Arquivo diários:21 de fevereiro de 2020

Japoneses anunciam construção de ‘cidade do futuro’ sustentável

Na base de um dos cartões-postais do Japão, o Monte Fuji, nascerá a Woven City, a “Cidade Entrelaçada”, um protótipo de um centro urbano futurístico e sustentável. O projeto foi divulgado pela Toyota Motor Corporation, durante o principal evento de tecnologia e inovação do mundo, realizado recentemente em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A intenção dos arquitetos e engenheiros do projeto é que a cidade seja um “laboratório vivo”, em que novas soluções e tecnologias sejam testadas. Pra começar, ela funcionará totalmente à base de hidrogênio.

A cidade, que deverá ser inaugurada no início de 2021, terá inicialmente cerca de 2 mil moradores, entre residentes e pesquisadores. A empresa está fazendo um convite para parceiros comerciais e acadêmicos, cientistas de todo o mundo, para que esses profissionais possam trabalhar nessa incubadora do mundo real.

O responsável pelo projeto arquitetônico da Cidade Entrelaçada será o dinamarquês Bjarke Ingels, famoso por obras como o novo World Trade Center (Nova York), a Casa do Lego (Dinamarca), o Google’s Mountain View e a sede do Google, em Londres.

“Soluções de mobilidade conectadas, autônomas, sem emissão de carbono e compartilhadas abrirão um leque de novas formas de vida urbana. Acreditamos que temos uma chance única para explorar novas formas de urbanidade com a Woven City, que pode oferecer caminhos para outros projetos similares”, destacou Ingels.

 

Inovações da cidade do futuro

Entre as tecnologias que serão utilizadas na Cidade Entrelaçada estão, por exemplo, o uso de apenas veículos autônomos e sem emissão de carbono nas vias principais.

Prédios e outras edificações serão construídos com a madeira tradicional japonesa, levando em conta o estilo local. Os telhados serão cobertos por painéis fotovoltaicos que gerarão energia solar, além da eletricidade produzida por células de hidrogênio.

O design de Bjarke Ingles privilegia ambientes a céu aberto, em diversas partes da cidade, com vegetação nativa e cultivo de alimentos usando a técnica da hidroponia (com água e sem terra). A ideia é estimular, ao máximo, o convívio entre seus moradores.

Dentro de casa, os futuros habitantes da Woven City terão à sua disposição tecnologia de ponta, como sensores de inteligência artificial, que ajudarão a monitorar sua saúde e ajudar no cuidado de suas tarefas diárias.

Fonte: https://cbic.org.br/

Compra e venda de imóveis cresce quase 10% em São Paulo e no Rio

Crédito: Divulgação

Transações crescem com a estagnação do setor, mas preços seguem iguais

O número de registros de compra e venda de imóveis novos e usados subiu 9,7% em São Paulo e 9,2% no Rio de Janeiro no acumulado de 2019 em comparação com o ano anterior, de acordo com levantamento realizado pelo Registro de Imóveis do Brasil.

Na capital paulista, foram registradas a compra e a venda de 116.060 imóveis em 2018, contra 126.155 nos 12 meses do ano seguinte. A contabilização foi realizada de dezembro de 2018 a novembro de 2019.

Apesar de ter os bairros mais caros para moradia no país, o Rio de Janeiro sofre com a constante desvalorização de seus imóveis, e, sendo assim, não apresentou números expressivos como São Paulo. A capital fluminense teve 50.470 transações em 2019 e 46.635 em 2018.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e com o Grupo Zap, a melhora pode ser relacionada à diminuição dos juros, ao estoque disponível e à confiança no setor civil que os consumidores voltam a demonstrar. No entanto, os valores estão menores do que nos anos anteriores, como em São Paulo, que apresenta imóveis 20% abaixo da média, enquanto no Rio a desvalorização chega a 33%.

Para 2020

O número de possíveis compradores subiu de 26% para 38% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2019, segundo pesquisa realizada pela FipeZap. Ela demonstrou a tendência de crescimento da intenção de compra para 2020.

Entre os participantes, 33% esperam que os preços se mantenham estáveis, enquanto 15% acham que eles irão cair e 30% acreditam que haverá alta nos próximos 12 meses. Em 2019, o valor da locação residencial aumentou 5,03% e a inflação, 3,27%. O aumento real foi equivalente a 1,70%.

“Vemos uma retomada da demanda para locação, que resulta em um aumento de preço ainda tímido, e esperamos uma retomada na alta do preço para venda neste ano alinhada com a inflação”, diz Bruno Oliva, economista da Fipe e pesquisador do Índice FipeZap.

Logo, comprar um imóvel pode ser mais vantajoso em determinados períodos. Para tomar a decisão, é importante analisar o setor imobiliário e as alternativas de compras, como um leilão de imóveis, por exemplo.

Fonte: https://www.segs.com.br/