeiro movimento para diversificar suas fontes de recursos no crédito imobiliário em agosto do ano passado, quando lançou as linhas imobiliárias corrigidas pelo IPCA. A modalidade representa atualmente cerca de 30% da originação de crédito habitacional do banco (excluídas da conta as operações que têm funding no FGTS).

A diferença é que as linhas corrigidas pela inflação são mais baratas — começam em IPCA mais 2,95% ao ano —, só que o risco de oscilação de preços fica com o cliente.

Por isso, as modalidades atreladas à TR, ao IPCA e prefixadas vão coexistir na oferta da Caixa, embora o banco prefira as duas últimas. A ideia é que o tomador do crédito possa escolher levando em conta o tamanho da parcela e o prazo de pagamento.

(Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor Econômico)

Fonte: https://valorinveste.globo.com/